Petrópolis

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • petropolis.rj.gov.br
  • 297.888 hab
  • 24
  • Rio de Janeiro

  • Teresópolis, 55 km, Três Rios, 64 km, Rio de Janeiro, 72 km, Niterói, 81 km, Nova Friburgo, 122 km, Belo Horizonte, 373 km, São Paulo, 476 km

Pode parecer contraditório, mas foi graças ao calor que Petrópolis foi fundada e entrou no mapa turístico. Irritado com as altas temperaturas da então capital federal, o Rio de Janeiro, Dom Pedro II e toda a realeza buscavam o clima ameno da serra para passar os meses de verão. Palácios foram erguidos aos montes e hoje a cidade preserva várias construções desse gênero, algumas abertas à visitação. Essa atmosfera imperial, aliada a deslumbrantes paisagens montanhosas, fez crescer o turismo na cidade, trazendo pessoas em busca de requinte e sossego, transformando o destino em um polo de pousadas charmosas e gastronomia de primeira.

No GUIA BRASIL 2015, Petrópolis encabeça a lista das cidades com maior número de hospedagens que receberam o selo de charme – são sete ao todo. Na área gastronômica, são cinco estrelados.

UM DIA PERFEITO

Poucas atrações na cidade abrem antes das 10h, mas para entrar no clima imperial, vale caminhar pela Avenida Koeller e Rua da Imperatriz para admirar os palácios. Entre essas duas vias, a gótica Catedral de São pedro de Alcântara exibe o Mausoléu Imperial, com os restos mortais de Dom Pedro II. No fim da manhã, reserve duas horas para o Museu Imperial, residência da nobreza nos verões do século 19. Termine o dia visitando o museu da Cervejaria Bohemia, na antiga fábrica de 1853. No fim, beba cerveja no Bar Bohemia.

O GUIA RECOMENDA

Um dia é pouco para conhecer o Centro de Petrópolis. Algumas construções, como o Palácio Rio Negro e a Casa da Ipiranga, estão abertasà visitação. Tirar fotos em frente ao Palácio de Cristal é um programa obrigatório. Assim como visitar a Casa de Santos Dumont, conhecida como "Encantada", que exibe todas as invenções do pai da aviação – exceto, claro, o avião. Na entrada de Petrópolis, o exuberante Palácio Quitandinha foi o maior cassino dos anos 40. Para quem gosta de longas caminhadas, o endereço é o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Reserve um lugar no portamalas para compras: o que não falta são lojas, galerias de arte e produtores orgânicos. Visitando os distritos de Itaipava e Araras entende-se o sucesso de Petrópolis no universo gourmet.

COMO CHEGAR

Do Rio de Janeiro, siga pela BR-040, duplicada até o início da serra. A partir dali, as pistas se bifurcam e são mais 20 km até Petrópolis. De ônibus, há saídas do Terminal Novo Rio a cada 30 minutos, entre 5h30 e 0h (Única, 0800-886-1000, R$ 21, 1h30 de viagem); o desembarque é feito na rodoviária de Bingen e a corrida de táxi até o Centro custa R$ 30.

COMO CIRCULAR

Petrópolis tem vários distritos ao longo da BR-040 e da Estrada União e Indústria (alguns deles, como Secretário e Vale das Videiras, ficam a mais de 40 km do Centro). Se a ideia é hospedar-se nos arredores, vir de carro é fundamental. Itaipava, a 17 km do Centro, tem bons restaurantes e lojas, enquanto que Araras e Vale do Cuiabá, 8 km e 11 km distantes de Itaipava, são refúgios de casais em busca de sossego. Ônibus urbanos (R$ 2,65) atendem essas regiões, mas prepare-se para perder muito tempo em deslocamentos. Na área central ficam as principais atrações da cidade e dá para fazer tudo a pé.

ONDE FICAR

Petrópolis é a cidade com maior número de pousadas de charme classificadas pelo GUIA BRASIL 2015: são sete endereços, sobrepujando destinos serranos como Gramado e Campos do Jordão. A maioria fica em locais distantes do Centro, como Vale do Cuiabá e Araras, e sempre combinando com belas paisagens. Apesar do foco em casais, muitas dessas hospedagens aceitam crianças. Na região central, predominam as acomodações simples, com diárias mais baratas e próximas das principais atrações históricas e museus. Ao contrário de outros destinos de inverno, as diárias dos hotéis de Petrópolis são mais camaradas para quem procura a cidade no período frio do ano. Outra característica é manter ótimos restaurantes, que atendem também o público externo.

