Viajar Bem e Barato

Momento inspiração: lindos mapas de viagem

por Rachel Verano em

Londres pelos olhos do sul africano Robyn Mitchell

Esta foi uma dica da Mari Maciel, amiga querida que escreve o incrível blog de gastronomia Faux Gastro na página da revista Gloss. Há uns diazinhos ela fez um post sobre um site sensacional, o They Draw and Cook, que publica receitas ilustradas lindas vindas de todo canto do mundo. O projeto deu tão certo que ganhou um filhote pra lá de inspirador de viagens: o They Draw and Travel.

O Lido, em Veneza, por Nate Padavick, uma das criadoras do projeto

A ideia dos irmãos americanos Nate Padavick e Salli Swindell, designers e ilustradores, foi compartilhar de maneira interativa suas maiores paixões (culinária e viagens) com gente do mundo todo. Funciona assim: quem quiser enviar seus desenhos sobre qualquer lugar do planeta basta se cadastrar. As novidades aparecem no site com frequência e podem ser compartilhadas de graça pelos leitores.

Vancouver, no Canadá, por Adela Kang

Além de servir de inspiração para quem viaja, os desenhos são divertidos e muitas vezes revelam curiosidades locais que não estão escritas em lugar algum. Dá para matar várias charadas só com as imagens – de referências culturais, gastronomia, principais atrações turísticas…

A Ilha de Córsega, na França, pelo estúdio L'esstudi (detalhe: as estradas da ilha são assim mesmo, uma curva atrás da outra!)

A brincadeira está dando cria: uma lojinha no site vende de livros a ampliações dos desenhos.

(fotos: site They Draw and Travel)

Volta ao mundo com um bebê a tiracolo

por Rachel Verano em

Passeio de elefante na Tailândia

Meu último post incomodou um pouquinho a Cláudia Pegoraro, uma gaúcha mãe do Felipe, um pequeno viajante de 2 anos de idade que já viajou por inacreditáveis 23 países. A reclamação da Cláudia tinha menos a ver com o post em si (uma novidade no mercado brasileiro para turismo de aventura) do que com a maneira como se costuma ver uma viagem com os pequenos. Para ela, não existe isso de desafio, aventura, loucura. Nada de bicho de sete cabeças. Quer saber? Eu concordo plenamente com ela. E foi por isso que ela topou escrever pra gente umas linhazinhas do meio da viagem de cinco meses de volta ao mundo dela com a família (com o marido e o Lipe, claro!), contando como tudo começou:

“A primeira viagem grande que fizemos com o Lipe ele ainda não tinha nem 3 meses, foi aos Estados Unidos e Canadá. Depois, com 11 meses, fomos à Colômbia, bem mais “exótico”, e ele deu os primeiros passinhos no Museu do Ouro, em Bogotá… também fomos a Fernando de Noronha, que foi um desafio com um bebê de 1 ano e 6 meses. Hoje ele está com 2 anos – completou no meio da Rússia, na ferrovia Transiberiana, e já conhece mais de 20 países, a maioria na Ásia.

Família unida em Luang Prabang, no Laos

Já perdi as contas de quantas viagens já fizemos com o Felipe. Já teve Uruguai, Paraguai, Argentina, várias pelo Brasil… Antes dele nascer, a gente achava que depois nós só iríamos para a Disney e tal, mas depois da primeira viagem, que vimos que não tem mistério, fomos ficando cada vez mais corajosos. Claro que fizemos vários testes, em viagens curtas, perto de casa, até nos animarmos a fazer esta verdadeira “volta ao mundo” de cinco meses, mas o que foi decisivo mesmo foi que a gente ama viajar e não seríamos felizes longe da estrada. E também o fato de que o Felipe é uma criança muito saudável e é muito parceiro! Eu e o Peg já tivemos várias diarréias nesta viagem, por exemplo, e ele, por incrível que pareça, nada até agora! Há algum tempo eu achava que seria uma loucura levar um bebê para a Índia, por exemplo, mas a gente vai ganhando confiança a cada viagem que dá certo. E acabamos sempre sempre incluindo no roteiro passeios que ele curta também, é claro. Como piscina, zoológico, parquinho, andar a cavalo, de elefante, essas coisas…

Lipe devorando a comida indiana: sem mistérios!

