Saia pelo Mundo
7 mitos sobre viajar sozinho
Viajar sozinho é algo que a gente só sabe de verdade como é, por mais que tenha lido, ouvido ou falado sobre o assunto, quando a gente sai por aí sem companhia pela primeira vez. Assim como com qualquer comida, a gente também só sabe se gosta ou não desse estilo de viajar, por mais que tenha lido, ouvido e blablabla, quando experimenta. Ainda assim, como esse é o assunto mais frequente nas dúvidas das leitoras (e leitorOs
) daqui do blog, vale uma nova reflexãozinha teórica – mas baseada em muita prática na estrada: listo aqui sete mitos (fake, fake, fake) sobre viajar sozinho:
-É perigoso. Viajar sozinho é tão “perigoso” quanto viajar acompanhado; estamos expostos exatamente aos mesmos riscos e situações. Viajar sozinho só é mais trabalhoso: não dá pra deixar alguém “tomando conta das malas” enquanto vai ao banheiro nem dá para dividir responsabilidades em geral ao longo da viagem. Nem para mulheres viajando sozinhas essa máxima é válida: basta tomarmos os mesmos cuidados que tomamos ao sair por aí sozinhas aqui no Brasil que estamos bem em qualquer lugar; a única coisa comum é sermos muito mais alvo de assédio. Mas isso já é outro papo.
-Vou me sentir muito solitário. Eu sempre repito esse mantra: viajar sozinho é muito diferente de viajar solitário. Ao sairmos solo por aí, só ficamos solitários se e quando queremos. Além da companhia virtual de amigos e parentes que nos acompanham por email, celular e redes sociais, são tantas pessoas legais que conhecemos pelo caminho que há viagens nas quais nem sequer lembramos que embarcamos sozinhos.
-Só vale para os solteiros. Falei disso há pouco tempo num post e vários leitores concordaram, contando suas experiências: é cada vez mais comum casais optarem por passar parte das férias separados, cada um na sua, curtindo seus próprios programas e cuidando de suas próprias vidas, individualmente. Com respeito e confiança, dá aquela saudadezinha boa que só na volta
-Solo travelers só se hospedam em albergues. Nananinanão. Baita preconceito esse de achar que só rola entrosamento com outros hóspedes se a hospedagem for em hostels mundo afora. Hotéis pequenos, estilo B&B, promovem tanta interação entre os hóspedes quanto albergues; e são cada vez mais comuns hotéis com mesas comunais e outras atividades que estimulam o convívio entre os hóspedes, na linha do Tierra Atacama e afins. E isso tudo sem falar dos hotéis de foco business, que cada vez recebem mais turistas comuns e que também têm em seus lobbys e bares grandes pontos de encontro de viajantes.
-Só funciona falando fluentemente outra língua. Para qualquer pessoa que goste de viajar para o exterior falar uma língua estrangeira ajuda, e muito. Sabendo falar uma língua além do nosso português, tão restrito, não só nos ajuda a nos virar no dia-a-dia da viagem (informações, compras etc) como é mão na roda na interação com outros viajantes, de diferentes nacionalidades. Mas é claro que o bom e velho portunhol e a sempre infalível e quase universal mímica continuam quebrando um galhão sempre.
-Minhas refeições serão deprimentes. De novo: só se você quiser. Se você sente falta de uma companhia ao comer, vale levar um bom livro, o tablet ou smartphone para “bater papo” com quem está em casa ou sentar no balcão, perto dos garçons e do chef, por exemplo. Ou, então, optar previamente por restaurantes e bares que têm mesas comunais, sem divisórias, nos quais as pessoas acabam comendo “juntas” mesmo sem ser de propósito. Ou, é claro, se inscrever nos programas de refeições coletivas, como o colunching.com
-Sair à noite, nem pensar. O único cuidado redobrado que temos que ter ao sairmos à noite sozinhos é não encher a cara; afinal, não haverá ninguém confiável para te levar para o hotel. Não exagerando na dose e mantendo olho vivo – sempre- no seu copo, dá tranquilamente para sair para beber, dançar e se divertir. Muito tímido pra se jogar na pista? Comece pelo balcão, o lugar para travar os primeiros diálogos da noite por excelência.
Bom, e cabe aqui também dizer uma verdade, antes de terminar: via de regra, viajar sozinho custa mais caro mesmo. Por mais que os single supplements sejam cada vez menores nas companhias de cruzeiros e hotéis, ainda é muito raro vê-lo abolido pelas próprias questões operacionais mesmo – num hotelzinho de seis, sete quartos, hão dá mesmo pro gerente dar grandes descontos para quem viaja sozinho se o quarto será ocupado da mesma maneira, né? Mas a diferença de custos já não é mais tão grande entre solo travelers e quem viaja acompanhado como eram antes, não; as ofertas são cada vez mais comuns, refeições cada vez mais se paga por pessoa e não por prato e até serviços de shuttle aliviam super o alto custo de arcar com um táxi sozinho nos trajetos mais penosos. E o investimento… well, sempre compensa.
Se joga
- Por: vanésia lemos
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- 18 de março de 2013 at 15:14
Eu nunca tinha viajado em minha vida. Minha primeira viagem foi sozinha a Itália. Ficava hospedada nos maravilhos campins que existem lá. Ano passado voltei a Italia. Esse ano pretendo voltar outra vez. A vantagem de acompanhada é pelo preço, nos campings bangalô para 2 pessoas sai a 15 euros por pessoa. bangalô para uma pessoa é 25. Mais vale a pena viajar só, eu recomendo. O maior desafio do ser humano é ele se suportar e se amar. o ” estar só ” te proporciona isso.
Abraços a todos.
Qualquer dica me encontrem no facebbok.

Sou louco pra viajar por aí, sozinho, pra me descobrir, obter novas sensações, e claro, conhecer os mais lindos, diferentes e improváveis lugares! E lendo essas postagens, sairia até agora se pudesse!