Saia pelo Mundo
Cruzeiro também é bom sozinho
Já contei aqui que não curti o primeiro cruzeiro que fiz, láááááá em idos de 2004 ou 2005. Mas que, uns dois ou três anos depois, ao tentar novamente num outro navio, numa outra armadora, num outro roteiro, descobri que simplesmente tinha escolhido o cruzeiro errado naquela vez (porque existe um tipo de cruzeiro para cada tipo de viajante, é claro, assim como existe um tipo de hotel, de viagem etc).
Amo cruzeiros e a simples sensação de navegar; já passei dos dez. Pessoalmente, acho esa uma baita forma de se viajar sozinho – tem sempre gente bacana suficiente para você interagir e também espaço suficiente para quando você quiser ficar na sua. Embarquei em alguns deles em minha própria companhia e foi muito bom. Aliás, acabo de desembarcar de mais uma travessia de Atlântico, dessa vez sozinha, naquele que foi simplesmente o melhor cruzeiro ever. E, acompanhando minhas andanças pelo twitter, vários leitores me escreveram pedindo dicas sobre como aproveitar bem um cruzeiro viajando sozinho sem ir à falência arcando com o preço total de uma cabine. Então vamos lá, resumindo o que aprendi nesses meus cruzeirinhos:
- você não precisa, necessariamente, pagar por duas pessoas para ficar sozinho em sua cabine. É verdade que a maioria das armadoras cobra 50% a mais de quem viaja sozinho e há casos em que o suplemento single chega a exatos 100% a mais. Mas há navios, como o Epic, por exemplo, cheios de cabines especialmente criadas para solo travelers; e quase todos os navios das armadoras mais populares (como Costa, MSC, Royal etc) contam com algumas (poucas) cabines para quem viaja sozinho (poucas mesmo; em alguns casos são apenas 3 ou 4) – essas cabines são sempre mais apertadinhas, mas você paga mesmo só por um.
- as armadoras mais luxuosas vira e mexe diminuem até quase nada o suplemento single em algumas rotas pré-selecionadas, especificadas em seus sites. Se esse é seu tipo de cruzeiro, vale muito ficar de olho. Em geral, a regrinha é assim: quanto mais dias de navegação um roteiro tem em comparação ao seu número de escalas, mais fácil encontrar o suplemento single bem baixinho. A Silversea, por exemplo, que pessoalmente é minha preferida, tem roteiros em que uma pessoa ocupando uma cabine sozinha paga apenas 10% a mais do que uma pessoa ocupando uma cabine acompanhada de outra – não à toa, eles detêm o maior número de solo travelers do mercado.
- antecedência nem sempre é sinônimo de economia nesse mercado: são muitas as armadoras que liquidam seus assentos não ocupados de última hora com descontos bem interessantes. Muitas delas simplesmente eliminam por completo o suplemento single nas ofertas tipo last minute e ainda dão descontos sobre o valor original
- como acontece na maioria das viagens, quanto maior a duração do seu cruzeiro, mais barato o valor pago por dia. Ou seja: o valor de um dia de cruzeiro num roteiro de 10 dias é, em geral, consideravelmente menor que num roteiro de 5, e assim por diante.
- a escolha do roteiro costuma interferir diretamente no tipo dos seus companheiros de viagem. Roteiros bem tradicionais, como os que percorrem Caribe e Mediterrâneo, por exemplo, costumam ter mais casais e famílias inteiras, geralmente mais fechados ao contato com os demais passageiros. Roteiros menos convencionais e comerciais costumam ter maior número de solo travelers e passageiros em geral mais experientes e abertos a trocar ideias e experiências com outros viajantes.
- para conhecer gente bacana, não se isole. Participe das atividades sociais propostas pelo roteiro e faça suas refeições no restaurante principal, partilhando mesa com outros hóspedes, por exemplo. Os melhores papos costumam começar assim
É oficial: somos sacoleiros
O Ministério do Turismo divulgou há duas semanas que cerca de 4 milhões de brasileiros devem viajar para o exterior nos próximos seis meses – um número nunca antes visto na história desse país, como diriam alguns
Não bastasse o número cada vez mais expressivo de brasileiros, impulsionados pelo crescimento econômico nacional e pela moeda forte e estável, viajando mensalmente ao exterior, estamos sendo disputados a tapa internacionalmente: todos querem uma fatia do “bolo turístico brasileiro”. E com uma razão ultra prioritária: gastamos como loucos. Não é novidade para ninguém que os brasileiros, em geral (é claro que há exceções!), homens e mulheres, viajam para o exterior nos últimos anos muito mais para consumir roupas, eletrônicos e afins que qualquer outra atividade.
