Viajar Bem e Barato

Atrações gratuitas no Rio de Janeiro

por adminviajeaqui em
Museu de Arte do Rio - MAR

O MAR – Museu de Arte do Rio é a mais nova atração do cenário cultural carioca

Cristo Redentor, Pão de Açúcar e praias para todos os gostos. O Rio de Janeiro possui paisagens fascinantes que encantam tanto os moradores que vivem na cidade quanto os muitos viajantes que não param de desembarcar em solo carioca. Não à toa, a cidade recebeu da UNESCO em julho de 2012 o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. Dentro desse contexto, estão museus, centros culturais e outras atrações gratuitas que não podem ficar de fora do roteiro dos turistas.

Escolha aquele que mais combina com você e se jogue!

Terça-feira

Museu de Arte do Rio (MAR), Porto Maravilha, Centro

Quarta-feira e domingo

Museu da República, Catete

Domingo

Museu Histórico Nacional, Centro

Todos os dias

Centro Cultural Banco do Brasil, Centro

Instituto Moreira Salles, Gávea

Centro Cultural Oi Futuro, Flamengo

Centro Cultural da Justiça Federal, Centro

Centro Cultural dos Correios, Centro

Casa de Cultura Laura Alvim, Ipanema

Biblioteca Nacional, Centro

Real Gabinete Português de Leitura, Centro

Academia Brasileira de Letras, Centro

Palácio Tiradentes, Centro

Museu da Imagem e do Som (MIS), Copacabana

Parque Nacional da Tijuca, Alto da Boa Vista

Complexo Rubem Braga, Ipanema

Mestres do Renascimento no Centro Cultural Banco do Brasil

por adminviajeaqui em
Cabeça da Virgem  Rafael

Cabeça da Virgem, de Rafael. Foto: divulgação

De quando em quando o Brasil traz mostras culturais bombásticas, com alto valor didático e midiático. Desta vez o CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil, fez um esforço hercúleo para organizar a exposição Mestres do Renascimento, em cartaz em São Paulo até o dia 22 de setembro. São 57 obras da renascença italiana, com mestres como Rafael, Botticelli, Perugino, Michelangelo e Leonardo da Vinci.

Como se tudo isso não bastasse, a entrada é gratuita. Aproveite então a reta final das férias de julho e o fim de semana e curta esta outra bela promoção do CCBB.

Mais detalhes em Mestres do Renascimento: Obras Primas Italianas.

Parmigiano Casamento de Santa Catarina

Casamento de Santa Catarina, de Il Parmigiano. Foto: divulgação

 

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Baixa gastronomia: o guia do mochileiro bem alimentado

por adminviajeaqui em
Christopher Furlong Getty Images

Fish and Chips, o prato nacional da Inglaterra, bom e barato. Foto: Christopher Furlong/Getty Images

Mochileiro que é mochileiro tem fast-food na veia. O grande nivelador, a passagem aérea, acaba com as nossas economias. O que sobrou vai então para os passeios e o hostel. Se sobrar um troco, a gente come. E dá-lhe McDonald’s!

A primeira vez que eu fui à Europa acabei provando todos os hambúrgueres do continente. Não era uma tentativa de super size me, era uma simples questão orçamentária, preguiça de procurar algo decente e grandes dificuldades de comunicação em cidades como Paris e Praga. Era só pedir o número um e não havia surpresas.

França e República Tcheca agora exibem menus em inglês numa boa, mas como mochileiros continuam depauperados, a ignorância não pode ser mais usada como desculpa. Veja alguns pratos gostosos, calóricos e baratos para experimentar em sua viagem:

- schoarma (doner kebab): é o nosso churrasquinho grego. Trazido por imigrantes turcos e marroquinos, você o encontra fácil em países do norte do continente, como Alemanha e Holanda, a preços a partir de 5 euros;

As caixinhas "bentô" são refeições completas e nutritivas. Foto: eeems/Creative Commons

As caixinhas “bentô” são refeições completas e nutritivas. Foto: eeems/Creative Commons

- fish and chips: o clássico inglês, batatas fritas com peixe empanado, normalmente bacalhau. É um jeito prático e rápido de comer pescado. Preços entre £ 3 e £ 5 (de 10 a 15 reais);

- pizza al taglio: em Roma, Nápoles ou Oslo sempre haverá uma casa que vende pizza em pedaços. O ambiente é espartano, as coberturas generosas e engana bem a fome. Dois belos pedaços de margherita e prosciutto com alcachofra (graças a deus não tem frango com catupiry por aqui) saem por preços entre 2 e 5 euros ;

- broodje e baguete: sanduíches prontos cabem em qualquer bolso e são, dependendo do recheio, bem nutritivos. Anos atrás, em San Gimignano, provei um ciabata com rúcula, presunto cru, mussarela de búfala, azeitonas, tomate e um belo fio de azeite. Estava divino e fiquei ainda mais feliz pois saiu por € 4,50. De sobremesa, dois cones de sorvete no quiosque dos campeões do Gelato World Cup;

