Direto de Buenos Aires

Pontos Turísticos em Buenos Aires

por Marcelo Barbão em

Fim de ano é tempo de muitos turistas brasileiros em Buenos Aires. Talvez pelo calor ou pelas férias mais longas, também é quando os “novatos” decidem vir conhecer a cidade.  Para quem vem pela primeira vez a Buenos Aires, é importante saber que existem alguns programas básicos que vale a pena fazer.

Você vem pela primeira vez, quer ver todos os cartões-postais e aproveitar o melhor da cidade? Bem, então vamos embarcar no Pacotão Basicão:

1. Avenida Corrientes: uma das principais em termos de comércio (aqui se concentram as  grandes livrarias, lojas de discos e restaurantes), diversão (teatros) e gastronomia (algumas das mais famosas pizzarias estão por aqui, além de cafés e bares), a Corrientes é ótima de dia ou de noite. Cantada em versos de tango, vale a pena percorrê-la do centro até a esquina de Callao.

2. Bosques de Palermo: Um grande espaço verde que reúne vários parques, praças e lagos artificiais. São mais de 80 hectares de área verde muito perto do centro. No final de semana, os argentinos adoram fazer piqueniques, andar de bicicleta, patim ou correr/caminhar. Há dois lagos e é possível andar de pedalinho ou de bote. Aí perto está o Rosedal, um jardim cheio de flores.

3. Bairro Chinês: ao norte da cidade, em Belgrano, está a grande concentração de chineses e outros orientais que imigraram para a Argentina nos últimos anos. Não chega a ser um bairro inteiro, mas está crescendo bastante, com restaurantes, lojas e mercados. Fica bastante cheio aos domingos.

4. Café Tortoni: É verdade que é o café mais badalado de Buenos Aires e, por isso, acaba perdendo a tranquilidade e muitas das características dos cafés portenhos, mas vale a pena visitar o café mais antigo da cidade (fundado em 1858). Tente ir em horários alternativos para fugir das filas de turistas. Há espetáculos de tango e é preciso fazer reserva.

5. Caminito: Podem falar o que quiserem, mas eu não deixaria de fazer uma visita ao Caminito se viesse pela primeira vez. A região do rio fica bonita num dia de sol e Caminito é um lugar que – apesar de bastante estilizada – reflete um pouco como se vivia no começo da imigração. Há muitos centros de cultura e museus pela região também.

6. Campo de Pólo e Hipódromo: a base da nação argentina foi o campo e seus pampas. Isso, apesar da industrialização, permaneceu no imaginário local e o cavalo, mais do que tudo, é uma constante nesse “país ideal”. Isso faz com que sejam os melhores do mundo no pólo. Se tiver oportunidade de assistir a uma partida, não perca. Ou, pelo menos, passear e fazer umas apostas no Hipódromo.

7. Estádio do Boca: para quem gosta de futebol, La Bombonera é um passeio que vale a pena. Os argentinos gostam tanto de futebol quanto os brasileiros e no estádio, além da possibilidade de conhecê-lo por dentro, ainda pode se visitar o Museu do Futebol.

8. Cemitério da Recoleta: num país tão marcado por tragédias e personagens memoráveis, nada melhor do que visitar o cemitério onde estão enterrados heróis, presidentes, políticos e artistas famosos. Talvez Eva Perón seja a mais famosa entre os brasileiros. Independente disso, o cemitério é símbolo da elegância da cidade, com seus mausoléus desenhados por arquitetos famosos. A visita guiada é uma verdadeira aula de história, imperdível.

9. Feira de Mataderos: para quem quer conhecer o interior da Argentina sem sair da capital. Comidas e produtos típicos, até mesmo exibições de gaúchos, danças e música folclórica, afinal, não é só tango a música preferida por aqui. Tudo isso se reúne em frente ao Mercado Nacional, no bairro de Mataderos. Muito artesanato e uma excelente “parrilla”.

10. Feira de San Telmo: um programa já obrigatório para quem vem pela primeira vez (e pelas próximas também). A feira cresceu de forma incrível dominando todo o bairro e dando um colorido especial aos domingos. Há principalmente antiguidades e “artesanato de luxo”. Também muitas apresentações artísticas. Uma desculpa para ir ao bairro. Vale a pena dar um pulo no Parque Lezama.

11. Galerías Pacífico: eu, que sou paulistano, conheço bem as piadinhas de que o shopping é a “nossa praia”, portanto nada melhor do que conhecer um dos mais famosos centros de compras da capital portenha. As Galerias Pacífico encontram-se num luxuoso prédio de 1895 em plena rua Florida. Vale a pena andar pelo calçadão (não venha se odeia multidões) e conhecer o Centro Cultural Borges que fica no último piso das Galerias.

12. Malba: um dos museus mais modernos da Argentina abriga a coleção particular do milionário Costantini. Além do acervo permanente, com diversas obras de artistas de todo o mundo, está sempre com exposições temporárias que atraem muita gente. Sua agenda inclui eventos, cinema, um ótimo restaurante estilo francês, além de uma loja de presentes e uma livraria de arte.

