Blog Guia Quatro Rodas

Michelin e Guia Quatro Rodas Brasil: encontro de estrelas na gastronomia

por brunoleuzinger em

Não é segredo: a inspiração para o GUIA QUATRO RODAS veio da França. Em 1900, quando os automóveis ainda eram poucos e precários, o Guia Michelin surgiu como um manual de bolso com dicas de mecânica e informações de viagem, produzido pela fabricante de pneus de mesmo nome. Nas décadas seguintes, se tornou referência em hotelaria e recomendações gastronômicas, avaliando restaurantes anonimamente e premiando os melhores de cada destino com uma, duas e três estrelas.

Publicado pela primeira vez em 1965, o GUIA QUATRO RODAS BRASIL, da Editora Abril, também avalia hotéis e restaurantes, além de atrações. Apesar de representantes das duas marcas já terem conversado, nunca houve um intercâmbio metodológico. Também atribuímos de uma a três estrelas para os melhores restaurantes, mas nossos critérios de avaliação foram criados de forma independente e, assim como no caso do Michelin, a pontuação atribuída a cada item é um segredo bem-guardado.

Quando alguém de nossa equipe viaja de férias à Europa, um exercício saboroso – e nada econômico – é comer em algum estrelado Michelin e calcular quantas estrelas o restaurante teria se fosse avaliado de acordo com nosso sistema. Outro exercício comum era o inverso: especular qual seria a cotação dos estrelados do GUIA caso eles fossem classificados pelo Michelin. Neste último caso, nós acabamos de matar parte de nossa curiosidade.

Finalmente o Michelin dedicou uma edição de seu “Guide Rouge” (o “guia vermelho”) a um país da América Latina. Trata-se do Guia Michelin 2015 Rio de Janeiro & São Paulo, lançado no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, em 8 de abril. Com 304 páginas, a edição bilíngue (português e inglês) traz apenas 43 hotéis e 145 restaurantes nas duas cidades, somadas (para efeito de comparação, o GUIA QUATRO RODAS BRASIL 2015 indica 368 hotéis e 382 restaurantes no Rio e em São Paulo, sem contar bares e comidinhas).

Fac-símile do primeiro Guide Rouge, de 1900, e Guia Michelin 2015 Rio de Janeiro & São Paulo (Crédito: Redação Guia Quatro Rodas)

Fac-símile do primeiro Guide Rouge, de 1900, e Guia Michelin 2015 Rio de Janeiro & São Paulo     (Crédito: Redação Guia Quatro Rodas)

Os estrelados

O Michelin deu estrelas a 17 restaurantes, seis no Rio e onze em São Paulo. O que recebeu a melhor avaliação foi o paulistano D.O.M., único com duas estrelas. No GUIA BRASIL 2015 ele foi premiado com três estrelas, e é considerado o melhor do Brasil no nosso ranking nacional. Entre os 16 que ganharam apenas uma estrela do Michelin, 13 também são premiados pelo GUIA (mas alguns deles têm duas ou até três das nossas três estrelas). Há, por fim, três casas premiadas pelo Michelin que são indicadas pelo GUIA, mas não receberam estrela na nossa edição 2015: Mee, no Rio, e Kosushi e Tuju, em São Paulo.

Entre os estrelados pelo Michelin, chama atenção a escassez de representantes da cozinha italiana, especialidade fortíssima em São Paulo. São apenas dois: os paulistanos Fasano e Attimo (este último foi avaliado como sendo de cozinha “internacional”). Due Cuochi Cucina e Tre Bicchieri, que fazem parte dos dez melhores restaurantes do Brasil segundo o GUIA BRASIL 2015, saíram no Michelin sem estrela alguma. As tão celebradas pizzarias paulistanas tiveram ainda menos espaço no guia francês: a única é a Maremonti – também sem estrela.

Ótimos restaurantes paulistanos e cariocas sequer são citados pelo Michelin entre os não estrelados. Algumas das ausências mais incompreensíveis em São Paulo são o japonês Shin Zushi, o português A Bela Sintra e o Templo da Carne Marcos Bassi. No Rio, os três japoneses comandados pelo chef Nao Hara (as duas unidades do Shin Miura e o Seidô, inaugurado em 2014) também foram preteridos. Os seis estão entre os 75 estrelados paulistanos e 28 cariocas do GUIA BRASIL 2015.

Mas há afinidades nas listas das duas publicações, além do reconhecimento dado ao D.O.M. Um exemplo é o Lasai, no Rio: premiado com uma estrela pelo Michelin, o restaurante, aberto em março de 2014 pelo chef Rafa Costa e Silva, já havia estreado com a mesma cotação no GUIA BRASIL 2015, recebendo o prêmio de Novidade do Ano.