ONDE COMER

A qualidade dos ingredientes produzidos na região e a proximidade da capital fluminense fazem de Petrópolis um importante polo gastronômico. Os distritos de Itaipava e Araras concentram as principais mesas – com frequência dispostas em salões com lareira e/ou à luz de velas. Dependendo de onde você estiver hospedado, será preciso encarar uma pequena viagem até o restaurante – do Centro ao Vale das Videiras ou ao Vale do Cuiabá, o deslocamento pode levar uma hora. Ligue antes e informe-se sobre como chegar.

NOITE

O distrito de Itaipava é o epicentro das baladas: o Nix (2222-1283) promove noites de música eletrônica; a Tamboatá (2222-5007), shows e festas temáticas. O esquenta, para ambas, pode ser comendo um crepe no Nucrepe, que também apresenta shows de pop rock.

SACOLINHA

Antenor e Filhos são os grandes fornecedores dos restaurantes por aqui. A família cria pato, galinhad’angola e leitão em São José do Vale do Rio Preto, um município próximo, e vende-os em um empório de Itaipava. Lá também há congelados, vinhos e cervejas.

No centrinho do Vale das Videiras, perto de Araras, o Galpão Caipira (Estrada Almirante Paulo Meira, 8320; 2225- 3072) é um mix de armazém (vende pães e queijos produzidos na região, além de utensílios para a casa), bar e ponto de partida para trilhas, percorridas a pé ou de bike.

É TUDO VERDADE

Petrópolis tem sérios problemas no quesito trânsito. Na hora do rush, é preciso muita paciência para circular, não só pelas apertadas ruas centrais como também no distrito de Itaipava. O bom é que na área central ficam as principais atrações da cidade e dá para fazer tudo a pé.

QUANDO IR

Canções de seresteiros como Silvio Caldas e Orlando Silva são apresentadas no Palácio de Cristal, na última quinta-feira de cada mês. De quinta a sábado, o Museu Imperial promove o espetáculo Som e Luz, que conta a história de Dom Pedro II.

Por Fernando Leite

COMO CHEGAR

Do Rio de Janeiro, siga pela BR-040, duplicada até o início da serra. A partir dali, as pistas se bifurcam e são mais 20 km de curvas até Petrópolis. De ônibus, há saídas do Terminal Novo Rio a cada 30 minutos entre 5h e 0h (Única, 0800-886-1000, R$ 20, 1h30 de viagem); o desembarque é feito na rodoviária de Bingen – a corrida de táxi até o Centro custa R$ 30.

COMO CIRCULAR

Petrópolis tem vários distritos ao longo da BR-040 e da Estrada União e Indústria (alguns deles, como Secretário e Vale das Videiras, ficam a mais de 40 km do Centro). Se a ideia é hospedar-se nos arredores, é melhor vir de carro. Itaipava, a 17 km do Centro, tem bons restaurantes e lojas, enquanto Araras e Vale do Cuiabá, 8 km e 11 km dali, respectivamente, são refúgios de casais em busca de sossego. Os ônibus urbanos (R$ 2,50) atendem essas regiões, mas prepare-se para perder tempo com deslocamentos. Na área central ficam as principais atrações da cidade e dá para fazer tudo a pé.

SUGESTÕES DE ROTEIROS

1 dia – Para quem vem no esquema bate-volta, o roteiro básico é chegar cedinho e ir direto ao Museu Imperial e esticar para a Catedral de São Pedro de Alcântara, a poucos passos dali. Para não perder muito tempo e logo partir para a mais nova atração da cidade, a Cervejaria Bohemia, o almoço pode ser na Pavelka ou na Casa do Alemão, que servem bons sanduíches de linguiça e croquetes de carne.

2 dias – Em um fim de semana dá para explorar todas as atrações do Centro Histórico, como o Palácio Cristal, a Casa de Santos Dumont e a Casa da Ipiranga, e ainda aproveitar d noite de Itaipava. Lá estão os estrelados Il Perugino e Parrô do Valentim, além das principais casas noturnas da região, perfeitas para quem gosta de dançar. Domingo é dia de acordar tarde e almoçar no Cocotte Bistro, novo estrelado da cidade.

4 dias – Com mais tempo, é hora de explorar melhor as opções de compras de Itaipava. Ao longo da Estrada União e Indústria estão várias galerias e lojas bacanas, como a Olhar o Brasil e a Galeria Salvador. Para respirar ar puro e curtir a paisagem do Vale do Cuiabá, a pedida é curtir um passeio a cavalo no Haras Analu. Vale também esticar a viagem até Teresópolis, a 35 quilômetros dali, e fartar-se no banquete russo do Dona Irene, detentor de duas estrelas no GUIA BRASIL 2014.

QUANDO IR

Os fins de semana são sempre concorridos, principalmente no inverno, quando as chuvas são raras e o frio é intenso. Junho e julho são o período de dois eventos: a Festa do Colono e o Festival de Inverno.

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