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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www.rio.rj.gov.br/
  • 6.320.446 hab
  • 21
  • Rio de Janeiro

  • Belo Horizonte, 444 km, São Paulo, 451 km, Vitória, 533 km, Curitiba, 862 km, Brasília, 1170 km, Goiânia, 1314 km, Porto Alegre, 1573 km, Salvador, 1670 km, Natal, 2645 km

Vamos partir do pressuposto que será impossível descrever nestas linhas tudo o que há de bom no principal destino turístico do Brasil. Isto posto, convém dizer que o Rio de Janeiro experimenta a ansiedade por uma transformação significativa. Três milhões de peregrinos tomaram as ruas e areias do Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, na segunda quinzena de julho de 2013. O encontro católico foi só a primeira prova de fogo para a cidade, prestes a receber outros dois megaeventos: a Copa do Mundo 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Para dar conta de tudo, o Rio se redesenha. As obras prosseguem na zona portuária e nos acessos à Barra da Tijuca – o bairro será palco de 14 modalidades olímpicas e vai abrigar as delegações dos países na Vila dos Atletas.

A cena cultural se renova com duas atrações: o Museu de Arte do Rio (MAR), que leva a cotação máxima de cinco estrelas no GUIA BRASIL 2014, e a Casa Daros, novidade do ano.

De 1º de janeiro a 31 de dezembro o Rio é uma festa, e seus pontos altos são o réveillon em Copacabana, invejado pelo resto do mundo, e o Carnaval, sonho de consumo de brasileiros e estrangeiros. Num contraponto a esses eventos populares, o formoso Theatro Municipal, de 1909, reabriu atraente no centenário, após um árduo trabalho de restauro. O Pão de Açúcar e o Corcovado, assim como o Jardim Botânico e a barroca Igreja de São Francisco da Penitência são as quatro atrações cinco-estrelas pelo GUIA QUATRO RODAS. Muito próximas de receber essa cotação são as praias, das manjadas Ipanema e Copacabana às distantes e vizinhas Grumari e Prainha, em área de preservação ambiental. Superlativa também é a gastronomia, que dispõe de 31 restaurantes estrelados pelo GUIA, entre os quais o contemporâneo Roberta Sudbrack, o mais novo três-estrelas do país. Permita-nos parar por aqui. Sua tarefa a partir de agora será tentar listar outras razões pelas quais o Rio é chamado de Cidade Maravilhosa.

COMO CHEGAR

Há dois aeroportos: o Santos Dumont, na região central, e o Internacional Antônio Carlos Jobim (ou Galeão), na Ilha do Governador, a 20 km do Centro. A partir do Galeão, a corrida de táxi até Copacabana custa, em média, R$ 65. Ônibus com ar-condicionado (conhecidos como “frescão”) ligam, a cada 30 minutos, o aeroporto ao Centro, à Zona Sul e à Barra da Tijuca por R$ 13. Os ônibus interestaduais chegam no Terminal Rodoviário Novo Rio, próximo à zona portuária e ao Centro. De carro, as principais vias de acesso são a BR-101 (para quem chega do Nordeste), a BR-040 (de Belo Horizonte) e a BR-116 (Via Dutra), para quem vem de São Paulo.

COMO CIRCULAR

A Avenida Brasil e a Linha Vermelha são parte do trajeto de quem chega pela BR-116 (Via Dutra) ou pela BR-040 em direção ao Centro ou à Zona Sul. Ambas têm conexão com a Linha Amarela, via expressa para a Barra. Na rota para a Lagoa Rodrigo de Freitas e para as praias, o Túnel Rebouças é alternativa. Na hora do rush, as avenidas Niemeyer, Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica têm sentido único: em direção ao Centro (pela manhã) e no sentido contrário (no fim da tarde). Aos domingos e feriados, muitas faixas à beira-mar são interditadas para lazer. Quem está na Zona Sul encontra ônibus de linha (R$ 2,75) para as principais atrações. O metrô (R$ 3,20) liga a região central a bairros como Flamengo, Botafogo, Copacabana e Ipanema.

PROGRAME-SE

O Rio fica cheio de turistas o ano todo, mas Carnaval e Réveillon fazem a cidade atingir a lotação máxima. As diárias sobem loucamente (reservar meses antes melhora um pouco o preço e garante lugar no hotel).

HOTÉIS

É muita gente para pouco hotel: em 2012, a taxa de ocupação no Rio girou em torno de 77%, segundo a Secretaria de Turismo, e, por isso, as diárias vão às alturas. Quase todo mundo quer ficar na Zona Sul, entre Leblon e Copacabana. Mas como não há mais espaço para erguer prédios nessa área, a maioria dos novos empreendimentos tem surgido na Barra, que ganha melhorias como metrô e mais acessos viários para o Centro – isso sem falar das estruturas sendo montadas para as Olimpíadas de 2016. Em Botafogo, hostels surgem e começam a competir com os de Leblon e Ipanema.

