Salvador

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por Redação Logo-guia
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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www.bahia.com.br/cidades/salvador
  • 2.676.606 hab
  • 71
  • Bahia

  • Maceió, 604 km, Recife, 828 km, João Pessoa, 948 km, Natal, 1114 km, Vitória, 1209 km, Belo Horizonte, 1385 km, Brasília, 1508 km, Rio de Janeiro, 1670 km, Goiânia, 1707 km, São Paulo, 1979 km

Qualquer que seja o tema, quando o assunto é Salvador, se desfia um sem-fim de atrações. Festa, religião, história, belezas naturais, culinária, arte e música. O trio elétrico, uma invenção local, arrasta multidões nos dois circuitos oficiais do carnaval. Terreiros de candomblé e mais de 370 igrejas falam do sincretismo religioso dessa que foi também a primeira capital do Brasil. O colorido do Pelourinho, o centro histórico, é a principal atração turística da cidade. Recuperado da degradação em que se encontrava nos anos 1990, hoje já pede novas ações para seguir firme na preferência dos visitantes, que circulam admirados por seus sobrados que acolhem ateliês, museus, bares e restaurantes – além da Igreja e Convento de São Francisco, como outras construídas no século 18, esta toda forrada de ouro e atração cinco-estrelas pelo GUIA QUATRO RODAS.

Distante dali fica a Igreja do Senhor do Bonfim, mas uma visita, uma oração e a fitinha colorida amarrada no braço são providenciais. Para circular entre o Pelourinho e a Cidade Baixa, vale um passeio pelo Elevador Lacerda. Quando se está no alto, tem-se uma panorâmica da Baía de Todos os Santos e do Mercado Modelo, com diferentes boxes, que vendem de artigos religiosos a manteiga de garrafa e azeite de dendê, onipresentes nas receitas regionais como vatapá, acarajé e moqueca (é obrigatória a do estrelado Paraíso Tropical). Já na orla, vai ser mais difícil fazer uma boquinha: em meados de 2010, iniciou-se a retirada de todas as 350 barracas à beira-mar, para acabar com irregularidades e danos ambientais, desde as mais centrais, como Porto da Barra e Buracão (ainda um segredo para muitos turistas) às distantes Praia do Flamengo e Stella Maris, badaladas. Se sentir vontade de cantarolar o tempo todo que estiver em Salvador, não estranhe. Difícil não se lembrar de alguma canção a cada lugar que se passa por ali. Itapuã, Jardim de Alá, Amaralina, Ondina, Rio Vermelho...

CURIOSIDADE

Em 1985, o Centro Histórico de Salvador foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco. A mata atlântica da Costa do Descobrimento é outro bem da Bahia listado, desta vez como patrimônio natural.

COMO CHEGAR

Quem vem de carro do sul do estado pega a BR-101 ou a BR-116 até Feira de Santana e, depois, a duplicada BR-324 até Salvador. Se vier do norte, siga pela BR-101 até Estância (SE), continue pela SE-368 e pela BA-099 (Linha Verde) até a capital.

Quem chega de avião percorre os 28 km entre o Aeroporto Luís Eduardo Magalhães e o Centro de táxi (R$ 60, em média), ônibus executivo (R$ 3) ou convencional (R$ 2,50). Da rodoviária, são cerca de 5 km até o Pelourinho e 8 km até o Rio Vermelho.

COMO CIRCULAR

Há linhas de ônibus entre os principais pontos turísticos e os táxis não são caros. Se estiver de carro, saiba que as vias são bem-sinalizadas, mas, nos horários de pico, o trânsito é pesado nas regiões do Rio Vermelho e na Avenida Paralela, que liga a cidade ao aeroporto. No Pelourinho, faça tudo a pé – como há áreas restritas à circulação de carros, deixe o seu nos estacionamentos do entorno.

ONDE FICAR

Fique perto do que deseja para evitar o trânsito. As avenidas Tancredo Neves e Antônio Carlos Magalhães são boas para quem vem a trabalho. A Zona Norte reúne os resorts e praias com melhor balneabilidade. Rio Vermelho tem pousadas simples e hotéis de grande porte próximos aos bares bacanas da região. O Corredor da Vitória reúne museus e bons restaurantes. As pousadas do Pelourinho e de Santo Antônio Além do Carmo são atraentes, mas o local carece de segurança e tem pouquíssimos estacionamentos. Isso para não falar da movimentação noturna, nem sempre das mais agradáveis. A rede hoteleira vem crescendo para atender à demanda aquecida, com estabelecimentos em todas as faixas de preço e conforto.

ONDE COMER

Além de ser o melhor lugar para provar a culinária baiana, Salvador é referência em pescados. Fora os estrelados Mar na Boca e Mistura, a especialidade conta com o Al Mare. Outros acréscimos recentes ao circuito soteropolitano são o The Beef eo Bistrot du Vin.