A avaliação

Os cinco quesitos usados pelo Michelin para conceder o prêmio são: a qualidade dos ingredientes, o ponto de cozimento e a harmonia dos sabores, a personalidade da cozinha, a relação qualidade/preço e, por fim, a regularidade do desempenho da equipe – no conjunto da refeição e ao longo do tempo. Quanto ao último critério, porém, os responsáveis pela marca admitem que nem todos os estrelados chegaram a ser avaliados mais de uma vez para a primeira edição (ao todo, os inspetores fizeram 250 refeições, a partir de uma lista inicial de 500 restaurantes visitados).

Sobre o baixo número de hotéis, Claire Dorland-Clauzel, membro do Comitê Executivo do grupo, afirma que a ideia é indicar poucos e bons, em vez de publicar uma seleção extensa. “Visitar tantos hotéis é um trabalho muito complicado”, disse ela em conversa com editores do GUIA QUATRO RODAS. Somos obrigados a concordar com ela.

Curiosidade: no verso daquela primeira e modesta edição, de 1900, constava LE GUIDE MICHELIN NE DOIT PAS ÊTRE VENDU (“o Guia Michelin não deve ser vendido”; ele era distribuído gratuitamente a motoristas). A edição Rio de Janeiro & São Paulo custa R$ 80.

Duas charmosas pousadas em Barra Grande

por Guia Brasil em

Por Ian Pellegrini Montes

A vila de Barra Grande, no município de Maraú, no litoral sul da Bahia, fica numa península, mas a sensação é de estar em uma ilha. Se você não encara uma travessia de barco, terá que enfrentar 40 quilômetros de estrada de terra em condições precárias. O isolamento garante a tranquilidade durante o ano todo. Recentemente, estive na região e destaco duas pousadas bem interessantes, que estreiam no GUIA BRASIL 2015.

Villa Balindendê 

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A Villa Balindendê (Crédito: Divulgação)

A arquiteta e proprietária, Patrícia Dellarme, projetou toda a construção. Os quartos estão dispostos em uma angulação que não deixa que um fique virado para o outro, conferindo a privacidade adequada. Todos os apartamentos têm TV de LCD 42’’, roupa de cama de algodão egípcio e amenities L’Occitane. Da varanda de quatro deles, escancara-se uma linda vista da Baía de Camamu, com a charmosa piscina em primeiro plano.

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Os quartos têm camas com dossel e enxoval com algodão egípcio (Crédito: Divulgação)

Fabrício Biondi, sócio e marido de Patrícia, garimpou em Bali peças originais para decorar toda a hospedagem, como esse mural que adorna a piscina, que têm água tratada e área com hidromassagem.

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O mural balinês da piscina (Crédito: Divulgação)

Em um deque de madeira, de frente para a Praia de Barra Grande, funciona o restaurante do hotel. O Barong’s Bar é aberto ao público e serve um graúdo camarão empanado na farinha de tapioca.

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O colorido restaurante da pousada (Crédito: Divulgação)

Serviço: Av. Vasco Neto, 5 (Vila de Barra Grande), (73) 3258-6347.

Butterfly House Bahia

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Sala de café da pousada (Crédito: Divulgação)

Se você procura ainda mais sossego, a Butterfly House Bahia ocupa um arborizado terreno de frente para a tranquila Praia do Cassange. Isolada no canto direito da orla, a hospedagem da inglesa Chloe Gibbs ainda tem saída para a Lagoa do Cassange nos fundos no terreno.

Os chalés têm acabamento rústico de inspiração franco-marroquina, sem abrir mão de camas confortáveis com lençóis de linho egípcio e TV de LCD 26”.

Bungalow Almirante

Camas com lençóis de linho e detalhes em madeira e bambu (Crédito: Divulgação)

Um gazebo no meio da mata é o lugar para ler um livro ou contemplar a natureza; e uma piscina com cascata, outro ponto ideal para relaxar.

Área externa da piscina

Piscina emoldurada pela vegetação, espreguiçadeiras de bambu e guarda-sóis de palha (Crédito: Divulgação)

Serviço: Praia do Cassange (Maraú), 30 km da vila de Barra Grande (73) 9915-4113.

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As novas pousadas elegantes de Ilhabela

por Guia Brasil em

Por Ian Pellegrini Montes
(Com colaboração de Mariana Alves)

Depois de um 2013 com poucas novidades hoteleiras, Ilhabela, no litoral norte paulista, chega para a próxima temporada de verão com duas boas opções de charme: Kalango Boutique Hotel e TW Guaimbê Exclusive Suites. Conheci ambas em julho, cobrindo o destino para o Guia Brasil 2015.

Aberto em 2014, o Kalango Boutique Hotel tem quartos amplos (três deles ostentam hidromassagem e TV de LED 55’) e que enquadram da varanda os mais diferentes ângulos de um bosque com 5 000 m².

