Santiago

Cidade

Mapa
Ver no mapa:
|
|
 
PREVISÃO DO TEMPO

Fonte: Climatempo
  • www.sernatur.cl
  • 5.883.000 hab
  • 2
  • -1h (horário de Brasília)

  • Valparaíso 108 km, Puerto Montt 1088 km, San Pedro de Atacama 1.509 km, Portillo 140 km

Ver outros destinos em Chile »

Roteiro Relacionado

Localizada em um imenso vale ao lado das Cordilheiras dos Andes, a capital do Chile é capaz de causar sentimentos antagônicos em quem a visita. Por um lado, o trânsito caótico, a famosa poluição encurralada sobre a cidade em razão dos imensos paredões dos Andes e a insegurança em algumas áreas ainda causa um certo incômodo e temor na hora de planejar a viagem. Porém, bastam algumas horas no maior e principal centro urbano do país para o forasteiro começar a se apaixonar por esse território de ares europeus, mas com ritmo latino. Praças e parques concorridos que ficam lotados em pleno meio-dia, a exemplo da Plaza de Armas, bairros boêmios donos de uma vida noturna invejável, como o clássico Bellavista, vão chamando a atenção daqueles que se dão a chance de entrar no clima de Santiago do Chile. Um olhar sobre acervos como o do Museo de Arte Precolombino ou um passeio pela Casa Museo La Chascona, antiga casa do poeta Pablo Neruda, são certeiros para a conquista definitiva. É apenas uma questão de tempo.

COMO CHEGAR (via aérea)

Existem voos diretos de São Paulo pela Gol (voegol.com.br), TAM (www.tam.com.br) e LAN (www.lan.com). Essa última também tem conexões com o Rio de Janeiro. Santiago do Chile é servida pelo Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez (www.aeropuertosantiago.cl), também conhecido como Pudahuel, a 20 quilômetros do centro da capital. Ele se localiza a cerca de trinta minutos do Centro.

Há serviços frequentes de ônibus entre o aeroporto e o Centro. A Tur-Bus (www.turbus.cl, 2/601-9573) opera entre 5h30/0h, chegando e saindo da Calle de la Moneda esquina com San Martín e do metrô Los Héroes. A Centropuerto cobra $ 1300 (ida) e $ 2300 (volta) e leva aos metrôs Los Héroes e Estación Central, entre outros. A corrida de táxi pode sair entre $ 5000 e $ 9000 e os táxis oficiais (www.taxioficial.cl) funcionam 24 horas por dia, todos os dias, e levam até 4 pessoas. Os serviços de van, como a Transvip ou Tur Transfer, para grupos maiores, cobram em média US$ 10 por pessoa (cerca de $ 5000).

COMO CHEGAR (via terrestre)

Outra forma de chegar ao país é uma longa jornada de ônibus, com a Pluma (www.pluma.com.br), que possui uma linha que começa no Rio de Janeiro rumo a Santiago, com paradas em São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Outra alternativa é a Chile Bus (www.chilebus.com.br). Do Rio até Santiago são 60 horas.

Para quem quer ir ao Chile de carro, o melhor caminho desde o Rio ou São Paulo é seguir pela BR-116 até Curitiba e de lá pela BR-101 até Florianópolis e Porto Alegre. Para Uruguaiana, fronteira da Argentina, pega-se a BR-290. O Paso de los Libres está do outro lado, e serão quase 1.400 quilômetros rodados em território argentino, passando por Santa Fé até Mendoza. Sepois até Santiago serão mais 340 quilômetros de viagem – é hora de atravessar a Cordilheira dos Andes, numa estradinha de duas mãos, lenta e linda. É preciso ter documentação específica para atravessar as duas fronteiras dirigindo. O documento do carro, por exemplo, deve estar em nome de quem vai guiar ou levar uma autorização com dados do proprietário do veículo (mais informações nas embaixadas da Argentina: brasil.embajada-argentina.gov.ar; Chile: embchile.org.br).

COMO CIRCULAR

A pé - o meio mais prazeroso de conhecer o Centro de Santiago é à pé. Tudo fica razoavelmente perto. Em Bellavista, Lastarria e Brasil também não por que fazer diferente. Providencia, área de restaurantes, lojas e hotéis, já é mais espaçada, mas cabe em suas pernadas. Os bairros mais elegantes e novos, Las Condes e Vitacura são exceções: cortados por avenidões e viadutos, são territórios de automóveis. Será preciso um táxi até os restaurantes e lojas mais badalados da cidade, que ficam por ali.

Metrô - é a maniera mais eficiente e barata ede cobrir distâncias pontuais. Especialmente porque evita o trânsito, que não é pouco. São cinco linhas. A 1, vermelha (leste-oeste), de San Pablo a Escuela Militar), é a que normalmente você vai usar: é chamada de linha turística porque vai a todos os lugares que interessam e passa perto da grande maioria dos hotéis. A linha 2, norte-sul, amarela, e a linha 5, verde, também são úteis. Se as multidões incomodam, evite a hora do rush, quando a passagem fica mais cara.

