Por dentro do Rio
Verdades e mitos sobre o folclórico Bar do Mineiro, em Santa Teresa
90% dos cariocas são absolutamente apaixonados pelo Bar do Mineiro, um dos bares mais folclóricos da cidade, que fica num bairro de carioquice emblemática: Santa Teresa. Pois bem. Eu diria que faço parte dos 10% que não são lá tão apaixonados assim…
Do que eu gosto no Mineiro? O fato de ter todos os componentes que fazem um bar cair nas graças de um carioca que se preze: a extrema informalidade, o ambiente festivo, a presença constante do dono, o mineiro Diógenes Paixão, e aquele clima de “pode chegar que a casa é sua”. Está tudo lá, como se espera de um bom botequim. Gosto também de encontrar um cardápio onde brilham pratos como feijão tropeiro, carne seca com abóbora, tutu à mineira, vaca atolada – como eu adoro vaca atolada… E mais, uma coisa que nem todo bom botequim tem: o colorido cuidadosamente displicente de suas paredes, repletas de cartazes com referências culturais, objetos, fotos e artesanato interessante. As várias marionetes que encarnam figuras como Cartola, Tim Maia, Carmem Miranda, são meu sonho de consumo… (infelizmente, perderam quase toda a graça depois que foram encapsuladas em proteções de plástico há pouco tempo).
Do que eu não gosto no Mineiro? Do excesso de decibéis. O barulho ali é sempre superlativo. A começar pelo funcionário que chama os nomes da lista de espera aos urros na porta do bar… Quase insuportável. Também não gosto dos mitos que se criam em torno do bar, que fazem caravanas se dirigirem ao local, para, só lá, descobrirem que, não, os pastéis do Bar do Mineiro não são os melhores do Rio. Estão longe disso. Aliás, não quero ser leviana, mas os pastéis e os bolinhos de aipim servidos ali, além de não terem nada de especial, deixam-me sempre a impressão de terem sido recém descongelados… Algo bem distante do prazer de um bolinho feito com a mandioca fresquinha, macia, dourada… Quem já teve o prazer de saborear os soberbos bolinhos de aipim do Aconchego Carioca sabe do que estou falando. Admito que, como cerveja não é o meu forte, o que me leva a um bar quase sempre é a cozinha. E, particularmente, não acho que a cozinha do Mineiro seja merecedora de tantos adjetivos…
Agora, se há uma verdade a respeito do Bar do Mineiro é a de que ali se serve uma feijoada digna de aplausos. Os acompanhamentos não brilham (já comi couves e farofas bem melhores), mas o sabor daquele feijão… Isso, meus amigos, devo admitir que é difícil encontrar. Aliás, a feijoada servida na casa de seu Diógenes já era famosa muito antes de ele ser dono de bar…
Por aquele feijão, confesso que, vez ou outra, sou capaz de ignorar os elevados decibéis e, vejam só, até encarar uns pastéis e bolinhos meia boca na entrada…
Bar do Mineiro – Rua Paschoal Carlos Magno 99 – Santa Teresa
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- Por: Pedro Serra
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- 28 de setembro de 2010 at 16:56
Santa Tereza, pra mim, é um dos melhores lugares para se almoçar no Rio, não só pela boa comida, mas pela atmosfera. Infelizmente, o Mineiro tem estado sempre fora dos meus planos: muita gente, muito barulho e muita bagunça para quem está sempre com um moleque de 2 anos e meio a tira-colo.
Abs,
- Por: adriana
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- 28 de setembro de 2010 at 21:10
acho que o bar do mineiro é um bar de verdade. pra quem gosta de beber, confraternizar e fazer barulho, e não pra quem se incomoda com essas coisas. além disso, segundo sua avaliação, só não são bons lá os petiscos que não são tipicamente mineiros: pastel e bolinho de aipim. e tudo o que se encontra num autêntico boteco mineiro é perfeito por lá. acho o lugar um pedacinho de minas num lugar bem carioca.
- Por: Constance Escobar
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- 1 de outubro de 2010 at 10:58
É mesmo, Bruno? Essas coisas são mesmo engraçadas… É por isso que eu digo que cada crônica, resenha, enfim, qualquer tipo de relato que a gente faça se encerra em si mesmo, no fundo não tem o poder de dizer nada de definitivo sobre o lugar, né? Você sabe bem disso… Primeiro porque uma mesma casa pode apresentar variações de um dia pro outro – afinal, regularidade é meta que poucos restaurantes alcançam… Segundo porque cada comensal tem lá suas idiossincrasias e isso, de uma forma ou de outra, se reflete na sua forma de avaliar…
- Por: Lica
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- 16 de novembro de 2010 at 22:07
Concordo plenamente com tudo que vc disse. Ouso apenas discordar em relação a feijoada,pois nas últimas quatro vezes ela estava péssima e (pasme) fria. Outro fator que me fez desistir de vez é a “Senhora da porta”, que deixou a fama subir á cabeça e hoje não respeita a fila,pois duas vezes ela passou os amigos na frente (e era um feriado em que a fila era imensa) sem a menor cerimônia e ainda foi super grosseira quando fomos reclamar. Acho que é mais um tipico caso de botecos que vem vivendo de grife (sou famoso e posso tudo). Parabéns pela ousadia de quebrar mitos.