Kalango Boutique Hotel (Crédito: Divulgação)

Kalango Boutique Hotel (Crédito: Divulgação)

A decoração dos ambientes usa e abusa da madeira e abre generosas vistas para a mata. Com iluminação caprichada, a piscina vai de uma ponta a outra da hospedagem, acompanhada por um deque – ali, bem colado na mata, está o bar, que, aliás, funciona (mesmo) até as 21h.

Quarto da Kalango (Crédito: Divulgação)

Quarto da Kalango (Crédito: Divulgação)

Passeando pela área no começo da noite, fui gentilmente abordado pelo barman, que me ofereceu de cortesia um drinque de boas-vindas.

O deck da piscina e o bar ficam quase de encontro com a mata (Crédito: Divulgação)

O deque da piscina e o bar ficam quase de encontro com a mata (Crédito: Divulgação)

Ao longo de toda a minha estadia anônima, os funcionários foram bem solícitos. Ao chegar no hotel carregando minha prancha, a gerente prontamente verificou as condições das ondas nas praias do Bonete e em Castelhanos, (os principais points de Ilhabela) e me informou que o dia não seria de surfe.

O bar fica aberto até as 21h; para os hóspedes recém-chegados, há drink de cortesia (Crédito: Divulgação)

O bar fica aberto até as 21h; para os hóspedes recém-chegados, há drique de cortesia (Crédito: Divulgação)

Larguei minhas coisas no apartamento e sai para mais um dia de reportagem. Os funcionários estavam todos ocupados com o check-out do cantor Arnaldo Antunes, que passou a noite no hotel depois de fazer um show na Semana de Vela. Consegui escapar antes que alguém quisesse me indicar um passeio ou fizesse uma pergunta que denunciasse minha identidade secreta – rumei para o lado sul da ilha, atrás de outra novidade hoteleira.

O café-da-manhã no Kalango (Crédito: Divulgação)

O café da manhã do hotel Kalango (Crédito: Divulgação)

A TW Guaimbê, que inaugura neste mês, fica sobre uma uma encosta na Praia do Julião, por esta razão, também explora bastante as vistas – só que, no caso, para o mar.

Crédito: Ricardo Oliveira

Sala de estar do TW Guaimbê Exclusive Suites (Crédito: Ricardo Oliveira)

Enquanto fazem o check-in, hóspedes apreciam uma linda vista para o canal de São Sebastião. Dali, escada abaixo, surge a piscina, de borda infinita, que o gerente, Fred, fez questão de me mostrar (e dá para entender o porquê).

Piscina de borda infinita reflete os coqueiros da praia (Crédito: Ricardo Oliveira)

Piscina de borda infinita reflete os coqueiros da praia (Crédito: Ricardo Oliveira)

A proposta decorativa lembra a de uma casa elegante, com muitas peças de artesanato brasileiro, livros e almofadas.

Decoração com jeito de casa brasileira: acolhedora (Crédito: reprodução/Instagram e Ricardo Oliveira)

Decoração elegante com jeito de casa brasileira: acolhedor (Crédito: reprodução/Instagram e Ricardo Oliveira)

O bar do hotel recebe uma ambientação – podemos dizer – caiçara-chique. Em cima dele, um deque de madeira escancara uma vista panorâmica para o pôr do sol.

Bar do TW Guaimbé (Crédito: Ricardo Oliveira)

Bar do TW Guaimbé (Crédito: Ricardo Oliveira)

Os quartos dispõem de uma cama bem ampla, com enxoval apurado e um acabamento rústico no teto, com troncos de madeira.

Quartos do TW (Crédito: Ricardo Oliveira.)

Quarto com cama ampla e decoração perfeccionista do TW (Crédito: Ricardo Oliveira)

Kalango Boutique Hotel
R. da Cocaia, 326 (Cocaia). Fica a 6 km do centro de Ilhabela (SP)
(12) 3896-2992
Diárias a partir de R$ 396. Cartões de crédito: Diners, Mastercard, Visa. Cartões de débito: Maestro, Redeshop, Visa Electron.

TW Guaimbê
Avenida Riachuelo, 5360 (Julião). Fica a 12 km do centro de Ilhabela (SP)
(12) 3894-9304
Diárias a partir de R$ 655.

No meio do caminho tinha um buraco

por Guia Brasil em

 

A BR-349, na altura de Correntina (BA), com a placa de alerta pintada pela própria população

A BR-349, na altura de Correntina (BA), com a placa de alerta pintada pela própria população. Foto: Luiz Carlos Roberto Jr.

Por Luiz Carlos Roberto Jr.

