Saia pelo Mundo
Concierge pode fazer, sim, a diferença numa viagem

Eu não teria ido ao Café Crespin, que eu curti muito, se a Mari e o Ali não tivessem me indicado
Tem muita gente que despreza o serviço do concierge num hotel. Pois eu sou o contrário: acho que um bom concierge pode ser a alma de um hotel. Aquele concierge que te entende de cara e dá dicas certeiras que são a sua praia podem ser o ponto definitivo de uma boa viagem.
É claro que, muitas vezes, o sujeito que ocupa o balcão ao lado (ou em frente, it depends
) da recepção do hotel não serve para muito mais que chamar táxis e fazer reservas (em geral esperando polpudas gorjetas por isso). Mas o bom concierge vai muito além, porque concierge está ali para personalizar a sua estadia. O concierge do Four Seasons de Milão, por exemplo, que virou uma espécie de personalidade por ali, após dois minutos de conversa comigo, me disse “eu acho que a happy hour do Ricci Bar é a sua cara”. E voilá: tive a noite mais divertida da viagem. A fofa Lorena Seabra Ringoot, concierge do The Surrey, em NY, também é adorada de joelhos pelos hóspedes do hotel pelas indicações acertadíssimas e pelos verdadeiros milagres que consegue em se tratando de reservas em restaurantes, mostras e afins – não fosse por ela, eu não teria ido ao The Whitney pela primeira vez.
Aliás, o bom concierge nem precisa ser exatamente o sujeito atrás da plaquinha que o define, e muito menos estar confinado aos hotéis de luxo. Agora, hospedada no hotel Querido, em Buenos Aires, por exemplo, um bed&breakfast de apenas 7 quartos, super informal e familiar, encontrei ali dois geniais concierges: Mariana e Ali, os fofíssimos proprietários que conhecem cada pedacinho da cidade, literalmente encheram meu mapinha porteño de indicações de cafés, restaurantes e bares que eram exatamente o MEU número. Eles captaram o tipo de coisa que EU gosto e me deram as indicações certeiras, que tornaram minha viagem uma delícia e cheia de novidades.
Aliás, tá até ganhando força no mercado do luxo o movimento dos vip concierges, que fazem todo esse serviço ANTES de você sair em viagem – como a queridona Lea Dorf, da GSP Travel, um arraso nesse quesito. Porque concierge bom faz, sim, toda a diferença numa viagem. Mesmo que o nosso concierge não esteja por trás da plaquinha “concierge” – pode até ser um blogueiro de viagens, né? ;)
Buenos Aires: o “dame dos” já não é mais o mesmo

O clima cool, o sossego da Villa Crespo, os bons cafés e a vida cultural continuam; mas os precinhos...
Então eu voltei pra Buenos Aires depois de um ano e meio da última visita. Sou fã da cidade, gosto do fato de ela estar pertinho (ao menos de quem é de São Paulo) e poder ser visitada num simples final de semana, sempre sou bem tratada lá.
Mas, assim como todo mundo que viajou pra lá esse ano, dei uma chocada com os preços. Ainda mais que eu estava acabando de chegar de Londres, com a famigerada libra, e encontrei os preços ingleses muito mais camaradas que os dos nossos hermanos – as comprinhas da Farmacity, por exemplo, esse ano simplesmente não aconteceram para mim; a Boots inglesa deu de dez a zero nos precinhos.
Só que a grande diferença é que eu nunca vi Buenos Aires como um destino de compras, nunca fui lá pra isso. Já trouxe de lá várias coisinhas para casa, mas o que sempre encheu minha mala foram os alfajores e dulces de leche da vida
E eu continuo achando que, mesmo bem carinha (o preço mínimo de um expresso, por exemplo, é 11 pesos, o que dá praticamente 5 reais, e até a bandeirada do táxi já está em 7,30 pesos), a cidade continua valendo a pena – até porque há várias coisas legais ali que são de graça. Caminhar a esmo por Palermo, que virou a Leblon de Manoel Carlos no meu grupo de amigos com os quais viajei, é uma delas – não custa nada e você ainda faz lindas descobertas o tempo todo. Assim como Villa Crespo, que desde a última visita já tinha virado meu bairro favorito na cidade, e merece um postzinho só dele, é claro – um café mais bacana que o outro, um bar mais legal que o outro, uma beleza.
