Recife

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www2.recife.pe.gov.br/
  • 1.555.039 hab
  • 81
  • Pernambuco

  • João Pessoa, 136 km, Maceió, 266 km, Natal, 302 km, Fortaleza, 822 km, Salvador, 828 km, Belém, 2065 km, Brasília, 2197 km, Rio de Janeiro, 2359 km, São Paulo, 2667 km

Desembarcar em Recife, capital de Pernambuco, numa manhã de sol, sem outro compromisso a não ser se registrar no hotel escolhido para um período de férias, é daqueles acontecimentos que lavam a alma. Daí em diante é aproveitar e curtir uma das maiores riquezas culturais do país. Fortes, praças, monumentos e igrejas vão contando a história de um lugar construído com as marcas dos escravos, índios e colonizadores portugueses e holandeses que lutaram pela posse da região.

Sobre águas de rios e mangues, Recife tem pontes como a Maurício de Nassau, cuja construção se iniciou em 1640, durante o domínio holandês. Vale a pena uma visita ao Instituto Ricardo Brennand para saber um pouco mais desse período, vasculhando seu espetacular acervo de esculturas, pinturas, documentos e objetos. Os rios Capibaribe e Beberibe e o mangue inspiraram, ao longo do século 20, a obra de gênios como o poeta João Cabral de Melo Neto, o escritor Gilberto Freyre, o pintor Cícero Dias e o músico Chico Science, capitão do manguebeat, ritmo que adere ao carnaval local, que por sua vez explode em uma mistura de ritmos, com frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco e samba. Nessa época, mais de 1 milhão de pessoas costumam seguir o Galo da Madrugada, o maior bloco do mundo. Uma experiência arrebatadora.

Sede de cinco partidas da Copa do Mundo de 2014, a cidade do frevo e do maracatu tem muito o que mostrar aos amantes do futebol. Além de três tradicionais clubes (Sport, Náutico e Santa Cruz), são nove restaurantes estrelados e uma eclética lista de atrações. Entre as boas novidades, o Museu Cais do Sertão – Luiz Gonzaga, na antes pouco aproveitada região do porto.

O bairro Poço da Panela, na Zona Norte, esconde casarões do século 19, tempo em que a aristocracia recifense aproveitava os verões à beira do Rio Capibaribe. No bairro do Pia, as lojinhas da Galeria Joana D’arc atraem um público alternativo. Sim, a orla recifense se resume ao calçadão de Boa Viagem, mas não é preciso mais: Porto de Galinhas está a uma hora de viagem. Não se volta para casa sem provar o bolo de rolo, massa fininha enrolada com recheio de goiabada cremosa. E ter Olinda como vizinha, 7 quilômetros ao norte, é um luxo.

COMO CHEGAR

O Aeroporto de Recife fica em Jaboatão dos Guararapes, a 11 km do Centro da capital. Há ônibus (R$ 2,15) para Boa Viagem (15 minutos) e para o Centro (25 minutos). O táxi até a maioria dos hotéis custa, em média, R$ 30. A Rodoviária, também no município vizinho, é ligada ao Centro por metrô. Quem vem de carro desde a Paraíba ou Alagoas acessa a cidade pela BR-101. Pelo sul, há também a opção de vir pela AL-101 margeando o litoral e, depois, pela PE-060, sempre movimentada. A estrada que liga Recife a Caruaru e ao interior pernambucano é a BR-232, duplicada até São Caetano.

COMO CIRCULAR

A cidade é interligada por grandes avenidas e pontes, que nem sempre têm retorno fácil. Os restaurantes concentram-se entre as orlas de Boa Viagem, de Pina, na BR-101 e na Avenida Agamenon Magalhães (de Graças a Casa Amarela). Fique atento ao circular de carro por Recife Antigo e Santo Antônio – em alguns horários, há ruas que se tornam exclusivas para ônibus, motos e táxis. Uma boa frota de ônibus e quatro linhas do metrô, agora com mais estações, conectam o Centro aos bairros mais periféricos

HOTÉIS

Escolher onde ficar não será difícil, pois 80% da rede hoteleira está nos bairros de Boa Viagem e Pina – lar das melhores praias, restaurantes e bares. O Centro Histórico, um dos mais charmosos do país, deixou há tempos de atrair novos empreendimentos em função da falta de segurança. A boa notícia, porém, é que grande parte dos hotéis passou por reformas e ampliações. Para 2014, Recife tem grandes inaugurações, como o Beach Class Convention & Flats e o Courtyard by Marriott, ambos em Boa Viagem.

