Saia pelo Mundo
Buenos Aires com personal shopper
A onda do personal shopper em hotelaria parece que veio mesmo pra ficar: inúmeros hotéis em Nova York e Paris já haviam aderido, e agora muitos em Buenos Aires começam a apostar nesse filão. Dizem que brasileiros em geral são clientaços de serviços de personal shopper. Talvez por isso mesmo que agora o hotel CasaSur, na capital portenha, tenha resolvido investir nesse profissional.
A ideia é levar os hóspedes brazucas do hotel (ótimo por sinal, em plena Recoleta) aos endereços mais descolados da cidade, fora do circuitão Florida ou outlets da Córdoba – afinal, quem contrata um personal shopper em geral quer coisas mais exclusivas, mais diferenciadas. Mas, se o cliente quiser, é claro que o profissional ajuda em qualquer tarefa – da completa troca de coleção às compras de lembrancinhas para parentes e amigos, dentro de gostos, necessidades, orçamentos e expectativas dos clientes. O ponto alto para mim: ajudam super na hora de pechinchar (pessoalmente, eu gostaria muito de um profissional desses quando visito países árabes e aquelas feiras em que pechinchar é uma ordem – sou péssima e super impaciente nesse quesito L )
Infos sobre a contratação do personal shopper do hotel só sob consulta pelo site www.casasurhotel.com ou pelo telefone +54 (11) 4515.0085.
Travelweek São Paulo já começou
Começou ontem, dia 6, a primeira edição da Travelweek São Paulo. Como eu já tinha contado num post do comecinho do ano, trata-se de uma big feira, ou mostra de viagens, que está rolando em Sampa até o domingo, dia 10, no Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera.
A mostra está recriando ambientes de uma galeria de viagens para mostrar fornecedores de viagens de alto padrão, nacionais e internacionais; tem de tudo do bom e do melhor, como os hotéis do sempre ótimo grupo Four Seasons e os cruzeiraços da Silversea. A Silversea , aliás, está lá lançando no Brasil oficialmente seu “ Passaporte para o Luxo Silversea”, uma espécie de voucher para gastar a bordo (no valor de US$ 500 e US$1.000 por suíte) para quem efetuar reservas para qualquer cruzeiro da armadora até o dia 30 de junho desse ano.
Com layout contemporâneo, a ideia geral é envolver e incentivar tanto operadores e agentes como o próprio consumidor final – ou seja, NÓS – dividindo o espaço por destinos para facilitar a exploração. Ou seja: dá pra dar um rolê por lá para descobrir novas inspirações para futuras viagens e, pra quem se empolgar, dá pra comprar lá mesmo, de passeios e cruzeiros a diárias de hotel, diretamente com os fornecedores.
O pessoal da área está garantindo que a feira vai mesmo lançar tendências por aqui, o que é uma ideia bacanuda. Por questão de trabalho, tô em viagem e vou perder o evento
(talvez eu consiga pegar o finzinho no domingo, se não rolarem atrasos de voos e afins, mas ainda não sei…). Se você puder, dá um pulinho lá por mim. E se prepara: emendei duas viagens nesses últimos dias e tem muita novidade pra postar por aqui.
Viagens sob medida: a nova onda do turismo
Finzinho do ano passado, eu fiz uma matéria pra revista Elle justamente sobre o crescimento do mercado do turismo de luxo – agências e operadoras que se especializaram em roteiros mais exclusivos, da bistronomie em Paris ao universo das artes e literatura em Buenos Aires, preparando viagens chamadas de “sob medida”, para grupos muito, muito pequenos.
E não há como negar: o que antes era tendência agora é fato, e é forte. Cada vez mais aparecem roteiros assim, para poucos – e lotam rapidinho, vale dizer. Bal Harbour, por exemplo, lançou um pacotaço para os fanáticos por tênis assistirem a semifinal do torneio Sony Ericsson Open incluindo tickets, hospedagem de luxo, acesso VIP ao The Terrace Buffet e bar e transporte privativo em iate, com direito a champagne e aperitivos, cruzando o Biscayne Bay (desde U$1,275 por noite). E isso é só uma amostra das viagem VIP que pipocam nas agências e operadoras.
Independente do poder de bala na agulha, agências que montam viagens personalizadas dos mais diferentes tipos e valores também não param de pipocar, como a Donato Viagens e a Windows Tour, por exemplo, que, apesar de terem sua cartela de viagens sugeridas, acabaram se especializando em viagens literalmente customizadas, uma loucura. No Brasil essa onda veio com tudo, com mais força que em muitos outros países e há agências que trabalham como verdadeiros concierges, no sentido mais tradicional da palavra, para encontrar aquilo que seja mesmo a cara do cliente (eu acho a GSPTur, de São Paulo, excelente nesse sentido).