Os EUA querem facilitar a obtenção do visto americano pelos brasileiros, empolgadíssimos ao ver que gastamos anualmente quase o dobro do que gasta um turista médio. No fundo, só perdemos em consumo internacionalmente para os chineses – mas é por pouco. Só ano passado, gastamos quase US$ 22 bilhões em viagens ao exterior, um crescimento de 33% em comparação ao ano anterior (dados da OMT).
Viagens expressas a Miami para fazer enxoval (!!!) de casamento e de bebê viraram meio moda na classe média nos últimos dois anos. Representamos o maior crescimento anual por nacionalidade em termos de consumidores do turismo de luxo (de hotéis estreladíssimos a aluguel de jatinhos e afins) e nunca antes souberam tanto sobre nós no exterior. Pena que, para a maioria dos estrangeiros, estejamos hoje muito mais estereotipados como os loucos-consumistas-carregados-de-sacolas que como gente-simpática-povo-amigo como costumávamos ser conhecidos
Carnaval: corre lá que dá tempo
A gente vive recomendando: Carnaval e Reveillon são as datas mais disputadas no nosso calendário brasuca de viagens; então tem que se planejar. Mas não adianta: brasileiro, em geral, curte coisinhas em cima da hora, de última hora, na marca do pênalti (meu pai e meu irmão mais novo, por exemplo, são claríssimos exemplos dessa prática nacional).
Curiosamente, vários leitores (yes, boys and girls!) do blog pediram sugestões de escapadas de Carnaval com sossego, longe de qualquer agito ou alalaô. Então se você é do time que ainda tá buscando coisas de última hora para curtir o Carnaval (que já está super just around the corner) fora de casa, e bem sossegado, seguem aqui mais duas dicas nesse perfil:
O Hotel Vila Inglesa, em Campos do Jordão (SP), foi renovado recentemente e ainda tem vagas para o Carnaval. O Carnaval não é a melhor época para curtir a cidade se você gosta de agito e glamour, mas é uma boa se sua ideia é descansar. Os quartos têm ar condicionado quente e frio, televisor LCD 32 polegadas com canais por assinatura e algumas unidades têm banheira e varanda com vista para as montanhas. Os pacotes são de cinco dias, de sexta a Quarta-feira de Cinzas, a partir de R$ 3.950 o casal com café da manhã, almoço e jantar todos os dias.
Ainda na vibe Carnaval ultra sossego, outra sugestão é a cidade de Águas de São Pedro, a 180 km de São Paulo. Tem blocos de rua bem tradicionais para quem busca algum movimento e vários hotéis tipo hotel fazenda pra quem quer sossego absoluto. O Avenida Charme Hotel tem pacotes de Carnaval de cinco diárias a partir de R$ 2.500 o casal.
Fora do Brasil, a patagonia chilena é uma BAITA opção para quem quer sossego e descanso. O recém-inaugurado Tierra Patagonia é um belo local para isso. Localizado bem em frente ao lago Sarmiento, quase dentro do Parque Torres del Paine, opera em sistema all inclusive (traslados, pensão completa, open bar e excursões diárias pelo parque e arredores, incluindo trekkings, cavalgadas e escaladas)com apenas 40 apartamentos, todos com a mesma vista desobstruída para as famosas torres (desde US$2460 pelas 4 noites).
Quer ir bem mais longe? Então talvez ainda dê tempo de aproveitar a promoção de passagens para a Europa que a Lufthansa promove até 12 de fevereiro (para embarque entre 21 de janeiro e 30 de abril) desde US$ 789 para saídas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Aliás, fiquem de olho nas novidades das companhias aéreas em geral, anunciadas, sobretudo, no twitter, que tá rolando muita promoção boa esse ano, viu?
