Natal

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www.natal.rn.gov.br/
  • 817.590 hab
  • 84
  • Rio Grande do Norte

  • João Pessoa, 184 km, Recife, 302 km, Fortaleza, 552 km, Maceió, 552 km, Salvador, 1114 km, Brasília, 2483 km, Rio de Janeiro, 2645 km

Natal, RN, é das dunas. Não há chance de passar pela capital do Rio Grande do Norte sem brincar, escalar, deslizar e deixar-se cair numa delas. Na verdade, a cidade também é dos ventos, que formam e movimentam as lindas paisagens fotografadas à exaustão pelos turistas.

Entre as atrações que fazem mesmo a viagem valer a pena estão as trilhas guiadas no Parque das Dunas, os passeios de bugue para Genipabu, com direito a se divertir em aerobundas ou esquibundas na Lagoa de Jacumã, de van até Maracajaú, onde estão as piscinas naturais mais bonitas do estado ou de barco até Pirangi do Norte, onde fica o maior cajueiro do mundo.

Mas Natal é também uma cidade histórica. Lá está o Forte dos Reis Magos, em forma de estrela, que relembra a luta que os franceses, portugueses e holandeses travaram pela posse daquelas terras. Apaixonado pela cidade onde nasceu e viveu, o historiador e folclorista Câmara Cascudo estudou profundamente a cultura local. Hoje, a casa em que ele morou por décadas abriga o instituto que leva seu nome e reúne um interessante acervo de arte indígena, livros, móveis e objetos pessoais do escritor.

Entretanto, a menina dos olhos dos turistas é Ponta Negra, que começa deserta perto da Via Costeira e vai virando um agito só ao chegar na altura do Morro do Careca, símbolo mais fotografado da cidade.

COMO CHEGAR

De Fortaleza, pegue a CE-040 até Aracati e, lá, a BR-304 para Natal. De João Pessoa, vá pela BR-101 – são 184 km, apenas. O Aeroporto Augusto Severo, no município de Parnamirim, a 20 km de Natal, recebe voos regulares de todo o Brasil. Dele, saem ônibus (R$ 2,90) até o Centro, mas quem vai até Ponta Negra precisa pegar outro ônibus a partir da região central (R$ 2,40). A Coopertaxi (3643-1183) cobra R$ 43 de lá até Ponta Negra e R$ 52 até o Centro. Em  2014 o Aeroporto Internacional São Gonçalo do Amarante entra em atividade, localizado na cidade homônima, a 40 km da capital, que passará a receber a maior parte dos voos para o estado. Da rodoviária, também há táxis (R$ 24 até o Centro e R$ 32 até Ponta Negra) e ônibus (R$ 2,40).

COMO CIRCULAR

O trânsito no Centro e nas principais artérias da cidade fica intenso nos horários de pico. No verão, a situação piora em Ponta Negra, quando os bugues dominam as avenidas. Ao sul está a Praia Ponta Negra, a mais badalada. Indo ao norte, a Via Costeira é margeada por resorts pé na areia e, no Centro, estão as praias urbanas mais populares. Ônibus e táxis são suficientes para circular entre o Centro e Ponta Negra, mas para conhecer os arredores é bom contar com carro próprio ou contratar receptivos.

PROGRAME-SE

Sol forte e badalação? Vá entre dezembro e fevereiro, no Carnatal. Sol também de agosto a novembro e em março, com valor de diária menor. Evite ir a Natal de abril a julho, quando há muitas chuvas.

HOTÉIS

As regiões hoteleiras são bem distintas em Natal. O Centro concentra hotéis com perfil de negócios; em Barreira D'Água alinham-se os resorts; em Ponta Negra fica a maioria das pousadas e hotéis (assim como muitos bares e restaurantes); na Praia do Cotovelo o ritmo é mais calmo e distante do burburinho. Também há hospedagens nos municípios vizinhos de Nísia Floresta e São José de Mipibu.

