Pernambuco Restaurant Week tem segunda edição até 15 de...
Recife
Cidade

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- recife.pe.gov.br
- 1.536.934 hab
- 81
- Pernambuco
João Pessoa, 136 km, Maceió, 266 km, Natal, 302 km, Fortaleza, 822 km, Salvador, 828 km, Belém, 2065 km, Brasília, 2197 km, Rio de Janeiro, 2359 km, São Paulo, 2667 km
Desembarcar na capital de Pernambuco numa manhã de sol, sem outro compromisso a não ser se registrar no hotel escolhido para um período de férias, é daqueles acontecimentos que lavam a alma. Daí em diante é aproveitar e curtir uma das maiores riquezas culturais do país. Fortes, praças, monumentos e igrejas vão contando a história de um lugar construído com as marcas dos escravos, índios e colonizadores portugueses e holandeses que lutaram pela posse da região.
Sobre águas de rios e mangues, Recife tem pontes como a Maurício de Nassau, cuja construção se iniciou em 1640, durante o domínio holandês. Vale a pena uma visita ao Instituto Ricardo Brennand para saber um pouco mais desse período, vasculhando seu espetacular acervo de esculturas, pinturas, documentos e objetos. Os rios Capibaribe e Beberibe e o mangue inspiraram, ao longo do século 20, a obra de gênios como o poeta João Cabral de Melo Neto, o escritor Gilberto Freyre, o pintor Cícero Dias e o músico Chico Science, capitão do manguebeat, ritmo que adere ao carnaval local, que por sua vez explode em uma mistura de ritmos, com frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco e samba. Nessa época, mais de 1 milhão de pessoas costumam seguir o Galo da Madrugada, o maior bloco do mundo. Uma experiência arrebatadora.
O bairro Poço da Panela, na Zona Norte, esconde casarões do século 19, tempo em que a aristocracia recifense aproveitava os verões à beira do Rio Capibaribe. No bairro do Pia, as lojinhas da Galeria Joana D’arc atraem um público alternativo. Sim, a orla recifense se resume ao calçadão de Boa Viagem, mas não é preciso mais: Porto de Galinhas está a uma hora de viagem. Não se volta para casa sem provar o bolo de rolo, massa fininha enrolada com recheio de goiabada cremosa. E ter Olinda como vizinha, 7 quilômetros ao norte, é um luxo.
ONDE FICAR
A capital pernambucana sedia a Copa das Confederações, em 2013, e do Mundo, em 2014. Preocupado em se preparar para os eventos, o setor hoteleiro, tão estagnado nos últimos anos, tem investido em reformas. Nota-se uma melhoria nos quartos, com a aquisição de equipamentos e acabamento mais atual. A nova torre de flats da bandeira Beach Class Executive e o hotel Íbis devem aumentar o número de quartos no circuito Boa Viagem-Pina, o principal da cidade.
Nesse circuito, há três hospedagens que dão vista para o mar: o Atlante Plaza, com andar exclusivo para executivos e spa da grife Kur na cobertura; o Golden Tulip Recife Palace, com unidades que dão a sensação de estar dentro de um navio, tamanha a proximidade com a praia; e o Dorisol, com bar molhado e gazebos com rede na piscina.
Para quem busca hospedagens econômicas, o Golden Beach Class, o Jangadeiro, a Pousada Villa Boa Vista e o Recife Praia têm diárias até R$ 300. Os albergues Arrefices Hostel, Hostel Boa Viagem e Piratas da Praia também são boas opções, com diárias até R$ 150.
ONDE COMER
Recife não só ostenta o posto de capital gastronômica do Nordeste como é a terceira cidade com mais restaurantes estrelados no país - são 11 no GUIA QUATRO RODAS 2013, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Da genuína cozinha nordestina a especialidades tão diversas como a francesa e a peruana, a cidade não decepciona quando o assunto é boa mesa.
A panela da culinária local tem elementos herdados dos povos indígenas, africanos e europeus. No litoral, são comuns as receitas com pescados, como as peixadas e as moquecas. No sertão, predominam os pratos mais vigorosos: tem carne de sol, carne de bode, dobradinha, buchada e chambaril, cujo sabor acentuado vem da carne da canela do boi, cozida com temperos e servida com pirão. Para a sobremesa, queijo coalho com mel de engenho, cartola (banana frita com queijo-manteiga e canela), bolo sousa leão (com massa de mandioca, ovos, leite de coco e calda quente de açúcar) e bolo de rolo (rocambole de goiabada com camadas bem finas de massa de bolo).