O trecho da BR-349 na região de Correntina, na Bahia, é um desafio para os bravos. Da cidade até a divisa com o estado de Goiás, são 210 km – praticamente em linha reta e que atravessam um pedaço do cerrado baiano coberto pela soja. À longa extensão e à paisagem monótona somam-se os vários buracos. No sentido contrário, de Correntina para Salvador, o asfalto vai ruim até Santa Maria da Vitória, totalizando 38 km precários. Bem-vindo a um cenário de tortura para o motorista, e de abandono.

No mapa, o trecho precário baiano.

No mapa, o trecho precário baiano.

Tanto é que a população local assumiu parcialmente a sinalização da via. São comuns as placas de trânsito improvisadas, alertando a má condição do asfalto. Saindo de Correntina rumo a Goiás, eu furei dois pneus desviando dos buracos. Por tudo isso, esse trecho voltou à lista das piores estradas do Brasil, segundo o GUIA RODOVIÁRIO 2014/2015 (5ª colocação), e também consta na próxima edição do GUIA ESTRADAS 2015, a ser lançado em agosto.

Capa do novo GUIA ESTRADAS 2015

Capa do GUIA ESTRADAS 2015

Oásis – Passando a parte precária, a 91 km de Correntina, encontramos o que parece ser uma miragem. Após tanta tensão e solavancos, cheguei (finalmente!) ao único ao posto de combustíveis neste trecho, o Maxxi 3 (também conhecido como Cachoeira, Precioso do Oeste ou Nova Itália), na diminuta localidade de Treviso, na Bahia.

O posto Maxxi 3, o único posto disponível no trecho entre Correntina (BA) e a divisa com Goiás

O posto Maxxi 3, o único disponível no trecho entre Correntina (BA) e a divisa com Goiás. Foto: Luiz Carlos Roberto Jr.

Suando e cansado, sob o sol inclemente, pergunto ao atendente da lanchonete do posto sobre a população do lugar. Enquanto tomo o melhor refrigerante da minha vida, arrisco 500 habitantes como resposta. Mas, com um sorriso malicioso, o rapaz responde que se houver 50 moradores ali é muito.

Fico surpreso com o isolamento do lugar e, enquanto o carro é abastecido, questiono o frentista sobre como o tal posto, praticamente vazio às 11h30, se mantém. “Por causa da soja, sempre têm caminhões nas fazendas”, ele me responde, e completa. “O pessoal também procura muito a borracharia. E, na época da colheita, o pátio do posto fica lotado para o pernoite. Andar aqui no escuro é complicado.”

Saindo do Maxxi 3 são 110 km mais tranquilos até a BR-020, quase na divisa com Goiás – exatamente como o amigo frentista me adiantou. Mas não tive descanso ao volante. Os buracos são poucos, mas os que surgem atrapalham, eu que o diga.

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Os códigos dos motoristas nas estradas

por Guia Brasil em

Por Luiz Carlos Roberto Jr.

Ao viajarmos de carro por algum tempo começamos a perceber que existem sinais especiais usados pelos motoristas, principalmente os caminhoneiros, em estradas de pista simples (mão dupla). Todos são diferentes daqueles que lemos no código brasileiro de trânsito, aprendido nas autoescolas.

Viajando pelo Brasil, percebi que essa linguagem não tem uma ocorrência homogênea, sendo mais comum no Sul e Sudeste, diminuindo no Centro-Oeste e no Norte, e sendo quase inexistente no Nordeste. Aqui vão os códigos mais usados por todo o país:

1.Veículo atrás de você com seta esquerda ligada e farol alto acionado repetidamente
Significa que está com pressa ou pode ser uma emergência. Na dúvida, dê passagem logo que for seguro.

2. Duas buzinadas rápidas após uma ultrapassagem
O motorista que passou à frente agradece o fato de ter aberto a passagem para ele
Somado a isso, quem assumiu a dianteira pode ligar a seta rapidamente de um lado para o outro, ou mesmo piscar as lanternas para reforçar o agradecimento. Vale o mesmo para retribuir.

3.Veículo à frente deu seta para a esquerda
Atenção: você não deve ultrapassá-lo agora. Pode haver outro veículo vindo em sentido contrário, ou ele mesmo vai ultrapassar alguém mais à frente.

4. O veículo à frente deu a seta para a direita
Portanto, o caminho está livre para ultrapassá-lo. Mesmo assim, mantenha a atenção durante a ultrapassagem, pois a chance de seu amigo se confundir ou errar um cálculo de distância sempre existe.

5 .O motorista no sentido oposto da pista dá repetidos sinais de farol alto.
Há algum problema à frente. Pode haver animais ou pessoas na pista, acidentes, queda de barreiras ou árvores etc. Reduza a velocidade e redobre a atenção.
Como você percebeu os sinais são simples e podem ser interpretados pelo senso comum na maioria dos casos. Mas saber seu significado de antemão facilita a vida ao volante. E sua viagem tende a ficar mais segura e agradável.

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