Por dentro do Rio

Subindo a Lopes Quintas

por Constance Escobar em

A rua Lopes Quintas costuma ter todas as atenções voltadas praquele trecho no entorno da rua Visconde de Carandaí, onde há, de fato, muita coisa boa: a multimarcas Dona Coisa, o Atelier Clementina  e, mais recentemente, a belíssima loja Gabinete Duilio Sartori e a ótima déli Casa Carandaí. Mas o que mais me chama a atenção ali é essa faceta do Rio de Janeiro que me encanta, que permite que uma rua ou um bairro se inicie com feições completamente urbanas e termine no silêncio absoluto, aos pés de uma rocha, de um morro, de uma floresta. Por isso, gosto de cultivar o hábito de, depois de andar de loja em loja, subir a Lopes Quintas para além do burburinho. Caminhar e sentir a rua, aos poucos, silenciando, mudando de figura, o que acontece mais claramente depois da rua Corcovado. Faço um desvio de rota na altura da Engenheiro Pena Chaves. Então, volto à Lopes Quintas e continuo subindo, admirando o casario, a beleza das árvores. Entro a Inglês de Sousa à esquerda e sigo até a Praça Dog Hammarskjoeld, uma beleza. Sento, olho o Cristo abraçando a praça e agradeço por viver nessa cidade, apesar de todas as mazelas que ela possa ter.

Nos dias em que tenho ainda mais sede de silêncio, vou até a rua Sara Vilela e percorro-a até o fim. O verde vai tomando conta do cenário e, em certo ponto, os macacos passam a ser a companhia na subida. Onde a rua acaba, então, começa a trilha que conduz à Cachoeira dos Primatas. O bairro é o mesmo, mas já é outro. Absolutamente distinto daquele em que a caminhada começou…

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Comentários (5)
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  • Por: Bruno Camurati
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  • 30 de março de 2012 at 14:21

Já trabalhei um tempo nessa região e confesso ser realmente apaixonante mesmo! Constance, vc sabe que cada vez mais a gente sente orgulho do Rio com seus posts. E além disso, sentimos uma imensa vontade de ser seus amigos… rsrs

  • Por: Maria das Graças
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  • 30 de março de 2012 at 18:06

Constance, eu que adoro plantas e vida no campo me sinto em casa fazendo esse caminho. Com a vista do Cristo me trazendo de volta à vida real sinto-me privilegiada por morar em uma cidade como o Rio que nos proporciona essa escapadas bucólicas tão perto de casa.

  • Por: Constance Escobar
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  • 30 de março de 2012 at 22:43

Puxa, Bruno, que honra ; ) Precisamos combinar o tal encontro dos leitores mais assíduos. Vamos tocar a ideia.

  • Por: Katia Albuquerque
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  • 31 de março de 2012 at 12:36

Também quero estar neste encontro.

  • Por: Constance Escobar
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  • 3 de abril de 2012 at 21:33

Pode deixar que aviso, Katia!