Por dentro do Rio
Bretagne, a nova casa de Olivier Cozan no Leblon
Neste último fim de semana, abriu as portas a Bretagne, nova empreitada de Olivier Cozan, um mix de padaria e bistrô. Considerando a escassez de boas padarias no Rio de Janeiro, vejo sempre com grande entusiasmo a promessa de bons pães a curta distância de casa. Vinha acompanhando a obra e aguardava ansiosamente a inauguração. Na sexta-feira, estive lá. E voltei mais duas vezes ao longo do fim de semana. Sempre a explorar o lado padaria. No bistrô, não quis me aventurar tão cedo; preferi esperar um pouco mais.

A casa leva o nome da terra natal de Cozan, que, aliás, é uma região pela qual sou apaixonada. Pela bandeira pendurada na parede e as galettes de blé noir e os kouign amanns expostos no balcão, vê-se que a homenagem à Bretanha vai além do nome.
Como disse, estive lá três vezes desde que foi inaugurada. Tomei café da manhã duas vezes e comprei alguns produtos pra levar. O serviço no café da manhã ainda está bastante confuso, mas não previa nada muito diferente no primeiro fim de semana de vida da casa. Até aí, tudo dentro do script. Mas confesso que, pelo preço cobrado, esperava mais da comida. Esperava, por exemplo, geleias artesanais no lugar das industrializadas. Esperava um chocolate quente feito com chocolate em barra e não um que me lembrasse o famoso achocolatado que já não me agradava mesmo na infância… Tirando isso, o ovo à la coque veio ótimo nos dois dias. E o prato de queijos e frios, apesar de não ser notável, vai além da entediante dobradinha queijo minas/peito de peru. Nesse sentido, ponto pra Bretagne. Mas no que mais me interessava, a casa ainda não me conquistou: os pães. Dos que experimentei, os melhores foram o brioche e o pão integral com cereais. A baguete e o pain au levain deixaram muito a desejar. E o croissant não é nem sombra do que pode ser um bom exemplar…


Mas tenho esperança de que possa ser apenas uma questão de tempo a equipe ganhar intimidade com os fornos e fazer os ajustes necessários. O que me trouxe essa esperança foram duas pequenas maravilhas que fizeram melhor meu fim de semana. As crocantíssimas galettes de blé noir, que corro o risco de se transformarem num novo vício na minha vida…

E o kouign amann, que é um delicioso bolinho farto em manteiga e açúcar, com crosta caramelizada. Um dos tesouros que a Bretanha legou ao mundo. Os primeiros que experimentei, no sábado, haviam caramelizado demais e ganhado uma capinha um tanto dura. A segunda leva já veio muito melhor. Os que trouxe pra casa ontem pela manhã (sim, sou uma moça persistente), perfeitos, foram a prova de que valeu a pena não perder a fé nos kouign amanns de Cozan. Ao que tudo indica, passarão a fazer parte da minha vida, como uma forma de acessar a doce lembrança que tenho de Cancale, onde comi um kouign amann memorável, numa pâtisserie inesquecível. Pelo visto, meu cardiologista está com trabalho garantido pelo resto do ano…
Bretagne – Avenida Ataulfo de Paiva 313 – Leblon
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Comentários (3)
- Por: Ronaldo
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- 13 de janeiro de 2012 at 15:36
Olá Constance!
Também foi com muita expectativa que aguardei a inauguração da casa nova. Trabalho na Oi do Leblon e costumava almoçar no Le Bronx. Apesar de não achar o cardápio bastante tradicional, gostava do tempero e do atendimento. Deixou saudades.
Já no Bretagne, também sofri pra tomar café na inauguração. Só consegui comer o brioche. tive que cancelar o café pela demora. Mas “ainda” não desisti de frequentar. Agora mesmo enquanto digito, estou experimento um croissant de chocolate muito bom. Torço para que dê certo, afinal, todos saem ganhando.
Bjs,
Ronaldo.
- Por: Passando a Viagem
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- 25 de janeiro de 2012 at 13:36
Constance,
Acabei de fazer um post sobre o Bistrot também. A minha proposta foi testar o quão bretão é o Bretagne. Achei que vc gostaria de ler. abs.
http://passandoaviagem.blogspot.com/2012/01/bistrot-bretagne-iniciacao-la-bretagne.html


este post é incrível! Obrigado pela informação! Francisca@nossafamiliaalvares.com.br