Recife

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • recife.pe.gov.br
  • 1.599.513 hab
  • 81
  • Pernambuco

  • João Pessoa, 136 km, Maceió, 266 km, Natal, 302 km, Fortaleza, 822 km, Salvador, 828 km, Belém, 2065 km, Brasília, 2197 km, Rio de Janeiro, 2359 km, São Paulo, 2667 km

O frevo e o baião, dois dos ritmos mais famosos do nordeste, estão ligados às melhores novidades da cidade. O Paço do Frevo, em linda construção, disseca a frenética dança recifense. A poucos passos dali, em um armazém do porto, o Museu Cais do Sertão homenageia o cotidiano do homem sertanejo contando, entre outras histórias, a do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

As atrações enriqueceram ainda mais o histórico Recife Antigo, que desde a década de 90 passa por lenta revitalização. Rico também é o cenário gastronômico local – a capital pernambucana é a campeã do Nordeste, com sete casas estreladas no GUIA BRASIL 2015. Algumas delas são comandadas por jovens chefs, que valorizam ingredientes regionais. A Copa do Mundo de 2014 deixou como legado uma cidade bem sinalizada e hotéis repaginados.

UM DIA PERFEITO

Reserve o dia para conhecer o Recife Antigo, região com um consistente conjunto de atrações. A melhor maneira de explorá-lo é a pé. Comece o giro pela Praça do Marco Zero – dali partem os barquinhos que levam ao Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Na volta, faça compras no centro do Artesanato de Pernambuco e conheça o novíssimo Cais do Sertão, que retrata o cotidiano do interior nordestino. Após beber um maltado na lanchonete As Galerias, conheça a história do principal ritmo pernambucano no Paço do Frevo. Um jantar no Wiella Bistrô fecha o dia com estilo.

O GUIA RECOMENDA

Continuando o giro pelo Centro, visite a Capela Dourada, em Santo Antônio, e os museus do Pátio de São Pedro. Um pouco à frente, o Mercado de São José e a Casa da Cultura também são bons programas. Almoce no Leite, mais antigo restaurante em funcionamento no Brasil.

Reserve um dia para conhecer o trabalho da família Brennand – a Oficina Cultural Francisco Brennand e o Instituto Ricardo Brennand – e outro para explorar o Centro Histórico da vizinha Olinda. Devido à presença de tubarões, cair nas águas de Boa Viagem pode não ser o melhor programa, mas vale caminhar ou pedalar pela orla, cheia de restaurantes e barracas de praia.

COMO CHEGAR

O aeroporto fica a 11 km do Centro. Há ônibus (R$ 2,15) para Boa Viagem (15 minutos) e para o Centro (30 minutos). O táxi até a maioria dos hotéis custa, em média, R$ 30. Localizada no município vizinho de Jaboatão dos Guararapes, a rodoviária é ligada ao Centro por metrô (30 minutos). Quem vem de carro desde a Paraíba ou Alagoas acessa a cidade pela BR-101. Pelo sul, há a opção de chegar pela AL-101 margeando o litoral e, depois, pelas PE-060 e PE-009 – a última, duplicada e pedagiada. A BR-232, duplicada até São Caetano, liga Recife ao interior.

COMO CIRCULAR

O título de “Veneza brasileira” soa mesmo exagerado. Mas é fato que Recife tem pontes e viadutos para todos os lados, interligando as regiões. A Avenida Agamenom Magalhães, a principal da cidade, liga os bairros da orla (Pina e Boa Viagem) com Olinda, passando pela região central. Da Agamenom saem as avenidas Conselheiro Rosa e Silva e Norte, que seguem para os bairros Graças, Casa Forte e Casa Amarela (redutos de restaurantes).

Fique atento ao circular de carro por Recife Antigo e Santo Antônio – em alguns horários, há ruas que se tornam exclusivas para ônibus, motos e táxis. Quem não está de carro pode seguir de Boa Viagem à região central de táxi (em média R$ 25, cerca de 30 minutos) ou ônibus (R$ 2,15; a linha 32, que passa na Av. Conselheiro Aguiar, leva ao Recife Antigo).