Falafel pita: direto do Oriente Médio, o prato vegetariano mais gostoso do mundo

Falafel pita: direto do Oriente Médio, o prato vegetariano mais gostoso do mundo. Foto: Eduardo Marubayashi

- menu do dia: uma refeição mal feita é uma refeição perdida na França e na Itália, os dois países onde se come melhor na Europa. Aqui, invariavelmente, os restaurantes e cafés oferecem menus fixos com uma entradinha, prato principal e sobremesa ou café. Custa um pouquinho mais caro, entre € 9 e € 20, mas vale a pena;

- falafel pita – israelenses, palestinos e libaneses têm algo em comum: todos adoram esses bolinhos fritos de grão de bico. Encasulados dentro um pão pita, com pedacinhos de pepino, tomate, cebola, hummus e tahine, é um delicioso prato vegetariano que não sai por mais de 5 euros. Nas casas de pratos árabes;

- no Japão, você encontrará refeições completas nos kombini (loja de conveniência) ou em quiosques nas estações de trem a preços bem atraentes. Os obentô (também conhecidos como ekiben, nas paradas ferroviárias) são compostos por várias porçõezinhas organizados em uma caixa de plástico, quase sempre com arroz, legumes cozidos, saladinhas, carnes e peixes grelhados. Todo mundo come, do executivo ao estudante, e sai desde ¥ 500 (R$ 11);

- cantinas: uma hora você ficará cansando de lanches e precisará de mais substância. Que tal então uma sopa de aspargos a 1 euro ou batatas e salsichas grelhadas desde € 4,50? Não, não é o sopão dos desempregados, mas refeitórios abertos ao público. As mais bacanas são as kanteen de Berlim (a das embaixadas nórdicas é muito boa). Os étteren de Budapeste possuem porções enormes de carnes, ensopados e, claro, goulash. Mas, barato mesmo são o milk bar poloneses. Uma refeição por aqui pode sair por menos de 4 euros.

Viu, dá para viajar numa boa, comer bem e economizar dinheiro para o próximo passeio. Aproveite ainda para comprar frutas, vinhos e queijos no supermercado e fazer um belo piquenique em uma praça pública (lá, não como cá, há sempre um gramadão convidativo ou área reservada por perto).

Doner kebab (ou shwarma): o nosso churrasquinho grego é muito bom. Foto: Alex Kehr/Creative Commons

Doner kebab (ou shwarma): o nosso “churrasquinho grego” é muito bom. Foto: Alex Kehr/Creative Commons

por Eduardo Marubayashi, editor do viajeaqui

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Milk bar: comendo muito barato na Polônia

por adminviajeaqui em
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O salão espartano do Bar Pod Barbakanen, junto às muralhas de Varsóvia

Definitivamente meu amigo Maciej não tem boas lembranças da Polônia comunista de sua infância. Naquela época, diz ele, era necessário pegar uma longa fila com tíquetes de racionamento, em plena madrugada de inverno. Crianças, idosos, todos tinham que esperar sob neve a distribuição dos alimentos. E o pior não era isso: horas de espera podiam terminar com um nada simpático aviso de que o pão já havia acabado. Voltar para casa de mãos (e barriga) vazias era parte do cotidiano.

Talvez uma das poucas coisas que o Maciej ainda cultive daqueles tempos cabeludos é o hábito de frequentar os bar mleczny, os bares de leite. Estes pequenos restaurantes que oferecem comida substanciosa a preços atrativos, quase simbólicos, floresceram durante o regime comunista. Em sua fase mais hardcore as mesas dos bar mleczny tinham quatro colheres, todas atadas em uma mesma corrente. Como as correntes não eram longas o suficiente, era um puxa daqui, puxa dali, e podia haver confusão. Sensacional.

Hoje os tempos mudaram, mas as louças e talheres continuam todos uns diferentes dos outros. E já dá até para comprar uma Cola-Cola para acompanhar. O que realmente mudou é que eles estão desaparecendo, engolidos por cafés bacanas e restaurantes mais elaborados. O país mudou, parece que todos melhoraram de vida, pouca gente tem saudades do governo de Wojciech Jaruzelski, o último governante comunista da Polônia. Mesmo assim, comer bem e barato é algo que todos curtem, e os milk bar (como são conhecidos em inglês, nada a ver como o chocolate), continuam oferecendo sua cozinha básica e nutritiva e, em alguns casos, até que bem saborosa. Provei carne assada, pierogis (o pastelzinho que é o prato-símbolo da região) e salsichões, acompanhados por batatas nos mais diversos estilos: assadas, cozidas e em purê. A panqueca de batata é simplesmente sensacional. Eu não curti a sopa de beterraba, mas acho que a culpa é do prato e não do restaurante. Afinal, quem curte um caldo cor-de-rosa com gosto de terra?

Com preços desde 2 euros, basta escolher o prato, pagar e esperar pela bandeja que sai de um balcãozinho de onde dá para espiar a cozinha, comandanda por uma tropa de tiazinhas pouco simpáticas.