- Por: Elaine
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- 4 de abril de 2011 at 17:37
Eu adorei, eu moro em Santa desde que nasci, e sempre achei um absurdo o Mineiro viver cheio, pessoas esperando em fila para entrar. Eu não fico em fila para comer nunca, existem milhares de bares e restaurantes, saiu de casa para poder relaxar, sentar tranqüilamente, beber minha cervejinha, comer e poder conversar, curtir, não me estressar numa porta de bar esperando numa fila. Então eu sempre prefiro ficar no Gomes, porque se não tiver lugar para sentar, eu pego uma cervejinha na locadora em frente e um pastel maravilhoso como eu nunca comi em outro lugar, numa “meia porta” que fica ao lado do Bar da Nega. Tem opção também do Bar da Nega que em dia de Futebol, fica sempre animado. É isso morar em Santa é uma maravilha.
PS: os sabores que eu mais gosto do pastel são: feijão fradinho com bacalhão, feijoada, camarão, e outros, costumo comer uns quatro, por isso estou ficando um pouco gordinha, rsrsrsrsrs
- Por: a2526373
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- 11 de novembro de 2011 at 3:28
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- Por: GRAZI
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- 11 de dezembro de 2011 at 17:27
È TUDO UMA QUESTÃO DE GOSTO! O DONO DO BAR NEM CASADO É! ACHO QUE PARA POSTARMOS ALGO TEMOS QUE TER CERTEZA ABSOLUTA DO QUE FALAMOS. OPINIÕES PODEM SER DADAS, MAS COM RESPONSABILIDADE, COMO JÁ DISSE UMA QUESTÃO DE GOSTO. MORO EM SANTA E ACHO MARAVILHOSO O LOCAL, QUANDO VOU AO BAR DO MINEIRO, JÁ VOU COM ESTA CONSCIÊNCIA DE QUE NÃO É UM RESTAURANTE, COM GARÇONS BEM VESTIDOS E CHEIOS DE DETALHES, TA MAIS PARA UM BOTECO. É ESTA EXATAMENTE A GRAÇA DO LOCAL. NÃO ACHO QUE O BAR SERIA TÃO BEM FREQUENTADO, SE NÃO FOSSE TÃO BOM. GOSTO DEMAIS DE TUDO EM SANTA, PARA QUEM NÃO GOSTA, QUE FREQUENTE ALGUM LUGAR QUE SEJA DO NIVEL QUE CONSIDERE A SUA ALTURA. VISTA UMA ROUPA BEM FINA E SALTOS BEM ALTOS E FAÇAM SUAS RESERVAS EM RESTAURANTES, POIS ESTES SERVIÇOS ESTÃO DISPONIVEIS EM TODO O BRASIL.
- Por: Constance Escobar
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- 13 de dezembro de 2011 at 19:33
Grazi, recomendo que você leia o post novamente. Jamais disse que o dono do Mineiro fosse casado ou que deixasse de ser. Quem afirmou isso foi uma leitora, nos comentários. Quanto às suas demais observações, se lesse esse blog, saberia que não discrimino nenhum tipo de estabelecimento por princípio. Um dos meus lugares favoritos na cidade, é um bar, o Aconchego Carioca. Justamente porque lá se serve comida de bar como ainda não vi em nenhum outro endereço dessa cidade. E comida ruim, com salto ou sem salto, eu não encaro, não. Mas como você disse, gosto é gosto. O que é bom pra mim pode não ser pra você e vice-versa. Viva a diferença.
- Por: Marcus
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- 8 de abril de 2012 at 21:41
Somos de Sao Paulo evestava visitando o Rio com minha esposa .Na volta da visita ao Corcovado , conhecemos uma senhora no ônibus que nos indicou o bar do mineiro em santa Teresa e falou para procurarmos o Sr Diógenes .Quando chegamos, fomos muito bem recebidos e pedi para falar com este Sr, que prontamente nos atendeu. Nos apresentamos como turistas de São Paulo e que ate então no conhecíamos o bar muito menos o Diógenes e para nossa alegria após nossa mesa ficar disponível e sentou se ao meu lado e tivemos o prazer e privilegio de conhecer uma das figuras mais simpáticas e originais do Rio de Janeiro. Contou a sua história, como tudo começou, sobre a coleção de Volpi e sobre a amizade com Burle Max.Demos boas risadas e tiramos fotos para marcar o encontro .Há ‘: e a feijoada estava maravilhosa, pelo menos do jeito que eu gosto, apenas carne seca e lingüiça, ( sem pe mem orelhas) e o cerva TRINCANDO, aprovadissimo!


No dia que estive nesse bar, não fui bem atendida por uma Sra que me parecia dona ou esposa do dono. Muito mal-educada e de má vontade. Honestamente? Não curti a feijada. Achei salgada demais.