Direto de Buenos Aires

Soledad canta tango em fevereiro

por Marcelo Barbão em

Quem vem para Buenos Aires em fevereiro precisa reservar uma sexta ou um sábado para ver Soledad Villamil cantando tango no Centro Cultural Torquato Tasso em San Telmo.

Agora vocês me perguntam quem é Soledad Villamil? Nem a foto no começo do post ajudou a reconhecer?

Sim, Soledad Villamil é a atriz do mega-sucesso “O Segredo dos Seus Olhos”. Além de belíssima, ótima atriz, produtora, etc, ainda canta muito bem. Já lançou 3 CDs com tangos clássicos revisitados, além de novas composições. Dizem que está preparando o quarto CD.

E nas sextas e sábados de fevereiro, ela estará se apresentando no melhor centro cultural de San Telmo. Com entradas a 110 pesos, uma pechincha dizem os que já viram o show e saíram encantados.

 

Torquato Tasso
Defensa 1575
San Telmo
www.torquatotasso.com.ar
Sugiro fazer reserva ou compra com antecedência

Arevalitos: o hype de comida natural

por Marcelo Barbão em

Uma das tendências que parece crescer por aqui é a de lugares alternativos, geralmente criado por chefs jovens e principalmente voltado para a comida natural ou vegetariana. É o caso do Arevalitos que fica em Palermo (Hollywood, para quem quiser ser mais preciso).

Um lugar realmente pequeno, mas por sorte fomos na hora do almoço de um dos dias mais quentes deste verão (a sensação térmica chegou a 39ºC), então o lugar estava bem vazio quando chegamos.

Um ponto negativo é que não tem ar condicionado, mas o lugar é amplo e ventilado. Para ver como é pequeno, a maioria das mesas fica na calçada. Imagino que sexta e sábado à noite, a espera seja grande.

Dentro, em pequenas mesas de madeira e cadeiras que parecem ter sido compradas em lojas de móveis usados, dá para ver a comida sendo feita numa cozinha aberta. O atendimento é bastante despojado e simpático. Há pratos do dia e também o suco (ou a bebida alcoólica) do dia. Nada de refrigerantes, nem carne.

Eu pedi a Ensalada Energizante, com lentilhas condimentadas, folhas verdes, vagem, ovo, cenoura, rabanetes e pepino. A Stella estava bem revoltada esse dia e pediu um prato chamado El Revoltoso, com cebola, abóbora, torradas e salada.

Também pedimos um campari e cerveja, para aguentar o calor. A água com gás vem no famoso sifão, típico de lugares mais tradicionais de Buenos Aires.

As porções são bem grandes, com preços bastante razoáveis. O sabor é excelente, sendo que é possível notar que realmente os ingredientes são frescos. Vale bastante a pena passar por cima o aspecto “meio feio” do lugar e desfrutar um dos melhores restaurantes vegetarianos da cidade.

O valor total da conta foi de 198, mas entre três pessoas já que estávamos com uma amiga.

 

Arevalitos
Arévalo 1478
Palermo
Tel. 4776-4252
Pagamento só em dinheiro.

Pick Market: para comprar e comer

por Marcelo Barbão em

Depois de dar uma olhada na Torre Monumental (ver post anterior), resolvemos dar uma caminhada, apesar dos mais de 30 graus, e almoçar no Pick Market. Ali na esquina de Arenales e Libertad, está um mercadinho estilo francês com um pouco de tudo. Serve para comprar frutas, vinhos, condimentos e até carne. Sim, é bem completo. E apesar de estar em plena Recoleta e ter um jeito chique, os preços são bem condizentes com mercados mais “normais”. Aliás, alguns vinhos estavam mais baratos do que supermercados.

Bom, mas não só de compras, quem tiver fome é só subir no mezanino onde está localizado o The Peak Deli Bar, com excelente comida. Além de saladas bem servidas, ainda há lanches e tortas.

Para rebater o calor, nada melhor que uma salada e foi o que pedimos. A minha chamava-se Chinesa e vinha com arroz yamaní, castanha de cajú, alface, frango com molho de soja. Incrivelmente deliciosa.

A Stella preferiu a de Salmão que vinha com tiras do peixe defumado, picles, torradas, alface e cream cheese. Também estava muito boa, ainda mais acompanhado com uma cerveja Patagonia bem gelada.

Como sobremesa, decidimos tomar um sorvete Häagen-Dazs, mais porque é bem raro encontrar essa marca por aqui. Eu não acho que seja tão gostoso assim, mas tudo em nome do blog, certo?

O ambiente é tranquilo, pelo menos no almoço de sábado. Pouca gente e boa atenção. Só achei o preço do sorvete exagerado: 24 pesos por um potinho pequeno? Melhor ir até uma sorveteria portenha.

