Chapada Diamantina

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • 76
  • Bahia

  • Ibotirama: 273 km; Feira de Santana: 279 km; Salvador: 394 km; Rio de Janeiro: 1548 km; São Paulo: 1857 km.

Um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil, tem cachoeiras, rios, cânions e grutas que formam cenários inacreditáveis. Seis localidades, nos arredores do Parque Nacional, servem de apoio aos viajantes – todas têm seu charme, além de atrações que valem a visita. A melhor estrutura é a de Lençóis, perto do aeroporto e com boas hospedagens e restaurantes. Mas o ideal é reservar tempo para ficar um pouco em cada lugar e aproveitar as ruas de pedra de Mucugê, as ruínas do garimpo de diamantes em Igatu, o pantanal do Cerrado em Andaraí, as impressionantes cachoeiras de Ibicoara e a enorme concentração de bichosgrilos e o clima hippie do Vale do Capão – ponto de partida de um dos trekkings mais cênicos do país, o Vale do Paty.

RAIO X

Artes Diretores de cinema e novela vivem escolhendo a Chapada como pano de fundo de suas histórias. A trama global Pedra Sobre Pedra (1992) teve Lençóis como cenário. Já o cineasta Walter Salles explorou a imensidão do sertão baiano no longa Abril Despedaçado (2001), que usou Mucugê como uma das locações.

É Tudo Verdade Antes de embarcar para Lençóis, uma dica importante: a cidade só tem uma agência do Banco do Brasil e nem todos os lugares aceitam cartão de débito.

Lenda Urbana Quando os guias se encontram pelas trilhas, são comuns os comentários sobre o resgate de um tal gordinho preso na fenda de uma rocha, ou de um anão que foi esquecido numa caverna. Claro, acredita quem quer.

Sabores Quibe assado com coalhada fresca, panqueca com taioba e bolo de aipim com coco. Isso é só uma parte do que é servido no café da manhã da Alcino Estalagem. A pousada prepara tudo na hora, e usa ingredientes da horta.

COMO CHEGAR

De Salvador e da região Centro-Oeste até Lençóis, o melhor caminho é pela BR-242; do sul, desde Vitória da Conquista, pegue a BA-262 e a BA-142. A Trip (www.voetrip.com.br) faz o voo Salvador-Lençóis às segundas e quintas-feiras. De ônibus, a Real Expresso (www.realexpresso.com.br) faz a viagem diariamente desde a capital baiana.

COMO CIRCULAR

Dentro de cada destino, dá para fazer tudo a pé. Para as trilhas, contrate guias credenciados nas agências ou nas associações de condutores de visitantes. Para ir de uma localidade a outra: a BA-142 (a partir da BR-242) liga Lençóis a Andaraí, Mucugê e Ibicoara (uma vicinal sai dela até Igatu). A BR-242 leva a Palmeiras e, de lá, uma estrada de terra chega ao Vale do Capão – quem está sem carro pode optar pelos traslados das agências. A circulação de ônibusé restrita: a Real Expresso (71/3450-9310) faz o trecho Lençóis-Palmeiras e a Emtram (3331-1525) organiza a viagem de Andaraí a Mucugê.

ONDE FICAR

Lençóis possui a maior quantidade de hospedagens e as mais confortáveis da Chapada. Os quartos e recantos com as melhores vistas estão no Vale do Capão. Nas demais localidades, a maioria dos hotéis é bem simples e com pouca estrutura.

ONDE COMER

Os principais restaurantes da Chapada estão em Lençóis. Em O Bode é possível provar receitas da época do garimpo, servidas também no Dona Nena, em Mucugê. Destaque para o pastel de palmito de jaca da Dona Dalva, no Vale do Capão; os crepes do Café Galeria e Memória, em Igatu; e os sorvetes da Apollo, em Andaraí.

Pratos do garimpo  Refeições calóricas faziam parte da dieta dos garimpeiros da Chapada nos séculos 18 e 19. Na lista há receitas com cortes e miúdos de bode, carne de sol e carne-seca, além de pirão de parida (galinha caipira com pirão do próprio caldo). Os acompanhamentos mais comuns são o purê de leite, o godó de banana (ensopado de banana-verde), o cortado de palma (um tipo de cacto) e o cortado de mamão verde ou de abóbora.

