Viajar Bem e Barato

Volta ao Mundo: próximo destino, Myanmar

por Rachel Verano em

Depois de mais de um mês pulando de ilha em ilha pela costa oeste da Tailândia, é hora de guardar a canga e o biquíni temporariamente para um dos trechos mais esperados desta viagem: o Myanmar, antiga Birmânia. Há tempos eu sonho com a paisagem dourada dos templos de Bagan, com os barcos de pescadores do Lago Inle, com a lendária Mandalay. A despeito da ditadura pesada e revoltante que governa o país, dizem que ali vivem algumas das pessoas mais doces do mundo. Durante três semanas, nos aguardam lindas viagens de barco, centros de peregrinação budista seculares, estupas cobertas de ouro, mercados coloridos, templos fascinantes. Algo me diz que será uma das grandes viagens da minha vida.

Tailândia: a ilha perfeita existe?

por Rachel Verano em

De repente eu me peguei numa busca incessante pelo que nem eu mesma sabia direito o que era: uma ilha perfeita. Com um litoral tão recortado e pipocado de milhares de pontinhos idílicos num mar transparente, a Tailândia cria esses monstros. Pronto. Eu não parei de procurar a tal ilha perfeita. Mas o que é, afinal, uma ilha perfeita?

Passei exatos 33 dias procurando e não sei se tenho a resposta. Vasculhei a costa do Mar Andaman das Ilhas Similan, quase na fronteira com o Myanmar, a Ko Lipe, no extremo sul. Fui da muvucada Ko Phi Phi à selvagem Ko Lao Liang. Claro que ainda falta muuuita coisa, mas de repente me peguei gostando cada vez mais de cada uma delas – principalmente depois de ter ido embora (a expectativa de encontrar alguma coisa ainda melhor às vezes atrapalha…).

Hoje eu sei que a ilha ideal, para mim, precisa ter praias sossegadas, mar de águas calmas e transparentes, areia branca, sombra, bangalôs rústicos e baratos, comida despretensiosa e boa, uma comunidade local, um ar menos turisticóide. E quer saber? Quase todas as ilhas tailandesas onde eu fui são assim. A diferença está na maior ou menor ênfase em cada um desses quesitos. Aqui vai uma listinha com as cinco ilhas que me ganharam:

Ko Lipe, pela combinação equilibrada de infra e da falta dela, e a praia mais linda da viagem pela Tailândia:

Similan, pelos melhores mergulhos da minha vida e tartarugas que nadam com você bem pertinho da areia:

Ko Ngai, pelo clima “estou de férias mesmo e daí”:

Ko Lao Liang, pela praia completamente deserta:

E Ko Phi Phi, para curar o que chamamos de “síndrome de náufrago”, com um banho de bares, restaurantes, baladas (e até praias sossegadas):

Ko Lipe, Tailândia: ilusão de ótica

por Rachel Verano em

Óleo no mar?

Não, cardume de peixe mesmo.

Tailândia: índice muvuca

por Rachel Verano em

O produto é um só: shampoo Pantene Pro V, 80 ml. O da esquerda foi comprado em Ao Nang, a praia mega turística ao lado de Krabi. O da direita custou exatamente a metade do preço na sossegada Ko Lipe. :-)  

Tailândia: relax em Ko Lipe

por Rachel Verano em

Antes de chegar a Ko Lipe, ao lado do Parque Nacional Marinho de Ko Tarutao, já quase na fronteira da Tailândia com a Malásia, ouvimos de tudo. Uma senhora suíça que estava em Ko Muk tinha odiado com todas as forças (mas admitia ter ficado apenas na praia mais movimentada). Um casal que saiu de Ko Ngai passou uns dias, não gostou da quantidade de barcos (nem de cachorros e nem de nativos) e deu meia volta. O gerente da ilha de Ko Lao Liang falava maravilhas – inclusive que até a comida era bonita. E a minha amiga Dri Setti, do Achados, que passou por essas bandas no comecinho do ano, tinha adorado. É com muito prazer que informo que felizmente pertencemos ao segundo time. :-)

Ko Lipe nos ganhou de cara pela transparência do mar, de água verde calminha.

Nas três únicas praias, a areia é fininha e branca. E na melhor de todas, Sunlight Beach, o bosque de pinheiros é providencial para pendurar uma rede. Ou um balanço, claro.

 

Sunset Beach só tem uma pousadinha e é famosa, desnecessário dizer, pelo pôr do sol.

Pattaya Beach, sou capaz de apostar, é a grande responsável pelos argumentos de quem veio e não gostou. Não bastasse ser cheia na areia (tem até uma quadra de vôlei e um resort que espalhou espreguiçadeiras de plástico laranja), é cheia também no mar (concentra um movimento intenso de barcos e lanchas). Para ser justa com Ko Lipe, me recuso a colocar uma foto aqui. :-)

Ko Lipe não é uma ilha insípida e inodora fabricada para turistas – é casa de uma ativa comunidade de ciganos do mar, e é uma delícia percorrer as suas ruas de terra mal iluminadas à noite. E convenhamos: muito melhor do que comer pratos internacionais em restaurantes internacionais é jantar um autêntico barbecue de peixes e frutos do mar fresquíssimo preparado pelos nativos a preço de banana (que tal um white snapper e camarões gigantes por 12 reais?).

No quesito hospedagem, Lipe também é sensacional para o meu recém adquirido gosto por bangalô tailandeses rústicos. Não faltam opções de bambu espalhadas de frente para o mar com diárias a partir de 600 baths, ou 36 reais. Por um pouquinho mais (800 baths, ou 48 reais), cacifamos um com direito a mezanino, varandona e jardinzinho particular no Forra Bamboo Resort:

Mas quem quiser uma coisa menos roots também encontra (uma boa alternativa é o Castaway Resort).

Não sei se a culpa foi do mar, dos lounges preguiçosos que embalam as tardes, da rua cheia de lojinhas ou de tudo isso junto.

O fato é que acabamos ficando o dobro do tempo que tínhamos planejado para Lipe.