Na Polônia, os bar mleczny são encontrados em todas grandes cidades, como Varsóvia e Cracóvia. No resto da Europa Oriental, a pedida econômica é comer em cantinas como os étterem húngaros (igualmente em processo de extinção) e as cafeterias alemãs (onde dá até para achar pratos com uma pegada gourmet).

Por Eduardo Marubayashi, editor do viajeaqui

SERVIÇO:

Bar Pod Barbakanem (ul Mostowa 27, junto às muralhas da Cidade Velha de Varsóvia)

Cantina das Embaixadas Nórdicas de Berlim, Rauchstr. 1, Felleshus, www.nordicembassies.org

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Apartamento em Paris: vale a pena alugar?

por adminviajeaqui em

O apartamento do Marais: bom, bonito e mais ou menos barato

Hospedagem em Paris pode ser barata? Hmmm, provavelmente o melhor seria dizer “menos cara”.

Há algumas semanas tive que fazer uma viagem muito mal programada para lá, fruto de uma lambança de um dos meus programas de milhagem. De repente, em duas semanas, eu teria que embarcar para a França ou perder quatro passagens. Desespero, corre-corre. Liga para o agente, consultas em tudo quanto é site de hospedagem.

A solução foi aparecendo quando um amigo, recém-chegado de Paris, nos sugeriu o aluguel de um apartamento. Com duas crianças pequenas, parecia estranha a ideia de não contar com um serviço 24 horas, entre outras (muitas) comodidades. Mas o preço era bem atraente: pouco mais de €1 mil por uma semana em um apartamento no Marais, no centro da cidade, enquanto que qualquer hotel mais afastado ficaria 300 euros mais caro. Fechamos negócio e embarcamos.

A experiência foi ótima e o apartamento estava de acordo com os detalhes apresentados no site da agência. Enquanto lá fora fazia 0°C, o aquecimento funcionou bem, assim como a banheira estava sempre quentinha para dar um banho nos pimpolhos. A cozinha, pequena, deu conta tanto de lanchinhos rápidos como dos únicos jantares mais elaborados (nos outros dias comemos em restaurantes dos arredores). Altamente recomendável. Mas, talvez, seja um nicho que não atenda a todos os públicos. Veja alguns pontos a serem considerados:

Vantagens:                                                                                                                                     

- Localização: são vários endereços, com vasta oferta em bairros centrais, como a Ilê-de-St.-Louis, Marais e St.-Germain;

- Preços: vale a pena para períodos superiores a uma semana. Há boas ofertas até para a alta estação;

- Estrutura: quase todos os apartamentos oferecem TV, internet, cozinha completa (incluindo até máquinas de expresso), máquina de lavar roupa, tábua de passar, etc. Toda a estrutura de cada imóvel é listada nos sites das agências;

- Dá uma gostosa sensação de estar morando na cidade: você faz seu próprio café-da-manhã (ou vai até o café mais próximo, experimentar pães deliciosos e um café bem tirado) e fica em um ambiente menos pasteurizado;

- Há um apartamento para cada estilo: de um loft simplezinho a apês enooormes em bairros bem chiques e decorados com muito bom gosto;

- Recomendado para famílias, grupos de amigos, casais com orçamento controlado e estadias de médio a longo prazos.

A pequena cozinha era bem equipada e prática e a internet wi-fi voava

Desvantagens:

- Não tem aquelas comodidades típicas de hotel: café-da-manhã, recepção 24 horas, serviço de quarto, TV a cabo (alguns têm, outros não), academia e restaurante;

- Também não vai ter cama arrumada e banheiro limpinho toda manhã. Aqui a arrumadeira é você. A alternativa é pagar uma taxa extra por uma limpeza rápida;

- Apesar do primeiro contato e alguns acertos poderem ser feitos em português no agendamento e pré-embarque, quase sempre o atendimento no local é feito em inglês ou francês. Uma pessoa encontrará com o hóspede em uma hora marcada, entregará o contrato e as chaves, apresentará o imóvel e até poderá dar dicas de restaurantes, supermercados e transportes na região, mas tudo muito básico. Se você não fala nenhum desses idiomas, esqueça;

- As agências prometem um certo nível de hospedagem e equipamentos, mas surpresas podem acontecer. Definitivamente não estamos falando de uma rede de hotéis com padronizações;

- Como são imóveis comuns, nem todos têm elevador ou equipamentos para turistas com necessidades de acessibilidade. Cheque antes com seu agente;

- Portanto, o aluguel não é o ideal para casais em lua-de-mel, estadias inferiores a uma semana e turistas inexperientes ou que não gosta de surpresas, ainda que boas.

Essa é uma tendência de mercado e há muito sites especializados, inclusive alguns para outras cidades, como Londres, Nova York e Barcelona.

Por Eduardo Marubayashi, editor do portal viajeaqui

Serviço: Guest Apartment Services (www.guestapartment.com), Paris Attitude (www.parisattitude.com), Private Homes (www.private-homes.com/paris). Pacotes de uma semana a partir de € 800.