Por dentro do Rio
Bar Astor aterrissa no Arpoador
O Bar Astor, na Vila Madalena, é um verdadeiro clássico da boemia paulistana. Quem conhece o lugar sabe que são incontestáveis a elegância da casa e a qualidade de sua cozinha. Pois imagine o Astor ganhando um belo banho de loja e indo “morar” de frente pras areias de Ipanema. Eis uma vaga idéia do que é sua filial carioca, que fui conhecer ontem numa noite pra convidados e, a partir da próxima terça-feira, abre suas portas pro público no imóvel que abrigava o jurássico Barril 1800.
O décor classudo da matriz é a base de tudo: estão lá os bancos de couro vermelho, os cartazes coloridos nas paredes, as luminárias amarelas… Tudo dando um delicioso ar retrô ao ambiente. Mas, aqui e ali, percebem-se detalhes que dão um brilho diferente à casa e que fazem do Astor carioca um bar ainda mais bonito que o paulistano. O detalhe que faz a grande diferença fica por conta do endereço: o charme e a leveza da praia de Ipanema são palpáveis mesmo no canto mais escondido do salão.
O cardápio sugere um percurso delicioso por pratos que confortariam qualquer alma errante na noite paulistana ou carioca… Alguns deles não estão presentes na matriz e os sócios da casa, declaradamente apaixonados pelo Rio de Janeiro, inseriram aqui como uma espécie de homenagem ao gosto do carioca. É o caso do angu com picadinho. Do chuchu com camarão. Da alheira com ovos e batatas fritas. Há também pratos importados do cardápio do bar Pirajá, como o Filé a Rio Antigo, deliciosamente descrito assim: “sabor caseiro, fartamente acebolado, com farofinha de ovo, arroz e feijão preto”. Não é farofa de ovo, entende? É fa-ro-fi-nha. Eu, que sou adepta da teoria de que certas comidas ficam mais gostosas no diminutivo, fui conquistada no ato.
Enfim, o Bar Astor soube retribuir a generosa brisa do mar com um sopro de bom gosto e leveza no endereço que, apesar de ser dos mais valorizados da cidade, vinha arrastando, há anos, o peso do anacronismo do Barril 1800. Ipanema agradece. Vão, confiram com seus próprios olhos e me digam se não tenho razão.
Bar Astor – Av. Vieira Souto 110 – entrada pela Av. Rainha Elizabeth. Aberto ao público a partir de 04/05.
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Comentários (36)
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- Por: Marcus
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- 25 de maio de 2010 at 19:51
Estive finalmente, no Sábado, para almoçar no Astor.
Era por volta das 14:00. Houve uma espera de 15 minutos.
Pedi pastéis mistos para experimentar cada sabor. Gostei de todos. Croquetes impecáveis. O linguado muito bom e a Feijoada, muito boa também.
Ressalvas: o croquete demorou um pouco para chegar. Assim que terminei, os pratos já estavam ali para serem servidos.
A partir daí, achei o serviço correto, mas um pouco lento. Em nenhum momento ofereceram reposição das bebidas. Tudo tinha que ser pedido. Nada era oferecido.Com tempo , tenho certeza, vão ajustar. A sobremesa, brigadeiro de colher, tive que suspender. Levou muito tempo e eu tinha que ir embora para ver o final da Liga dos Campeões. O Astor está bom. Claro, voltarei sempre. Mas ainda falata uma estrada para chegar no de SP.
- Por: Constance Escobar
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- 25 de maio de 2010 at 20:32
Obrigada por deixar suas impressões aqui, Marcus. Eu estive lá duas vezes após a inauguração e minhas impressões publiquei nesse post aqui: http://www.praquemquisermevisitar.com/rionamesa_astor2.asp#comments
- Por: Ana
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- 14 de agosto de 2010 at 15:53
Para quem mora na rua Rainha Elizabeth, onde a entrada do Bar Astor está localizada, a inauguração do bar não foi nem um pouco positiva, uma vez que o cheiro de gordura invade os apartamentos diariamente, o que não acontecia quando o antigo Barril 1800 funcionava no local. Várias reclamações já foram feitas, sem nenhum sucesso. A sensação que temos é que desde maio estamos morando na cozinha do Astor, o que não é nada agradável.
- Por: Jô
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- 17 de janeiro de 2011 at 18:27
Olá Constance!
Obrigado por todas as dicas e impressões ( Astor,Aconchego,Casual e Brasserie Rosário), experimentei todos nesse fim de semana.
Fui ao Astor no sábado passado, estava muito quente e queria um bar com vista para o mar .
E esses foram o diferencial: ver o mar e a rabada com polenta (deliciosa) .
O caldinho de feijão veio frio e com um torresmo com um gosto de sabão.
O filé aperitivo sem graça ,parece que esqueceram de selar a carne.
E pra finalizar, como estava com algumas sacolas, solicitei ao garçom se havia a possibilidade de conseguir um taxi e ele prontamente me orientou a ir para a calçada que “passa muito taxis ” ,pois não podia sair do bar.
Retornarei , mas acho que há muito que andar ainda.
Abraços
- Por: a2948514
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- 11 de novembro de 2011 at 4:17
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- Por: watch imitation
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Sabe que também estive lá na sexta, Maria? No final da tarde, pro pôr do sol. Um privilégio termos um bar com aquela vista mesmo. E concordo com você. Se a música fosse um pouco mais baixa, o Astor ficaria ainda melhor…