Saia pelo Mundo
Na França, e em nome da arte

Todo mundo ligado no guia do Museu Chagall
Fiz um programa muito, muito diferentão (ao menos para mim) agora em junho: embarquei numa excursão para a França. Num grupo de brasileiros. Pois é: França é muito eu, excursão é muito “não eu”. Eu vivo recomendo entrar num grupo para aquelas pessoas que vão viajar sozinhas mas têm medo de ficar solitárias viajando de maneira independente, mas eu mesma curto é controlar meus horários, meu itinerário, meu dia-a-dia.
Só que esse roteiro não era qualquer roteiro: um tour pela riviera francesa (que eu ainda não conhecia) e por Paris (que vocês sabem que amo de paixão), acompanhados de um especialista em História da Arte, atrás do melhor da arte moderna e contemporânea nos destinos visitados. Bacanudo, não? E foi mesmo.
Claro que rolaram atrasos, demoras, esperas e essas coisas que a gente sabe que, infelizmente, nunca deixam de acontecer nas viagens em grupo (até em família, sejamos bem francos). Mas gostei mais da coisa do que esperava, saracoteando em grupo (éramos 17 no total) pela França, em nome da arte .
Visitamos Nice (simplesmente encantadora e muito mais interessante e cativante do que eu supunha), Mônaco, Cannes, Antibes, Saint Paul de Vence (liiiiinda!!!), Eze, Cap Ferrat, Vallarius e Menton visitando museus, escolas de arte, galerias, capelas pintadas por Matisse e Picasso, uma loucura. E ali ainda peguei não apenas dias lindos de morrer (e um calor senegalês, diga-se de passagem) como a linda Fête de la Musique em Nice, inesquecível. Prova cabal de que a riviera francesa e sua linda côte d´azur, felizmente, vão muuuuuito além do glamour e das estrelas do cinema e da publicidade.

Meu grupo compenetrado nas explicações do profi no MAMAC de Nice
Depois veio Paris sob a mesma ótica, com visitas à Cinemateca, a sensacional Gâite Lyrique, Pompidou com conferencista, a genial Triennale no Palais de Tokyo e mais um monte de passeios do gênero. Fiquei hospedada em Bercy, que era um bairro que eu praticamente não conhecia, e achei bem bacana – só pelo fofo Cour Saint Emillion já valeria, e ainda tem a Biblioteca, a Cité de la Mode, o Omnisports, tudo ali do lado. Teve até bate-e-volta a Metz, na Lorena, para ir ao novo Pompidou de lá, genial. Porque o mais legal é voltar para uma cidade que a gente acha que já conhece tanto e descobrir um monte de coisas novas, né, não?
Ah! E havia vários outros solo travelers no grupo (mulheres, sobretudo, que éramos maioria
), inclusive algumas dividindo quarto sem nem se conhecer previamente (tipo eu) – havendo disponibilidade de outros interessados nesse sharing, a operadora (a gaúcha Biarritz) diz que junta quem não quer ficar sozinho ou não quer bancar o quarto single, sim.
Sabe aquela velha máxima do “when was the last time you did something for the first time”? Continuo levando a sério, seríssimo. No regrets.
P.S.: Esse roteiro que eu fiz, infelizmente, só acontece uma vez por ano. Mas em setembro próximo, para quem se interessar, sai um parecido: norte da Itália e sul da França, também com acompanhamento de especialista em História da Arte, “seguindo” Michelangelo, Caravaggio, Rafael, Botticelli e outros gênios – e ainda vão rolar umas visitas a vinhedos com degustação (desde 2.990 euros por pessoa). E eles têm também vários outros roteiros legais na aba “roteiros culturais”.
