Saia pelo Mundo

Novos guias: Argentina e Chile ainda mais gostosos

por Mari Campos em

Ai, essa cordilheira...

Olha, modéstia à parte (tô na equipe de redação de um e editei o outro) mas os novos guias Viagem Ilustrada Argentina e Chile e O Melhor de Santiago, da VT, estão bem pedaçudos :mrgreen:

O O Melhor de Santiago esmiuça essa capital sul-americana (que não por acaso anda virando a nova queridinha dos brasileiros) bairro a bairro, indicando os melhores restaurantes, hotéis e programas, com opções para orçamentos dos mais diversos. E montes de dicas de compras também, é claro, que brasileiro adora encher uma sacola ;)   E, como tem muita gente voltando a Santiago pela segunda, terceira ou enésima vez, também tá cheio de sugestões de escapadas pelos arredores, das vinícolas à praia ou estações de esqui.

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E o outro, da série Viagem Ilustrada, lindo de morrrer, recheado de fotos, mapas e ilustrações adoráveis, tem de tudo e mais um pouco para aproveitar esses dois países adoráveis, com zilhões de dicas de passeios dos mais empolgantes: subir glaciares, navegar entre fiordes, espiar crateras de vulcões, caminhar entre pinguins, fazer trekking entre animais patagônicos, cavalgar na cordilheira dos Andes… e ainda sugestões de roteiros pra poucos, alguns ou muitos dias de viagem.  Apaixonante, mesmo pra quem já foi várias vezes para os dois países, como eu. Pra voltar, e voltar, e voltar.

Vai sozinho? Fica tranquilo que tá beleza! São tremendos destinos pra curtir também consigo mesmo; as dicas que euzinha dou neles, por sinal, foram testadas e recomendadas em viagens pra lá que fiz na minha própria companhia ;)

P.S.: tô chegando de novo de Santiago! Então virão mais dicas fresquinhas nos próximos posts.

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Calle Van Dyck: a baixa gastronomia (maravilhosa) de Salamanca

por Mari Campos em

Huevos rotos (ui!)

Faz séculos que falo de Salamanca por aqui, né? Mas é que ainda não me conformo como muitos brasileiros que visitam a Espanha “pulam” essa cidade maravilhosa em seu itinerário – continuo achando-a uma das maiores jóias arquitetônicas de toda a Espanha.

Fui pra lá pela primeira vez em 2004 para um curso express de espanhol e amei tanto que depois de mim foram meus três irmãos, primas, amigas, leitores, um mundo de gente. E eu mesma vivo voltando, ainda mais que agora minha irmã resolveu morar por lá – é barata, segura, festeira, deliciosa.

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E uma das coisas que eu mais curto na cidade é a tradição dos pinchos e salir de tapas de bar em bar, um petisquinho com vinho aqui, outro com caña ali. É a primeira coisa que eu quero fazer quando chego :mrgreen:   E não existe melhor endereço pra isso que a Calle Van Dyck, a rua tradicional dos bares de pinchos e tapas da cidade. Não espere bares modernosos, style, descolados, não; são todos botequinhos simples, no melhor estilo espanhol, cheios de guardanapos amassados no chão (sim, em boa parte da Espanha isso é um bom sinal: sinal de que a comida é boa!). E estão sempre lotados.

Básico dos básicos: tortilla!

O negócio é encostar no balcão e fazer o seu pedido: vinho, cerveja, sangria, whatever. E daí escolher o pinchito ou tapita que acompanha – geralmente, você pode ler numa lousa detrás do balcão; senão, vale pedir pelo nome ou simplesmente apontar pra dita cuja no balcão (estratégia de 9 em cada 10 turistas :mrgreen: ). Tem de tudo que você imaginar, ao gosto do freguês: das carnes na chapa a tortilla, huevos rotos, bravas, setas e até umas tostas BEM caprichadas na maioria.

Você procura um cantinho pra comer e beber ou faz isso ali no balcão mesmo, batendo papo com quem estiver do lado.Terminada a bebida e o pincho, a ideia é sair e entrar em outro bar, para o mesmo ritual, completando uns quatro ou cinco no final da noite (quando muita gente continua pra outro canto da cidade, pra dançar). Eu, particularmente, adoro o simplérrimo Chinitas e esse ano repeti 3 vezes o Malvasía. E tem mais trocentos ali pra você escolher. Todos ali são bons, acredite. É olhar e entrar no que te der mais vontade.

Tá sozinho? A regra continua super valendo! Não existe atividade noturna melhor na cidade para um solo traveler que essa; basta encostar no balcão pra fazer o seu pedido pra engatar conversa com outras pessoas. Batata ;)

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Compostela: Catedral completa 800 anos

por Mari Campos em

ai, essa Catedral!

Já contei pra vocês no ano passado como AMEI Santiago de Compostela. E olha que eu fui em pleno ano de jubileu, com turista a sair pelo ladrão em tudo quanto é canto. Gostei tanto, mas tanto, que voltei esse ano (e, pasmem, mas já tô planejando outro regresso ano que vem, pelo Caminho, me aguardem!).

