Bonito

Cidade

Mapa
Ver no mapa:
|
|
 
PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www.portalbonito.com.br
  • 20.597 hab
  • 67
  • Mato Grosso do Sul

  • Jardim: 75 km; Dourados: 280 km; Porto Murtinho: 290 km; Campo Grande: 312 km; Corumbá: 354 km; São Paulo: 1135 km; Rio de Janeiro: 1583 km.

B onito é simplesmente o melhor destino para mergulho fluvial do Brasil. Na nascente cristalina do Rio Baía Bonita, que forma o Aquário Natural, ou no Rio Sucuri, de leve correnteza, você nada lado a lado com diversas espécies de peixes coloridos. É uma típica “viagem família”, mas isso não quer dizer que o destino não tenha muita aventura – há passeios de botes em corredeiras, boia-cross, mergulho com cilindro e até rapel no incrível Abismo Anhumas, uma das maiores cavernas submersas do país. A preocupação com o meio ambiente, por aqui, é levada a sério. Ao explorar a cidade, parece até que muitas de suas atrações foram descobertas recentemente. Tanta beleza e organização, no caso, têm seu preço: ao planejar a viagem, leve em conta que os principais passeios custam caro (em alguns casos, os valores incluem guias, equipamentos para as flutuações e até almoço).

UM DIA PERFEITO

A Flutuação no Rio Sucuri, principal atração da cidade, pode ser feita pela manhã. Peixes como piraputangas e dourados nadarão ao seu lado. Depois da aventura, você pode curtir o resto do tempo na fazenda do lugar, ou partir para conhecer a impressionante Gruta do Lago Azul, na mesma região. Para finalizar, há dois bons programas: jantar na Casa do João, que serve receitas com peixes locais, e fim de noite no Taboa Bar, com a ótima cachaça que leva mel, canela, guaraná e ervas.

O GUIA RECOMENDA

Cinco dias - Bonito tem muitas atrações – e você não consegue ver tantas no mesmo dia, por causa das distâncias e do tempo gasto para visitá-las. Depois de curtir a flutuação, aposte nas cachoeiras: a Boca da Onça, a mais alta do estado, e o Parque das Cachoeiras são imperdíveis. No Abismo Anhumas, a diversão é para quem gosta de fortes emoções: uma descida de rapel leva a uma das maiores cavernas submersas do Brasil. Também não dá para voltar do destino sem mergulhar no belo Aqueário Natural, ou visitar a Gruta de São Miguel. Programe, também, um dia inteiro para visitar a vizinha cidade de Jardim, onde você confere a inesquecível Flutuação no Rio da Prata, a Lagoa Misteriosa e o Buraco das Araras. Se sobrar tempo, tire um dia para aproveitar as “praias” de Bonito, como o Balneário do Sol.

COMO CHEGAR

A Azul é a única companhia aérea que opera uma linha regular a partir de Campo Grande, às quartas-feiras e aos domingos, sempre às 14h. Do aeroporto de Bonito até o Centro da cidade (12 km), um táxi custa, em média, R$ 60. De carro, partindo da capital, são quase 300 km de estrada em bom estado a partir da BR-060. A Cruzeiro do Sul (3255-1606) faz o trajeto de ônibus diariamente às 9h, 15h30 (menos aos domingos) e 18h30. A viagem dura cinco horas e custa R$ 59.

COMO CIRCULAR

Carro faz toda a diferença, pois a maioria das atrações fica distante do Centro. A boa notícia é que as locadoras, que antes estavam localizadas apenas em Campo Grande, agora chegaram a Bonito. Outra opção são os traslados das agências de turismo – em média, R$ 50 por trajeto.

ONDE FICAR

A maioria das hospedagens está no Centro, onde também ficam as agências e o comércio. Quase todos os hotéis da região têm área social reduzida e quartos simples. Quem prefere maior contato com a natureza pode fazer reserva no Zagaia Eco Resort ou no Santa Esmeralda.

ONDE COMER

Os peixes mais famosos do Pantanal – como piraputanga, pacu, pintado e dourado – estão presentes na maioria dos cardápios da cidade. Vale prová-los no Cantinho do Peixe, onde são preparados com urucum e leite de coco. Se quiser experimentar carne de jacaré, vá ao Castellabate.

SABORES

Há dez anos, o Palácio dos Sorvetes teve uma deliciosa ideia para atrair os turistas no inverno: assar o sorvete! Nesse doce entram salada de frutas, sorvete, chantilly e creme de leite. A cobertura sai do forno com textura de suspiro e o gelado não derrete. Virou um símbolo da casa.

O QUE FAZER

Para aproveitar as atrações ao máximo, é preciso ter planejamento. Primeira dica: monte uma programação diária, e compre as entradas para os passeios com antecedência - muitos lugares limitam o número de visitantes. Os vouchers para quase todas as atrações são vendidos exclusivamente nas agências de turismo da cidade, recomendadas pelos hotéis. Os preços são tabelados, e os pacotes geralmente incluem almoço, lanche e equipamentos como máscara, snorkel e roupa de neoprene para as flutuações. Os preços publicados nas atrações não levam em conta o valor dos traslados, que devem ser negociados com as agências (quem chega de carro encontra facilmente os lugares, já que tudo é sinalizado). Os balneários do Sol e Municipal e a Praia da Figueira são as únicas atrações que não pedem a compra de ingresso antecipado nem o acompanhamento de guia.

SÓ TEM AQUI

Marca da cultura local, o tereré, bebida com mate e água fria, foi trazido pelos paraguaios. Guampa é o nome do recipiente, que tradicionalmente é feito de chifre de boi. E a bomba (o canudo) pode ter adereços com figuras dos símbolos das famílias.

NOITE

Mesmo com um dia inteiro de atividades, vale guardar um pouquinho de energia para curtir a noite de Bonito. E ela pode começar cedo, às 19h, no Projeto Jiboia. Ali, todos os dias, um sujeito com uma cobra enrolada no pescoço dá praticamente um show de uma hora falando sobre a importância da preservação do animal (você nem percebe o tempo passar!). O criador de cobras é Henrique Naufal, um paulista que descobriu a exótica paixão por serpentes em uma viagem à Austrália. No fim, ele mostra como o bicho é dócil, colocando-o no ombro dos turistas para uma foto. Depois de jantar em um dos restaurantes do centrinho, siga direto para o Bar Taboa, um símbolo da cidade. Andréa Fontoura, a proprietária, compra cachaça de produtores locais e fabrica infusões com frutas e especiarias. Há versões de coquetéis famosos feitos com a bebida, mas não deixe de experimentá-la na versão tradicional, que leva mel, canela, guaraná e ervas. Outras atrações do Taboa: as mesas na calçada, a música ao vivo e o horário de funcionamento – o lugar não tem hora para fechar.

QUANDO IR

A época de seca, entre junho e agosto, é a melhor para as flutuações – aproveite para acompanhar a programação do Festival de Inverno, em julho. Entre dezembro e janeiro, durante as férias escolares, a procura pelos passeios é enorme.

O QUE LEVAR

Estar bem-preparado é tudo quando se trata de turismo ecológico. Por isso, aqui vão alguns itens essenciais para carregar na mochila durante os passeios: binóculos, câmera fotográfica, papete (melhor opção para trilhas e cachoeiras), água, protetor solar e repelente.

Por Bruna Fernandes

Comente