Belém

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www.belem.pa.gov.br
  • 1.410.430 hab
  • 91
  • Pará

  • Marabá: 568 km; São Luís: 806 km; Altamira: 829 km; Teresina: 923 km; Brasília: 2159 km; São Paulo: 2968 km; Rio de Janeiro: 3267 km; Manaus: 5434 km

Durante o Ciclo da Borracha, no século 19, a capital paraense teve um grande momento de esplendor, quando foram construídos seus principais edifícios históricos. Atualmente, Belém vive uma nova época de exuberância – mas, na pauta de exportações, a borracha deu lugar a outros produtos. Na música, ritmos tradicionais, como o carimbó, renovaramse nas mãos de artistas como Felipe Cordeiro e Lia Sophia, enquanto Gaby Amarantos conquistou o país com o tecnobrega. A gastronomia local, que conta com três restaurantes estrelados pelo GUIA QUATRO RODAS, transformou-se em fonte de ideias e ingredientes para chefs de todo o Brasil. Os belenenses estão mais voltados à sua identidade, e cada vez mais orgulhosos dela. Sorte de quem vem para cá.

Raio X

Clássico: Saborear um tacacá no fim da tarde faz parte da rotina dos moradores.

Gente: No Mercado Ver-o-Peso pergunte por Beth Cheirosinha. Ela vende ervas medicinais e poções que prometem solução para tudo: desde impotência sexual até falta de amor.

Lugarzinho: Na Portinha estão os quitutes mais gostosos de Belém. O lugar, escondido na Cidade Velha, usa ingredientes regionais para fazer salgados, como a esfiha de pato com jambu e tucupi, e doces, como a torta de chocolate, cupuaçu e castanha-do-pará.

Noite: A Estação das Docas tem noites animadas nos restaurantes e na cervejaria Amazon Beer, com uma happy hour famosa e cervejas próprias. Com música ao vivo e terraço com vista para a Baía do Guajará, o Boteco das Onze, dentro da Casa das Onze Janelas, é um programa mais sofisticado. De quinta a domingo, clima de paquera e bandas ao vivo são as atrações do Palafita (R. Siqueira Mendes, 264, Cidade Velha; 3212-6302).

 

COMO CHEGAR

Aqui chegam voos diários de diferentes cidades do Brasil. Para ir do aeroporto à região central, a corrida de táxi custa cerca de r$ 35. De carro, saindo das regiões sul, sudeste e centro-oeste, percorra a rodovia Belém-Brasília (Br-153 e Br-010), com início na cidade de Anápolis, em Goiás. Se o ponto de partida for alguma capital do nordeste, com exceção de São Luís, siga até Teresina, no Piauí, onde você pega o acesso para a Br-316, que passa pelo Maranhão e segue até Belém. A rodoviária (3266-2625) fica no bairro de São Brás, a 3 km do centro – ônibus (r$ 2,20) fazem o percurso e a corrida de táxi custa cerca de r$ 20.

COMO CIRCULAR

Duas das principais atrações da cidade, a Estação das Docas e o Mercado Ver-o-Peso, ficam lado a lado, na Avenida Marechal Hermes, margeada pela Baía do Guarujá. Perto dali fica a Cidade Velha, onde está a maioria dos pontos turísticos. Dá para conhecer tudo a pé. Os bairros Batista Campos e Nazaré concentram os hotéis e restaurantes e têm fácil acesso pela Avenida Nazaré e Governador Magalhães Batata, onde fica a Basílica. Linhas de ônibus levam até o distrito de Icoaraci (que tem boa oferta de artesanatoe é o ponto de partida para a balsa que leva à Ilha de Marajó). 

ONDE FICAR

Perto da região central, os bairros Batista campos e Nazaré concentram boa parte da oferta hoteleira da cidade, mas há hospedagens próximas ao aeroporto e ao centro de convenções Hangar – como o Soft Inn e o Tulip Inn Hangar. Na rota do Círio de Nazaré, destacam-se os hotéis Crowne Plaza, Hilton e Tulip Inn Nazaré. As pousadas Le Massilia e Manacá têm decoração e astral que fogem do perfil executivo da cidade. 