Vail: agora com o meio de elevação mais rápido do mundo
No ano passado, contei para vocês da boa surpresa que foi aproveitar o finalzinho da temporada de ski norte-americana e conhecer a baita estrutura das pistas de Vail, no Colorado. Continuo recomendando muito a região (não só Vail, mas também as estações dos arredores, como Beaver Creek, Breckenridge e Keystone) tanto para quem vai em casal como em turma ou em família com crianças. Acho que lá faz bem o estilo “tem pra todo mundo” ou “cada um no seu quadrado”
Acabei de receber a notícia de que, logo após o encerramento da temporada atual de inverno, em abril, a estação de esqui Vail Mountain começará a construção de sua mais nova atração: a mais rápida gôndola de transporte de passageiros do mundo.
Dizem que o novo meio de elevação será fechado e ultra moderno, com luxinhos como poltronas aquecidas e Wi-Fi. A nova gôndola substituirá a atual Bahn Express Lift, ainda em uso nessa temporada atual, e poderá levar até 10 pessoas por viagem ( 40% mais) mais rápido, em pouco mais de sete minutos.
A novidade faz parte dos improvements da estação de ski que, na próxima temporada 2012-2013 completará 50 anos de funcionamento. Bacana.
Já programou seu Carnaval?
Carnaval tem pra todo mundo: pra quem quer ficar em casa, pra quem quer curtir o Carnaval viajando e pra quem quer viajar para fugir do Carnaval. Se você está cogitando alguma das duas últimas opções, aqui vão três diquinhas. Lembrando, é claro, que destinos nacionais famosos pelo seu Carnaval costumam ter, logicamente, os preços nessa época mais inflacionados que destinos que não costumam ser associados com a festa.
Para quem quer curtir Carnaval de verdade, boa opção é São Luiz do Paraitinga, no interio de São Paulo. A terra das tradicionais marchinhas esse ano organiza a festa com o tema “Amora em Flor: Semei amores, cores e fitas e colherás flores de chita”, homenageando as fantasias de Carnaval e os artistas locais que incentivaram e continuam recriando os adornos que desfilam pelas ruas da Cidade. Famosa pelo Carnaval de rua, lá os blocos percorrerão o Centro Histórico com banda no chão até a Praça Dr. Oswaldo Cruz, local de saída do caminhão rumo à Praça de Eventos, que será inaugurada e servirá para apresentação das Bandas de Marchinhas.
Para curtir a animação do Carnaval do Nordeste mas com jeitinho de cidade pequena, Taipu de Fora, na Península do Maraú, Bahia, é boa opção. As belezas naturais da Costa do Dendê são evidentes nas piscinas naturais cheinhas de corais e na lagoa do Taipú, por exemplo – e ainda tem trilhas, cachoeiras, manguezais. A Pousada Taipú de Fora agora inaugurou uma nova área, o Espaço Zen, um bangalô construído na praia para massagens em plena praia e até aulas de pilates.
E para quem quer fugir totalmente do Carnaval, a solução pode estar no sul do Chile, já que a Skorpios tem uma promoção especial para viajantes que optarem pelos cruzeiros patagônicos na época da folia: nas saídas dos dias 14, 17 ou 24 de fevereiro, a M/N Skorpios III, na Rota Kaweskar pelos Campos de Gelo Sul da Patagônia Chilena (saindo de Puerto Natales), oferece 20% de desconto no pacote de quatro dias e três noites, com refeições e bebidas também incluídas. Na rota, visitas aos glaciares Amalia, El Brujo, Bernal, Herman e os fiordes Calvo e Las Montañas.
Tem alguma outra dica de destino ou promotion de Carnaval? Compartilha aqui com a gente
By Retro: a Istambul ultra vintage
Os posts de Istambul fazem sempre sucesso aqui no blog. Acho que a cidade vai mesmo bombar de brazucas por lá em 2012. E, quando os posts são de compras, então… loucura. :mrgreen:
Então, no melhor estilo antes-tarde-do-que-nunca, lembrei que eu tinha que contar pra vocês, num postzinho só dele, de um dos lugares mais pitorescos que conheci na última visita à cidade: o By Retro. Esse brechozaço, enorme, fica dentro de uma das tímidas “pasaji” (Suriye Pasaji, na rua de pedestres İstiklal Caddesi) que existem aos montes em Taksim e Beyoglu.
