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10 coisas que você (provavelmente) não sabe sobre Ibiza

Dez coisas que você (provavelmente) não sabe sobre Ibiza
1. Na minha primeira vez na ilha, me recusei inicialmente a pagar 10 euros em um garrafinha d’água dentro da balada. Caminhei decidida até o banheiro, abri a torneira e… fooom foooom fooooooom… a água era salgada! A ilha tem um problemaço de falta de água. E muitos reservatórios da ilha são preenchidos com água dessalinizada. O processo, pelo visto, não dá um resultado 100%.
2. A praia do Café del Mar, onde rola aquele lendário pôr do sol, é uma Porcaria, com P maiúsculo. Além de ser feita de pedras extremamente irregulares, é forrada com latas e garrafas de cerveja e tem cheiro de xixi.
3. O idioma falado na ilha é o Ibizenco, uma variação do catalão BEM difícil de entender para quem não está acostumado com idioma. Mas como na alta temporada os ibizencos são a minoria esmagadora, não há com o que se preocupar.
4. Um carro ou uma moto são fundamentais para conhecer a ilha. As praias mais bacanas não estão a uma distância “caminhável” nem de Ibiza e nem de Sant Antoni, onde a maioria das pessoas se aloja. E, com exceção da Pachá. El Divino e Es Paradis, o resto das baladas também ficam fora dos centros. Para dirigir uma motinho de até 50cc na Espanha, basta apresentar a carteira de motorista brasileira. E o aluguel gira em torno de 20 euros por dia.
5. Nos últimos anos, as águas-vivas invadiram o Mediterrâneo e chegaram com força total na costa das ilhas Baleares, incluindo Ibiza. Todo cuidado é pouco, portanto, na hora do mergulho. Como esses malditos seres são arrastados pelas correntes, eles geralmente se concentram em determinado da ilha. Informe-se nos jornais locais ou na base do boca a boca.
6. Muitas discotecas já vendem entradas combinadas para a festa da noite e um after hours (por exemplo: Privilege + Space) com preços bem interessantes. Se você pretende encarnar o coelho duracell, vale a pena ficar atento, porque o preço das baladas em Ibiza é MAIS salgado do que a água da torneira. Para se ter uma idéia, as baladas costumam custar de 40 a 80 euros, só o sorriso.
7. Qualquer bebida alcoólica dentro da balada não sai por menos de 10 euros. Sim, 10 euros uma cerveja, na melhor das hipóteses. Portanto, quem tiver sede escapa da falência se abastecer o tanque no centro de Ibiza antes de entrar.
8. A fama de “ilha gay” é balela. Sim, Ibiza é um éden para o povo arco íris, mas tem pra todo mundo. E de sobra.
9. Ao contrário das praias do Brasil, onde o povo caminha, joga frescobol e surfa, em Ibiza o povo simplesmente não se mexe. As praias geralmente parecem a Normandia no dia seguinte ao desembarque aliado: corpos e mais corpos inertes espalhados pelo chão. Afinal de contas, em algum momento toda aquela gente precisa dormir.
10. Algumas agências de viagem alemãs e inglesas vendem pacotes de “uma noite em Ibiza”. Sim, o sujeito pega o avião lá em Londres, já vem calibrando durante o vôo, é levado em uma van para a balada direto do aeroporto, e devidamente recolhido na manhã seguinte para voltar à casa.
Tudo o que você precisa saber sobre a TAL balada de Ibiza

A frase “se não guenta, por que veio?” foi inventada pelos os baianos durante o carnaval de Salvador. Mas ressurge na minha memória sempre que estou em Ibiza e ameaço abrir mão de uma noite de balada em prol de algumas horas entre os lençóis. O que esperar de um lugar conhecido como a “ilha do diabo”? Um dia de festa de Ibiza não tem começo nem fim. Enquanto houver alguém disposto a se sacudir diante de uma caixa de som – e sempre há – a balada segue em frente e o hedonismo impera.
Uma típica maratona de baladas pode começar, ou terminar (quem sabe?), com o pôr-do-sol mais badalado do mundo na praia do Café del Mar (foto), que fica na cidadezinha de San Antoni, no lado oposto à cidade de Ibiza propriamente dita (aquela cheia de ingleses gordos e bêbados sobre a qual falei no último post sobre Ibiza). É o ponto estratégico para brindar a chegada da noite na companhia de uma multidão animadíssima que acaba roubando o protagonismo do espetáculo da natureza. Mais famoso do que a Coca-Cola, o Café del Mar costuma alimentar muuuuitas expectativas. Daí é inevitável não se decepcionar com a pseudo praia imunda onde ele fica e a freqüência meio farofão. De qualquer maneira, vale conferir e falar que foi.