Já o preço da comida é bastante honesto. As saladas grandes custam ao redor de 40 pesos. O valor total foi 140 pesos incluindo os 10% de gorjeta.

 

The Peak Deli Bar/The Pick Market
Libertad, 1212 – Recoleta
www.pickmarket.com.ar

Torre Monumental

por Marcelo Barbão em

Apesar de saber que há motivos razoáveis para impedir a visita de turistas ao topo da torre, ainda assim dá certa raiva. As explicações são a falta de segurança. Afinal, não existe nenhuma saída de emergência, as escadas são antigas e bem inclinadas. E, claro, não faz sentido em modificar a arquitetura do lugar.

Fiquei imaginando mesmo se acontecesse algo no alto e todo mundo tivesse que descer com urgência através do elevador. Apesar desse argumento, entre 2001 e 2006 era possível subir até o sexto andar onde há um mirante. Bom, mesmo assim sem poder subir, não deixa de ser uma bela visita. Durante os fins de semana essa área fica mais tranquila sem as multidões que circulam na estação de trem e de ônibus de Retiro.

Além da Torre, onde funciona um serviço de informações a turistas sobre os museus portenhos, bem em frente, cruzando a avenida del Libertador está o Monumento aos Mortos na Guerra das Malvinas, com o nome de todos os argentinos que perderam a vida em 1982. Agora, com a disputa entre Inglaterra e Argentina voltando às manchetes, é um passeio interessante. Quando passamos por lá, no sábado, chegamos bem na hora da troca de guarda. Fiquei pensando que nesse calor insuportável esses pobres soldados devem sofrer.

Não sei se houve alguma intenção, mas o monumento aos mortos na guerra está bem de frente para a torre que antes se chamava dos Ingleses (provavelmente muitos guias ainda usarão este nome). A Torre foi um presente dos cidadãos ingleses para comemorar o centenário da independência, em 1910. O nome mudou oficialmente em 1982, depois da guerra. Há um relógio no topo da torre.

Há material à venda como bolsas, agendas e um guia de museus da cidade.

 

Torre Monumental
Av. del Libertador, 49
Funciona de segunda a sexta, das 10-17h. Sábado, domingo e feriado, das 9-18h.

Fuudis: ampliando a experiência gastronômica

por Marcelo Barbão em

Comer é um exercício portenho muito importante, todos sabem. E o Fuudis, criado por uma argentina e uma australiana, tem o objetivo de fortalecer a parte social, mas também a descoberta de novos lugares e sabores.

A ideia é muito simples e criativa: juntar grupos de gente desconhecida para comer em 3 restaurantes na mesma região da cidade. Como há muitos restaurantes em Buenos Aires não é complicado organizar estas noites de gastronomia social.

Fomos na última semana, na noite chic de Palermo Viejo. O procedimento é simples: os roteiros são divulgados pela página, Twitter ou Facebook. É possível fazer a reserva e pagar com cartão de crédito e depois marca-se um ponto de encontro. Aí estarão esperando Anne e Marina, as criadoras. Quando todos chegarem, começa o tour gastronômico.

Você é brasileiro e quer conhecer outros estrangeiros? Ou quer falar com argentinos para melhorar o espanhol? Quer fazer contatos pessoais ou profissionais? Quer só bater papo e comer bem? Bom, o Fuudis serve para tudo isso. E a Anne ainda dá uma mãozinha exigindo que as pessoas troquem de “parceiros de conversa” a cada parada. Assim todo mundo conversa com todo mundo.

Começamos indo até o Leopoldo, um restaurante mais novo que é especializado em “healthy finger food”, bocaditos saudáveis. Ficamos no balcão e comemos sashimi de salmão, camarão e outros delícias, podendo escolher a bebida.

Depois, uma pequena caminhada até o Guido, um restaurante italiano que já conhecia e me pareceu bom, mas nada de excepcional. Ali comi um Sorrentino de cordeiro com creme de trufas e um chopp tirado, excelente para a noite de calor. A comida do Guido é bastante boa, mas pela segunda vez achei que o atendimento deixa a desejar.

Por fim, terminamos no já famoso (aqui no blog), restaurante do Museu Evita. Nessa fase, quem estava fazendo dieta, esqueça. Os doces colocados na nossa frente estavam espetaculares. Panquecas doces, sorvetes, mousses, dá água na boca de lembrar. Por fim, um café.

Em geral, ficamos 40 minutos em cada lugar e, é claro, está tudo já reservado e preparado para nossa chegada. Tudo isso custa 200 pesos, incluída até a gorjeta para os garçons. E realmente dá para conversar e conhecer gente interessante, além de Anne e Marina serem ótimas hosts.

Fuudis
http://fuudis.com/
Através da página é possível acessar o calendário, o Twitter e o Facebook para acompanhar os novos eventos.

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