Achados

As melhores maneiras de estragar a sua viagem, parte 2: quando faz calor demais

por Adriana Setti em

A foto acima foi reproduzida da edição de hoje do jornal La Vanguardia. Legenda: “turistas se fotografam com um termômetro que indica uma temperatura de 50 graus no centro de Córdoba em plena onda de calor procedente de uma massa de ar africano”.

 

Admiro o senso de humor da criatura fotografada – ele sorri. Nas vezes em que passei por isso, soltei fogo pelas ventas, bufei e concluí que o mundo era um lugar cruel.

 

A mais traumática delas talvez tenha sido Foz do Iguaçu com 46 graus. A umidade gerada pelas cataratas transformava a selva num imenso banho turco. O ar era pastoso. Meu esqueleto adquiriu uma consistência gelatinosa. Em algum momento da caminhada pelo lado argentino do parque, se não me engano, desejei passar o resto da minha vida na Sibéria.

 

Por essas e outras, sou um pouco radical quando analiso as tabelas de temperatura de um potencial destino. E acho que os viajantes em geral deveriam levar isso mais a sério: nem o melhor lugar do mundo é legal quando os termômetros ultrapassam os 35, a menos que a ideia seja passar o dia na praia ou na piscina.

 

Subestimar o calor europeu é padecer no paraíso. A Espanha pode ser incrível no verão, em lugares como Barcelona, Ilhas Baleares, Galícia, País Basco, etc. Por outro lado, digo e repito: o interior da Andaluzia (principalmente Sevilha, Granada e Córdoba) é proibido para quem viaja entre o meio de junho e o meio de setembro, assim como Madri e arredores. Outras cidades grandes, como Roma e Istambul, também são contraindicadas para quem está circulando pelo Velho Mundo neste momento. Para que tudo dê certo, basta fazer um pouco de lição de casa.

 

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Comentários (7)
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  • Por: Renata Queiroga
  • -
  • 14 de agosto de 2012 at 15:04

Oi Adriana,
Estou passando aqui para aquela visitinha básica a fim de matar as saudades de Barcelona…
Ah, e claro, para agradecer as super dicas que você me deu! Foram todas excelentes!! Obrigada pela sua atenção, pela sua disponibilidade!!!
Amei a Fábrica Moritz e o Alkimia!!! Fantásticos e comida muito boa!! Galitos é fantástico e achei o máximo aquela nova esplanada embaixo do Hotel W!!!… Da última vez, ainda era o Mellow…
Ah, e claro, aportei no 41 Grados e foi uma experiência gastronômica fantástica!!! Aos poucos vou contando no blog…
Olha, amo, amo, amo Barcelona e pretendo não demorar muito para voltar…

    • Por: Adriana Setti
    • -
    • 16 de agosto de 2012 at 7:43

    Oi, Renata! Obrigada pelo retorno! Fico muito feliz! Beijos.

  • Por: rafa
  • -
  • 13 de agosto de 2012 at 9:11

Sou suspeito para comentar, pois sou amante do frio e de todas as coisas que o acompanham (casacos, cachecois, chocolate, massas). Aproveito pra dizer que Barcelona é linda no inverno. Muitos a conhecem apenas como destino de verão, mas no inverno a cidade adquire um ar muito especial. E nem faz tanto frio assim. De dia faz até 15 gaus, mas já peguei dias com 17, 18 até 19 graus, temperatura que, combinada aos dias ensolarados de janeiro e fevereiro, dispensa casaco durante o dia. A cidade fica tranquila, as folhas douradas das arvores cobrem as calçadas, o céu fica azul, o sol brllha, a chuva vai embora, as filas nas principais atrações e restaurantes desaparecem, mas a noitada continua firme, com muita badalação.

    • Por: Adriana Setti
    • -
    • 16 de agosto de 2012 at 7:47

    Oi, Rafael. Também adoro Barcelona no frio. Parece outra cidade. Outra BELA cidade.

  • Por: Paulets
  • -
  • 11 de agosto de 2012 at 14:22

Dri, assino embaixo sobre os “trips-micos”!
Adorei!

  • Por: José Luiz
  • -
  • 10 de agosto de 2012 at 22:24

Eu passei um calor infernal quando viajei para Morretes e quando estive na região das Misiones Argentina em fevereiro (antes estive em Foz e devo ter dado sorte pois não estava tão quente, mas em San Ignácio e Posadas na Argentina, eu suava na cadeira sem fazer nada…)

Mas se quer saber minha opinião, prefiro o calor dos mais infernais que ter 1 dia de chuva durante a viagem.

    • Por: Adriana Setti
    • -
    • 16 de agosto de 2012 at 7:48

    José Luiz, na mesma viagem eu também peguei 46 em Corrientes. Estive à beira do suicídio. Mas talvez você tenha razão, a chuva é a maior estraga prazeres do mundo!