Quem curte uma balada mais sossegada e cometeu o equívoco de ir para Ibiza ao invés das vizinhas Formentera e Menorca, também pode dar um pulo no Kumharas, que fica ali pertinho. Depois de muita martelada na cabeça, um bom Bob Marley até que vai bem.
Em seguida, é hora de seguir rumo ao porto de Ibiza, onde rola a concentração para as mega discos. O lugar também é perfeito para descobrir qual é a festa mais interessante da noite e ficar por dentro do que acontece em cada disco. Destas informações depende o sucesso da sua noite. No último verão aconteceu uma mini-revolução na noite Ibizenca. O Space, o after mais tradicional da ilha, bombou de tal forma que arrasou a concorrência. A única que se manteve inabalável foi a Pacha, que é uma sólida instituição local, e o DC-10, que é tão underground que não perde o seu público de doidões fiéis. Mas isso não significa que as mega discos que bombavam em outros verões, Privilege, Amnesia e El Divino não tenham os seus momentos de glória. Tudo depende da festa do dia. E para saber qual vai ser A FESTA, a única solução é sair perguntando.
Nem perca seu tempo chegando a uma discoteca antes das duas. A pressa é desnecessária, já que a balada bomba até as oito da manhã. E na hora em que a pilha das pessoas costuma acabar em outros lugares do mundo, a festa ibizenca apenas muda de ares. Como disse no parágrafo anterior, os after hours têm estado até mais animados do que os clubs que funcionam em horário “regular”. Se você não tem tanto gás assim (errou de ilha?), vale a pena descansar durante a noite e madrugar para ir a um after. Na pior das hipóteses, será uma experiência antropológica interessante chegar sóbrio em uma selva dessas.
Não pense que termina por aí. Quando estes afters fecham as portas, já no meio da tarde, os coelhos duracell ainda testam as suas forças no Bora-Bora, em plena areia na Playa d’en Bossa (a mesma onde fica o Space). E quando dormir for inevitável, ainda é possível estar no meio do agito. Basta ver a quantidade de corpos inertes espalhados pelo chão na disputadíssima praia de Ses Salines. “Morrer na praia” é a única maneira que muitos encontram para curtir o sol.
Não se esqueça: quase todas as baladas só funcionam de junho a setembro.
O reveillon media bueca de Barcelona
O povo aqui chama o reveillon de “noche vieja”. Com esse nome, boa coisa não pode ser. Depois de oito “noches viejas” por aqui, desapeguei da data. Porque não adianta mesmo esperar nada muito espetacular. Calma, calma, rola balada sim. E muita. Mas não é nada tããão especial ou diferente de qualquer outra noite por aqui.
Ao invés de pular as sete ondas, aqui se come doze uvas ao som das badaladas da meia noite. Isso mesmo: glop, glop, glop, uma uva por segundo. Não há estatísticas, mas provavelmente algumas pessoas já devem ter morrido entaladas por causa disso.
Não, ninguém se veste de branco. Porque acho que nem a Carla Perez conseguiria reunir em um mesmo guarda-roupas casaco, bota, gorro e luvas brancos. A boa notícia é que passar de preto não dá azar. Faço isso há oito anos e minha vida anda uma maravilha.
Ao contrário do que acontece no Brasil, aqui a coisa rola indoor. Tirando os gatos pingados (acabo de ler no jornal que este ano foram 60 mil gatos!!!!) que vão até a praça Catalunya brindar com copo de plástico (os vidros foram proibidos depois de um quebra-quebra há uns quatro anos) em um frio de menos de 10 graus, todo mundo fica em casa com os amigos e família. E depois, lá pela uma ou duas, o bicho pega em festas caríssimas nas discos (miiiico!) e nas festinhas underground espalhadas pelos mais diversos buracos (me guuusta!).
No meu caso, o buraco era uma empresa de instalações hidráulicas (!!) alugada por um casal franco-brasileiro para a festa de ano novo. Lo siento, levei a câmera, mas o meu comprometimento com o jornalismo se afogou em cerveja em algum momento da madrugada.
Tudo o que você precisa saber sobre Ibiza

Por que falar sobre “a ilha do diabo” em pleno inverno europeu, quando nem o próprio satanás gostaria de estar por lá enfrentando aquele frio úmido no meio do nada?
Assim como quem passa o carnaval em Salvador já pensa no próximo esquindô-lê-lê na quarta-feira de cinzas, curtir o verão na ilha mais frenética de todos os oceanos também exige planejamento com muuuuita antecedência. Em julho e agosto Ibiza simplesmente lota, entope, transborda. E quem chega sem uma reserva corre o sério risco de dormir no banco da praça, ou na pior das espeluncas por um preço absurdo, como aconteceu comigo na minha primeira – e ingênua – empreitada no remoto verão de 98. Por isso, atendendo a pedidos, aqui vai um manual de sobrevivência para que todo mundo se dê bem na Disneylândia da balada.
