Saia pelo Mundo
Produtinhos bons para voar
Ok, provavelmente os meninos vão achar esse post nhé, mulherzinha, #brioche demais. Mas várias leitoras perguntam sobre isso, então nada mais justo que deixar um postzinho pronto para as buscas: o que levar a bordo para enfrentar uma longa viagem de avião?
Eu sou do time que acredita que, quanto menos coisa à bordo, melhor – em geral, levo minha bolsa (grande, é verdade) e uma pastinha pro notebook. Nunca vi sentido em levar travesseirinho, mantinha nem o breguenaite de apoiar o pescoço (me dou super bem com aqueles negocinhos laterais do apoio de cabeça do assento, sabe?). Mas na minha bolsa vai sempre, infalivelmente, uma necessairizinha plástica transparente (um presente acertadíssimo da minha amiga Marcie <3), no tamanho certinho do ziploc que a gente é aconselhado a usar para transportar líquidos na bagagem de mão, cheinha de miniaturas essenciais pra mim. É a minha necessaire de bordo.
Ali, embarcam, em versões mini (que fique bem claro, porque nada pode ter mais de 100ml, lembra?), meu sorinho pra lente de contato, hidratante pro rosto, creme pra mão, água termal, balm de lábios, fresh tears (sorry, não sei se tem um nome genérico pra isso…), desodorante e gelzinho antisséptico. Porque meninas sabem que a pele resseca super no ar viciado dos aviões, assim como os olhos e os lábios, entre outras coisitas, certo? O gelzinho antisséptico é excelente para antes das refeições, por exemplo. E o desodorante é mais para a hora do desembarque mesmo
As farmacinhas mágicas do exterior (tipo Farmacity, Boots, CVS, Duane Reader etc) são excelentes pra gente se abastecer desses micro salva-vidas. E eu também guardo para essa necessaire todas aquelas amostrinhas grátis divinas, preciosas, que a gente costuma ganhar quando compras cosméticos em geral – as minhas miniaturas são bem pititicas mesmo, coisa entre 5 e 50ml no máximo cada. Ah, e vai um analgésicozinho também, para uma emergência.
Bom, fora os #brioches cosméticos, e todos os meus muitos gadgets (note ou tablet, celu, câmera reflex, câmera compacta, carregadores, cabos etc), eu levo sempre máscara de olhos, earplugs, meinha antiderrapante (porque tirar os sapatos é uma das primeiras coisas que eu faço), leitura (eletrônica e de papel) e uma bela (ao menos na minha opinião, é claro?) trilha sonora no iPod.
Tá, pode me chamar de fresca, eu mereço. Mas viajo confortável
Dubai também vira sozinha
Como eu fui de Emirates pra Jordânia, eu acabei ficando em Dubai na ida e na volta. Foi pouco tempo, só um dia de layover da companhia em cada trecho, mas deu pra perceber razoavelmente a vibe da cidade no quesito mulheres desacompanhadas.
Eu já tinha lido, antes de embarcar, vários textos de blogueiras gringas dizendo que Dubai era um destino super women friendly. E é mesmo. Rola todo o assédio masculino, é claro, e não, eles definitivamente não são tão cavalheiros quanto os jordanianos. Mas a grande diferença é que, Dubai, sendo toda artificialzona e fabricadona como é, respira ocidentalismos. Eles estão acostumados com mulheres de toda parte do mundo zanzando dia e noite por suas ruas, praças (poucas, por sinal) e áreas comerciais, vestidas de todo jeito.
Se eles são super rigorosos com qualquer tipo de demonstração de afeto em público (tipo marido beijar mulher na boca, por exemplo), eles reagem bem normalmente a uma mulher andando sozinha ou comendo sozinha num restaurante. É claro que valem as mesmas recomendações para mulheres viajando, sozinhas ou acompanhadas, para qualquer destino árabe: nada de roupas curtas ou decotadas. Questão de respeito à cultura local, né, gente? Você vai cruzar com um monte de mulheres vestindo xador, hijab, niqab e até burca o tempo todo, assim como um monte de mulheres vestindo jeans e camiseta.
