Direto de Buenos Aires

Perón Perón: só para peronistas

por Marcelo Barbão em

Com a vitória esmagadora da presidenta Cristina agora no segundo semestre, ficou na moda ser peronista e relembrar os bons tempos do velho general. Foi por isso que fomos conhecer este bar/restaurante em pleno Palermo. Bom, talvez não seja o melhor bairro para um bar “popular e nacional” como se chamam os peronistas. Mas também é preciso ter lucro, não?

O lugar está cheio de material de todas as épocas do movimento, desde os anos 40 (Perón foi eleito presidente pela primeira vez em 1946) até a atualidade, com os Kirchner. Há coisas para vender, como camisetas, mas a maioria é somente para decoração. Também há vários retratos de Perón, Evita, Nestor e Cristina na parede.

Mas vamos ao que interessa. O atendimento é bom, rápido e  eficiente, mas o bar estava vazio, isso pode influenciar. As garotas são simpáticas, mas com problemas de audição pois uma hora tivemos de pedir para abaixarem o som.

Todos os nomes de pratos estão relacionados ao movimento peronista, alguns evidentes, outros precisam de conhecimento.

A cada dia há três opções de pratos, além dos sanduíches e das picadas. Eu pedi lasanha e a Stella, carne de porco na chapa com batatas fritas à provençal. O engraçado da lasanha argentina é que há espinafre além da carne. Não façam careta, é muito bom!

Mas eu achei a minha porção de lasanha pequena (ou talvez minha fome fosse grande), por isso completei com um choripan. Que seria muito melhor se fosse com pão francês como deve ser, pois veio num pão árabe e ficou muito estranho.

Tomamos vários copos da cerveja peronista de fabricação artesanal, eu fiquei com a negra, amarga e com toques de café, enquanto a Stella experimentou a vermelha, mais doce.

Estávamos com um amigo brasileiro de férias por aqui (é o que mais tem, brasileiros em férias, hehehe), gastamos 285 pesos sem a gorjeta.

 

Perón Perón
Angel Carranza 2225
Palermo
Tel. 4777-6194

Caindo na balada em Palermo

por Marcelo Barbão em

É verão, as temperaturas ultrapassam fácil os 30 graus e até os 35 em alguns momentos, mas ao contrário de outros anos, as noites estão mais frescas. Venta, é o que diminui um pouco a sensação térmica de Saara comum nesta época do ano.

Por isso fiz algo no sábado que há muito tempo achei que já não tinha mais idade: fui conhecer alguns bares no coração de Palermo. A ideia era conhecer o Antares, um bar cheio de cervejas, música e gente bonita. E também a marca de uma famosa cervejaria artesanal daqui. Mas estava lotado e não tivemos paciência para esperar. Mas eu prometo fazer um post sobre ele no futuro (talvez ir outro dia da semana ajude).

Estávamos na Armenia por isso fomos na direção do Clube Armênio e da milonga Viruta. Bem na esquina com Cabrera, está o Danilas Resto-Bar, mas ficamos desapontados pois o menu apontava um monte de cervejas, mas na prática só havia as comuns e alguns chopps que estavam bem fracos. O mojito da nossa amiga também parecia um suco. Para piorar os petiscos que acompanham a cerveja em qualquer bar, neste tinha “terminado”. Não recomendamos.

Saímos dali e fomos para o Bar 6 que, justo num sábado à noite, quando há o maior movimento, a maquininha de cartão “quebra”. Como nos pareceu sacanagem para receber apenas em dinheiro, tampouco ficamos. Um parênteses para explicar que há muitos bares que não registram seus garçons negando seus direitos e por isso preferem receber em dinheiro para pagar os funcionários e evitar o vínculo. Vários bares e restaurantes em Puerto Madero e Las Cañitas, os dois locais mais caros da cidade, foram surpreeendidos com a fiscalização apontando irregularidades recentemente.

