Centro Histórico de Paraty: um roteiro pelas ruazinhas...
Paraty
Cidade

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- www.paraty.com.br
- 37.575 hab
- 24
- Rio de Janeiro
Ubatuba, 79 km, Guaratinguetá, 94 km, Angra dos Reis, 99 km, Barra Mansa, 165 km, Rio de Janeiro, 256 km, São Paulo, 307 km
Com um centro histórico bem preservado e cheio de atrativos gastronômicos e culturais, Paraty, o ponto final do Caminho do Ouro no século 17 enfrentava um certo marasmo no turismo até 2003. Foi quando nasceu a Festa Literária Internacional (Flip), que deu vazão à atmosfera intelectual do lugar e levou os turistas a redescobrirem a cidade, deixando em segundo plano o privilégio de estar à beira-mar. Realizado em julho, o evento lota hotéis e proporciona uma ferveção criativa nas ruelas de pedra irregular e casas de estilo colonial. A cada ano, renova-se a lista de palestrantes de renome nacional e internacional, alguns premiados com o Nobel entre eles. Uma série de outros eventos culturais veio no rastro movimentando a pacata rotina dos 38.000 habitantes, entre os quais, muitos estrangeiros que resolveram ficar depois de uma visita. Do conjunto arquitetônico, chamam atenção quatro igrejas de congregações diferentes. A de Santa Rita dos Padres Libertos abriga o Museu de Arte Sacra e passou recentemente por uma restauração. Muitos restaurantes e bares adotaram casarões conservados da área. Para alcançar as praias mais lindas de Paraty, é preciso encarar trilhas no meio do mato ou passeios de barco pela baía, contornando ilhas e ilhotas. Como recompensa, você terá a seus pés as areias do Sono, que ainda dá acesso às isoladas enseadas de Antigos e Antiguinhos, após 30 minutos de caminhada. Quem preferir um banho de cachoeira deve visitar a Pedra Branca, em propriedade particular.
COMO CHEGAR
A partir de São Paulo, pegue a Rodovia Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070) e, no trevo de São José dos Campos, entre na Rodovia dos Tamoios (SP-099). Ao fim dessa estrada, vire à esquerda. A Rio-Santos (SP-055, depois BR-101) atravessa a divisa com o Rio de Janeiro e leva até a cidade. Saindo da capital fluminense, todo o trajeto é pela Rio-Santos.
COMO CIRCULAR
A Avenida Roberto Silveira liga a Rio-Santos ao Centro Histórico. Nela estão bancos, farmácias, agências de turismo e algumas vagas para estacionar (a rodoviária fica numa via paralela). Para chegar às melhores praias, só de carro ou barco. Redobre a atenção na estrada de acesso a Trindade, que é estreita e sinuosa.
ONDE FICAR
Muita gente não cogita ir a Paraty e dormir fora do Centro Histórico. Ali ficam as atrações mais emblemáticas da cidade, além de alta concentração de restaurantes, bares e sorveterias, além de, é claro, o cais de onde saem os passeios de escuna. O que poucos sabem é que há boas pousadas no Sertão de Idaiatiba e, principalmente, na estrada para Cunha. Elas mostram o lado "serrano" da região. Nos arredores do Centro há bairros como Caborê, Pontal e Portal com opções de hospedagem mais baratas.
Apesar da localização à beira-mar, a cidade também é uma delícia no frio. Colada na Serra do Mar e na Serra da Bocaina, também é um destino de montanha no outono e inverno. Dica: nessas épocas do ano, escolha uma pousada na estrada para Cunha, como a Vila da Mata, com lareira e fogão a lenha.
Aqui você encontra uma seleção do GUIA QUATRO RODAS com hotéis e pousadas em Paraty.
ONDE COMER
A maioria dos restaurantes fica no Centro Histórico de Paraty. Entre eles está o Thai Brasil, que ganha sua primeira estrela no GUIA BRASIL 2013. Na cidade, há ainda mais três casas estreladas pelo GUIA. Para curtir o movimento, escolha um dos restaurantes que montam mesas nas calçadas, como o Banana da Terra, especializado em pescados. Para comer foie gras você vai ter que ir até a estrada que leva a Cunha ou ao Sertão de Indaiatiba, onde ficam respectivamente o Voilà Bistrot e o Le Gite d'Indaiatiba, os dois franceses da região.