EXPLORANDO A CHAPADA DIAMANTINA

Serviço  Em todos os destinos da Chapada é fundamental ter a companhia de um guia para os trekkings, pois as trilhas não têm sinalização. Você pode contratá-los nas agências, como a Nas Alturas (informações no site oficial ou pelo telefone (75) 3334-1054) e a Venturas e Aventuras (informações no site oficial, ou pelo telefone (75) 3334-1030), ambas com sede em Lençóis, ou pedir indicação na pousada ou no hotel. Nas Associações de Condutores de Visitantes (ACVs), os preços dos guias são mais econômicos. Por outro lado, não incluem seguro e não há veículos para os traslados -- é preciso usar carro próprio. Entre em contato com as ACVs pelos telefones: Lençóis, (75) 3334-1425; Andaraí, (75) 8137-1679; Ibicoara, (75) 77/3413-2048; Mucugê, (75) 8231-1610; Vale do Capão, (75) 3334-1087; em Andaraí, a pousada Sincorá também indica guias - entre em contato pelo telefone (75) 3335-2210.

Por conta própria Quem está de carro pode chegar sem guia nas grutas Torrinha, da Pratinha, Lapa Doce e no Morro do Pai Inácio; nos Poços Encantado e Azul; na Mina do Brejo Verruga; no Cemitério Bizantino, Projeto Sempre-Viva e Museu Vivo do Garimpo; e na Cachoeira do Ranchinho.

Equilíbrio é tudo Intercale passeios desgastantes com outros mais leves, já que algumas atrações exigem caminhadas longas em terrenos íngremes.

O que levar Botas ou tênis para trekking são indispensáveis; para algumas trilhas, os guias recomendam calças compridas. Na mochila: água, chapéu, repelente, protetor solar e blusa para proteger do vento. Entre novembro e janeiro, inclua capa de chuva.

Alimentação Em alguns passeios dá até para almoçar pelo caminho, como nas grutas da Pratinha e da Lapa Doce, em Lençóis. Em outros, pode-se passar o dia sem cozinha por perto. Em geral, as agências incluem refeições em seus pacotes; se for por conta própria ou com guia das ACVs, leve lanche.

SUGESTÃO DE ROTEIROS

3 dias -- Para uma visita relâmpago, Lençóis é a melhor base. Acordando bem cedo, no mesmo dia é possível conhecer as duas grutas mais famosas da cidade: Torrinha e Pratinha, com direito a flutuação em águas cristalinas. Na volta, curta o pôr do sol no Morro do Pai Inácio. No segundo dia, siga para o Vale do Capão e encare a subida até a Cachoeira da Fumaça. Deixe o terceiro dia para as cachoeiras próximas a Lençóis: 7 km de caminhada separam o Centro da Cachoeira do Sossego, mas se a ideia é só relaxar, o Serrano é a pedida. Deixe o último dia para a Cachoeira dos Mosquitos e a Serra da Partida.

5 dias -- É tempo suficiente para aproveitar mais o clima hippie do Vale do Capão e incluir outras cidades no roteiro. No caminho entre Lençóis e Mucugê, parada obrigatória no Poço Encantado. Aposte também em programas mais leves, como o Museu Vivo do Garimpo, o Projeto Sempre-Viva e o Cemitério Bizantino. Reserve ainda um dia para Ibicoara e conheça a impressionante Cachoeira do Buracão. Igatu merece outro dia: conheça a Galeria Arte e Memória e não deixe de comer um crepe no café. A Fazenda Marimbus, em Andaraí, encerra a viagem em grande estilo.

10 dias -- Existem várias travessias. A que percorre o Vale do Paty, um dos trekkings mais incríveis do Brasil, leva de três a cinco dias, variando de 40 km a 75 km – a caminhada pode começar no Vale do Capão ou em Mucugê. O Treeking Lençóis-Vale do Capão, com 25 km percorridos em um dia, é outra ótima alternativa.

QUANDO IR

De dezembro a fevereiro, as diárias sobem e as trilhas lotam -- em compensação, as cachoeiras estão com maior volume d'água. Em junho, tem festa de São João e, em eagosto ou setembro, o Festival de Lençóis. No período entre novembro e janeiro pode chover bastante, enquanto de abril a setembro as águas dão trégua e as temperaturas não são tão extenuantes.

Por Fernanda Kalena

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