Viajar Bem e Barato

O melhor de Buenos Aires: dicas de amigos

por Rachel Verano em

Como eu demorei taaaaaanto a conhecer Buenos Aires, não faltaram dicas especiais de amigos sobre o imperdível do imperdível. Não tive tempo de ver tudo, claro, mas tudo o que eu consegui eu considero fundamental. A elas:
 
Parrilla: segundo a Nana e o Demian, do Que Bicho Me Mordeu, eu tinha que ir ao Don Julio (Guatemala 4691, com Gurruchaga, tel. 54/11 4831-9564), em Palermo Soho, de qualquer jeito. Comi o melhor bife de lomo da minha vida, acompanhado de uma saladinha de tomates secos e rúcula. De sobremesa, doce de leite. A conta deu 50 pesos por pessoa, com bebidas e tudo mais. Também adorei o Cabaña Las Lilas, do grupo Rubayat, embora muito mais caro (110 pesos por pessoa).
 
Sorvete: segundo a Carô, os da Freddo (vários endereços espalhados pela cidade) eram os melhores. Os sabores de banana split (banana com pedacinhos de chocolate e doce de leite) e doce de leite com nozes seriam os imperdíveis. Acrescento um mais, que repeti todos os dias: dulce de leche tentación, um sorvete de doce de leite misturado com doce de leite natural. I-nex-pli-cá-vel. Custa desde 8 pesos.

Tango: segundo o Eduardo, o Café Tortoni é a melhor casa de tango da cidade pelo conjunto da obra. Pequenininho, intimista, sem produções tipo Broadway, frequentado também por argentinos, barato etc etc etc. Tirando a interatividade do início, e a comida sofrível (quem manda querer comer na hora de ver show?), eu adorei. O preço: 70 pesos por pessoa. O Rui também me indicou o Café Ideal e o Ricardo, o Señor Tango, mas não tive tempo de conferir…

Restaurante Moderninho: a Manu e o Alberto praticamente nos obrigaram a ir ao Olsen (Gorriti, 5870, tel. 54/11 4776-7677), uma casa de sotaque escandinavo com uma carta de vodcas sensacional. Bom lugar para começar a balada, embalada pela batida de gengibre, leite condensado e Absolut, um perigo! As batidas de vodca, feitas em máquinas de marguerita, chegavam cremosas. Meu suflê de queijo de cabra com geléia de marmelo estava ruim, mas a massa com salmão defumado e o patê de foie com cogumelos vale a pena. Música eletrônica alta, lareira para esquentar, gente bonita e preço ótimo: 60 pesos por pessoa. A Tati, a Mari, a Pati e a Gi me recomendaram ainda o Sucre, mas não deu tempo…
 
Guloseimas:
Ok, ok, a Havana (várias lojas e cafés pela cidade) não tem nada de original, até já tem em São Paulo. Mas o que a Manu e o Alberto (de novo!) nos recomendaram não foram os alfajores, já velhos conhecidos nossos, mas as havanets, uma espécie de nhá-benta recheada de doce de leite. Não tenho palavras. O doce de leite é cremoso, macio, aveludado. A de chocolate branco é ainda melhor (atenção!!! no aeroporto só vende a de chocolate ao leite!). Cada uma custa 2,50 pesos.

Museu: o Segismundo disse que, se é para escolher um museu em Buenos Aires, que seja o Malba, dedicado à arte latinoamericana, inaugurado em 2001. Imperdível. Entre os highlights está o Abaporu, da Tarsila do Amaral (na foto baixo, de divulgação do site). Tem ainda, no acervo permanente, obras de Frida Kahlo e Diego Rivera, Di Cavalcanti, Helio Oiticica, Lygia Clark… A entrada custa 15 pesos.