Direto de Buenos Aires
Museu do Automóvel Clube Argentino
Levando em conta que a maioria dos comentários aqui no blog é feito por mulheres, achei que faltava um post mais “macho” por aqui. Brincadeira, claro. Com certeza há muitas mulheres que gostam de carro e vão adorar conhecer o pequeno, mas incrível Museu do Automóvel, localizado dentro do Automóvel Clube Argentino.
O museu fica na sede central do ACA, em plena Avenida del Libertador, perto do Malba e do Museu de Bellas Artes, num prédio imponente. Entrando e subindo ao primeiro andar, é possível fazer um passeio ao passado do automóvel na Argentina, usados tanto para transporte quanto para esporte.
Sim, ali estão alguns carros de corrida usados pelo grande automobilista argentino, Juan Manuel Fangio. Também há muita informação sobre os primeiros carros e até uma relíquia com valor histórico enorme, o primeiro carro argentino construído por Manuel Iglesias, um espanhol nascido em 1870, que imigrou muito jovem para cá e em 1907 conseguiu construir o primeiro automóvel em terras portenhas, depois de 4 anos de trabalho.
Entre a dezena de automóveis que se espalham pelo salão, chama a atenção os mais antigos com “volantes” em forma de manivela e rodas enormes, basicamente antigas carruagens adaptadas. Fica difícil acreditar como estão todos bastante bem conservados. Claro que além dos carros, há muitas fotos, reproduções de jornais, miniaturas e textos explicativos. Há outros museus dedicados ao automóvel na Argentina, dentro e fora de Buenos Aires. Pretendo visitá-lo num futuro próximo.
Museu do Automóvel Clube Argentino
Av. del Libertador, 1850 – Palermo
www.aca.org.ar
Funciona de segunda a sexta de 10h a 17h.
Grátis
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El Preferido de Palermo: café e comida
Uma das primeiras coisas que chamam a atenção ao entrar no café notável El Preferido de Palermo são as mesas altas. Uma coincidência e tanto, já que justo naquele dia eu tinha lido sobre os males de ficar tanto tempo sentado e como muita gente estava começando a trabalhar em mesas altas e em pé, para melhorar a saúde.
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Mas não pensem que é preciso ficar de pé no El Preferido, as mesas altas são acompanhadas por banquinhos. Há duas entradas no café. Durante o dia você entra pela porta da esquina, num ambiente que mistura bar e armazém, mesas verdes próximas uma das outras.
À noite, há outra porta que leva a um restaurante mais tradicional, com comida estilo bodegón, mas cheio de pratos espanhóis. Justo quando fui, a área restaurante ainda estava fechada, por isso pretendo voltar um dia à noite só para experimentar a comida.
Além do típico de um café, o El Preferido ainda serve uma grande variedade de lanches, aproximando-se um pouco de uma lanchonete brasileira. Acabei comendo um hambúrguer com batatas e uma pepsi para entrar no clima boteco.
Não posso comprovar, mas os comentários de amigos argentinos é que o lugar, no geral, é um pouco caro para os padrões bodegones portenhos. Durante a semana, pareceu bastante tranquilo, mas isso deve mudar nos fins de semana por estar tão perto do centro de Palermo. Durante o tempo em que passei lá, não vi ninguém entrar para fazer compras estilo armazém, apesar dos muitos produtos à venda, fiquei curioso em saber se isso acontece. O restaurante funciona entre 12h e 16h, e depois das 20h, de segunda a sábado.
El Preferido de Palermo
Jorge Luis Borges 2108
Palermo
Uma livraria que volta ao passado
Quer comprar reproduções de mapas antigos, imagens, fotos, pequenos faróis e outras maravilhas das artes visuais? Bom, ali na Rue des Artisans está uma das mais charmosas livrarias da cidade, a incrível El Faro del Fin del Mundo.
Não pense que se pode encontrar os últimos best-sellers lançados, inclusive o último de Paulo Coelho que acabou de sair por aqui. O importante da El Faro é a venda de papel antigo em suas mais diversas manifestações, assim explica Roberto Di Giorgio, o dono, há mais de 40 anos. Vende livros antigos, quadros, lâminas de pintores argentinos e mapas do século XIX e de outras épocas, placas de metal de antigas propagandas, reproduções de faróis em madeira e outras antiguidades. A loja é frequentada por turistas, decoradores e colecionadores. Há tanto material na loja que você vai se sentir invadido pelo mundo antigo e para onde olhar, vai ver algo interessante.
O nome vem da novela de Jules Verne, com o mesmo nome, que se passa em Ushuaia, onde piratas tentam evitar que o governo argentino construa um farol na ilha que são a base dos bandidos.
Para os que adoram antiguidades, é quase impossível sair de lá sem comprar alguma coisa. Eles até aceitam reais, mas não os cartões de crédito.
Librería El Fin del Mundo
Arenales 1311 (na Rue des Artisans)
www.librosyantiguedades.com
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SaltShaker: boa comida e ambiente caseiro
Esta semana fui a outro dos restaurantes indoors que tomam conta da paisagem culinária argentina, o SaltShaker do chef Dan Perlman, um norte-americano que já vive por aqui faz alguns anos.