O que eu mais curti dessa vez? O almoço executivo super gostoso e baratinho do ótimo Mott, o restaurante do Esplendor Buenos Aires, no mesmo prédio das Galerías Pacífico; o jantar no sempre ótimo Crizia, em Palermo; o almocinho rápido e despretensioso no gracinha Como en casa na Recoleta; o excelente bar 878 (fui, voltei e voltei!); o Hotel Fierro, uma graça, que eu fui xeretar e cujo brunch está fazendo o maior sucesso na cidade aos domingos (pena que eu voltei pra casa bem no horário do brunch
); os divinos cafés de Villa Crespo, como Malvón, Crespin e La Crespo – indicações supimpa (como sempre) do pessoal do sempre fofo Hotel Querido; e o belo almoço executivo do Le Mistral do Four Seasons .
Aliás, falando em Four Seasons Buenos Aires, pra quem curte uma fofoquinha hoteleira, vale saber que semana que vem boa parte do hotel fecha para uma reforma milionária, que vai dar nova cara total no final do ano. Vale aguardar.
My Little Paris: app gracinha para quem vai a Paris

A capa do livro é também o loguinho do site e da app
Conheci um aplicativo gra-ci-nha para moçoilas viajantes como nós usarem em visita a Paris, sobretudo se estiverem na cidade pela segunda, terceira ou enésima vez. Principalmente para mulheres viajando sozinhas ou com outras mulheres. Foi uma francesa que eu conheci nessa última viagem que me mostrou o My Little Paris (que eu, tosquinha que só, ainda não conhecia). E adorei
Todo dia entra pelo menos uma diquinha nova de moda, beleza, decoração, comida ou cultura. Na verdade, My Little Paris era um site e, depois, virou também um livro (com o subtítulo “a Paris secreta das parisienses”, btw) e um aplicativo de viagem. E hoje a app é baixada todo dia por um montão de mulheres do mundo inteiro – ainda mais que é gratuita.
Tudo começou com as irmãs Fany e Amandine Péchiodat com a simples ideia de reunir num lugar todas as informações mais cool sobre a cidade que costumavam passar para suas próprias amigas que as visitavam, do local onde se depilavam aos cafés favoritos. Como a gente faz mesmo quando uma amiga de fora vem nos ver na nossa cidade ou vai morar numa cidade na qual já moramos antes.
Passados dois anos, hoje o site é bilingue (inglês e francês), tem um visual super gostoso e conta com ilustrações lindas de Kanako, uma artista japonesa que também assinou todas as aquarelas do livro. As dicas são tão legais – papelarias incríveis, mercadinhos orgânicos, aulas de dança, lojas de discos (sim!), padocas, bares super cool, brechós etc – que até vários integrantes do público masculino se tornaram habituée de suas páginas. E cada lugarzinho novo que elas curtem, botam lá no site e na app rapidinho. Com mapinha, é claro, pra gente se achar fácil enquanto passeia pela cidade. Isso, in loco mesmo.
Eu, se fosse você, baixava djá.
Barcelona para shopaholics
Longe de mim me meter a falar de Barcelona aqui, com minha queridona Dri Setti falando da cidade com maestria no vizinho Achados. Mas é que são cada vez mais comuns os shopping packages, ou pacotes de compras, nas redes hoteleiras, e a cidade espanhola entrou nessa.
Quem aposta nesse mercado agora é o luxuoso Mandarin Oriental Barcelona (é deles a imagem divulgação que abre o post, btw), muitíssimo bem instalado no Passeig de Gràcia, em pleno coração de Barcelona, o reduto das compras por excelência da Catalunha. O pacote, batizado de Friends for Life, propõe um girls getaway cheio de mimos para as shopaholics. O circuito com a profissional das compras, incluído no pacotinho, fica a seu critério: fazer os bairros tradicionais de compras de Barcelona atrás das big brands ou explorar cantinhos escondidos, no melhor estilo insider, atrás de lojinhas de estilistas e designers locais. O tour pode incluir também uma visita à mais antiga loja da cidade, Cereria Subirà, fundada em, acredite, 1761 – boa pra quem curte coisinhas vintage para a casa. Visitas a boutiques multi-marcas como Santa Eulàlia e Serra Claret também estão no programa.
