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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo

E squeça o medo, suba em um cavalo e maneje o gado como um verdadeiro peão em uma fazenda pantaneira. Ou siga a longa tradição pesqueira e percorra centenas de rios e afluentes em busca de piranhas, dourados, pacus e outros, dentre mais de 250 espécies de peixes. Aqui o Pantanal é que manda, com seus períodos de seca ou cheia – é, afinal, uma das maiores planícies inundáveis do planeta, com 210 000 km², divididos em Norte e Sul.

Isso é o que vai ditar a programação do turista, com mais passeios na água ou por terra (percorrer parte dos 145 km da Transpantaneira é perfeito para conhecer a paisagem da região). Tudo à volta é enriquecido por uma variadíssima biodiversidade, um banquete para os sentidos. Somadas, as espécies de mamíferos, aves, peixes e répteis ultrapassam mil, e o maior ícone entre elas é a onça-pintada. Essa fauna habita cenários com recortes de Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado, charco e Mata Atlântica. Perfeito para um safári fotográfico, não?

UM DIA PERFEITO

Há duas boas programações. No Pantanal Sul, agende um day use em um hotel de ecoturismo de Aquidauana, onde ficam fazendas como Aguapé e Pequi, que fazem de safári fotográfico até passeios a cavalo. Antes do retorno, coma no Centro um pacu ou pintado no restaurante O Casarão. Outra opção, no Norte, é hospedar-se em Poconé, madrugar e percorrer os 145 km da Transpantaneira, para ver jacarés na beira dos rios e revoadas de pássaros. Agendando, também dá para passear de barco no hotel Araras Eco Lodge.

O GUIA RECOMENDA

Para conhecer bem o Pantanal Norte e Sul, os que gostam de pescar dedicam seu tempo aos barcos-hotel. Se a ideia é ver bichos, dá para fazer ecoturismo sem pressa, hospedando-se em uma das fazendas, que geralmente têm pensão completa e organizam passeios. Há trilhas, safáris fotográficos, observação de aves e passeios de barco e a cavalo.

Algumas hospedagens também realizam várias atividades de fazenda junto com os peões. No Pantanal Norte, é possível conhecer de barco o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. No Sul, dá para viajar no Trem do Pantanal, comprar cestaria, potes e panelas de barro no Centro Referencial da Cultura Terena e percorrer, com calma, toda a Estrada-Parque.

COMO CHEGAR

Voos vindos das principais capitais chegam aos aeroportos de Cuiabá e Campo Grande. A partir de Cuiabá, siga pela MT-060 até Poconé (104 km), pela MT-040 para Barão de Melgaço (119 km), e pela BR-070 até Cáceres (215 km). Da rodoviária local (65/3621-3629) saem ônibus para esses destinos, como os da Viação Tut (65/3056-6002; R$ 18 até Poconé, três horas de viagem, cinco saídas diárias; R$ 23 até Barão de Melgaço, 3h30 de viagem, duas saídas por dia) e da Verde (65/3621-3220; R$ 51,50 até Cáceres, 3h40 de viagem, seis saídas diárias).

Partindo de Campo Grande, pegue a BR-262 até Aquidauana (146 km), Miranda (218 km) e Corumbá (441 km). Saindo da rodoviária da cidade (67/3026-6789), a Viação Andorinha (67/3382-3710) vai para os três destinos (R$ 32,66 até Aquidauana, duas horas de viagem, cinco saídas diárias; R$ 48,46 até Miranda, três horas de viagem, nove saídas por dia; R$ 93,86 até Corumbá, sete horas de viagem, nove saídas). O aeroporto de Corumbá recebe um voo diário da Azul.

COMO CIRCULAR

De carro, barco ou avião, negocie o transporte ao fazer reserva nos hotéis mais afastados. Se a opção for por carro, atente para os períodos de chuva, mais frequente entre outubro e março – somente os veículos 4x4 encaram os atoleiros.

ONDE FICAR

Há três tipos de hospedagens no Pantanal. As voltadas para os ecoturistas costumam incluir refeições e, em alguns casos, passeios nas diárias. Os hotéis para pesca são mais simples e, na maioria dos casos, incluem barco e piloteiro na tarifa – durante a piracema (de outubro a fevereiro), quando é proibido pescar, recebem ecoturistas. Nos barcos-hotel, dorme-se em cabines com camas e as refeições estão incluídas no pacote.

Alguns dos hotéis de ecoturismo promovem uma imersão maior no Pantanal. São fazendas em que a proximidade da fauna, da flora e o atendimento caseiro fazem a diferença. Bons exemplos são a Curicaca Lodge, em Poconé (MT), e a Refúgio da Ilha, em Miranda (MS).

Para checar a seleção de hospedagens no Pantanal do GUIA QUATRO RODAS, visite as páginas das principais cidades da região:

- Pantanal Norte: Barão de MelgaçoCáceres e Poconé;

- Pantanal Sul: AquidauanaCorumbáMiranda Porto Murtinho.

ONDE COMER

Ambientes simples, serviço familiar e pratos caseiros são comuns por aqui. A maior oferta gastronômica está em Corumbá, AquidauanaCáceres. No cardápio, predominam os peixes, mas não é difícil encontrar carne bovina.

COMIDA TÍPICA

Peixes do Pantanal - São mais de 250 espécies catalogadas, mas os peixes consumidos à mesa não passam de dez. Em quase todos os cardápios, o pintado, de carne saborosa, aparece grelhado, em filés, no espeto e na mojica – um ensopado com cubos de peixe e mandioca cozida. Igualmente saboroso, o pacu tem carne gordurosa e repleta de espinhas. A receita campeã é a costela frita, conhecida como ventrecha.

Popularmente chamada de pera, a piraputanga tem carne avermelhada quando cozida. O dourado, de população reduzida, aparece pouco na culinária local – sua pesca está proibida no Mato Grosso e em Corumbá (MS). Considerados menos nobres, peixes como o curimbatá são mais difíceis de encontrar. Entre os sabores incomuns, o menu pantaneiro apresenta o caldo de piranha. Em época de piracema (janeiro/fevereiro e novembro/dezembro), a pesca é proibida e nos restaurantes há apenas pescados congelados ou criados em cativeiro.

Onde comer - Nos hotéis, pousadas e restaurantes indicados. Os pescados também são encontrados em casas especializadas de Bonito, Campo Grande e Cuiabá.

O QUE FAZER

Existem atividades quase obrigatórias no Pantanal, como o safári fotográfico (o objetivo número um é ver uma onça), a focagem noturna e os passeios de barco e a cavalo (ou o dia de peão). Essa é a essência pantaneira. A pesca atrai gente que passa dias sobre as águas em barcos-hotel. Também há opção de day use nos hotéis de ecoturismo.

QUANDO IR

Chuvas e altitude determinam os períodos de seca, vazante e cheia na região, e variam a cada ano – consulte o hotel antes de viajar. O Pantanal Norte alaga primeiro, a partir de fevereiro ou março, e as águas começam a baixar em um ou dois meses. No Sul, elas começam a subir em maio. O período em que há maior chance de pegar estradas secas e trafegáveis é entre julho e setembro.

Por Mariana Alves

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