Por fora, você não dá nada: uma portinha, uma escadaria abaixo. E daí você se dá conta de que está, sim, conforme eles mesmos defendem, no maior brechó do mundo. As coisas estão em parte organizadas – tem sala para fantasias, sala de sobretudos, sala de vestidos de noiva (!!!) etc – mas, para ir comprar alguma coisa, tem mesmo que ir com muita disposição de fuçar entre caixas e prateleiras em fim.
O lugar fica lotado. E sabe por que? Não são só moradores e turistas buscando peças vintage, não. Diretores de cinema e teatro e, sobretudo, figurinistas, vivem aportando ali atrás de roupas e fantasias para suas produções. E produtores de moda também atrás “daquela” peça pra dar uns tchans no editorial.
Tem muita coisa trash e cheirando velharia, é claro. Mas o bom é que há peças bem boas no meio de tudo: chapéus e boinas fofíssimos dos anos 40, vestidinhos e sapatos rock´n roll dos 60, vestidões flower power dos 70… e uns baús repletos de luvas e lenços dos tempos da minha avó que, se eu tivesse tido tempo, teria passado umas boas horas fuçando, fuçando, fuçando. E os preços são bem, bem decentes: tem coisinhas desde 5 liras turcas (mais ou menos 5 reais). Gracinha.
Fuscunha: para amantes do fusca – e de festas, é claro
Cunha é uma cidade fofinha, fofinha de São Paulo. Parte da estrada Real, no caminho a Parati, é um lugar que eu sempre recomendo quando alguém me pede “um destino pra descansar” ou “finde romântico nas montanhas”. Acho uma graça, dos cogumelos às cerâmicas, e ali fica a Barra do Bié, uma das minhas pousadas brasileiras prediletas.
O mais legal é que, nos últimos dois anos, a cidade anda se reinventando sempre, com montes de atrações ao longo do ano para levar pra lá também turistas que já a visitaram várias vezes. É por isso mesmo que acontece agora lá, pela terceira vez, a “Fuscunha”, uma festa, em princípio, para o nosso carrinho mais famoso, um verdadeiro ícone dos anos 70.
Mas reza a lenda que a festa vai ser boa até pra quem não tá nem aí para carros. No programa, atrações musicais, jogos, mostras e, é claro, a exposição dos Fuscas, tudo rolando na Praça da Matriz até o dia 29 de janeiro agora. A Fusqueata, no dia 29, às 11h, é a parte mais aguardada da festa, com um desfile de fuscas e seus donos.
Escapar às cervejarias artesanais, lautas refeições nos restaurantes caseiros da cidade e trilhas pela região também estão nas sugestões de programa pra quem quiser curtir o finzinho das férias de verão off the beaten
Laundry Cafe: Florença mais genial ainda
Não, esse não é um post de assuntos domésticos, não. Mas agora que cada vez mais gente anda seguindo meu exemplo e alugando um apê em Florença como base para explorar outros destinos da Toscana, e que cada vez mais brasileiros escolhem a cidade das artes como local para estudar italiano, nada mais justo que divulgar essa novidade aqui.
Pesquei a novidade primeiro no twitter do meu amigo Luca Martucci, um italiano mezzo carioca. E, logo depois, outro amigo italiano me contou que tinha ido visitar e simplesmente adorado o novíssimo Laundry Café, a primeira lavanderia-cybercafé fiorentina.
Quem passa mais tempo numa cidade e monta uma mala pequena e bem pensada, acaba tendo que se valer da lavagem de roupas semanal – estratégia de light packing da qual sou muito adepta. Só que nem todo mundo, quando aluga online seu apê para as férias ou período de estudos, lembra de checar se o imóvel em questão já vem equipado com lavadora de roupas.
Ter que recorrer a uma lavanderia self service não é nenhum sacrifício, ainda mais no velho continente, onde elas são tão fartas e práticas. O grande senão de levar a roupa pra lavar fora é ter que ficar por volta de uma hora à toa esperando a roupa ficar lavadinha, pronta pra voltar pra casa. Era.
Porque o bacana do Laundry Café é que ali você navega na internet, toma um delicioso cappuccino (ou qualquer outra bebida que quiser, é claro), lê livros e revistas e ainda pode bater papo com italianos e estrangeiros do mundo inteiro enquanto espera sua roupa ficar limpinha. E o ambiente é todo moderninho, cheio de bossa e com equipamentos novinhos em folha. Curti.
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