Por fim terminamos no Sans, na esquina de Honduras e a Plaza Cortázar. É um bar novo que ocupa o mesmo lugar do antigo El Taller que fechou. O bar é grande e há muitos espaços. Muita gente prefere ficar nas mesinhas na calçada para ver o movimento. Pedimos uma picada que vem bem servida, como dá para ver na foto, além de uma boa variedade de cervejas (apesar de que minha Guinness, que aparecia no menu, tinha acabado).

É um bom ponto para sentar com amigos e conversar, mas também há espaço para conhecer gente nova. Os preços são normais para o verão portenho: a picada para duas pessoas está ao redor de 90 pesos.

Sans

Serrano, 1595 esquina com Honduras.

Férias de Verão e os taxistas não dão folga

por Marcelo Barbão em

Um post que é mais um alerta e um serviço. Com a grande chegada de turistas na cidade, com uma grande maioria de brasileiros, os taxistas “pouco honestos”, digamos assim, estão sempre dando seus golpes nos turistas.

Para quem não conhece a cidade é quase impossível saber se está dando voltas à toa, mas esse nem é o problema principal. Entre os amigos que chegaram estes dias, alguns tiveram de enfrentas situações ruins.

Um dos golpes é quando o taxista o abaixa o quebra-sol sendo que o taxímetro na enorme maioria dos carros fica nessa região. Para quem chega na cidade, sem perceber, parece que o táxi nem tem marcador e acaba pagando a quantia que o motorista diz. Não fique distraído e veja se o taxista liga o taxímetro ao entrar no carro e veja a quantia ao chegar no seu destino.

Outra que ouvi me contarem é que alguns taxistas adicionam “alguma taxa qualquer” ao valor marcado no taxímetro. Não caia nessa, o valor marcado é final, sem nenhum acréscimo, a não ser em um caso muito específico: se for rádio-táxi. Quer dizer, você ligou para um serviço de táxi do hotel ou do restaurante (ou de onde estiver) e pediu um táxi. Segundo a nova legislação as empresas devem cobrar um adicional de 5 pesos ao marcado no taxímetro, mas só nesse caso.

Apesar disso, é muito mais seguro pedir rádio-táxi do que pegar na rua. Sem contar os truques mais velhos de trocar nota (você dá uma nota de 50 e ele diz que entregou uma de 20), a de nota falsa e o de falar que o taxímetro está marcando em real/dólar/euro.

Claro que há muitos taxistas honestos e simpáticos que podem até ajudar bastante o turista, e isso nem é um problema somente de Buenos Aires, mas sempre é bom ficar alerta.

Estamos em recesso

por Marcelo Barbão em

Entre os dias 22 (também conhecido como hoje) e 30 de dezembro estarei navegando pelos mares do Atlântico Sul. A gente volta, com as baterias recarregadas, no dia 2 de janeiro.

Felizes Festas!

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Corrida de São Silvestre

por Marcelo Barbão em

Epa, mas esse não é um blog de Buenos Aires? Exatamente por isso, em 2011 teremos a segunda corrida de San Silvestre de Buenos Aires. Como terei um amigo que vem especialmente para a corrida, estou um pouco por dentro da situação.

Aparentemente, as mudanças realizadas nesta tradicional corrida de São Paulo deixaram muitos corredores descontentes (veja a opinião de um aqui), por isso muitos preferiram correr aqui em Buenos Aires.

A corrida acontece (obviamente) no dia 31 de dezembro, a partir 16 horas, com largada e chegada no Obelisco, depois de passar pela praça do Congresso e pela Plaza de Mayo. A inscrição é de 25 dólares para estrangeiros e pode ser feita pelo site (há uma parte em português).

Os primeiros colocados nas várias categorias, divididas por idade, ganham troféu, prêmio em dinheiro e produtos da marca NB. Estarei lá no dia 31 (mas só torcendo, claro).