Por dentro do Rio
Bar Astor: um dos melhores fins de tarde do verão carioca
Desde que o Bar Astor inaugurou sua filial carioca, praticamente debruçada sobre as areias do Arpoador, elegi aquele momento do dia entre o fim de tarde e o anoitecer como horário ideal pras minhas visitas. Assim, driblo as insuportáveis filas e ainda tiro partido de uma das melhores coisas que aquele endereço tem a oferecer: a possibilidade de testemunhar o por do sol a partir da varanda do bar, palco estratégico que descortina diante da plateia toda a orla de Ipanema e Leblon, coroada pelo Morro Dois Irmãos.
Esse passou a ser um dos meus programas favoritos na cidade. Chego um pouco antes do horário previsto pro espetáculo e faço meu percurso habitual pelo cardápio – com algumas variações, dependendo do que o estômago e a alma estejam pedindo no dia. Há sempre espaço pros mexilhões cozidos no chopp, cujo molho perfumado me obriga a pedir ao garçom uns pedacinhos de pão pra garantir que não sobre nada na caçarola…
Pros pastéis de queijo, sempre sequinhos…
Pro tostado de presunto com gruyère, que chega crocantíssimo depois de passar por um abraço de uma chapa poderosa…
Pro sanduíche de pastrami com picles, cream cheese e mostarda Dijon, farto e saboroso…
Pras besteiras à milanesa, que dão cara de brincadeira a uma das minhas predileções na vida: um bom pedaço de bife à milanesa.
Confesso que, durante o verão (que é, de longe, a estação do ano de que menos gosto), a sensação térmica de quase 50 graus e a superlotação da casa, muitas vezes, me fazem ponderar antes de sair pra cumprir meu ritual. Mas aí pesa forte na balança o fato de que é justamente nessa época que os pores do sol são mais impressionantes. A dramaticidade e a intensidade com que a bola de fogo se atira ao mar nessa altura do ano é algo que dificilmente se repete nas outras estações…
Bar Astor – Av. Vieira Souto 110 (entrada pela Rainha Elizabeth) – Ipanema
www.barastor.com.br
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Jantar beneficente no Hotel Solar do Império, em Petrópolis: chefs se reúnem pelo reerguimento da serra fluminense
Alguns dias atrás, conclamei os leitores a retomarem o rumo da serra fluminense, ao menos em direção a cidades menos atingidas, como Petrópolis e Itaipava, por julgar que essa é uma das melhores maneiras de ajudar a região a se reerguer: não deixar de visitá-la. Entre os lugares que trouxe naquela série de posts estavam o belíssimo Hotel Solar do Império e seu restaurante Leopoldina.
Pois aqueles que ainda não se animaram a se lançar novamente na Rio-Petrópolis têm agora um motivo a mais pra fazê-lo: na noite do dia 19 de fevereiro, um evento muito especial acontecerá no Leopoldina, sob o comando de Claudia Mascarenhas, chef da casa. José Hugo Celidônio, Danio Braga, Damien Montecer, Fréderic de Maeyer, Nao Hara, Marcos Sodré e Thiago Sodré formam o time de primeiríssima que estará por trás de um jantar pra arrecadar fundos em prol das famílias do Vale do Cuiabá, uma das regiões mais atingidas pelas chuvas que atingiram a serra no mês passado.
O cenário é especial. O elenco é dos melhores. A causa não poderia ser mais nobre. Então, anota aí:
Dia 19 de fevereiro, às 21h
Preço, por pessoa: R$ 250,00
Hotel Solar do Império – Avenida Koeler, nº 376 – Centro – Petrópolis – RJ
Reservas pelo telefone (24) 2103-3000
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Forte São Luís: preciosidade no Complexo de Fortes de Niterói
Bem, a Mérel acabou com a minha graça em poucos minutos e matou de primeira minha charada do último post: Forte São Luís, em Niterói, era a resposta. Então, vamos a ele.
