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Uma filial de Las Vegas na Espanha: o que você acha disso? Ferran Adrià aprova

Uma cidade do pecado no país da Opus Dei? Ui!
Como se não bastassem as divergências futebolísticas, políticas, linguísticas e ideológicas entre as duas maiores cidades espanholas, Madri e Barcelona agora disputam com unhas e dentes a instalação de uma versão europeia de Las Vegas – já apelidada de Eurovegas.
Em tempos de crise, não importa o fato dos investidores exigirem exceções e reformas na legislação espanhola (entre elas relaxar a proibição de fumar em espaços fechados e reduzir os impostos sobre jogos de azar). Tampouco se dá ouvidos às questões morais e sociológicas envolvidas na construção de uma “cidade do pecado”, num país extremamente carola, berço esplêndido da Opus Dei.
O que pesa é que o investimento capitaneado pelo grupo Las Vegas Sands (que administra cassinos e resorts em Las Vegas, Cingapura e Macau) injetará entre 16 e 21 bilhões de euros em uma economia naufragada. Quando a primeira fase do complexo estiver pronto, contará com quatro resorts (somando 12 mil quartos) e gerará 150 mil postos de trabalho no país europeu recordista em taxa de desemprego (assustadores 24,44%). Um terço dessa fortuna seria bancado pelo gigante liderado pelo magnata Michael Leven e dois terços, sabe deus como, sairiam dos cofres de bancos espanhóis em forma de financiamento.
O mais novo entusiasta do projeto é o chef Ferran Adrià, que assumiu o compromisso de envolver-se pessoalmente no desenvolvimento da parte gastronômica do complexo, caso a Eurovegas fosse instalada em Barcelona.
A decisão de mr. Leven está prometida para o dia 1 de setembro. Façam suas apostas (com o perdão do trocadilho infame).
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