Saia pelo Mundo
Um hotel perfeito para solo travelers na Cidade do Cabo
Se você, como eu, não curte albergues, sabe como é difícil achar hotéis bons de verdade que cobrem preço justo e diferenciado para quem viaja sozinho. Por isso mesmo que, toda vez que eu acho um bom exemplo, eu faço questão de divulgar aqui. E acabei de ter mais uma deliciosa surpresa na minha hospedagem na Cidade do Cabo, na África do Sul, agora no comecinho de fevereiro.
Como não era minha primeira vez por aquelas bandas, eu queria me hospedar num bairro diferente; mas também não queria nada fora de mão, porque gosto de ter segurança e acessibilidade para sair a hora que eu quiser e, mais importante ainda, voltar a hora que eu quiser, sem grandes complicações. Então eu não pensei duas vezes quando me indicaram um hotel boutique em Bo Kaap, o coloridíssimo bairro malaio da cidade que costuma estampar cartões postais cheios de casinhas de tudo quanto é cor.
O Dutch Manor (diárias desde 75 euros) é um hotel novo, de dois anos de vida, mas ocupa um casarão com exatos dois séculos de existência ali no bairro. Tocado por um casal bem jovem e ultra acolhedor, tem apenas seis suítes mas um indefectível charme colonial visível não só no prédio mas em cada móvel, cada objeto, cada detalhe – e o serviço é uma fofura. As camas, altas e maciças, têm aquele dossel típico inglês do século XIX e o chão às vezes range deliciosamente; já os banheiros são bem grandes e novinhos em folha, com design super contemporâneo. Wifi grátis e café da manhã incluído, preparado na hora que você quiser e servindo o que você pedir, numa adorável mesona quadrada na sala de refeições, estão sempre incluídos, servidos em porcelanas inglesas e cristais.
A maioria dos quartos dá para uma saleta gostosa, com sofás e música ambiente, e o clima é tão relax que a maioria dos hóspedes sequer fechava a porta do quarto quando saía (a bem da verdade, eu era a única que o fazia; sabe cumé, brasileira escaldada…). E o terraço sobre a entrada do hotel, com mesinhas e cadeiras, era bem concorrido no finzinho da tarde.
Localização? Perfeitinha. Em 3 quadras você chega na muvuca da Long Street, em quatro no mercado de artesanato da Green Market Square e o CitySighseeing Bus para literalmente em frente da porta do hotel, do outro lado da rua. Os mais empolgados podem caminhar até o Waterfront e as corridas de táxi, mesmo à noite, ficavam sempre em um único dígito de euro.
Minha surpresa? Que apesar de todo o romantismo do lugar – sim, é ultra romântico! – o principal público do hotel, me garantiu a dona, é composto por solo travelers. Assim a gente gosta, né?
Comentários (3)
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- Por: Jeane de Souza
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- 25 de fevereiro de 2012 at 20:22
Oi Mari, descobri recentemente o seu blog, comprei o seu livro e estou bem animada para a primeira viagem solo!! Estou pensando em Paris ou Barcelona. Vc tem alguma indicação de hotel bom para solo travelers nestas duas cidades? Acho que hotel é mais indicado que apartamento na primeira viagem sozinha, não?


Oi, Jeane! Nao, nao existe nenhuma contra-indicação sobre ficar num ape na primeira vez sozinha na Europa! Pode ir fundo q a experiência eh bem legal