No fundo, mesmo que esse não seja exatamente o seu mercado, há que se comemorar; os brasileiros agora viajam mais do que nunca – vai dizer que Cumbica não anda parecendo a Tietê vira e mexe? E, de tanto viajar, aos pouquinhos estão aprendendo a fugir dos pacotões convencionais e, com mais ou menos dinheiro, a procurar viagens que tenham mais sua própria cara. E, mesmo para orçamentos apertados, algumas agências, felizmente, despertaram para a nova realidade e estão preparando melhor seus profissionais pra fugirem da pasteurização e correrem atrás de sugestões de itinerários, hotéis e atrações mais individualizadas para seus passageiros. Honestamente, acho ótimo. Mesmo.
Broadway Market: o novo queridinho londrino
Não é de hoje que os mercados de Londres encantam moradores e turistas do mundo inteiro. Depois dos anos de soberania de Camden Town e outros, agora é a vez do Broadway Market cair na graça dos mais descolados londrinos. Trendy como só ele, ainda guarda segredos como maravilhosos cupcakes gourmet da fofa Violet Cakes (47 Wilton Way) e as roupas uber-chic da disputada Hub Shop (2ª. Ada St). Mas o que poucas londrinas andam revelando ao mundo são as criações absolutamente cool vendidas pela 69B (69b Broadway Market), a nova investida do stylist Merryn Leslie, ex editor de moda da revista i-D. Para fechar a tarde de compras, peças vintage no Netil Market (11-25 Westgate St) e um belo café La Bouche (35-37 Broadway Market). Mais mulherzinha, impossível (mas os meninos também encontram montes de coisas bacanas por lá, viu?).
London Fiedls, das 9 às 5h no sábado – dia oficial – mas com a maior parte das lojas abertas de quarta a domingo.
Dias de chuva são puro desperdício em viagens?
Outro dia, numa roda de amigos, esse tema veio à tona. Afinal, ninguém fica torcendo por dias de chuvarada quando viaja, certo? Mas vira e mexe isso acontece, e a questão levantada na rodinha era justamente o quanto dias de chuva podem atrapalhar (ou até mesmo estragar) uma viagem.
Pesquisando bem antes de embarcar, a gente pode evitar viajar para um destino numa época tradicionalmente aguada – afinal, não dá pra cair na roubada de, por exemplo, viajar à Índia na época das monções. Mas não é sempre que a gente pode escolher a melhor época para viajar, não é todo mundo que escolhe seu período de férias, às vezes aparecem chances que você não quer perder e, bom, o tempo pode virar e chover em qualquer lugar, oras.
Eu, comprando minha viagem à Ilha de Páscoa, resolvi aproveitar a conexão em Lima para uns dias de passeio pelo Peru; mesmo sabendo que janeiro é um mês muito chuvoso em Machu Picchu, resolvi arriscar. Se choveu? Choveu. Mas bem fraquinho, não a ponto de me perturbar; abria o guarda-chuva e saía para passear do mesmo jeito. Subi a Machu Picchu, por sinal, sem chuva – pequei mesmo chuva em Cusco, mas nada que me impedisse de saracotear durante a viagem (não ligo nada pra esse povo que fala em “mau agouro” porque eu SEMPRE levo capa de chuva ou sombrinha na minha mala).
Lembro mesmo de dois destinos em que o excesso de chuva realmente me atrapalhou (tirando, é claro, muitas viagens em família a Ubatuba
): na primeira vez em Roma e quando estive em Valdívia, no Chile. Aí, sim, a chuva era tanta que não dava pra ficar passeando descompromissadamente; e também eu não queria passar os dias enfurnada no hotel jogando buraco ou imagem&ação, ué. Aproveitei o tempo, claro, para visitar museus, fazer paradas mais longas em cafés legais e até gastar mais tempo nas comprinhas sob esse pretexto – tudo que era indoor, tava valendo. E essa costuma ser minha receitinha para aproveitar dias de chuva em qualquer destino.
Pessoalmente, não acho que a chuva seja capaz de ESTRAGAR um passeio; mas que pode atrapalhar nossa viagem, prejudicando deslocamentos e itinerários, isso podem. Por isso que sempre tenho comigo um plano B das “atividades indoor” justamente para dias assim, preguiçosos, chuvosos, chatinhos. Listo até coisinhas que não acho essenciais ver/fazer/visitar como “passeios a fazer caso chova”
E você? Acha que dias chuvosos realmente podem minar seu programa de viagem?