SUGESTÕES DE ROTEIRO

2 dias – Vá ao Mercado Ver-o-Peso de Manhã e aproveite para circular pela Cidade Velha, Passando por Forte do Presépio, a Casa das Onze Janelas (bom local para almoçar), Museu de Arte Sacra e a Catedral da Sé. Jante no estrelado Remanso do Bosque dos irmãos Felipe e Thiago Castanho. No segundo dia, visite o Theatro da Paz, na Praça da República, e almoce no também estrelado Lá em Casa, na revitalizada Estação das Docas.

4 dias – Conheça o Mangal das Garças, que tem borboletário, orquidário, viveiro de aves e mirante. Vá ao Espaço São José Liberto, onde ficam o Polo Joalheiro e a Casa do Artesão. Visite o Museu Paraense Emílio Goeldi, onde há onças, jacarés e árvores da Amazônia. Ali perto está o Tacacá da Dona Maria. Em seguida, passe na Basílica de Nazaré. Jante no estrelado Remanso do Peixe.

6 dias – Faça o Passeio de Barco que parte da Estação das Docas e percorre a Baía do Guajará, com paradas para caminhadas. A 25 km do Centro de Belém fica o distrito de Icoaraci, onde há produção de Cerâmica Marajoara. No fim de semana, o ideal é almoçar no Saldosa Maloca, na Ilha do Combu. Para sentir como é a Floresta Amazônica, vá ao Bosque Rodrigues Alves. Despeça-se da cidade tomando um sorvete na Cairu.

PROGRAME-SE

Belém é famosa pela pelo calor e pela chuva. O período de precipitações mais intensas é entre dezembro e maio. Se for à cidade em outubro, faça reserva com antecedência, pois ela fica lotada por causa do Círio de Nazaré, principal evento da cidade.

COMIDA TÍPICA

Açaí:​ Maior produtor nacional de açaí (são 109 mil toneladas anuais, segundo o IBGE/2011, 50,7% da produção do país), o Pará é também um consumidor voraz do alimento. Aqui, no entanto, é raro que a fruta de coloração roxa e sabor amargo seja adoçada antes de ingerida, como em outros lugares do país. Na receita mais tradicional, o caldo do açaí, engrossado com farinha de tapioca, é servido como acompanhamento para peixes, camarão seco e carnes. Outra maneira de tomá-lo é misturando-o a farinha-d'água e gelo – neste caso, tolera-se a adição de açúcar. Tradicionalmente, bandeiras ou lanternas vermelhas penduradas na porta dos estabelecimentos indicam que há venda da fruta no local. Onde beber Point do Açaí. Sorvetes com a fruta podem ser provados na Cairu e na Ice Bode. 

Tacacá: Se tem uma coisa que não muda em Belém é a chuva, que cai todo fim de tarde. Depois dela, a tradição é tomar um tacacá nas esquinas da cidade. Sempre quente, esse caldo inspirado na cultura indígena é servido por tacacazeiras em uma cuia, e tem como principais ingredientes goma de mandioca, camarão seco, tucupi, jambu – erva que causa uma leve sensação de dormência na boca – e pimenta-decheiro. Onde comer Tacacá da Dona Maria, Tacacá da Elaine, Tacacá do Renato e Tacacá da Jurídica 

Tucupi: O líquido amarelo é a maior estrela da culinária paraense. Extraído da raiz da mandioca-brava, precisa ser fervido antes do consumo, com o objetivo de eliminar o ácido cianídrico presente no caldo. Há relatos de que os índios foram os primeiros a utilizar o tucupi, na função de um conservante para suas caças. Hoje, o caldo de sabor ácido é quase onipresente nos restaurantes de Belém, onde é encontrado em receitas com pato e peixes regionais. As folhas da mandioca-brava moídas (maniva) também são usadas em outro famoso prato regional, a maniçoba. A receita leva os mesmos pertences suínos da feijoada, mas o caldo espesso da maniva substitui o feijão. Onde comer nos restaurantes Lá em Casa e Na Telha. Várias casas de cozinha variada também preparam receitas com tucupi.

Por Luana Lila e Raíra Ventuirieri

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