Bonito

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www.portalbonito.com.br
  • 19.985 hab
  • 67
  • Mato Grosso do Sul

  • Jardim: 75 km; Dourados: 280 km; Porto Murtinho: 290 km; Campo Grande: 312 km; Corumbá: 354 km; São Paulo: 1135 km; Rio de Janeiro: 1583 km.

Ao flutuar pelos rios cristalinos cheios de peixes, caminhar pelas trilhas e tomar banho em cachoeiras limpíssimas, fica até difícil imaginar que tanta gente passa por ali, tamanha a preservação. Mesmo com toda a estrutura disponível aos turistas, muitos atrativos parecem intocados. Em Bonito, ninguém põe o pé sem antes fazer reserva, pagar taxa de visita e contratar um guia. Se por um lado essa organização se reflete em preços altos (só com passeios uma pessoa gasta, em média, R$ 140 por dia), de outro garante segurança e conforto aos visitantes. Não é preciso ser esportista ou aventureiro para curtir suas atrações: aqui é possível estar em meio à natureza sem muito esforço e amparado por gente que entende do negócio.

RAIO X

É TUDO VERDADE Mesmo sendo um destino que envolve muitas atividades aquáticas, Bonito pode ser visitada no inverno sem problemas. A temperatura das águas das nascentes se mantém constante o ano todo, em torno de 24°C – refrescante no verão e morna no inverno. Em dias frios, o difícil é sair da água: leve uma toalha para se enrolar após a flutuação.

FOTOGRAFIA Em qualquer uma das flutuações, a foto clássica é a do visitante todo paramentado (com roupa de neoprene, máscara e snorkel), dentro da água e rodeado de peixes. No Rio Sucuri, nem é preciso se preocupar em levar câmera ou capa especial para fotografar debaixo d’água: um fotógrafo acompanha o passeio e depois vende o CD com as imagens.

LENDA URBANA Em meados da década de 40, uma figura mítica viveu na região. Sinhozinho, um profeta mudo considerado santo por seus seguidores, despertou a ira dos governantes da época – reza a lenda que ele foi preso, morto e esquartejado, tendo cada membro jogado em um dos rios da região, o que explicaria a limpidez das águas.

COMO CHEGAR

De avião, há apenas uma possibilidade: a Trip é a única companhia que opera a linha a partir de Campo Grande (um horário às quintas-feiras e outro aos domingos). Do aeroporto de Bonito até o Centro, o táxi sai por R$ 45, em média. A Cruzeiro do Sul - (67) 3321-8797 faz o trajeto de ônibus desde a capital sul-mato-grossense, diariamente às 7h, 9h, 15h30 e 18h (de segunda a sexta também às 15h) – a viagem dura cinco horas. De carro, são quase 300 km de estrada em bom estado a partir da BR-060 – atenção no acidentado trecho da Serra de Maracajaú.

COMO CIRCULAR

Carro faz toda a diferença em Bonito: a maioria das atraÁões está distante do Centro (as locadoras de veículos mais próximas, porém, ficam em Campo Grande). Outra opção são os traslados das agências de turismo, geralmente em uma van compartilhada – o valor fica, em média, R$ 40 por trajeto. A estrada que leva até Bodoquena, a 80 km, foi asfaltada, o que melhorou o acesso a atrativos.

ONDE FICAR

A melhor novidade em Bonito é o Hotel da Praça, em frente ao Chafariz das Piraputangas. Há dois perfis: os que apostam em uma área social reduzida, quartos simples e localização central e outros que utilizam o terreno de antigas fazendas.

ONDE COMER

Peixes que vivem nos aquários naturais de Bonito, como piraputangas e dourados, também são atração nos restaurantes. Tradicional na cidade, a receita de pescado com molho de urucum pode ser pedida na Casa do João e no Cantinho do Peixe. Para experimentar carnes exóticas, como jacaré, cateto ou capivara, vá ao Castellabate.

O QUE FAZER

As agências de turismo da cidade realizam os passeios listados aqui, com nível semelhante de qualidade (os hotéis podem dar indicações). Os preços são tabelados e os pacotes geralmente incluem almoço, lanche e equipamentos para as flutuações, como máscara, snorkel e roupa de neoprene. Os traslados, no entanto, são cobrados à parte. O melhor a fazer é montar a programação e comprar as entradas para os passeios nas agências com antecedÍncia – muitas atrações limitam o número de visitantes. Para a Praia da Figueira e os balneários Monte Cristo, do Sol e Municipal não é preciso comprar ingresso antecipado nem ir com guia.

SUGESTÃO DE ROTEIROS

3 dias - Com pouco tempo, o mais importante é conhecer apenas as atrações consideradas "obrigatórias" e apostar nos passeios que ficam mais próximos da cidade, como a flutuação no Rio Sucuri, repleto de pacus, dourados e piraputangas. A Gruta do Lago Azul, com água cristalina, fica na mesma estrada e também é um dos principais símbolos de Bonito.

5 dias - É hora de alçar voos mais longos. Em Jardim, a pouco mais de 50 km, estão três da melhores atividades de ecoturismo na região: a flutuação no Rio de Prata, atração cinco estrelas, a Lagoa Misteriosa e o Buraco das Araras, uma dolina causada pela erosão, de 105 metros de profundidade, repleta de ninhos de araras-vermelhas. O passeio no Parque das Cachoeiras, com seis quedas em 3,5 km de trilha, rende uma tarde inteira: leve roupa de banho e mergulhe nas águas do Rio Mimoso.

7 dias - Não é necessário correr de um lado para outro com uma semana de estadia. Por isso, programe-se para fazer tudo com calma, aproveitando lugares mais contemplativos, como o Balneário do Sol, com piscina natural e cachoeira, e a Fazenda Ceita-Corê, onde servem um excelente almoço caseiro no fogão a lenha. Se a vontade é testar algo com mais emoção, a dica são os passeios de boia-cross ou de bote.

Veja mais sugestões em nosso roteiro rodoviário Bonito e Pantanal.

QUANDO IR

A época de seca, entre julho e agosto, é a melhor para as flutuações -- mas faz frio pelas manhãs, com mínimas abaixo dos quinze graus. Aproveite para acompanhar o Festival de Inverno (julho). Entre dezembro e janeiro, a procura pelos passeios é enorme, o que exige certa programação antecipada.

O QUE LEVAR

Estar bem-preparado é tudo quando se trata de turismo ecológico. Por isso, aqui vão alguns itens essenciais para carregar na mochila durante os passeios: binóculos, câmera fotográfica, papete (melhor opção para trilhas e cachoeiras), água, protetor solar e repelente.

Por Renata Mastromauro

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