PROGRAME-SE

No Carnaval a cidade lota e os preços disparam. Em junho há um belo São João. Ao lado de Olinda, organiza a Fenearte, em julho, e a Fliporto, em novembro. Chuvas só entre abril e julho.

ONDE COMER

Mesmo sem o vigor de alguns anos atrás, a cena gastronômica do Recife ainda figura entre as cinco principais do país, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. São nove restaurantes estrelados no GUIA BRASIL 2014 – o recorde entre cidades do nordeste. Grifes famosas vêm se instalando nos shopping centers. É o caso do Pobre Juan, agora com uma unidade no Rio Mar (além de endereços em São Paulo, Alphaville, Campinas, Rio e Brasília). Para conhecer a inventividade dos chefs locais, caracterizada pela junção de técnicas contemporâneas e receitas regionais, aposte nos estrelados de cozinha variada ou no Cozinhando Escondidinho, a melhor casa de culinária pernambucana do Brasil.

COMIDA TÍPICA

Cozinha Pernambucana -- Une elementos indígenas, africanos e europeus. No litoral, são comuns as peixadas e moquecas. No sertão, predominam pratos vigorosos: carne de sol, carne de bode, dobradinha, buchada, sarapatel (cozido de miúdos de porco) e chambaril (cozido de carne da canela do boi, servido com pirão). A galinha cabidela, preparada no próprio sangue, e a feijoada pernambucana, com legumes e feijão-mulatinho, são encontradas em todo o estado. Para a sobremesa, bolo de rolo, queijo coalho com mel de engenho, cartola (banana frita com queijo-manteiga e canela) e bolo sousa leão (com massa de mandioca, ovos, leite de coco e calda quente de açúcar). Onde comer: nos restaurantes de cozinha pernambucana.

SUGESTÕES DE ROTEIROS

2 dias - Comece com um passeio pela orla da Praia de Boa Viagem e saboreie um petisco no Quiosque da Barracuda antes de visitar o Centro Histórico. Lá, não deixe de conhecer a Capela Dourada e o Centro de Artesanato de Pernambuco. No dia seguinte, tire um tempo para explorar Olinda e suas ladeiras encantadoras.

4 dias - Invista em atrações mais distantes das áreas centrais, como os dois museus da família Brennand: o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, ambos no bairro da Várzea. Aproveite para conhecer também o Poço da Panela, bairro na zona norte da cidade que ostenta casarões do século 19, e a Casa Amarela, lar de dois restaurantes estrelados, o Cozinhando Escondidinho e o Restaurante da Mira.

7 dias - Com mais tempo, dá para fazer tudo com calma e explorar novos horizontes – como os rios da cidade, tantas vezes comparados com os canais de Veneza, a partir do Passeio de Catamarã. Tire uma tarde para passear no Pátio de São Pedro e depois rume para o Bar Central, um dos mais famosos de Recife. Programe um jantar no Ponte Nova e prove a inventiva culinária do chef Joca Pontes. A apenas 70 km da capital, Porto de Galinhas é uma ótima dica para levar a família.

RAIO X

-Artes: Boa Viagem, em particular a Rua do Setúbal, ganhou um retrato agudo e penetrante pelas lentes do cineasta Kleber Mendonça Filho, diretor do aclamado O Som ao Redor, de 2013. O filme conta histórias paralelas de famílias que moram em condomínios fechados e, sem saber, fazem parte de uma história de suspense.

-Noite: A melhor happy hour à beira-mar rola em Boa Viagem, no Avenida do Chopp ou no Boteco. O Central também garante um ótimo início de noite, assim como o Bazza Bar & Comedoria . A Casa da Moeda tem shows de jazz e chorinho ao vivo. O UK Pub e o Downtown Pub são lugares onde costuma rolar rock. Às sextas, um programa autêntico é dançar forró na Sala de Reboco. Outras atrações típicas são as festas do coletivo Golarrolê, como a Brega Naite, com tecnobrega e pancadão, a Odara Ôdesce, com discotecagem de música brasileira, e a Putz!, com pegada eletrônica.

(por Daniel Marques)