As pessoas sempre nos perguntam “mas porque trazer um bebê para uma viagem assim”?? O que nos motiva é o prazer de estar na estrada. Sem o Felipe, a gente não viria (óbvio que a gente não ia ficar nem 15 dias longe dele), então a solução é levá-lo. Não tem nada de meritório nisso, é até meio egoísta: a gente PRECISA viajar, então ele tem que viajar junto. Simples assim. Nós sempre viajamos, desde sempre. Conheci bem a Europa e os Estados Unidos antes dele nascer, também já tínhamos vindo duas vezes para a Ásia, então depois que ele nasceu a gente voltou a alguns lugares que já conhecíamos e acrescentou novos destinos.

Família completa em Moscou, na Rússia

Também comentam conosco “mas ele não vai lembrar de nada…” Não acredito que ele vá lembrar, mas tenho certeza que ele vai adorar ver as fotos. Eu adoraria ter uma foto minha com 3 meses em Times Square ou com 2 anos na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Acredito, sim, que as viagens contribuem no sentido de dar a ele esperteza. Ele está sempre ligado, cuida quando vem carro e, como a gente anda na rua o dia todo, ele é muito mais esperto do que as crianças da idade dele nesse sentido. É claro que ele já sabe de coisas que outras crianças brasileiras nunca viram, como por exemplo viajar de trem, comer de palitinho, ter sua camiseta puxada por macacos no Nepal…”

É isso ai, Cláudia! Uma ótima viagem para vocês três e muitas fotos pro Lipe (estas que ilustram o post já ficaram pra posteridade)! Acompanhe a viagem do pequeno no blog Felipe, o pequeno viajante.

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Criança combina com aventura? Claro que sim!

por Rachel Verano em

Farra da criançada no Jalapão, Tocantins

Já é um clássico ver casais jovens, aventureiros e viajantes simplesmente pararem com tudo quando têm filhos. Os motivos são os mais variados. Medo de expor os pequenos, deles não aguentarem o ritmo, de atrapalharem os planos dos pais… Não importa. Fato é que, planejando, dá para aproveitar muito destinos tipicamente de ecoturismo com filhos de qualquer idade. (Momento propaganda: aguardem o próximo especial da VT de Férias com Crianças, a ser lançado em novembro, com dicas preciosas – estamos fechando agora!)

Frio na barriga: emoção na Chapada Diamantina

Uma das boas descobertas da nossa fase de pesquisas foram os programas destinados especialmente a estas famílias, organizados pela Venturas e Aventuras. A ideia inédita surgiu da experiência dos próprios donos, pais de uma prole pé na estrada. E vai começar a ser colocada em prática no final deste ano. Já há cinco saídas programadas para o projeto “Família em Ação”, com datas a partir de dezembro. Os destinos? Jalapão, Península de Maraú, Chapada Diamantina, Bonito…

Caiaque na Península de Maraú: descobertas em família

O mais bacana é que, além dos roteiros clássicos para desbravar esses lugares, toda a programação é pensada de acordo com o ritmo e os interesses dos pequenos (quem não tem filhos não é aceito!). Assim, um dia de trilhas e cachoeiras pode acabar com uma bela fogueira. E um jogo de caça ao tesouro pode encerrar uma semana de safári camp, por exemplo.

(fotos: Jota Marincek/divulgação)

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Harry Potter: uma nova superatração para 2012!

por Rachel Verano em

Maquete de como será a área do estúdio destinada a Harry Potter (crédito: divulgação)

Depois da inauguração de uma área de mais de 80 mil metros quadrados destinada unicamente ao universo do bruxo mais famoso do mundo no parque Universal’s Islands of Adventure, em Orlando, nos Estados Unidos, no ano passado, todas as atenções se voltam agora para o outro lado do Atlântico.

No primeiro semestre de 2012, o Warner Bros. Studios Leavesden, na Inglaterra, onde foram rodados todos os filmes da série, abrirá suas portas a um novo tour temático chamado The Making of Harry Potter. Com uma duração média de três horas, os visitantes mergulharão nos bastidores do universo do bruxinho, passeando pelos sets de filmagem e vendo de perto de roupas e fantasias a truques mágicos.