Há tempos eu venho me prometendo uma visita ao Complexo de Fortes de Niterói, especialmente à Fortaleza de Santa Cruz e ao Forte São Luís. E adiava, adiava, adiava… A velha história: tudo aquilo que está no nosso quintal, justamente por ser acessível, acaba sempre ficando pra depois (foi assim que percorri mil igrejas e mosteiros na Europa antes de ir visitar o Mosteiro de São Bento, lembram?). Se bobear, o “pra depois” acaba não acontecendo nunca. Então, resolvi tomar vergonha e botar o pé na estrada. Comecei pelo Forte de São Luís, uma preciosidade.
A construção da fortificação data do século XVIII e suas ruínas estão encarapitadas num pico que descortina diante dos olhos dos visitantes vistas inacreditavelmente belas. De um lado, as praias de Niterói. Do outro, a Fortaleza de Santa Cruz, a Baía de Guanabara, a Praia Vermelha, o Pão de Açúcar, o Corcovado…
É estranhamente especial a sensação de se estar dentro de ruínas de uma construção histórica emolduradas por nada menos que a cidade mais bonita do mundo. Pode ter gente que ache exagero eu dizer que o Rio é a cidade mais bonita do mundo, mas desta opinião ninguém vai me demover não… Bem, encerro aqui minhas intervenções e o resto fica por conta da minha câmera.
Pra encerrar, um conselho de amiga: programe sua visita no outono ou no inverno, quando os dias de sol são mais nítidos e a temperatura não é tão inclemente. Acredite em mim: sensações térmicas de 50 graus (coisa corriqueira no verão do Rio) podem comprometer seriamente o seu passeio…
Forte São Luís – Al. Mal. Pessoa Leal 265 (Jurujuba). Aberto a visitação nos fins de semana e feriados nacionais. Acesso pelo Forte Barão do Rio Branco, de onde, das 10h às 16h, parte uma van, de 30 em 30 min, levando os visitantes até o pico onde está o forte. Valor: R$10,00
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Por onde andei?
Adianto que não estive na terrinha. Nem atravessei o oceano. Sequer saí dos limites do Estado do Rio de Janeiro. E mais não digo. Alguém saberia dizer por onde andei?
O chá da tarde do Leopoldina, em Petrópolis
Como eu vinha falando no último post, o hotel Solar do Império tem um restaurante próprio, o Leopoldina, onde tive o prazer de tomar um chá da tarde há algumas semanas. Comandado pela chef Claudia Mascarenhas, segue a mesma atmosfera do casarão que o abriga. Um jeitão dos salões de antigamente, sabe? Piano de cauda na entrada. Delicados arranjos de flores. Cadeiras de palhinha. Ilustrações nas paredes. Tudo isso cercado por janelões abertos pro centro histórico de Petrópolis, que tem o poder de nos transportar pra um outro tempo.
Eu, que adoro rituais como o do chá da tarde, acho tudo ainda mais especial servido num lugar como esse. O do Leopoldina traz pães, quejos, frios, sanduíches e até bolinhas de queijo, que, embora me parecessem um corpo estranho naquele cardápio, chegaram à mesa tão sequinhas e acompanhadas de um chutney tão gostoso que justificaram sua presença ali. No lado doce do chá, biscoitos fresquinhos, bolos fofos e delicados, como a versão de limão e a de banana com nozes, ou, ainda, o pão de ló com baba de camelo, de perder o juízo. Entre as bebidas quentes, ótimos chás e um chocolate quente espesso, perfumado com canela. Pra encerrar, levíssimas panquequinhas de morango e banana, com manteiga e mel pra acompanhar.
No mais, é deixar a pressa do lado de fora e gastar longas horas numa dessas refeições que confortam a alma.
Leopoldina – no Hotel Solar do Império – Av. Koeller 376 – Centro – Petrópolis
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