Fernando de Noronha

Cidade

PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo

Prepare seu coração e sua mente. Em Fernando de Noronha, tartarugas gigantes, cardumes coloridos e golfinhos parecem ter saído de um documentário da NATIONAL GEOGRAPHIC para posar diretamente para a máquina fotográfica. É melhor respirar fundo e deixar o olhar se perder sem medo de ser feliz. Mas para merecer o paraíso é preciso cumprir algumas regras, certo? Só 450 visitantes podem entrar em Noronha por dia, desembolsando para isso a Taxa de Preservação Ambiental (TPA). Hospedar-se no arquipélago tem seu preço e as próprias casas que boa parte dos 2.600 moradores transformaram em pousadas são as opções mais econômicas.

É claro que quem escolhe o conforto de hospedagens luxuosas como a Pousada Maravilha, com quartos que têm home theater e TV de plasma, vai fazer um investimento bem mais alto. Do centrinho da Vila dos Remédios, é só seguir até as praias do Cachorro, do Meio e da Conceição, onde se dá a iniciação ao espetáculo dividido entre o Mar de Dentro, praias voltadas para o Brasil, e o Mar de Fora, voltadas para a África. Dos muitos passeios oferecidos por agências – de barco, de bugue ou em veículos 4x4 –, uma boa pedida é fazer no Ilhatur, que dura o dia inteiro e dá um panorama geral. Depois, basta voltar para desfrutar melhor do que lhe chamou mais a atenção: a Baía do Sancho, no Mar de Fora, com água cristalina e imponentes falésias; no Mar de Dentro, os tons avermelhados da areia da deserta Praia do Leão, a maior da ilha e onde se pode observar a desova noturna de tartarugas marinhas.

Já na Baía dos Porcos, com apenas 100 metros de extensão, são as piscinas naturais de cor turquesa que causam êxtase. Para ir mais fundo nos segredos do marzão de Noronha, batismo de mergulho com equipamentos é um programa que poucos dispensam. Mas os que acham a aventura radical demais ganharam outra opção a partir de 2011: o Projeto Navi. A bordo de uma hidronave de observação, os passageiros, uns vinte pessoas por vez, se acomodam em torno de uma lente que amplia em até três vezes, sem maiores distorções, a fantástica vida submarina, à medida que a embarcação com visual futurístico avança.

À noite, todo turista já sabe, ou vai descobrir rapidinho: tem maracatu e forró no luau do Bar do Cachorro, com vista para a praia homônima.

COMO CHEGAR

A Gol e a Trip voam para Noronha partindo de Natal e Recife. Os voos levam de 1h10 a 1h20. No aeroporto, você evita uma fila razoável se já tiver pago a taxa ambiental obrigatória pela internet (noronha.pe.gov.br).

COMO CIRCULAR

Dependendo de onde você se hospedar, dá para fazer muita coisa a pé. Para distâncias maiores, e principalmente para ter mais liberdade, o ideal é alugar um bugue – a diária custa entre R$ 100 e R$ 200 e a gasolina (entre as mais caras do país) fica por conta do visitante. Não quer dirigir? Pois há boa quantidade de táxis-bugues (Nortax, 3619-1314) e também os microônibus, que circulam pelos 7 km da BR-363 e ligam, a cada 30 minutos, os dois extremos da ilha (o Porto de Santo Antônio e a Baía do Sueste). Pegar carona é prática comum.

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