Táxi - não é caro e é o melhor meio de transporte à noite (de dia o trânsito pode irritar). Os táxis comuns são amarelo e preto. A bandeirada fixa é de $ 250, e a cada 200 metros percorrido ou um minuto parado somam-se de $ 80 a $ 100; o táxista é quem escolhe e todos exibem em placas vermelhasno pára-brisas o seu preço. Como em muitas cidades, alguns motoristas podem querer fazer alguns caminhos maiores, por isso tente dizer por onde ele deve seguir. Há notícias de taxímetros adulterados, que podem dobrar o valor das tarifas. Para trajetos longos, vale a pena pegar um rádio-táxi (a bandeirada sobe para $ 1100), mais seguro com relação a golpes e ainda têm a vantagem de poder negociar o preço das corridas.

Ônibus - desde que foi feita a integração com o metrô, só é possível paga os ônibus com cartões magnéticos, o que, na prática, afastou os não moradores do sistema. De qualquer maneira, não é um meio de transporte muito prático para percorrer os setores turísticos (www.transatiangoinformo.cl).

Carro - a não ser que você queira bastante flexibilidade para percorrer os vinhedos nos arredores de Santiago ou explorar o litoral, em Viña del Mar e Valparaíso, não há muita vantagem em alugar um carro. O trânsito é complicado e o estacionamento, caro. Para estacionar nas ruas há regras diferentes, escritas nas placas, e muitas áreas são pagas. Todas as maiores bandeiras internacionais, como Hertz, Avis e Budget estão disponíveis.

ONDE FICAR

A infraestrutura hoteleira de Santiago é muito boa, de modo geral. Os principais hotéis passam por renovações constantes, atentos ao público corporativo (a esmagadora maioria de seus hóspedes). A melhor notícia: a regra é oferecer quartos espaçosos, mesmo nos estabelecimentos mais simples. Detalhes como calefação e vidros-duplos anti-ruído são bem-vindos e amplamente difundidos. As localizações, em geral, são boas: próximas ao metrô, exceto nas porções mais orientais de Las Condes e Vitacura.

Viajantes mais exigentes quanto a charme e autenticidade, porém, podem chiar. A cidade é dominada por redes internacionais e praticamente inexistem hotéis-butiques ou pousadas. Mesmo a estrutura de albergues é incipiente. O máximo que se pode conseguir em termos de luxo é o Ritz-Carlton ou o Grand Hyatt. No entanto, com a pujança econômica chilena, este é um quadro que pode mudar brevemente.

Para famílias, um probleminha: como é muito difícil encontrar quartos triplos ou quádruplos, a dica é considerar o aluguel de um flat, para acomodar todos bem, sem aumentar demais os custos.

ONDE COMER

A culinária fusion está na moda, especialmente a que mistura qualquer coisa com a cozinha peruana. O número de restaurantes de nível internacional só aumenta, mas inos bairros altos de Las Condes e Vitacura. No entanto, a qualidade média da gastronomia local ainda está aquém das encontradas em São Paulo ou Buenos Aires. Para não correr riscos, paladares mais exigentes devem optar pelo clássico: pescados e frutos do mar, a verdadeira especialidade da maioria das casas. O ponto forte costuma ser a carta de vinhos, com preços muito bons. O ponto fraco é o serviço, normalmente apressado, desatencioso. É praxe deixar uma gorjeta de 10%. É costume local almoçar tarde (depois das 13h30), mesma regra para o jantar (sexta e sábado, por exemplo, depois das 22h30). Aliás, não se esqueça de fazer reservas nos meios restaurantes.

DICAS ECONÔMICAS

- Vá aos museus aos domingos, quando boa parte deles é de graça;

- Peça o vinho da casa: normalmente bom e barato;

- Faça um pacote: na maioria dos casos as operadoras de viagem conseguem tarifas menores nos hotéis, muitas vezes mais baratos do que em reservas pela internet ou direto no balcão.

Informações ao viajante
  • Espanhol
  • Pesos Chilenos
  • 800-360-220 (Entel) ou 800-800-272 (Telefônica)
  • Não é necessário
  • Para entrar no Chile, nenhuma vacina é obrigatória
  • SES, Qd. 803, lote 11, Brasília (DF)
    61 2103-5151
Em Santiago, o verão é muito quente e seco. Março é um mês ótimo, pois as noites já refrescaram e os santiaguinos já voltaram das férias. Para conhecer as vinícolas, o ideal é ir de janeiro até março, quando os campos ainda estão coloridos ou há colheira da uva.
Comente