Natal

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • turismo.natal.rn.gov.br
  • 853.928 hab
  • 84
  • Rio Grande do Norte

  • João Pessoa, 184 km, Recife, 302 km, Fortaleza, 552 km, Maceió, 552 km, Salvador, 1114 km, Brasília, 2483 km, Rio de Janeiro, 2645 km

A partir do recém-inaugurado Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, uma boa maneira de chegar a Natal é pela Ponte Newton Navarro. Do alto dos 55 m sobre o Rio Potengi aparecem algumas das principais atrações da capital: o mar em diferentes tons de azul, as dunas douradas da vizinha Genipabu e o Forte dos Reis Magos (que data de 1628). Embora a Via Costeira – ladeada pela areia e pela vegetação do Parque das Dunas – concentre os melhores hotéis, é para Ponta Negra que a maioria dos turistas se dirige.

Com o Morro do Careca como cartão-postal e melhores condições para banho, a praia reúne hospedagens mais próximas de bares e restaurantes. Natal funciona ainda como ponto de partida para passeios pelo litoral potiguar, sem os quais uma visita à cidade não é completa. Planeje-se para ver os recifes de corais de Maracajaú, ao norte, e as praias de Pipa, ao sul.

UM DIA PERFEITO

Para quem tem apenas um dia em Natal, o passeio de bugue até Genipabu é o melhor programa. Dunas, lagoas e formas divertidas de escorregar pela areia preenchem praticamente o dia todo (o almoço, pago à parte, é na Praia de Muriú). No jantar, escolha entre os pratos preparados com capricho do novo restaurante A Cozinharia ou as cerca de 130 receitas regionais no bufê por quilo do estrelado Mangai. Encerre a noite no agito de Ponta Negra, onde bares e baladas tocam forró, rock ou sertanejo, dependendo do dia da semana – basta chegar e decidir qual faz mais o seu estilo.

O GUIA RECOMENDA

Caminhe pela orla de Ponta Negra e relaxe na praia. No almoço, prove os pescados do Manary ou os crustáceos do Camarões Potiguar. À tarde, aventure-se numa das trilhas do Parque das Dunas e prove as tapiocas da Casa de Taipa.

Reserve um dia para fazer o passeio de van até Maracajaú ou Perobas – em ambos, você desfruta de belas piscinas naturais. Em outro dia, visite o histórico Forte dos Reis Magos e, em Parnamirim, o Cajueiro de Pirangi. Aliás, aproveite a visita para almoçar no estrelado Paçoca de Pilão, ali perto.

Inclua na rota um passeio de quadriciclo pelas lagoas Alcaçuz, Amarela e Juventude. Por fim, uma escapada até Pipa inclui parada na Praia do Amor e passeio de barco para ver golfinhos.

COMO CHEGAR

De Fortaleza, pegue a CE-040 até Aracati e, lá, a BR-304, que leva para Natal, num trajeto total de 552 km. De João Pessoa, são 184 km pela duplicada BR-101. Com operação iniciada em junho de 2014, o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves fica em São Gonçalo do Amarante, a 23 km do Centro de Natal e a 40 km de Ponta Negra, e recebe voos de todo o Brasil.

Do aeroporto até a Cidade Alta o táxi sai por R$ 80; até Ponta Negra, a corrida custa R$ 100 (de van, sai R$ 35 por pessoa). Mais econômicos e demorados, os ônibus urbanos levam até o Shopping Midway Mall, no bairro Tirol (linha R; R$ 2,50). Da rodoviária também há táxis até Ponta Negra por R$ 35; de ônibus, a passagem custa R$ 2,35.

COMO CIRCULAR

Ponta Negra é a região mais turística da cidade. Da praia, uma caminhada de cerca de 500 metros leva ao Alto de Ponta Negra, local que concentra o movimento à noite. O corredor formado pelas avenidas Engenheiro Roberto Freire, Senador Salgado Filho e Hermes da Fonseca, com trânsito intenso nos horários de pico, liga o bairro à região central (com atrações históricas e restaurantes), formada por bairros como Cidade Alta, Ribeira e Petrópolis.

De Ponta Negra até Santos Reis (onde está o Forte dos Reis Magos), passando pelas praias de Barreira d’Água, Areia Preta e dos Artistas, o caminho é pela Via Costeira (a dos resorts). Para circular entre essas regiões, use ônibus e táxis. Para conhecer os arredores, como as praias do sul, é bom estar de carro ou contratar receptivos.