No geral, é bem tranquilo mesmo. Até porque Dubai não é lá muito walkable, não; algumas distâncias são bem, bem grandes, e a cidade não foi concebida para transeuntes. Carro funciona muito, táxis são abundantes e têm preços decentes e o novíssimo metrô (sem condutor!) também é show de bola – embora ele não sirva para a cidade toda, não.
Mas, se ainda assim, você não se sentir à vontade zanzando solita, sobretudo à noite, peça pra recepção do seu hotel chamar um dos Pink Taxis. Quem me deu a dica foi uma funcionária da própria Emirates no balcão de check in em Guarulhos –e é claro que eu fui conferir. Operados pela mesma cooperativa que controla os táxis legalizados de Dubai, são carros pintados em pink (alguns tipo black cab londrinos), todos eles pilotados por mulheres, servindo para o transporte de mulheres exclusivamente. E o uniforme delas também é rosa, obviamente. Já aviso de antemão que elas dirigem beeeem mais devagar que os taxistas homens de lá; mas, se você não tiver pressa, elas são super pacientes com quem faz itinerário picadinho e têm histórias incríveis.
Mais compras para quem vai a Bal Harbour
Tem um povo que adoUra quando entram aqui postzinhos de compras. Então, para agradar a gregos e troianos, interrompo um tiquinho os relatos dessas minhas últimas viagens por terras, digamos, exóticas, pra contar uma novidade de Miami, que é território habituée de vários leitores aqui do blog.
Mas não vamos de Miami em si e sim de Bal Harbour, um distrito a 15 minutos de South Beach, com cerca de 2 km de praias, que tem cada vez mais gente descobrindo. Só que não é pelas praias que os brasileiros rumam para lá, não; Bal Harbour virou uma espécie de templo dos shopaholics.
Porque além de hotelões – como o novo St. Regis Bal Harbour – e de restaurantes hypadinhos – como o recém inaugurado J&G Grill, do francês Jean- Georges Vongerichten – o que capta os holofotes da imprensa e os olhos dos turistas brazucas por ali são as big brands que abriram por lá filiais no ubber Bal Harbour Shops, como Balenciaga, Stella McCartney (numa loja bem bacana, toda projetada com base na sustentabilidade), CH Carolina Herrera etc. Isso sem falar nas que já se instalaram por lá há mais tempo, como Bottega Venetta Ralph Lauren, Jimmy Choo, e nas que chegam nos próximos meses, como Yves St. Laurent e Dolce & Gabbana, que abrirão novas lojas ainda maiores que as originais.
Os consumistas devem mesmo pirar no cartão de crédito.
Viajar sozinho ou em grupo?
As dúvidas mais complexas que me chegam de leitores aqui do Saia pelo Mundo nos comments, twitter e email, geralmente são dúvidas de quem nunca viajou sozinho e está prestes a fazê-lo pela primeira vez. Aquele friozinho na barriga básico que todos nós, que viajamos solo algumas vezes, já sentimos na primeira empreitada, lembram?
E muita, muita gente, me escreve emails que terminam mais ou menos assim: “Mari, você acha que, no meu caso, eu deveria ir sozinho (a) mesmo, independente, ou entrar num grupo?”. Bom, eu não sou nenhum oráculo
e acho de verdade que a máxima “cada cabeça, uma sentença” é apropriadíssima sempre no quesito viagens, para qualquer turista. A resposta não é simples, não, e depende muito do perfil do viajante (mochileiro, econômico, HiLo, luxo, High End..) e das características pessoais (tímido, extrovertido, medroso…).
Em primeiro lugar, o fato de eu costumeiramente viajar de maneira independente – que seria, convenhamos, o verdadeiro significado da expressão solo travel – não significa que eu viaje 100% do tempo assim. Claro que não. Nem se eu fosse ermitã, né?
Adoro viajar sozinha, mas tem horas também que eu entro em viagem em família, em viagem com turma de amigos, escapadas românticas e até, por que não, viagem em grupo. E essa é a grande graça de tudo, a meu ver; ter sempre um equilíbrio, um pouco de tudo.
