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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo

Pescar, fazer safári fotográfico, focagem noturna de animais e observação de aves, programas mais do que esperados no Pantanal, exigem respeito e a sabedoria para entender o ciclo das águas que controla a vida na maior planície alagável do mundo. Nas cheias, de novembro a março, os mais aventureiros podem fazer as incursões em emocionantes cavalgadas dentro d’água. Entre abril e junho, as águas começam a baixar e vão se formando lagoas com peixes represados que atraem as aves – são mais de 650 espécies catalogadas na região. Na seca, de junho a outubro, tudo muda de novo. É o melhor período para espreitar os animais, já que capivaras, veados, lobinhos, tatus, antas, tamanduás, cervos e macacos, sem contar o onipresente jacaré, passam a circular à procura de alimentos. Nessa ocasião, os rios da região são cortados por barcos com grupos de pescadores atrás de pintados, pacus, dourados e piraputangas, algumas das 250 espécies de peixe que vivem naquelas águas – a pesca no Pantanal é proibida durante a piracema, de novembro a fevereiro.

No Pantanal Norte, em Mato Grosso, as cidades de Poconé, Cáceres e Barão de Melgaço fazem as honras e recebem os visitantes com hospedagens simples – há exceções, como o Sesc Porto Cercado e suas instalações dignas de um resort, em uma reserva particular.

Quem escolhe enveredar pelo Pantanal Sul – sim, é melhor concentrar-se em só umas das porções pantaneiras – vai encontrar em Corumbá uma cidade estruturadas. Na divisa com a Bolívia, seu centro tem casario do século 19 bem preservado e hotéis de ecoturismo ao longo da Estrada-Parque, com 120 quilômetros de pista estreita, pontes e travessia de balsa pelo Rio Paraguai – uma aventura a ser encarada de preferência na companhia de um guia e a bordo de veículos potentes.

COMO CHEGAR

Os aeroportos de Cuiabá e Campo Grande recebem voos das principais capitais. De Cuiabá, a MT- 060 leva a Poconé (104 km), a MT-040 a Barão de Melgaço (119 km) e a BR-070 a Cáceres (215 km). Ônibus partem da rodoviária local (65/3621-3629) para estes destinos, como os das viações Tut (65/3621-1500; R$ 15 até Poconé, três horas de viagem, cinco saídas diárias; R$ 22 até Barão de Melgaço, 3h30 de viagem, duas saídas por dia) e Verde (65/3621-3220; R$ 46,80 até Cáceres, 3h40 de viagem, seis saídas diárias). De Campo Grande, sai a BR-262, que segue até Aquidauana (146 km), Miranda (218 km) e Corumbá (441 km). A Viação Andorinha (67/3382-3710) vai para as três cidades (R$ 30,20 até Aquidauana, duas horas de viagem, cinco saídas diárias; R$ 44,90 até Miranda, três horas de viagem, nove saídas diárias; R$ 86,80 até Corumbá, seis horas de viagem, nove horários), saindo da rodoviária da capital (67/3026-6789). O aeroporto de Corumbá recebe voos da Trip e da Azul.

COMO CIRCULAR

Os hotéis de ecoturismo ficam longe dos centros das cidades-base, com acesso por vias de terra, barco ou avião – negocie o transporte com a hospedagem no ato da reserva. Quem vem de carro tem mais liberdade, mas no período da cheia (ou/mar) só veículos 4x4 vencem os atoleiros.

ONDE FICAR

Há três tipos de hospedagem no Pantanal: para ecoturistas, pescadores e os hotéis dos centros urbanos, mais econômicos. No primeiro, as diárias incluem refeições e, em alguns casos, passeios. As acomodações para pesca, mais simples, costumam incluir barco, motor e piloteiro na diária – e hospedam mais ecoturistas durante a piracema (jan/fev e nov/dez). Há ainda os barcos-hotel, que saem de localidades como Cáceres (Centro), Poconé (Porto Cercado) e Corumbá (Centro). Têm cabines e todas as refeições e estrutura para pesca incluídas no pacote.