ONDE FICAR

O principal setor hoteleiro é Ponta Negra, que concentra pousadas, flats e hotéis (além de muitos bares e restaurantes). Os resorts alinham-se na Via Costeira. E há hospedagens mais distantes do burburinho, nas praias dos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta e São José do Mipibu – todas no litoral sul. Depois de Salvador, Natal é a capital do Nordeste com maior concentração de pousadas e hotéis com diárias abaixo de R$ 250 no GUIA BRASIL 2015.

Natal tem ainda uma das melhores infraestruturas hoteleiras para crianças. No GUIA BRASIL 2015, são 14 hospedagens com recreação infantil o ano todo, o maior índice entre as capitais. Há resorts e também hotéis mais econômicos com brinquedotecas, como o Sesc Enseada.

ONDE COMER

A comida típica nordestina é bem-representada pelos estrelados Âncora CaipiraMangai e Paçoca de Pilão. Uma nova geração de chefs talentosos vem dando as caras em restaurantes como A Cozinharia e Between Food & Gallery, que estreiam nesta edição do GUIA BRASIL. Dois polos gastronômicos concentram a maioria dos endereços: Ponta Negra, a região mais procurada pelos turistas, e Petrópolis, na parte mais antiga da cidade.

COMIDA TÍPICA

Camarão - O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de camarão do país (só perde para o Ceará). Em Natal ele aparece em receitas variadas, com preços mais amigáveis que no resto do Brasil. Quase toda oferta local chega de criações nas lagoas próximas à cidade. Onde comer: Nos restaurantes de pescados indicados – Camarões Potiguar e suas filiais são casas especializadas.

Ginga com Tapioca - A receita é simples: peixes miúdos desprezados pelos pescadores são fritos no dendê e espetados em palitos de coqueiro. Depois, são servidos com tapioca. Também chamada de "sanduíche", é uma espécie de "arroz com feijão" dos locais – os nativos da Praia Redinha se orgulham em servir o quitute há 50 anos. Onde comer: Nos bares do Mercado Público de Redinha, a 8 km do Centro de Natal.

O QUE FAZER

O programa clássico é subir e descer, a bordo de um bugue, as famosas dunas de Genipabu. Também de bugue, dá para fazer um bate-volta até Pipa, ao sul, visita obrigatória para quem gosta de praia. Para os destinos do litoral norte, casos de Maracajaú, Touros e Galinhos, os roteiros são feitos em vans. Se o tempo estiver curto, aposte no Natal Bus e, num único dia, conheça algumas das principais atrações da capital. Todos os passeios são organizados pelas agências Marazul (3219-2221/3219-6480) e NatalVans (3642-1883).

FOTOGRAFIA

Para fugir de mar e dunas, o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte (Avenida Prefeito Omar O’Grady, 8080, Candelária) rende cliques alternativos. Enquadra-se a torre (que lembra um olho) desenhada por Oscar Niemeyer. E, lá do alto (quinta a domingo, das 15h às 17h40), bairros de Natal e o Parque das Dunas.

É TUDO VERDADE

Fundado em 1965, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim, foi a primeira base de foguetes da América do Sul. No Centro de Cultura Espacial (acesso pela Avenida Praia de Pirangi, sentido litoral sul; 8h/12h e 13h/15h30; 3216-1400), há réplicas de foguetes.

NOITE

Ponta Negra e Alto de Ponta Negra concentram os ritmos da capital. A casa noturna mais eclética é o Pepper’s Hall (Avenida Engenheiro Roberto Freire, 3071, Ponta Negra; 3236-2886). Na parte alta do bairro, os bares Decky e Taverna Pub Medieval têm noites com bandas de pop rock ao vivo, e a casa Rastapé (Rua Aristides Porpino Filho, 2198; 3219-0181) é o lugar para quem quer dançar forró. Em direção ao Centro, o Whiskritório tem rock e a Pink Elephant (Avenida Hermes da Fonseca, 754, Tirol; 8118-0123) toca de música eletrônica a sertaneja.

QUANDO IR

Aqui, o sol brilha cerca de 300 dias por ano, com chuvas concentradas de abril a julho. Entre o final de novembro e o começo de dezembro, o Carnatal agita a cidade. De agosto a novembro e em março, o tempo é bom e as diárias e os passeios são mais baratos.

Por Luiz Giannoni

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