13. Manzana de las luces: Para voltar à primeira Buenos Aires. Ali, bem ao lado da Plaza de Mayo está um dos pontos mais antigos e conservados da cidade. Algumas construções remontam a 1580. O nome “quarteirão das luzes” foi criado porque o lugar abrigou a primeira instituição de ensino. Existem trechos de uma rede de túneis que ligavam antigos edifícios da capital da colônia espanhola. Há visitas guiadas.

14. Museo Carlos Gardel: sem dúvida, Gardel continua sendo o maior cantor de tango de todos os tempos. Segundo os argentinos, Gardel “canta cada vez melhor” apesar de ter morrido há mais de 50 anos. O museu está localizado na casa que viveu com sua mãe no bairro de Abasto (está perto do shopping Abasto) e possui objetos pessoais e exemplos de sua obra. Para quem quiser, o cantor está sepultado no cemitério de Chacarita – o mesmo que abriga o general Perón.

15. Museo Nacional de Bellas Artes: o melhor e maior museu argentino fundado em 1896 (chegou a ocupar o prédio das Galerías Pacífico). Possui importantes obras de artistas internacionais como Picasso, Goya e Rodin, além da maior coleção de arte argentina atualmente. Conta também com uma sala de fotografia e terraços com esculturas.

16. Obelisco: claro que o turista vai acabar vendo esse monumento enquanto passeia pela cidade. Mas talvez valha a pena olhar de perto. O obelisco foi inaugurado em 1936 e celebra, além das duas fundações da cidade (a primeira foi em 1536, mas os indígenas arrasaram com o primeiro assentamento e a cidade foi refundada, definitivamente, em 1580), também a escolha como capital federal em 1880.

17. Palácio Barolo: durante anos o edifício mais alto de Buenos Aires, foi construído pelo arquiteto Mario Palanti contratado pelo empresário Luis Barolo. O interessante é que foi todo baseado na Divina Comédia de Dante Alighieri, com divisões entre Inferno, Purgatório e Céu. No alto do edifício há um poderoso farol que é ligado em situações especiais. Vale a pena fazer a visita guiada.

18. Plaza de Mayo: é o centro político e popular da capital. Ali a cidade foi fundada, também foi declarada a independência. Também foi palco de muitas lutas e, recentemente, foi onde o povo se juntou para se despedir do ex-presidente Néstor Kirchner. É o palco das manifestações das Madres de Plaza de Mayo reivindicando justiça pelos filhos desaparecidos durante a ditadura militar. Ao redor da praça há muitos edifícios que merecem uma visita como a Catedral – que guarda os restos de San Martín, herói da independência -, o Cabildo, sede do governo colonial e a Casa Rosada que está aberta a visitação nos fins de semana.

19. Plaza Julio Cortazar: mais do que a praça em si, toda a região de Palermo que fica ao redor dela. Ali estão as butiques mais charmosas de toda a cidade, além de cafés, restaurantes e livrarias. À noite, é uma excelente pedida para uma balada. Os bares ficam cheios de jovens. No verão, é parada obrigatória para tomar algo gelado.

20. Puente de la Mujer: a recuperação de Puerto Madero foi uma das melhores coisas que aconteceram na cidade nos últimos anos. Sim, eu não gosto muito dos prédios do bairro, nem da maioria dos restaurantes. Mas a região dos diques e a parte que fica na beira do rio é perfeita para caminhar, andar de bicicleta ou correr. Atravessar a pequena ponte e tirar uma foto é quase obrigatório.

21. Reserva Ecológica/Costanera Sur: se você é daqueles que não conseguem viver sem o verde, saiba que Buenos Aires possui muitas praças, parques e a Reserva Ecológica. Exemplo de recuperação da natureza, a Reserva nasce de um lixão… isso mesmo. O entulho resultado da construção das autopistas que cortam a cidade foram deixadas ali e em poucos anos, havia toda uma “mata nativa”. O melhor é alugar uma bicicleta e ir até a beira do rio.

22. Teatro Colón: finalmente, depois de anos de reforma, o Colón foi reaberto esse ano. Um dos maiores e mais bonitos do mundo, o teatro é palco de concertos, óperas e espetáculos teatrais. Elogiadíssimo pela sua acústica, sempre recebe visitas de orquestras internacionais. O melhor seria apreciar um espetáculo, mas os ingressos se esgotam com antecedência. O bom é que dá para comprar pela internet. Ainda não se retomaram as visitas guiadas.

23. Jardim Zoológico/Jardim Botânico: Com ou sem crianças, o Zoológico é um ótimo passeio em termos arquitetônicos. Muitas das construções remontam a sua inauguração em no final do século XIX. O Botânico é de 1898 e foi desenhado pelo famoso paisagista Carlos Thays. Com 7 hectares, possui ao redor de 6.000 espécies vegetais. Para mim, o mais importante é a tranquilidade de seus caminhos.