Para checar a seleção de hospedagens no Pantanal do GUIA QUATRO RODAS, visite as páginas das principais cidades da região:

- Pantanal Norte: Barão de Melgaço, Cáceres e Poconé;

- Pantanal Sul: Aquidauana, Corumbá, Miranda e Porto Murtinho.

ONDE COMER

Ambiente simples, serviço familiar e pratos caseiros são comuns por aqui. Corumbá, Aquidauana e Cáceres têm maior oferta gastronômica. Nos cardápios, predominam os peixes, mas não é difícil encontrar carne bovina. Muitos hotéis de ecoturismo abrem seus restaurantes a não hóspedes.

Comida típica - Peixes do Pantanal: O número de espécies catalogadas supera 250, mas os peixes consumidos à mesa não chegam a dez. O pintado está em quase todos os cardápios. De carne saborosa, aparece grelhado em filés, no espeto e na mojica, um ensopado com cubos do peixe e mandioca cozida. Com carne gordurosa e repleta de espinhas, o pacu é igualmente saboroso – a receita campeã é a costela frita, chamada de ventrecha. A piraputanga, popularmente chamada de pêra, tem carne avermelhada quando cozida. O dourado, de população reduzida, aparece pouco na culinária local (sua pesca está proibida no Mato Grosso e em Corumbá/MS). Peixes considerados menos nobres, caso do curimbatá, são ainda mais difíceis de encontrar. O menu pantaneiro contempla também sabores menos comuns, como o caldo de piranha. No período da piracema (jan/fev e nov/dez), a pesca é proibida e os restaurantes vendem apenas pescados congelados ou criados em cativeiro. Onde comer Nos hotéis, pousadas e restaurantes indicados. Os pescados também são encontrados em casas especializadas de Bonito, Campo Grande e Cuiabá.

QUANDO IR

As chuvas (de outubro a março) favorecem os passeios de barco (as principais vias são percorridas apenas por veículos 4x4 ou lanchas). Neste período ocorre a piracema e a pesca é suspensa. Na seca (de abril a setembro), as estradas ressurgem (veículos de passeio transitam sem problemas) e animais aparecem mais frequentemente na beira dos rios. No inverno (de maio a agosto), não deixe de levar roupas de frio, quando as mínimas chegam próximas de dez graus. Durante todo o ano as máximas ultrapassam a marca dos 25 graus, alcançando mais de 30 com bastante frequência.

SUGESTÃO DE ROTEIROS

3 dias -- com pouco tempo, há duas boas soluções. Você pode fechar pacotes com hotéis para ecoturismo e fazer, ao menos, o safári fotográfico, a focagem noturna e um passeio de barco. Ou então instalar-se em hospedagens econômicas no centro das cidades da região e realizar as atividades em sistema de day use oferecida por hotéis. Dedique um dia inteiro apenas para percorrer a Estrada-Parque, no Pantanal Sul, ou a Transpantaneira, no Norte.

5 dias -- Quem pesca costuma passar esse tempo sobre as águas dos principais rios da região, como o Paraguai e o Cuiabá, hospedado em barcos-hotel. Em terra, o período é perfeito para fazer trilhas e passeios a cavalo que invadem a mata nativa e permitem ver os animais selvagens -- os mais longos podem durar dias. Na parte sul da região, dá tempo de viajar no Trem do Pantanal.

8 dias -- Ideal para conhecer as áreas sul e norte e realizar todos os passeios clássicos -- além de percorrer as principais vias. Para explorar ainda mais os rincões pantaneiros, você deve começar a viagem pelo sul e chegar, de barco, a partir de Corumbá, ao Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, um dos pontos mais preservados de toda a região. De lá, pode seguir até Porto Jofre, ao norte.

Para mais dicas de passeios, cheque nosso Roteiro Rodoviário Bonito e Pantanal.

Por Luiz Giannoni

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