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Tudo o que você precisa saber sobre Ibiza

por Adriana Setti em

Por que falar sobre “a ilha do diabo” em pleno inverno europeu, quando nem o próprio satanás gostaria de estar por lá enfrentando aquele frio úmido no meio do nada?

Assim como quem passa o carnaval em Salvador já pensa no próximo esquindô-lê-lê na quarta-feira de cinzas, curtir o verão na ilha mais frenética de todos os oceanos também exige planejamento com muuuuita antecedência. Em julho e agosto Ibiza simplesmente lota, entope, transborda. E quem chega sem uma reserva corre o sério risco de dormir no banco da praça, ou na pior das espeluncas por um preço absurdo, como aconteceu comigo na minha primeira – e ingênua – empreitada no remoto verão de 98. Por isso, atendendo a pedidos, aqui vai um manual de sobrevivência para que todo mundo se dê bem na Disneylândia da balada.

Quando ir
Como já disse, em julho e agosto a ilha funciona ao máximo da sua capacidade. Tem gente que gosta, óbvio. Mas na minha modesta opinião, acho essa época um mico estrondoso. Tudo é over. Over cheio, over calor, over caro, over trânsito, over filas. Os freqüentadores mais escolados preferem, com toda a razão do mundo, ir em junho e setembro. Em junho, acontecem as festas de “openings” das tão dooper super mega famosas discotecas (veja as datas neste blog). E em setembro é a vez das “closing parties”. Tantos as openings quanto as closing são disputadíssimas e muito mais glamurosas do que um suarento sabadão de agosto. Em maio e outubro, a ilha é sinônimo de tranquilidade, as noites sao fresquinhas e a água é gelada. Nos demais meses, faz frio e a maioria dos hotéis e restaurantes fecham. Fora de julho e agosto também rolam pechinchas fantásticas de pacotes para Ibiza partindo das principais cidades espanholas (e até mesmo de Londres, Berlim, Milão, Roma…). Não deixe de conferir os sites das grandes operadoras como Viajes Marsans, Viajes Ibéria e Viajes El Corte Inglés. Confira também os sites de ofertas como EDreams, Atrapalo, Viajar, Rumbo, etc.

Como ir
Foi-se o tempo em que os animados ferry boats da Trasmediterranea e da Balearia eram um ritual de passagem para quem viajava às Ilhas Baleares. Hoje em dia, a menos que você tenha um carro e queira levá-lo a Ibiza (já que os carros alugados podem ser retirados na própria ilha, sem pagar o transporte do continente – dããã), não vale mais a pena enfrentar as 9 horas de travessia (ou algo em torno de 5 em barco rápido) desde Barcelona (ou um pouco menos desde Valência). As companhias aéreas low-coast como Vueling e ClickAir, e até mesmo as tradicionais Iberia, Spanair e AirEuropa vendem vôos a preço de banana das principais cidades espanholas. Sai mais barato do que o bilhete de ferry. O agitado aeroporto de Ibiza também recebe vôos econômicos das principais cidades européias, que é de onde vem pelo menos a metade de seus freqüentadores. Confira o site da EasyJet.

Onde ficar
Um pouco de geografia: Ibiza (ou Eivissa, em Ibizenco, um dialeto do catalao) é o nome da ilha e também de sua capital e cidade mais famosa. Para quem quer agito, o centro de Ibiza é a melhor pedida. Além de ter uma parte antiga tipicamente mediterrânea lindíssima, é lá que rola o “esquenta” para a noite, onde se descolam os flyers de desconto e onde você fica sabendo o que rola (bem) mais tarde. Sant Antoni, no extremo oposto da ilha, onde fica o lendário Café Del Mar, é uma opção mais barata. Justamente por isso, é lá onde se reúnem hordas de ingleses adolescentes que passam o dia engolindo baldes de cerveja, vomitando pelos cantos e enfeitando a passagem com as suas barrigas cor de rosa. Ou seja, mico saltitante. Os freqüentadores mais escolados costumam preferir cidadezinhas menores, como a linda San Rafael, e até mesmo casas perdidas no meio dos olivais, rodeadas por cabras pastando. O site o Lonely Planet é uma ótima ferramenta para encontrar acomodação a preço razoável. Outra boa pedida é o site da EasyJet (clique em reserva de hotéis). Para alugar casas, consulte os sites CasaSpain e TopRural.

Se você está podendo
Hotel Hacienda Na Xamena: O supra-sumo do hippie chic. Fincado em um penhasco com uma vista absurda para o mar. Tem piscinas privés em forma de cascatas flutuando sobre o despenhadeiro, spa e suítes nababescas com decoração oriental.

Can Guillem: Um oásis de charme e tranqüilidade, no interior da ilha, a cinco quilômetros de Ibiza. Por fora, um casarão branco e rústico tipicamente mediterrâneo. Por dentro, decoração moderninha de bom gosto e jacuzzi, mas sem grandes frescuras.

Hotel Pachá:
Para quem não quer largar o osso da badalação nem na hora de tomar café da manhã. É vizinho à discoteca “irmã”.

ONDE COMER
Para comer em ritmo de balada e já entrar madrugada adentro, o KM5 é o restaurante-lounge de quem já passou dos 30 e conhece Ibiza mais a fundo. E para um jantar especial em um ambiente tranqüilo e requintado, vá ao Sueño de Estrellas, no Hotel Hacienda Na Xamena.

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Comentários (136)
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Comentário (Seu comentário mínimo 5 caracteres )

  • Por: Leila
  • -
  • 19 de abril de 2014 at 22:20

vou para Ibiza em setembro deste ano, como será a temperatura nesta época, que lugar frequentar??

  • Por: vanessa
  • -
  • 15 de abril de 2014 at 12:24

oi, vou para Ibiza em março/2015 e ainda não sei se essa época do ano lá o clima eh bom, ou se eh barca furada. o que vc me diz?
Um abraço!

  • Por: Telmo
  • -
  • 24 de fevereiro de 2014 at 22:51

Estou indo a ibiza em 19-08-14 ficarei quatro dias, mais dois dias em maiorca, depois irei para Matrid 4 dias, o que recomenda fazer nesse roteiro,vou acompanhado de minha esposa