Quando ir
Como já disse, em julho e agosto a ilha funciona ao máximo da sua capacidade. Tem gente que gosta, óbvio. Mas na minha modesta opinião, acho essa época um mico estrondoso. Tudo é over. Over cheio, over calor, over caro, over trânsito, over filas. Os freqüentadores mais escolados preferem, com toda a razão do mundo, ir em junho e setembro. Em junho, acontecem as festas de “openings” das tão dooper super mega famosas discotecas (veja as datas neste blog). E em setembro é a vez das “closing parties”. Tantos as openings quanto as closing são disputadíssimas e muito mais glamurosas do que um suarento sabadão de agosto. Em maio e outubro, a ilha é sinônimo de tranquilidade, as noites sao fresquinhas e a água é gelada. Nos demais meses, faz frio e a maioria dos hotéis e restaurantes fecham. Fora de julho e agosto também rolam pechinchas fantásticas de pacotes para Ibiza partindo das principais cidades espanholas (e até mesmo de Londres, Berlim, Milão, Roma…). Não deixe de conferir os sites das grandes operadoras como Viajes Marsans, Viajes Ibéria e Viajes El Corte Inglés. Confira também os sites de ofertas como EDreams, Atrapalo, Viajar, Rumbo, etc.
Como ir
Foi-se o tempo em que os animados ferry boats da Trasmediterranea e da Balearia eram um ritual de passagem para quem viajava às Ilhas Baleares. Hoje em dia, a menos que você tenha um carro e queira levá-lo a Ibiza (já que os carros alugados podem ser retirados na própria ilha, sem pagar o transporte do continente – dããã), não vale mais a pena enfrentar as 9 horas de travessia (ou algo em torno de 5 em barco rápido) desde Barcelona (ou um pouco menos desde Valência). As companhias aéreas low-coast como Vueling e ClickAir, e até mesmo as tradicionais Iberia, Spanair e AirEuropa vendem vôos a preço de banana das principais cidades espanholas. Sai mais barato do que o bilhete de ferry. O agitado aeroporto de Ibiza também recebe vôos econômicos das principais cidades européias, que é de onde vem pelo menos a metade de seus freqüentadores. Confira o site da EasyJet.
Onde ficar
Um pouco de geografia: Ibiza (ou Eivissa, em Ibizenco, um dialeto do catalao) é o nome da ilha e também de sua capital e cidade mais famosa. Para quem quer agito, o centro de Ibiza é a melhor pedida. Além de ter uma parte antiga tipicamente mediterrânea lindíssima, é lá que rola o “esquenta” para a noite, onde se descolam os flyers de desconto e onde você fica sabendo o que rola (bem) mais tarde. Sant Antoni, no extremo oposto da ilha, onde fica o lendário Café Del Mar, é uma opção mais barata. Justamente por isso, é lá onde se reúnem hordas de ingleses adolescentes que passam o dia engolindo baldes de cerveja, vomitando pelos cantos e enfeitando a passagem com as suas barrigas cor de rosa. Ou seja, mico saltitante. Os freqüentadores mais escolados costumam preferir cidadezinhas menores, como a linda San Rafael, e até mesmo casas perdidas no meio dos olivais, rodeadas por cabras pastando. O site o Lonely Planet é uma ótima ferramenta para encontrar acomodação a preço razoável. Outra boa pedida é o site da EasyJet (clique em reserva de hotéis). Para alugar casas, consulte os sites CasaSpain e TopRural.
Se você está podendo
Hotel Hacienda Na Xamena: O supra-sumo do hippie chic. Fincado em um penhasco com uma vista absurda para o mar. Tem piscinas privés em forma de cascatas flutuando sobre o despenhadeiro, spa e suítes nababescas com decoração oriental.
Can Guillem: Um oásis de charme e tranqüilidade, no interior da ilha, a cinco quilômetros de Ibiza. Por fora, um casarão branco e rústico tipicamente mediterrâneo. Por dentro, decoração moderninha de bom gosto e jacuzzi, mas sem grandes frescuras.
Hotel Pachá:
Para quem não quer largar o osso da badalação nem na hora de tomar café da manhã. É vizinho à discoteca “irmã”.
ONDE COMER
Para comer em ritmo de balada e já entrar madrugada adentro, o KM5 é o restaurante-lounge de quem já passou dos 30 e conhece Ibiza mais a fundo. E para um jantar especial em um ambiente tranqüilo e requintado, vá ao Sueño de Estrellas, no Hotel Hacienda Na Xamena.
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Brincadeira legal para viajantes entediados
Entediado na sala de embarque do aeroporto? Sonhando com a próxima viagem? Então dê uma olhada nesse joguinho do site Travelpod e veja como andam os seus conhecimentos sobre o mapa mundi. O site, por sinal, é uma mina de ouro de informações de viagens reunidas em blogs de gente que está perambulando pelo mundo. Adicionadíssimo aos meus favoritos.