Comidas típicas

Acarajé - Este bolinho de feijão-fradinho frito em azeite de dendê é recheado com vatapá (creme à base de pão, camarão seco, amendoim, castanha-de-caju, leite de coco, dendê e condimentos), camarão seco e vinagrete. Nas barracas de rua, ele vem montado e costuma ser farto. Aviso aos sensíveis: responda "não" à pergunta "com pimenta?". Parente próximo, o abará leva a mesma massa de feijão, mas é cozido. Alguns lugares recomendados para experimentar a iguaria são as barracas de Dinha e Regina (Largo de Santana, Rio Vermelho), Cira (Largo de Itapuã e Largo da Mariquita, Rio Vermelho) e Sônia (Farol da Barra), e na pardaria Perrini. As barracas abrem às 16h nos dias úteis e às 10h nos fins de semana.

Cozinha Baiana - É preciso estômago forte para acompanhar o receituário da Bahia. Comece pela moqueca, ensopado de peixe herdado dos indígenas, enriquecido com dendê e coco. Depois, é hora de provar o bobó, espécie de moqueca engrossada com creme de mandioca. Já o vigoroso caruru é um guisado de quiabo e camarão (o tempo pode se referir a uma refeição completa, com acarajé, vatapá e xinxim de galinha ensopada com molho à base de dendê, camarão seco e amendoim). Entre as receitas vindas do sertão, a carne de fumeiro (cortes suínos defumados) é quase exclusiva do estado. Todas as receitas costumam ser acompanhadas por molho de pimenta, feito de maneira própria em cada lugar.

Não deixe de provar também o revigorante caldo de lambreta (um tipo de molusco, também servida grelhada) e as excelentes cocadas, preta e branca.

QUANDO IR

Para o Carnaval, reserve o hotel com pelo menos seis meses de antecedência. Em dezembro e janeiro, a cidade vibra com ensaios de blocos. Mais eventos: procissão de Bom Jesus dos Navegantes (1o. de janeiro), Lavagem do Bonfim (janeiro), Festa de Iemanjá (fevereiro) e Festa de São João (junho). Lembre-se que faz calor em boa parte do ano, com picos acima dos 30 graus entre dezembro e março. Chove bastante no período entre abril e junho.

Carnaval de Salvador - O trio elétrico é tradição desde que Dodô, Osmar e Temístocles Aragão o inventaram, na década de 1950. Além de músicos de axé, hoje eles carregam sertanejos e DJs internacionais e arrastam mais de dois milhões de pessoas nos sete dias de festa (de quinta a quarta). São dois circuitos principais: o Dodô (ou Barra-Ondina), com camarotes famosos, e o Osmar (Campo Grande-Avenida), que une blocos como de Ivete Sangalo e Chiclete com Banana. Para não ficar de fora dos cordões, na "pipoca", é preciso comprar o abadá e pagar até R$ 2000 pelo ingresso (Central do Carnaval, 3797-6100, www.centraldocarnaval.com.br). Menos badalados, os blocos afro são tradicionais: o Ilê Aiyê não aceita brancos e sai da sede no bairro do Curuzu; o Olodum vai do Pelourinho ao Campo Grande no ritmo dos tambores; e o Filhos de Gandhy mantém o hábito de usar branco e azul e espirrar alfazema nos foliões.

As simpáticas marchinhas do início do século 20 podem ser ouvidas no circuito Batatinha, que leva famílias do Pelourinho à Praça Castro Alves todos os dias. Mais de 100 mil pessoas são contratadas para dar segurança ao Carnaval, mas leve apenas dinheiro trocado e nada de joias, máquinas fotográficas, filmadoras e cartões de crédito.

SUGESTÃO DE ROTEIROS

2 dias - Aposte nas atrações obrigatórias, como o Pelourinho e a Igreja e Convento de São Francisco, templo barroco mais importante da Bahia. Desça o Elevador Lacerda e conheça a Cidade Baixa, com destaque para o Mercado Modelo. Almoce no Mar na Boca, em um ruazinha no arborizado Corredor da Vitória. O melhor fim de tarde é no Farol da Barra. De lá, é fácil chegar na Praia do Rio Vermelho e ao Largo da Dinha, onde fica o Acarajé da Cira, o melhor da cidade.

4 dias - Com mais tempo, dá para fazer as coisas ao melhor estilo baiano -- ou seja, de modo vagaroso. Conheça a cena cultura de Salvador, como destaque para o Palacete das Artes Rodin Bahia, o Museu de Arte Sacra e o Museu de Arte Moderna (preferível ir no sábado à tarde para pegar o show de jazz). Também vale a pena afastar-se do Centro e conhecer a criativa culinária do Beto Pimentel, chef do estrelado Paraíso Tropical.

7 dias - Busque experiências mais autênticas. Às segundas, as baianas do candomblé dão um banho de pipoca para afastar as energias negativas na Igreja de São Lázaro e São Roque. Às terças de verão, tem ensaio aberto do Olodum no Pelourinho. De quarta a domingo, o Balé Folclórico da Bahia se apresenta no Teatro Miguel Santana. Para relaxar, escolha as praias mais afastadas, como Stella Maris.

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