Achados
Barcelona para experts, parte II: restaurantes que os locais amam

Os catalães são fãs da boa mesa. Freqüentar os lugares onde eles almoçam e jantam, portanto, é garantia de comer bem em Barcelona. Para ajudá-lo a encontrar o mapa da mina, aqui vai uma listinha de restaurantes preciosos que dificilmente estarão nos guias turísticos. Como muitos deles estão afastados da rota “básica”, encontrá-los também é uma maneira de conhecer lugares bacanas da cidade onde a maioria dos viajantes nunca chega.
Taverna Can Margarit (carrer de la Concórdia, 21, 93 441-6723): fica escondidíssimo em uma ruazinha do Poble Sec, um bairro tranqüilo e residencial ao lado da avenida do Paral-lel. Ocupa um galpão enorme de 1900, onde funcionava um armazém de vinhos. Decorada com antiguidades, velas e barris de vinho (que você pode tomar grátis enquanto espera a mesa!), essa taverna é um programaço para turmas de amigos, já que tem mesas grandes e salinhas privadas. O clima é o mais informal possível, os garçons brincam (e dão bronca) com os clientes e a comida é ótima e barata. Um belo jantar (só abre à noite), com vinho da casa (do Priorat, ótimo), sai por 20 euros. As especialidades são o coelho e a costela de cordeiro, mas as entradas também são perfeitas: aspargos de Navarra, pimientos del padrón, pão com tomate, chipirones (lulas bebê), etc etc etc.
Flash Flash (Carrer Granada del Penedès, 25, 93 237-0990): escondidinho no bairro de San Gervasi (na zona alta de chique da cidade), este lugar é uma febre e está sempre explodindo de gente. Tem a fama de ter a melhor tortilla (omelete espanhol) da cidade, em diversas versões. Quem é fã deste prato espanholíssimo deve bater cartão por ali. Uma das mais originais e gostosas é a que vem com torrada, tomate e queijo. Como a cozinha não fecha durante a tarde, e funciona até a uma da manhã, também é ideal para fazer uma boquinha fora de hora.
Ca La Mariona (Carrer Amigó, 53, 93 201-1830): uma das melhores relações preço-qualidade da cidade, também em San Gervasi. Tem um menu com preço fixo tanto no almoço quando no jantar (uma raridade), com receitas sofisticadas e impecáveis. O filé com foie gras e molho de trufas (meu prato favorito na cidade) é de chorar. É indispensável reservar. Prefira o andar de cima, muito mais aconchegante.
Casa Alfonso (Carrer Roger de Llúria, 6, 93 301-9783): funciona desde os anos trinta, mas seus balcões de madeira e vitrines estão impecavelmente conservados. Serve tanto tapas como saladas e sanduíches deliciosos. O atendimento é simpático e o ambiente acolhedor. Funciona o dia todo, e é perfeito para uma comidinha fora de hora.
El Rincón Maya (Carrer Valencia 183, 93 451 3946): é um cubículo com menos de dez mesas escondido em uma esquina do bairro do Eixample. Caso haja mais de 5 mesas ocupadas, o serviço pode ficar lento (há só uma pessoa na cozinha). Mas serve a melhor comida mexicana da cidade, e também a melhor marguerita (a casa tem uma receita especial), em um ambiente superautêntico.
La Bella Napoli (Carrer Margarit, 14, 93 442-5056): escondido no tranqüilo Poble Sec, é considerado por muitos italianos que vivem em Barcelona (e eles são milhares!) a melhor casa de massas e pizzas. Não à toa, vive lotadíssimo e só faz reservas para mesas grandes. Os casais devem chegar cedíssimo para não pegar fila.
Bilbao (Carrer Perill, 33, 93 458-9624): uma verdadeira instituição, no bairro de Gràcia. Há cinqüenta anos, segue firme na filosofia de servir comida caseira da qualidade irretocável por um preço justo.
Can Tomás (Carrer Major de Sarrià, 49, 93 203-1077): é praticamente uma lenda no bairro de Sarriá (chiquetérrimo), funcionando desde 1919. É um botecão de estudantes famoso por ter as melhores patatas bravas (batata frita com molho apimentado) da cidade. A receita do molho irá com o dono para o túmulo.
Comentários (15)
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- Por: Adriana Setti
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- 8 de junho de 2011 at 18:39
Oi, Ana Patricia. Veja este post sobre a melhor paella (na minha modesta opinião): http://viajeaqui.abril.com.br/blog/achados/barcelona-boa-e-barata-parte-3-a-melhor-paella-da-cidade-por-12-euros-por-pessoa/
- Por: verlaine pereira
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- 24 de novembro de 2008 at 0:11
Adriana,estou indo para Barcelona e Madri em Dezembro com meu marido. Gostaria que me indicasse uma programação para fazer na noite do Reveillon. Já sei que não devo esperar uma grande festa ( como aqui no Brasil), mas também não gostaria de passar a noite como se fosse uma noite qualquer. O que vc sugere? Restaurante com musica ou rua? obrigada
- Por: luiz chalita
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- 25 de julho de 2008 at 0:07
Estamos voltando a Barcelona, minha mulher e eu, depois de 10 anos. Será que você nos faria a gentileza de indicar dois restaurantes, para um casal,já com os filhos adultos, jantar peixe, polvo, etc, de boa qualidade, em ambiente acolhedor, mas não formal, perto do mar? Nosso hotel é na Av. Litoral, 10. Sabemos que nem sempre os preços podem ser econômicos, porém gostaríamos que não fossem exorbitantes! Muito obrigado, desde já.
- Por: luiz chalita
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- 25 de julho de 2008 at 0:07
Estamos voltando a Barcelona, minha mulher e eu, depois de 10 anos. Será que você nos faria a gentileza de indicar dois restaurantes, para um casal,já com os filhos adultos, jantar peixe, polvo, etc, de boa qualidade, em ambiente acolhedor, mas não formal, perto do mar? Nosso hotel é na Av. Litoral, 10. Sabemos que nem sempre os preços podem ser econômicos, porém gostaríamos que não fossem exorbitantes! Muito obrigado, desde já.
- Por: rodrigo
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- 28 de maio de 2008 at 0:05
Guilherme,
Fui morador de Barcelona, e descobri que o Sarriá não mais existia da pior maneira: eu fui até lá, e não encontrei o estádio.
Eu tinha um mapa antigo da cidade em mãos, com o estádio ainda “registrado”, e fui em busca do 2o maior túmulo do futebol brasileiro, depois do Maracanã-50…
Curiosidade meio masoquista, confesso, mas como amante do futebol, não resisti.
Depois, descobri que o Espanyol, dono do estádio, ia quebrar, então vendeu seu estádio pro setor imobiliário, e alugou o estádio olímpico de Montjuic (que é lindo) por longo prazo.
No local do Sarriá, foram construídos vários prédios.
Fiquei triste. Se eu fosse italiano, ficaria mais ainda.
Abraço,
Rodrigo
PS: Dri, desculpe a intromissão !
- Por: Carlos Bertolazzi
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- 23 de maio de 2008 at 0:05
Apenas completando o roteiro com um restaurante que é o Passadis del Pep na Pla del Palau, No.2
Quem me deu a dica foi Carlos Matillas, diretor de exportação do Azeite Borges. Não consegui tempo pra ir, mas a julgar pelo restaurante “terroir” que ele me levou em Tàrrega para almoçar, fico só imaginando o que me aguarda em Barcelona.

Oi adriana, qual a melhor paella da cidade?