ONDE FICAR

Os bairros de Boa Viagem e Pina, que concentram as melhores praias, restaurantes e bares, têm 80% da rede hoteleira. A proximidade com o mar influi no preço da diária: quem se hospeda na Avenida Boa Viagem geralmente paga mais caro do que quem opta por hotéis a mais de três quadras da praia (após a Avenida Engenheiro Domingos Ferreira). Dois grandes empreendimentos foram inaugurados na capital em 2014: o Courtyard by Marriott Recife Boa Viagem e o Nobile Inn.

O QUE COMER

Pelo segundo ano seguido Recife perde dois restaurantes premiados com uma estrela pelo GUIA QUATRO RODAS – um deles, o Ferreiro Premium (antigo Porto Ferreiro), mudou de proposta e agora atende por Boteco Porto Ferreiro. Com sete estrelados no GUIA BRASIL 2015, a cidade ainda pode ser considerada a capital gastronômica do Nordeste.

As melhores opções se concentram em duas áreas. Na orla, Pina e Boa Viagem têm casas com perfil turístico; na zona norte, o corredor formado pelos bairros Espinheiro, Graças, Parnamirim e Casa Forte inclui uma variada gama de estabelecimentos, geralmente pequenos e frequentados pelos moradores. Para provar alguma das vigorosas delícias locais, vá ao bairro Casa Amarela – lá estão o restaurante da Mira e o Cozinhando Escondidinho. De quarta a sexta, case o almoço com uma visita, pela manhã, à Fundação Gilberto Freyre.

COMIDA TÍPICA

Cozinha Pernambucana -- Une elementos indígenas, africanos e europeus. No litoral, são comuns as peixadas e moquecas. No sertão, predominam pratos vigorosos: carne de sol, carne de bode, dobradinha, buchada, sarapatel (cozido de miúdos de porco) e chambaril (cozido de carne da canela do boi, servido com pirão). A galinha cabidela, preparada no próprio sangue, e a feijoada pernambucana, com legumes e feijão-mulatinho, são encontradas em todo o estado. Para a sobremesa, bolo de rolo, queijo coalho com mel de engenho, cartola (banana frita com queijo-manteiga e canela) e bolo sousa leão (com massa de mandioca, ovos, leite de coco e calda quente de açúcar). Onde comer: nos restaurantes de cozinha pernambucana.

LUGARZINHO

O Poço da Panela é famoso pelos seus casarões. Um deles abriga o Barchef (Avenida 17 de Agosto, 1893; 3204-8500), que funciona como um espaço multifuncional – mercado gourmet, delicatessen e restaurantes italiano e espanhol ocupam salas, varandas, jardins e até a garagem do sobrado.

SÓ TEM AQUI

Típico de Pernambuco, o bolo de rolo merece um lugar reservado na mala. Feito com massa de bolo enrolada e recheado de goiabada, o doce é encontrado em vários locais. Dica: se não quiser deixar um recifense zangado, jamais chame o quitute de rocambole.

NOITE

Em Boa Viagem, o Entre Amigos Praia, o Boteco Maxime (Avenida Boa Viagem, 21; 3465-1491) e o Botequim Avenida (Avenida Boa Viagem, 7074; 3204-8852) têm chope e petiscos. Em Santo Amaro, o bar Central garante um ótimo início de noite, assim como o Bazza Bar & Comedoria (Rua Sebastião Alves, 273, Parnamirim, 3048-3126).

Para esticar, a Casa da Moeda tem chorinho. Rock and roll? Vá para o UK Pub (Rua Francisco da Cunha, 165, Boa Viagem, 3465-1088) ou para o Dowtown Pub (Rua Vigário Tenório, 105, Recife Antigo, 3424-6317).

De quinta a sábado, a Sala de Reboco (Rua Gregório Jr., 264, Cordeiro, 3228-7052) tem forró. Outra atração são as festas do coletivo Golarrolê (facebook.com/golarrole).

QUANDO IR

No Carnaval a cidade fica lotada, e as diárias dos hotéis disparam – o mesmo ocorre em junho, mês de São João em todo o estado. Com Olinda, a cidade organiza a Fenearte em julho e a Fliporto em novembro. Chove muito entre maio e julho.

Por Fernando Leite

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