Os mimos não param por aí, é claro; porque depois de tantas compras, compras, compras, as ladies se acabam: o pacote também inclui massagem nos pés no big spa do hotel.
O pacote custa desde 850 euros pelo quarto duplo (vale não só para amigas como também para casais, é claro), incluindo café da manhã, welcome amenity, quatro horas de personal shopper assistance em tour pela cidade e massagem nos pés para dois por 35 minutos, durante todo o ano.
Como diriam os espanhóis, eis aí um pacotinho à lo grande
Paris para comer, beber e sair
A gente não precisa de muito esforço para comer e beber bem em Paris; afinal, basta uma visitinha à delicatessen da esquina pra gente bolar um belíssimo brunch ou piquenique, certo? A cidade não para nunca, as estrelas Michelin estão por toda parte, os bistrozinhos mais acanhados revelam chefs geniais e até a mais simplinha das pastisseries produz maravilhas. Até a crepe da esquina ali tem outro sabor, né?
Recomendo muito fortemente que você volte (ou vá, pelamordedeus, se você nunca foi) à sempre interessante Pastisserie des Rêves e prove a nova “coleção” de Baba au rum (a da rue Longchamp é mais legalzinha porque tem o salão de chá nos fundos). Quem deu a dica genial dos novos doces foi minha querida vizinha de blog Constance Escobar, e eu segui e ultra recomendo. Mas se você preferir, tem também os chocos e croissants deliciosos de sempre.
Pra um jantar diferente, mas sem abrir mão da alta gastronomia, o Chez Nous Chez Vous do casal de brasileiros Célia e Gustavo Miranda é bela opção. Eles recebem os clientes, sempre em petit comite, numa mesa de dez lugares de seu próprio apartamento, preparando jantares de 4 a 7 passos, dependendo da vontade do freguês. Formados pelo Cordon Bleu, não só mandam muito bem na cozinha como são super simpáticos e ótimos contadores de histórias, pra papo de noite inteira. As reservas têm que ser feitas diretamente com eles, com um mínimo de sete dias de antecedência. Restrições alimentares são discutidas com cada cliente, mas o menu é decidido por eles no próprio dia, levando em consideração o que encontraram de mais fresco pela manhã.
Tá sozinho e quer um lugar para jantar tranquilo, mas sem se sentir deslocado com tanto clima de romance? Aposte sem medo no Le Pinxo, o restaurante basco que fica dentro do hotel Renaissance Paris Vendome. As criações do chef Alain Dutournier, estrelado no Michelin, são servidas em grandes mesas comunais com gente de toda parte do mundo jantando junto e se enturmando. Não quer o menu? Então fique no balcão do bar, igualmente divertido e bem servido.
Tá mais a fim de uns #bonsdrink? Tem muito espaço em Paris para isso, e um dos mais disputados ultimamente tem sido o primeiro gin bar da cidade famosa pelos champagne bars: o G´Bar&Lounge, que fica dentro de outro hotel Renaissance, o Le Parc Trocadero, ofeerece mais de 20 tipos diferentes de gin num ambiente todo hypadinho, a meros passos da torre Eiffel.
Ainda insiste num espetáculo noturno à la cabaret? Talvez o Paradis Latin seja uma boa opção. Localizado no Quartier Latin, num edifício projetado por Gustave Eiffel, de 1889. Montes de seios à mostra se misturam à diferentes performances de dança, do célebre cancan ao hip hop, num show que dura cerca de 1h30 e inclui também performances circenses (!!!) – e eles garantem que são o único cabaret-show de Paris que até hoje conta com apresentador/hostess todas as noites interagindo com o público. Dá pra jantar antes do show, comprar o show com um drink ou somente o show.
Oh la la.


