Por dentro do Rio

Bar Astor: um dos melhores fins de tarde do verão carioca

por Constance Escobar em

Desde que o Bar Astor inaugurou sua filial carioca, praticamente debruçada sobre as areias do Arpoador, elegi aquele momento do dia entre o fim de tarde e o anoitecer como horário ideal pras minhas visitas. Assim, driblo as insuportáveis filas e ainda tiro partido de uma das melhores coisas que aquele endereço tem a oferecer: a possibilidade de testemunhar o por do sol a partir da varanda do bar, palco estratégico que descortina diante da plateia toda a orla de Ipanema e Leblon, coroada pelo Morro Dois Irmãos.

Esse passou a ser um dos meus programas favoritos na cidade. Chego um pouco antes do horário previsto pro espetáculo e faço meu percurso habitual pelo cardápio – com algumas variações, dependendo do que o estômago e a alma estejam pedindo no dia. Há sempre espaço pros mexilhões cozidos no chopp, cujo molho perfumado me obriga a pedir  ao garçom uns pedacinhos de pão pra garantir que não sobre nada na caçarola…

Pros pastéis de queijo, sempre sequinhos…

Pro tostado de presunto com gruyère, que chega crocantíssimo depois de passar por um abraço de uma chapa poderosa…

Pro sanduíche de pastrami com picles, cream cheese e mostarda Dijon, farto e saboroso…

Pras besteiras à milanesa, que dão cara de brincadeira a uma das minhas predileções na vida: um bom pedaço de bife à milanesa.

Confesso que, durante o verão (que é, de longe, a estação do ano de que menos gosto), a sensação térmica de quase 50 graus e a superlotação da casa, muitas vezes, me fazem ponderar antes de sair pra cumprir meu ritual. Mas aí pesa forte na balança o fato de que é justamente nessa época que os pores do sol são mais impressionantes. A dramaticidade e a intensidade com que a bola de fogo se atira ao mar nessa altura do ano é algo que dificilmente se repete nas outras estações…

Bar Astor – Av. Vieira Souto 110 (entrada pela Rainha Elizabeth) – Ipanema
www.barastor.com.br

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Comentários (9)
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  • Por: Merél
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  • 15 de fevereiro de 2011 at 9:36

A orla do Rio de Janeiro merece mais bares como este!
Nâo posso deixar de comentar sobre o Colombina, drink que certamente figuraria num Top 5 de melhores da cidade. E sobre o chopp – caro, mas tão bem tirado!

  • Por: Constance Escobar
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  • 15 de fevereiro de 2011 at 10:04

Também acho, Merél: a orla do Rio precisa de mais e mais lugares bacanas assim. Uma cidade tão bonita, de natureza tão privilegiada, tinha que ter mais e melhores opções pra se comer à beira mar. Aliás, isso já foi assunto de outros posts por aqui..

  • Por: jorge fortunato
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  • 15 de fevereiro de 2011 at 13:29

Acho que vou passar lá na sexta-feira. mas achoq ue vai ficar lotado… aliás, sempre passo ali e o bar está lotdao. As fotos estão ótimas. Perguntinha…vc comeu isso tudo numa única tarde???

  • Por: Renato Saraiva de Moraes
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  • 15 de fevereiro de 2011 at 20:42

Jorge, se Constance e você me permitem uma sugestão, tente o almoço de sexta. Até as 6 da tarde o Astor não estará lotado, e ainda tem pratos do dia: camarão com chuchu e rabada com polenta e agrião. Ótima maneira de começar o final de semana!

  • Por: Constance Escobar
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  • 15 de fevereiro de 2011 at 23:04

Renato está coberto de razão: junto com o horário do por do sol, o almoço de sexta é um dos melhores momentos do Astor.

  • Por: Lica
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  • 16 de fevereiro de 2011 at 9:47

Li esta disca no outro blog e fui neste final de semana conferir o por do sol ali no Astor. Amei! Petisquei lulas empanadas que estavam uma delicia. Ah, e o por do sol continua lindo de viver. Bjs, Constance, suas dicas sempre me ajudam a curtir cada vez mais a linda cidade de São Sebastião.

  • Por: Constance Escobar
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  • 16 de fevereiro de 2011 at 12:22

Que bom ler isso, Lica. É um prazer poder mostrar às pessoas um pouco do meu Rio de Janeiro, essa cidade que eu amo.

  • Por: João
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  • 16 de fevereiro de 2011 at 20:44

E o sol só se põe no mar entre a metade da primavera e metade do verão mais ou menos, no resto do ano vai se esconder nas montanhas, por estes dias já deve estar nas montanhas, sol “caindo” na água de novo só entre outubro e novembro.