Entre os profissionais por trás do sucesso está o jovem Rivandro França, que leva o prêmio de Chef Revelação no GUIA BRASIL 2013. Seu restaurante, Cozinhando Escondidinho, é o mais novo estrelado e reforça a vocação do bairro de Casa Amarela como polo da culinária pernambucana – lá também está o estrelado Da Mira.
O boom também é percebido com intensidade no circuito Boa Viagem-Pina, com o Pomodoro Café, o Tasca, o Wiella Bistrô, o Bistrot Du Vin, o Recanto Lusitano e o Mingus; e nas regiões de Graças, com o Ponte Nova, Espinheiro, com o Chiwake, e Poço da Panela, com o Thall Cuisine.
COMO CHEGAR
Embora o aeroporto fique em Jaboatão dos Guararapes, ônibus urbanos que saem de lá levam os turistas até Boa Viagem (dez minutos) e Centro (25 minutos) – o táxi para a maioria dos hotéis custa, em média, R$ 25. A rodoviária, também no município vizinho, é ligada ao Centro por metrô. Quem vem de carro desde Paraíba ou Alagoas acessa a cidade pela BR-101 – em boa parte duplicada, dentro do estado. A partir de Alagoas, há a alternativa de chegar pela AL-101, margeando o litoral, passar para a PE-060 e, finalmente, para a pedagiada PE-009. A estrada que liga Recife ao interior pernambucano é a BR-232, duplicada até Caruaru.
COMO CIRCULAR
A cidade é interligada por pontes e grandes avenidas. A maioria dos hotéis fica na orla de Boa Viagem, enquanto os restaurantes se distribuem entre os bairros à beira-mar e as zonas Norte e Oeste. Fique atento ao circular de carro pelos bairros de Boa Vista e Santo Antônio – em alguns horários, há vias que se tornam exclusivas para ônibus, táxis e motos. A ausência de nomes nas ruas e de numeração nos imóveis é comum nos bairros distantes do Centro e em Jaboatão dos Guararapes. Itinerários de ônibus podem ser consultados em granderecife.pe.gov.br. Três linhas de metrô conectam o Centro à Zona Sul e a Jaboatão dos Guararapes. Para distâncias curtas, táxis têm bom custo-benefício.
SUGESTÕES DE ROTEIROS
2 dias – Depois de tomar um típico caldinho na Praia de Boa Viagem, dê um giro pelas atrações do Recife Antigo. Entre elas, as boas compras do novo Centro de Artesanato de Pernambuco. Inclua no roteiro o Mercado São José e o Pátio São Pedro. No dia seguinte, vá a Olinda. Reserve uma tarde para flanar por suas encantadoras ladeiras e igrejas barrocas – com direito a foto da cidade de Recife vista do Alto da Sé.
4 dias – Invista em atrações mais afastadas. No mesmo dia, você combina os dois museus da família Brennand: o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand. No bairro de Casa Amarela, você encontra a autêntica cozinha nordestina nos estrelados Cozinhando Escondidinho e Da Mira. Ao lado, no Morro da Conceição, a especialidade do Bar da Geralda é a saborosa galinha cabidela.
7 dias – Faça o Passeio de Catamarã para conhecer Recife de outro ponto de vista – o visual é ainda mais interessante á noite. A vida noturna, aliás, é intensa na região chamada de Segundo Jardim de Boa Viagem. Uma semana também é suficiente para esticar até as praias do litoral sul, como Porto de Galinhas, a 81 quilômetros. Vale pernoitar por lá para, com mais tempo, dar um pulinho na bela Praia de Carneiros, que fica na cidade vizinha, Tamandaré.
QUANDO IR
Faz calor praticamente o ano todo na cidade e as chuvas só incomodam entre abril e junho. O carnaval recifense lota as ruas – o ponto alto é o desfile do bloco Galo da Madrugada, que reúne mais de 1 milhão de foliões.
- O que fazer
- Onde comer
- Onde ficar

