Florianópolis

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • portal.pmf.sc.gov.br
  • 421.203 hab
  • 48
  • Santa Catarina

  • Curitiba, 297 km, Porto Alegre, 472 km, São Paulo, 693 km, Rio de Janeiro, 1144 km, Brasília, 1684 km

O cardápio de praias da ilha de Santa Catarina, onde está cerca de 97% do território de Florianópolis, impressiona. Em um território de 430 quilômetros quadrados, o turista pode optar pelas areias badaladas e urbanizadas na orla norte ou se entregar às sossegadas e selvagens praias do sul, umas com ondas violentas, outras de águas calmas, longos trechos de areia e pequenos paraísos escondidos. Oficialmente são 42, mas há uma centena delas, algumas até sem nome, numa contagem que inclui as da costa continental. Como se não bastasse, Florianópolis oferece lagoas, dunas, montanhas, mangues, além de uma vida cultural igualmente diversificada, que atrai jovens em busca de curtição, famílias com criança e, por que não?, casais românticos. Toda essa variedade de atrativos traz como contra-indicação o insuportável trânsito nos dias de verão. Nada, porém, que não faça os visitantes voltarem para casa saudosos de pérolas como a bela praia de Lagoinha do Leste, de difícil acesso, ou do glamour e das baladas à beira-mar, movidas a champanhe e música eletrônica, de Jurerê. Tradicionalmente, os surfistas se dirigem à Joaquina, enquanto a Armação é dos pescadores e Galheta, adotada por gays e naturistas. Não quer praia? Tudo bem, basta procurar abrigo nos restaurantes especializados em ostra nas vilas açorianas de Ribeirão da Ilha e de Santo Antônio de Lisboa, onde o casario do século 18 define a paisagem.

COMO CHEGAR

Quem vem de carro e parte de Curitiba chega a Floripa pela BR-101, duplicada e bem-conservada. De Porto Alegre, o acesso é pela mesma rodovia, mas o trecho está em obras e vive congestionado. De avião, desembarca-se no Aeroporto Hercílio Luz, no sul da ilha, e segue-se para o Centro de táxi (a corrida custa, em média, R$ 40), de ônibus executivo (R$ 4) ou circular (R$ 2,90). Todas as maiores companhias aéreas do país voam para lá, como Avianca, Azul, Gol e Tam. O Terminal Rodoviário Rita Maria fica no Centro, perto do principal terminal de linhas municipais.

COMO CIRCULAR

A distância entre uma ponta e outra da ilha é grande. Do Centro ao extremo norte, em Ponta das Canas, são 29 km e, até o sul, em Caieira da Barra do Sul, 27 km. O melhor, portanto, é circular de carro e estar preparado para o tráfego intenso no verão, principalmente nas cercanias da Lagoa da Conceição. Recorrer aos ônibus é uma boa alternativa: há várias linhas e o cartão Passe Rápido Turista custa R$ 3 (carga mínima de R$ 7) e permite integração.

ONDE FICAR

Antes de reservar hotel, vale saber que uma região fica bem distante da outra, e que elas têm perfil diferente entre si. Ao norte há mais praias urbanas, como Canasvieiras -- repleta de pousadas que recebem excursões -- e os três principais resorts: Costão do Santinho, Il Campanario Villagio e Jurerê Beach Village. Nas praias do sul estão pousadas que proporcionam maior contato com a natureza. A região da Lagoa da Conceição concentra o público jovem, que se entrega à vida noturna local e opta por hostels. É também na Lagoa que está a única hospedagem de charme na ilha, a Quinta das Videiras. No Centro, estão hotéis executivos como o Sofitel e o Majestic Palace.

Entre abril e outubro, muitos hotéis fecham as portas, principalmente em Canasvieiras e Ingleses.

ONDE COMER

A localização geográfica faz de Floripa um excelente ponto de pesca de tainha e camarão, além de ter água em condições ideais para o cultivo de ostras. O resultado é uma profusão desses ingredientes nos pratos. O Centro abriga uma grande quantidade de restaurantes, e as regiões da Lagoa da Conceição, no meio da ilha, e de Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, em direção ao norte, têm endereços que unem bons pratos e belos visuais. No extremo norte você faz refeições no espírito de balada em Jurerê Internacional. Na Costa da Lagoa, o almoço completa o passeio de barco. Já na parte sul, os melhores endereços ficam em Ribeirão da Ilha, onde restaurantes cultivam as próprias ostras. Algumas casas têm horário de funcionamento restrito ou fecham na baixa temporada..

Comida Típica

Camarão - Muito popular na ilha, a sequência de camarão é uma boa pedida para os apreciadores do crustáceo. Ela combina fartura e preços módicos - para um banquete focado neste ingrediente. A casquinha de siri costuma abrir a refeição. O festival prossegue com camarão ao alho e óleo, ao bafo, à milanesa, frito e em molhos para peixes. Mas abundância nem sempre significa frescor: nos períodos de defeso (março a maio e de novembro a janeiro), os restaurantes usam o crustáceo congelado. Onde comer: Toca da Garoupa, Rancho Açoriano, O Barba Negra, Pescador Lobo, Toca de Jurerê, Cabral, Muqueca da Ilha e Cachoeira.

Ostra - Floripa é o melhor lugar do Brasil para virar fã de ostras. Além da enorme oferta - da região sai 80% da produção nacional - e dos bons preços, a cidade tem muitas casas especializadas. As águas mornas e ricas em nutrientes das baías localizadas entre a ilha e o continente ajudam a explicar o sucesso do cultivo - e a ótima probabilida de comê-las ainda vivas por aqui. Antes de fazer isso é preciso ficar atento ao aspecto: a ostra fresca brilha, é bem grudada à concha e tem cheiro de mar. Apesar de preferida pelos gourmets, a versão in natura perde em pedidos para a receita do bafo e para a gratinada. Ribeirão da Ilha e Sambaqui reúnem a maior parte dos restaurantes que levam um molusco de qualidade à mesa. Onde comer: Rancho Açoriano, Ostradamus e Porto do Contrato possuem produção própria.

Tainha - Não é preciso circular muito para achar tainha fresca entre maio e junho, quando o peixe de carne tenra e saborosa vira figurinha fácil em muitos restaurantes da cidade. Nesse período do ano, cardumes saem do extremo sul do país e rumam na direção norte para desovar, passando pelo litoral catarinense. Nos outros meses, o pescado vem congelado do Rio Grande do Sul, mas dá para comer a tainhota, uma variação menor da tainha, em casas da Costa da Lagoa. A receita mais comum traz o peixe assado no forno ou grelhado, mas o título de prato mais tradicional fica com a tainha escalada - o pescado é aberto pelo dorso, temperado com sal grosso e seco ao sol por 24 horas. Mais rara nos restaurantes, a versão da tainha recheada com as próprias ovas tem preços mais altos.

QUANDO IR

Floripa é perfeita no verão, época de baladas e sol todo dia. Em maio e junho, as temperaturas caem e os cardápios destacam as tainhas, pescadas no período. Em outubro, a Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana movimenta a cidade. Entre maio e setembro as temperaturas mínimas ficam abaixo dos 20 graus e muitos hotéis, pousadas e restaurantes nem chegam a abrir

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