Mais dicas de restaurantes e bares em Paraty.
Comidas típicas
Camarão casadinho -- Receita caiçara, foi batizada em função de seu aspecto: são dois camarões grandes, unidos como um sanduíche. O quitute ainda ganha um recheio de farofa de camarões miúdos com coentro e majericão antes de ser amarrado e frito. Experimente as melhores versões nos restaurantes Do Hiltinho, Refúgio, Sabor do Mar e Arpoador.
Peixe seco no varal - Na Praia do Sono, peixes como cavala, tainha e carapau são tratados com sal refinado e descansam no varal de um dia para o outro. Depois, são servidos com batata-doce ou abóbora. Prove o prato na casa dos pescadores, como na do Getúlio (24/9244-4874).
QUANDO IR
No verão, principalmente no Réveillon e no Carnaval, a cidade ferve. Mas os preços mais altos são praticados durante a Flip -- a cidade lota e vale reservar o hotel ou a pousada com bastante antecedência. Abril e maio são meses com tarifas menores e quando a chuva dá um pouco de trégua aos turistas.
Eventos
O calendário de eventos da cidade é bem agitado e a oferta de quartos é um tanto limitada, portanto, antecipe suas reservas.
No Carnaval, bandas de marchinhas e trios elétricos animam o público. Outra tradição é o Bloco da Lama, no qual os foliões cobrem-se com a lama da praia do Jabaquara para brincar à beira-mar.
Por dez dias, entre maio e junho, ladainhas, procissões, missas e danças tomam conta da programação da Festa do Divino, uma tradição trazida pelos portugueses no século 17.
A Flip, Festa Literária Internacional, reúne escritores e intelectuais de todo o mundo, que debaterão temas diversos por cinco dias de julho. As atrações principais ocorrem na Tenda dos Autores, auditório para 850 pessoas. Programação completa em www.flip.org.br.
Por fim, o Festival da Pinga mostra desde 1982 a produção de sete alambiques da cidade e a história da pinga na região. Durante quatro dias de agosto, há degustação e venda da bebida na Praça da Matriz.
COMPRAS
Cachaças são os produtos locais por excelência. Aqui você poderá conhecer alguns dos sete alambiques da região e também dar uma olhada em alguns achados no Centro Histórico. As melhores garrafas (R$ 40, em média) estão no Armazém da Cachaça; no Empório da Cachaça, que tem um museu com 5 mil rótulos; no Escritório da Cachaça e no Casa Caiana.
Por aqui você também encontrará lojinhas e ateliês que produzem um artesanato que transita entre o puramente comercial e o realmente artístico. Gravuras, pinturas, tapeçarias, cerâmicas, objetos indígenas, cestarias e miniaturas de barcos estão entre os muitos produtos encontrados.
SUGESTÃO DE ROTEIROS
2 dias -- No Centro Histórico, depois de visitar os ateliês e garantir seu estoque de branquinhas no Armazém da Cachaça, descanse as pernas no Café Pingado. Para chegar às melhores praias é preciso pegar barco -- a Praia da Lula é uma das mais bonitas perto da costa. Para o jantar, são boas opções o brasileiro Banana da Terra e o tailandês Thai Brasil. Se a ideia é só bebericar, dirija-se ao Armazém Paraty.
4 dias -- Você tem tempo de descobrir qual é a sua praia por aqui. Para um banho de mar, a isolada Ilha dos Cocos é o lugar ideal. Para ver uma casa de farinha funcionando, siga para a ilha do Araújo. No Saco do Mamanguá, dá para praticar trekking e canoagem. Quer provar algo diferente? O Bistrô Amigos é um restaurante suspenso entre duas árvores. Perto dali está o alambique da cultuada cachaça Maria Izabel.
7 dias -- Inclua no pacote uma visita à charmosa Vila de Trindade, ponto de referência para as praias do Sono, Antigos e Antiguinhos, que estão entre as mais belas da região. Na distante Cajaíba, é bom pernoitar. Na estrada para Cunha, percorra o Caminho do Ouro, rota feita pelos escravos entre os séculos 18 e 19; escorregue na Cachoeira Tobogã e almoce uma deliciosa galinha caipira no Engenho d'Ouro. Feche o roteiro com um tour pelos alambiques.

