Bento Gonçalves

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por Redação Logo-guia
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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • bentogoncalves.rs.gov.br
  • 107.341 hab
  • 54
  • Rio Grande do Sul

  • Garibaldi, 15 km, Caxias do Sul, 39 km, Porto Alegre, 128 km, Passo Fundo, 185 km, Santa Maria, 286 km, Criciúma, 402 km

Ao povoar a Serra Gaúcha, por volta de 1870, os primeiros imigrantes italianos encontraram um clima similar ao de sua terra natal. As estações do ano eram bem definidas, com temperaturas variando de zero a 35 graus e boa precipitação pluviométrica. Não demoraram a plantar uvas viníferas ali, a antiga colônia de Dona Isabel, que daria origem ao município de Bento Gonçalves.

Essas primeiras mudas, a princípio para consumo próprio, viriam a ser a raiz da vitivinicultura brasileira. Atualmente, ali e nas demais cidades do Vale dos Vinhedos são produzidas 12 milhões de garrafas de vinho por ano.

Essa indústria fortaleceu também o turismo local, já que as vinícolas começaram a abrir as portas ao visitante, que passou a conhecer e se interessar pelo modo de produção e pelas degustações em produtores como Casa Valduga, Miolo, Salton e Aurora. O conforto da rede hoteleira e a culinária de influência italiana fazem parte do pacote, assim como a produção de queijos e de móveis.

ONDE FICAR

Em Bento, a tradição de vinícolas está presente também nas hospedagens. Algumas inclusive ficam dentro delas, como ocorre nas pousadas Villa Valduga e Don Giovanni. Também está em Bento a Laghetto Viverone.

É comum ainda encontrar os sucos e vinhos locais no frigobar, e tratamentos estéticos que utilizam uva. Os endereços no Vale dos Vinhedos convivem mais com esse clima, como a Spa do Vinho Caudalie, Villa Mchelon e Pousada Borghetto Sant’anna. Quem opta pelo Centro tem a vantagem de estar perto de outros passeios interessantes, como o de Maria-fumaça até Garibaldi e Carlos Barbosa e o Caminhos de Pedra.

ONDE COMER

Refeições fartas, com sequências de pratos de carnes e massas, são comuns por aqui. As galeterias são uma espécie de instituição gastronômica gaúcha. As casas do gênero servem a herança dos imigrantes italianos, que em sua terra natal consumiam pombos ou aves de caça. No Casa di Paolo, não deixe de provar o galeto al primo canto, a estrela do rodízio. 

No Vale dos Vinhedos, dá para combinar a visita à vinícola Casa Valduga com um almoço no restaurante italiano Maria Valduga, dentro do complexo. No roteiro Caminhos de Pedra, há menos opções gastronômicas – a principal é a Casa Vanni.

COMO CHEGAR

Chega-se de avião a Caxias do Sul ou Porto Alegre. Da capital, o melhor caminho é a RS-122 até Farroupilha e depois a RS-453. De Caxias do Sul são 39 km pela RS-453, passando por Farroupilha, e mais 6 km pela RS-470. Quem vem de ônibus chega à rodoviária, no Centro; o táxi até o Vale dos Vinhedos sai por R$ 40, em média.

COMO CIRCULAR

A RS-470 cruza a cidade. Por ela também é fácil chegar aos distritos de Tuiuty (onde está a vinícola Salton) e Faria Lemos (sede da Dal Pizzol) e à chamada Estrada do Vinho (RS-444), que leva ao Vale dos Vinhedos. Para beber sossegado nas degustações das vinícolas, melhor trocar o carro por um tour de van (Giordani Turismo, 3455-2788; segunda, terça, quinta-feira e domingo, R$ 72, quarta-feira e sábado, R$ 55, mínimo duas pessoas). Andar de ônibus não é uma boa: eles passam com pouca frequência e os trajetos entre as atrações são longos. Em 2012, a cidade lançpu um aplicativo para celular, com mapas marcados com a localização dos pontos turísticos. 

SUGESTÕES DE ROTEIROS

1 dia – Visite as vinícolas mais famosas, como a Miolo e a Casa Valduga, e escolha uma pequena para conhecer. Os estabelecimentos familiares compensam a falta de megaestrutura recebendo o viajante com atendimento mais pessoal. No almoço, vá ao estrelado Casa do Paolo. Depois, no Centro, você pode passar na vinícola Aurora ou assistir à apresentação temática Epopeia Italiana, sobre a história dos imigrantes no estado.

3 dias – Visite as vinícolas que estão fora do circuito principal, como a Salton, no distrito de Tuiuty, e a Geisse, em Pinto Bandeira. De lá, estique até o roteiro Caminhos de Pedra, na zona rural, com casas de época da imigração italiana. Almoce por ali mesmo, no restaurante Casa Vanni. No dia seguinte, faça o passeio de Maria-Fumaça até Garibaldi e Carlos Barbosa com degustação de vinhos.

5 dias – Não faltam passeios em cidades próximas. Entre Bento e Garibaldi está a Chandon, famosa pelos espumantes. Para almoçar, o restaurante Valle Rústico também fica entre as duas cidades, mas desta vez na Estrada do Sabor. Em Carlos Barbosa, a apenas 15 quilômetros, há o varejo da Tramontina, com descontos de 20%, e a loja de queijos Fetina de Formaio. Outra pedida é esticar a viagem até Gramado e Canela, a pouco mais de 100 quilômetros, e se deliciar comendo fondue.

QUANDO IR

A alta temporada é no inverno, principalmente nas férias de julho, quando as diárias dos hotéis sobem bastante. O verão é a época da colheita das uvas, quando os turistas podem acompanhar e participar do processo.

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