Após uma ampla reforma, o Copacabana Palace retoma a condição de melhor hotel do Rio. Entre as redes, a Windsor abriu vários hotéis recentemente – como o Leme, adquirido da Othon, e os renovados Miramar e Flórida. Após comprar os hotéis da marca Caesar no Brasil, em 2012, a Accor transformou um Caesar Business em Mercure Botafogo Mourisco

ONDE COMER

A rica gastronomia carioca se renova a cada ano. Dois restaurantes estreiam no GUIA BRASIL 2014 com uma estrela – o italiano Terzetto Al Mare e o contemporâneo Enotria por Joachim Koerper. Ao todo, são 33 estabelecimentos premiados nesta edição (no ranking de estrelados, o Rio está atrás apenas de São Paulo). O exclusivo clube dos três-estrelas segue com dois representantes na cidade, os imperdíveis Roberta Sudbrack e Olympe (do chef Claude Troisgros).

COMIDA TÍPICA

Feijoada -- O saboroso caldo de feijão-preto, carne-seca, paio, linguiça, lombo, costela, pé, orelha e rabo de porco (acompanhado de arroz, laranja, torresmo e couve) é o prato mais famoso do Brasil. Já foi tema de música de Chico Buarque, ganhou dias da semana em sua homenagem (quarta, sexta e sábado) e, a todo tempo, é objeto de releituras – que o digam as versões light ou vegetariana que pipocam por aí. Mas polêmicas rondam a receita. Não há, por exemplo, quem especifique sua origem: alguns dizem que foi criada pelos escravos; outros afirmam, com mais certeza, que é derivada dos cozidos europeus (e as semelhanças com o francês cassoulet, cozido de carnes e feijão-branco, reforçam essa tese). Onde comer: Quadra da Portela (todo primeiro sábado do mês) e quadra do Salgueiro (todo segundo domingo do mês).

Filé à Oswaldo Aranha e Sopa Leão Veloso -- Nos anos 30, políticos emprestavam seus nomes para receitas. Oswaldo Aranha, então ministro da Fazenda, era habitué do "Senadinho", apelido do bar Cosmopolita. Ele sempre pedia bife alto coberto com alho frito, acompanhado de arroz, farofa e batata portuguesa. A combinação não só ganhou seu nome como se tornou um clássico da cidade. O mesmo aconteceu com outro restaurante do Centro, o Rio Minho. Depois de conhecer a bouillabaisse, prato típico da Marselha, o embaixador Leão Veloso trouxe a receita para cá. A sopa francesa se transformou na sopa Leão Veloso, um caldo feito com cabeça de cherne e suco da cabeça do camarão, cozido com peixe e frutos do mar. Onde comer: O filé é servido no Cosmopolita, no Filé de Ouro e no Lamas. A sopa Leão Veloso é preparada no Rio Minho e nas duas casas Adegão Português (São Cristóvão) e Adegão Português (Barra da Tijuca).

SUGESTÕES DE ROTEIROS

2 dias - Visite o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, símbolos máximos do Rio. Outro clássico é percorrer o calçadão de Copacabana – você pode botecar por ali antes de caminhar pela orla ou ver o pôr do sol no Arpoador. Comece o dia seguinte com um belo café da manhã no La Bicyclette, dentro do Jardim Botânico, e aproveite para respirar ar puro e passear entre as palmeiras imperiais. Não deixe de relaxar nas areias das praias de Ipanema ou do Leblon.

4 dias - Em um dia dá para conhecer as principais atrações do Centro, como a Igreja de São Francisco da Penintência, o Theatro Municipal e o Museu de Arte do Rio. À noite, vá à Lapa e renda-se à carioquice nas casas de samba. No dia seguinte, suba de táxi para Santa Teresa e caminhe pelo charmoso bairro, cheio de ateliês, bares e museus. No jantar, escolha entre os dois restaurantes três-estrelas da cidade: Olympe e Roberta Sudbrack.

7 dias - Conheça a cidade por outro ângulo: embarque no Passeio de Escuna pela Baía de Guanabara, que passa pela ponte Rio-Niterói, Urca e Praia do Flamengo. Nos outros dias, escolha um roteiro no Parque Nacional da Tijuca e depois vá tomar sol nas areias da Prainha e de Grumari. Para fechar a semana se sentindo um carioca, caminhe ou pedale na ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas e almoce num dos restaurantes do complexo Lagoon.

RAIO X

-Fotografia: Não é apenas da Vista Chinesa que se conseguem belos cliques do Rio. A visita ao Forte Duque de Caxias, no canto esquerdo do Leme, também rende imagens lindas: dá para enquadrar a Praia de Copacabana,o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea e o Pão de Açúcar.

-Ostras: Quer provar ostras frescas? É só esperar os pescadores saírem do mar. No Posto 6 da Praia de Copacabana, os moluscos chegam sempre às terças e quintas. A Peixaria Z-13 vende a unidade a R$ 3,50, e dá para degustar ali mesmo, na areia. Mas chegue cedo: as ostras costumam acabar antes de meio dia.

-Sabores: A área gastronômica do complexo Lagoon, na Lagoa Rodrigo de Freitas, funciona como praça de alimentação gourmet. Reúne os restaurantes Quadrifoglio Caffè, Giuseppe Grill Mar, Gula Gula e Pax Delícia e o bar San Remo – neste último, você tem à disposição os cardápios dos quatro restaurantes do local e, de quebra, pode apreciar a vista para a Lagoa.

(por Jaqueline Gutierres e Renata Mastromauro)

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