Para quem fica muito inseguro diante da ideia de sair sozinho por aí, a facilidade de ter alguém que pensou em tudo por você, que vai “cuidar” (em princípio) de você do embarque ao desembarque, como acontece nos grupos (pacotes, excursões, you name it) é mesmo imbatível. Fora a sensação de segurança – afinal, se você não aparecer no dia seguinte para o café da manhã, alguém do grupo sentirá sua falta, certo? (em tempo: me senti segura em quase todas as viagens solo que fiz; foram raríssimos os momentos em que apressei o passo ou me preocupei com alguma coisa. Mas entendo as preocupações de quem viaja sozinho pela primeira vez, porque a gente sempre tem um medinho do que não conhecemos, né?).
Tours também são boa opção para os tímidos, que têm muito mais dificuldade de se entrosar com outros viajantes ao longo da jornada. Num grupo, que acaba ficando o dia inteiro junto, durante todos os dias da viagem, é facílimo fazer novas amizades, criar vínculos. E você tem sempre companhia para jantar – afinal, jantar sozinho ainda é o grande tabu da maioria dos solo travelers.
Pessoalmente, acho que nada se compara à liberdade que temos ao viajar sozinhos, de fazer só o que se quer, de sermos donos do nosso nariz o tempo todo. Não gosto de ter um guia me apressando num local que eu gostaria de ficar mais ou de ter que ficar esperando os atrasildos – que sempre existem – para poder sair. Mas isso não é regra, óbvio. E concordo que, diante da dificuldade em países com sistema de transporte mais precário, com língua muito diferente da nossa ou muito conservadores, no que diz respeito às mulheres, sobretudo, entrar num grupo é boa saída – fiz isso quando visitei a Tunísia, por exemplo, e as lembranças de viagem são bem boas.
Então, resumindo, it´s up to you
Acho que vale pensar nos pros e contras, identificar bem o seu perfil (como pessoa e como viajante) e, daí sim, bater o seu martelo para a próxima viagem. Sim, para a próxima. Porque depois, numa outra oportunidade, nada impede que você mude de ideia e teste um outro jeito de viajar, certo?
Jordânia em 15 tuítes
Nos últimos posts, contei pra vocês da linda viagem que fiz pra Jordânia agora, entre o final de fevereiro e o começo de março. Olhando o que eu tuitei nesse período (sou a @maricampos, lembram?), até que dá uma boa resumidinha desses dias tão gostosos usando apenas 15 deles:
-Primeiro visto em forma de selo (mesmo!) q eu recebo no passaporte <3
- Pras meninas que estão perguntando, a entrada foi ultra tranquila. Visto pago (+-US$30) na hora, rápido, gentil, pouquíssimas perguntas.
- Em Amã, a musiquinha instrumental do caminhão de gás é “Chorando se foi”. JURO. #affemariasantissima
- Sabia q aqui não se usam endereços p/andar de táxi? Só p/avenidas muito grandes. No+, é só dizer onde ou perto de onde quer ficar e voilá
- Se alguém te disse q Amã não era segura para mulheres sozinhas, estava redondamente enganado.
- É claro que a lesada aqui já cometeu DUAS vezes a gafe de pegar comida com a mão esquerda logo no primeiro dia.
- Só queria dizer pra vcs que Jerash é uma das coisas mais lindas que eu vi na vida.
- E não é que o vinho jordaniano é bem decente, afinal?
- Petra by night, só luz de velas, sob um céu ultra estrelado. Divino, maravilhoso.
- Jordânia: o primeiro país árabe q consegue fazer meu vocabulário ir além de “shukran” e “la”. Sério.
- Hj descobri, enfim, pq camareiros são sempre homens na Jordânia: me disseram q é desonroso p/uma mulher quase como prostituição.
- E o Mar Vermelho é azul, afinal. Mas, com temporal e ciclone, o Mar Morto que eu conheci esses dias tava bem vivinho, por sinal.
- Se contar p/ vcs as aventuras nos últimos 2 dias vcs num guentam: só p/ dar ideia, BAITA tempestade de areia no deserto. Mas tudo lindo.
- Em uma semana aqui, acho que já conheci uns 1550 Mohammads.
- No aeroporto de Amã, stands de cias aéreas q deixariam o @gabebritto cheinho de ideias. Pena q ñ pode fotografar (BahrainAir, p.ex.)