Sim, esse ano tava mais tranquila. Mas igualmente encantadora, com gente do mundo inteiro e aquelas histórias incríveis dos peregrinos que ouvimos e encontramos o tempo todo. E aquela Catedral… ah, aquela Catedral!

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Continuo achando a Catedral de Compostela uma das mais lindas do mundo. E, se você ainda não a viu, tem mais um pretexto: nesse ano de 2011, ela completa 800 anos de sua conclusão e tem uma programação de celebrações e festejos bem extensa até dezembro pra comemorar a data (mais intensa agora no verão europeu, mas tem atividades até o final do ano). E continua gigante e majestosa, com aquelas colunas e pedras impressionantes, impecável, estável, mesmo construída sobre uma colina.

Se você estiver por aquelas bandas, aproveite. BAITA destino pra se viajar sozinho, por sinal. Imperdível.

A bela Gijón (e a loja mais legal da cidade)

por Mari Campos em

A praia cheia de gente em plena 5a. feira

É a segunda vez que vou pra Espanha sob o pretexto de visitar minha irmã e acabo passando mais tempo em “escapadas” que com ela :mrgreen:   Nesse ano, além da breve fuga à vizinha Portugal e das escapadas a Dublin e Milão (que eu já contei aqui nos posts anteriores), aproveitei pra finalizar minha viagem pela rota trascantábrica, que é um passeio que eu recomendo MUITO para os fãs da Espanha.

A cidade que mais curti ter conhecido esse ano por lá foi a fofíssima Gijón, um balneário em Astúrias queridíssimo pelos próprios espanhóis. Já ajuda que eu cheguei na cidade num dia LINDO de verão, com o céu azul-azulíssimo e um sol de rachar. A praia tava num nível quase Copacabana de tanta gente – à exceção dos guarda-sóis, que ali ninguém usa.

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Por mim, tudo bem, porque, apesar da bela costa, o que eu mais curti em Gijón foi o centrinho, ultra charmoso, lotado de ruelas estreitinhas apinhadas de sidrerias daquelas super tradicionais. A plaza principal do centro histórico é uma graça e ainda tem museus, fontes termais antiquíssimas e um monte de outras fofuras. E a parte moderna tem tudo que você procuraria numa cidade espanhola  – se você ainda não conhece, please, vá.

E Gijón ainda tem uma das lojas de lembrancinhas mais cool que eu já vi na vida: a Les Camisetes (C/ San Bernardo, 3, 985 359 311). A loja ficou conhecida principalmente pelas camisetas plagiando a Adidas, mas com os dizeres Asidras, tirando sarro da tradição sidreira da cidade. Depois dessas, muitas outras vieram, sempre ligadas à história de Gijón com a Sidra, misturando até Star Wars no negócio – uma mais divertida que a outra (qualquer uma por 10,99 euros). Não é uma pechincha, mas as camisetas têm ótimo tecido. E, além das camisetas, aventais ultra bem humorados, mugs, relógios e até pega-panelas engraçadíssimos completam a cena.

Pra quem cansou de levar ímas e chaveirinhos de lembrança pros amigos, boa pedida ;)

De navio, pela rota de Charles Darwin

por Mari Campos em

Crédito: divulgação

No final de 2008, fiz uma das viagens mais empolgantes da minha vida: uma expedição com a Cruceros Australis de Ushuaia a Punta Arenas,  passando por locais onde chegou Darwin com seu HMS Beagle. Pois já-já a empresa iniciará a nova temporada de exploração pelos confins da Patagônia e a Terra do Fogo, percorrendo o mítico Canal Beagle e alcançando o igualmente mítico Cabo Horn, última fronteira antes da Antártica, com vento sempre muito intenso e um farol cheio de história no local declarado Reserva da Biosfera pela Unesco.

A viagem continua igualzinha a que eu fiz: também estão na rota a linda e pacata Baía Wulaia, onde Darwin teve contato com a vegetação magalhânica e com os nativos Yámanas, o imponente Glaciar Aguila e a adorável Isla Magdalena, tomada por pinguins. O Stella Maris, o barco que leva os passageiros, opera em sistema all inclusive:  refeições, bebidas, palestras, excursões, está tudo incluído. Seus janelões – nas cabines e nas áreas comuns –  são perfeitos para curtir a baita paisagem que nos acompanha no roteiro inteirinho por entre fiordes. E as atividades oferecidas a bordo promovem uma interação sensacional entre os passageiros (gente do mundo inteiro, diga-se de passagem) – eis aí um roteiro queridíssimo dos solo travelers!

As três noites da rota Ushuaia – Punta Arenas em cabine dupla B custam a partir de US$ 1.124; no roteiro inverso, o valor é a partir de US$ 1.498 por quatro noites.

Pro-gra-ma-ço.