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Harry Potter no Reino da magia – Universal, da revista VIAGEM E TURISMO

A contagem regressiva já foi anunciada: os tíquetes, que só serão vendidos com antecedência pela internet, estarão disponíveis a partir do dia 13 de outubro no site oficial. Não vai ser possível comprar diretamente nas bilheterias, pelo menos no início.

Os estúdios, onde a área dedicada a Harry Potter ocupará uma área de cerca de 14 mil metros quadrados, ficam a 30 quilômetros do Centro de Londres, em Hertfordshire. Para chegar até lá, basta pegar um trem rápido na estação London Euston e desembarcar em Watford, 20 minutos depois, onde ônibus farão o percurso até a Warner em 10 minutos. Os bilhetes de adultos custarão 28 libras (cerca de R$ 72); os de crianças, 21 libras (ou R$ 54).

Compras no exterior: design na mala já!

por Rachel Verano em

A luminária Mayday, do alemão Grcic: R$ 186 lá fora X no mínimo R$ 510 aqui

Confesso que achei meio exagero quando um amigo nos visitou em Portugal, em 2006, e trouxe de volta para o Brasil uma luminária assinada pelo Philippe Starck que ocupava meia mala, mais uns rolos de… papel de parede. Eram lindos, é verdade, mas eu nem imaginava o motivo daquele empenho todo, com cada vez mais lojas do ramo no nosso país.

Antes tarde do que nunca. Demoraram cinco anos até que eu passasse pela mesma situação e descobrisse o óbvio: design assinado no Brasil é algo simplesmente proibitivo.

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A pergunta que nunca quer calar: como levar dinheiro para o exterior?

Então entra em cena mais um motivo para levar malas extras para o exterior. Vai decorar a casa? Quer dar uma mudada no visual? Acrescentar um toque moderno? Não precisa ser milionário para ter peças de nomes poderosos como os dos designers alemães Ingo Maurer, um dos maiores gênios da iluminação atual, ou Konstantin Grcic, eleito designer do ano pela revista Wallpaper em 2010. É claro que ninguém está falando em trazer uma mesa ou uma poltrona na bagagem, mas umas luminariazinhas não fazem mal a ninguém, né?

Alguns exemplos que reforçam o argumento: me apaixonei pela luminária Mayday, um dos ícones do Grcic que já faz parte do acervo do MoMA de Nova York e do Centre Pompidou de Paris. Na Europa, a peça, que segue a linha do design industrial, é vendida por cerca de 80 euros, mais ou menos (cerca de R$ 186) – inclusive pela internet. No Brasil encontrei em dois lugares: na On Light, por já absurdos R$ 510, e na Desmobilia, onde eu AMO tudo, por quase R$ 1.000 (o link já até saiu da internet, será que por vergonha?).

A luminária Light au lait, de Ingo Maurer: R$ 400 lá fora X R$ 1.728 aqui

Recentemente um casal de amigos quis mais que tudo na vida a luminária Light au Lait, de Maurer. Na Fas, de São Paulo, que representa o artista no Brasil, o preço é surreal: R$ 1.728. Como tinham uma amiga vindo dos Estados Unidos para o Brasil eles fizeram a encomenda. Resultado: a peça saiu por 250 dólares, ou R$ 400 – mais de quatro vezes menos! Sinceramente, não há imposto que justifique, né?

As lindinhas E27 de Mattias Stahlbom: R$ 138 na Europa. E segredo por aqui

Fiz outro teste com umas lâmpadas que eu amo, as E 27, do designer sueco Mattias Stahlbom para a Muuto. Comprei na Espanha por 59 euros cada – o equivalente a R$ 138. Descobri que a peça só é vendida no Brasil pela Micasa, de São Paulo, que não quis se pronunciar sobre os preços. Mas eu já tenho uma bela de uma ideia. Façam suas apostas! E, na dúvida (eu diria, na certeza) reservem na mala um lugarzinho extra para essas delícias na próxima viagem ao exterior. ;-)