ONDE COMER

Em Natal, o sabor da comida típica nordestina se faz presente nos estrelados Mangai e Âncora Caipira.No bairro central de Petrópolis há o Dolce Vita, de clima romântico e cardápio ítalo-francês. Mas a região gastronômica da capital potiguar é mesmo Ponta Negra, com o Manary, o Chef's Delicatessen Bistrô e o concorridíssimo Camarões Potiguar.

COMIDA TÍPICA

Camarão -- O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de camarão do país (só perde para o Ceará). Em Natal ele aparece em receitas variadas, com preços mais amigáveis que no resto do Brasil. Quase toda oferta local chega de criações nas lagoas próximas à cidade. Onde comer: Nos restaurantes de pescados indicados – Camarões Potiguar e suas filiais são casas especializadas.

Ginga com Tapioca -- A receita é simples: peixes miúdos desprezados pelos pescadores são fritos no dendê e espetados em palitos de coqueiro. Depois, são servidos com tapioca. Também chamada de "sanduíche", é uma espécie de "arroz com feijão" dos locais – os nativos da Praia Redinha se orgulham em servir o quitute há 50 anos. Onde comer: Nos bares do Mercado Público de Redinha, a 8 km do Centro de Natal.

SUGESTÕES DE ROTEIROS

3 dias - Circule pelo burburinho de Ponta Negra e relaxe na praia, com a paisagem do Morro do Careca ao fundo. Reserve um dia para fazer o clássico Passeio de Bugue às dunas de Genipabu – com muita emoção – que passa por paisagens que foram até cenários de novela. Reserve uma refeição no bufê estrelado do Mangai. No dia seguinte, aventure-se pelo Parque das Dunas. À noite, prove a deliciosa tapioca da Casa de Taipa e aproveite os agitados bares em Alto de Ponta Negra, todos muito próximos.

5 dias - Dê um pulo no Forte dos Reis Magos. A construção histórica abriga o Marco de Touros, considerado o mais antigo documento histórico do país. O Cajueiro de Pirangi não pode ficar de fora do roteiro. Aliás, aproveite a visita para almoçar ali do lado, no estrelado Paçoca de Pilão. No dia seguinte, programe-se para fazer o passeio de van até Maracajaú, onde estão algumas das mais belas piscinas naturais do país.

7 dias - Com bastante tempo, aproveite para se aventurar pelo belíssimo litoral sul potiguar. O passeio até Pipa pode ser feito de van ou de bugue, pela areia. Lá, inclua no roteiro algumas horas na Praia do Amor e um passeio de barco para ver golfinhos mais de perto. Na volta, tente dar uma passada no Mercado Público de Redinha, a 8 km do Centro de Maceió, rumo a Genipabu, para provar uma receita bem tradicional dos pescadores locais, a Ginga com Tapioca.

RAIO X

-Artes: Natal e região serviram como set de gravações para a novela Flor do Caribe, da TV Globo. Os cenários por onde passaram Grazi Massafera e Henri Castelli são de fácil acesso:dunas de Pitangui e Praia de Genipabu (em Genipabu), praias do Amor e Malembar (em Pipa).

-Noite: São vários os ritmos da capital – e a maioria fica no bairro Alto de Ponta Negra. A casa noturna mais eclética é o Pepper's Hall . Os bares Decky e Taverna Pub Medieval têm apresentações de bandas de pop e rock ao vivo. Para curtir o famoso forró potiguar, a dica é a casa Rastapé ou então a festa que rola às quintas no Centro de Turismo.

-Típico: Em 1994, o Guiness Book pisou em Pirangi do Norte e confirmou: o famoso Cajueiro de Pirangi é a maior árvore frutífera do mundo. Estima-se que a planta tenha entre 110 e 120 anos e, atualmente, esteja com 8 500 m² de área – em alguns anos, pode chegar a até 40 000 m²