A proposta dele é um pouco diferente em relação aos outros restaurantes do mesmo estilo que fomos em termos de organização: a ideia é uma grande refeição com vários convidados, por isso todos sem sentam na mesa para 10 pessoas que está na sala de jantar da sua casa.
É uma boa forma de conhecer gente e falar outros idiomas. No último sábado, havia 4 argentinos (contando a Stella), 3 norte-americanos, 1 italiana, 1 venezuelano e, claro, 1 brasileiro. Os idiomas se dividiam entre inglês e espanhol.
A casa funciona de sexta e sábado, sendo que esporadicamente também pode abrir de quinta e domingo (eles têm um menu especial vegetariano no último domingo de todo mês). A cada semana a ideia é homenagear alguma pessoa famosa de algum país. No nosso caso foi o ator mexicano Cantinflas, por isso a comida foram recriações de pratos mexicanos, entre outros.
Começamos com um Ceviche Mixto com um leve toque apimentado, salmão branco, pedacinhos de lula, entre outras iguarias. Seguiu uma incrível salada com guacamole e santola (um crustáceo também conhecido como aranha-do-mar ou caranguejo-aranha).
Depois das entradas vieram os pratos principais e o que estava perfeito caiu um pouquinho, na minha opinião, pelo excesso de pimenta. Os dois pratos principais me pareceram um pouco apimentados demais e isso não cairia bem para estômagos mais sensíveis. Talvez o erro tenha sido colocar dois pratos bastante apimentados juntos.
Huevos en Rabo de Mestiza (uma imagem erótica e bastante autoexplicativa) é um tipo de guisado com tomate, ovos pochê, queijo e bastante pimenta. Estava muito bom e no ponto certo se não fosse pelo próximo prato que também estava apimentado, o problema foi juntar os dois.
O segundo prato principal foi Costela Laqueada em Molho Habanero. A carne muito macia cozida ao ponto certo.
Um dos pontos altos, para este que é louco por doces, foi a sobremesa: uma incrível torta de banana, café e amendoim, junto a uma porção de mousse de cacau. Uma delícia. Como estava numa mesa com muita gente desconhecida me abstive de roubar um pedaço da torta da Stella.
Todos os pratos eram acompanhados por diferentes vinhos, mas é possível pedir o menu sem o acompanhamento de vinho.
O preço não é barato, 200 pesos por pessoa (140 sem o vinho), mas a experiência é muito boa. Através do site, é possível saber com alguma antecedência o menu, fazer reservas e até pagar antecipadamente via Paypal com cartão de crédito (se deixar para pagar na hora, só pode ser em dinheiro). O endereço é enviado depois que a reserva for feita.
Na última foto, a variedade de pessoas que se encontram no Saltshaker com Dan, o chef (que traz e explica pessoalmente todos os pratos), de pé ao fundo.
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Rue des artisans – Mais um pouco de Paris em Buenos Aires
Para uma cidade (e ainda mais um bairro) que lembra ou quer se parecer a Paris, a rue des artisans é ter certeza desta pretensão. A “rue” não é uma rua, mas uma pequena vila inicialmente construída em 1887 em forma de L e cortando o quarteirão formado pelas ruas Libertad e Arenales. Segundo conta a lenda, brigas dentro da família fizeram com que a ligação entre as duas fosse fechada, na verdade impedindo que fossem consideradas uma “passagem”.
Criada provavelmente para moradia, pela sua configuração em “apartamentos” em dois andares, hoje está dominada por lojas chiques variadas. Uma das mais famosas é a La Remera que vende camisetas. Mas não as populares, pode ter certeza. Mesmo as mais comuns são feitas de algodão pima que é peruano. Os preços são bastante salgados, mas você estará apadrinhando escolas rurais argentinas com cada peça comprada.
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Outra loja interessante é a Colores Deco, com móveis e objetos antigos recuperados. Mesmo sendo algo complicado para levar ao Brasil, vale uma visita. Outra que segue o mesmo ramo, mas com design mais moderno é a Tienda del Carmen, que sempre expõe os trabalhos de famosos designers argentinos.
As freiras da Abadia de Santa Escolástica mantêm uma lojinha no fundo da passagem onde vendem doces, bolos, tortas, bolachas, alfajores e outras delícias, todas feitas no convento (que fica na cidade de San Fernando), além de imagens religiosas, presépios, rosários, etc.
Na área de roupas e acessórios, está a loja da conhecida criadora Dolores Iguacel, com uma ampla variedade de produtos femininos, como bolsas, chapéus, brincos e broches, etc. Há até um florista, a La Orquidea, para a compra de arranjos florais caprichados.
Não poderíamos deixar de citar a L’Académica, um brechó de luxo (chamado de Boutique Vintage) e a inevitável galeria de arte (afinal, estamos em Recoleta onde há mais galerias de arte por metro quadrado que qualquer outro tipo de comércio), neste caso chamada Ática.
A maioria das lojas da Rue des artisans funciona de segunda a sexta das 10h30 às 19h30 e aos sábados das 11h às 14h.






















