Campos do Jordão

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PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • camposdojordao.com.br
  • 50.221 hab
  • 12
  • São Paulo

  • Taubaté: 48 km; São José dos Campos: 90 km; Pouso Alegre: 114 km; São Paulo: 194 km; Rio de Janeiro: 340 km; Belo Horizonte: 503 km.

Entre prédios de arquitetura alpina e árvores de plátano nas calçadas, visitantes paramentados com botas, gorros e cachecóis circulam pelo centrinho do Capivari, a porção mais badalada da cidade. De dia, compram chocolates e malhas nas lojas que se enfileiram pelo bairro. À noite, disputam mesas para beber cerveja ou comer fondue. É o típico programa de inverno em Campos do Jordão – por isso, se escolher visitá-la nessa época, espere ver gente, muita gente. Isso sem falar no mais conhecido evento da cidade, o Festival Internacional de Inverno, com o melhor da música erudita. No resto do ano, a cidade fica bem menos povoada, mas se mantém bela e geladinha (a 1 628 m, é o núcleo urbano mais alto do país). Dá para relaxar nas pousadas de charme, curtir a área de lazer dos hotéis e passear admirando o verde que circunda a região.

COMO CHEGAR

De São Paulo, pegue o sistema Ayrton Senna- Carvalho Pinto (SP-070) e siga pela Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123). Quem chega do Rio pega a mesma estrada a partir da saída 117 da Via Dutra (BR-116). A SP-123 é bem-conservada e tem bonita vista para um vale (fique atento a um mirante no km 44, sentido Taubaté). A empresa Pássaro Marron (0800-285-3047) faz o trajeto de três horas de ônibus entre São Paulo e Campos diariamente, com saídas em seis horários (6h, 9h, 12h, 15h, 17h e 19h30; R$ 42,35), partindo do Terminal Rodoviário Tietê.

COMO CIRCULAR

A partir do portal de entrada, você percorre 6 km na Avenida Januário Miráglia, com comércio e serviços concentrados nos bairros Jaguaribe e Abernéssia e cheia de radares de 50 km/h, até chegar ao Capivari, centro turístico da cidade. Por ali, a melhor maneira de circular é a pé – as ruas são estreitas, as vagas são escassas e, assim como em alguns trechos da Abernéssia, há cobrança de Zona Azul. Aqui não há semáforos, por isso, atente ao movimento de pedestres sobre a faixa.

UM DIA PERFEITO

Pela manhã, curta a natureza que cerca a cidade; à tarde, concentre-se no centro turístico, que reúne comércio e restaurantes. Comece pelo Horto Florestal com atividades como trilhas e tirolesa. Faça uma parada para o almoço no alemão Harry Pisek, e não deixe de provar as saborosas salsichas artesanais. Depois, siga para o Capivari, bairro mais badalado, com bons endereços para comprar malhas e chocolates. No fim de tarde, sente-se em uma das disputadas mesinhas do Baden Baden para tomar cervejas locais. Termine com um jantar no argentino Libertango.

O GUIA RECOMENDA

Três dias - Aproveite os próximos dias para conhecer de perto os cartões-postais da região. A Pedra do Bauzinho tem trilha curta após percurso de Jipe ou quadriciclo. Já para chegar ao topo da Pedra do Baú, há trechos de escalada. Encontre outras atividades ao ar livre nos parques Aventura no Rancho, com cavalgada e tirolesa, Pesca na Montanha, com trutário e tanques de pesca, e Centro de Lazer Tarundu, com patinação e arvorismo. Não deixe de visitar os museus Palácio Boa Vista e Casa da Xilogravura. Programe um almoço no brasileiro Mina, que funciona no luxuoso Botanique Hotel & Spa; prove fondue no Matterhorn ou no Toribinha; e, se preferir um bar, o Fräulein Bierhaus tem boa carta de cervejas especiais e pratos alemães.

É TUDO VERDADE

A Avenida Januário Miráglia, que liga o portal ao Capivari, é a principal via da cidade. Não há como fugir dela – nem de seu congestionamento no inverno. Além do alto fluxo de carros, não há semáforos, e os retornos, por cima dos trilhos do trem, sempre formam filas.

Noite

No inverno, quando a tarde cai, as mesas do Baden Baden são as mais disputadas – quem se cansa de esperar acaba escolhendo algum outro bar do Capivari. Por volta das 20h, promoters aparecem por ali para vender convites de festas alternativas e casas badaladas, como a Disco e o Winter Lounge.

ONDE FICAR

A grande procura dos paulistas fez com que a cidade ganhasse uma rede hoteleira com variado nível de conforto, e diárias altas no inverno, em geral acima dos R$ 400 nas pousadas simples e acima de R$ 1000 nos hotéis de alto padrão. Entre a primavera e o outono, os preços caem mais da metade. Quem fica no Capivari está perto de bares e restaurantes badalados, mas pode sofrer com o barulho. Fora do centrinho, há hotéis de maior contato com a natureza.

ONDE COMER

A gastronomia é um dos principais atrativos da cidade, que divide (com Ribeirão Preto) a vice-liderança estadual em número de restaurantes estrelados no GUIA BRASIL 2015 – os três premiados são Harry Pisek, Libertango e Mina. As fondues continuam como um clássico local – a mais tradicional é a do Toribinha, mas você também encontra a receita no Le Foyer, Ludwig e Matterhorn.

QUANDO IR

Entre Corpus Christi e o fim de julho (época do Festival de Inverno) a cidade vive seu apogeu. Com temperaturas baixas, os hotéis ficam lotados. No resto do ano, a temperatura sobe e as diárias caem – mas alguns restaurantes fecham no começo da semana.

Por Jaqueline Gutierres

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