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AVENIDA PAULISTA
Cartão-postal da cidade, o ícone mais
querido dos paulistanos é o lugar onde as coisas
acontecem
Nenhum símbolo
de São Paulo é tão querido, cultuado e festejado como
a Avenida Paulista. É nesse trecho nobre de 2,8 km
de extensão que tudo acontece. Aqui estão as sedes
dos maiores bancos, a Fiesp (Federação das Indústrias
de São Paulo) e 30% do mercado financeiro da cidade.
Diariamente, 1 milhão de pessoas circulam pela avenida,
endereço preferido das passeatas, protestos e manifestações
públicas de ordem variada. A poucos quarteirões da
avenida estão localizados alguns dos melhores restaurantes
da cidade e a atividade cultural é intensa: além do
Masp, o mais importante museu da América Latina, a
região tem uma grande variedade de cinemas e galerias
de arte.
Espinha dorsal
da cidade, a Paulista segue soberana e atravessa diversos
bairros, servindo como ponto de referência para quem
vem de fora e para os próprios moradores. Começa no
Bairro do Paraíso, na direção Sul, e vai até a Consolação,
para o Oeste, seguindo por Cerqueira César, próxima
à Bela Vista e aos Jardins. Pelo menos 3 grandes e
importantes avenidas da cidade passam por ela em direção
ao Centro: a Brigadeiro Luís Antônio, a 9 de Julho
e a Rebouças, que acaba no cruzamento com a Paulista
mas desemboca na Rua da Consolação. A história da
avenida confunde-se com o próprio desenvolvimento
de São Paulo no último século. Inaugurada em dezembro
de 1891, serviu primeiro como moradia para os barões
do café em mansões, hoje cada vez mais raras. As exceções
são a Casa das Rosas, no número 37, transformada em
centro cultural, e o chamado "casarão da Paulista",
no número 1919, eventualmente usado como sede de bazares
e feiras.
Desde a década
de 40, com a crescente industrialização, vieram os
arranha-céus, como a sede da Fiesp, no número 1313.
Conhecido como "pirâmide" por causa de seu formato,
o prédio abriga, além dos escritórios, um teatro no
subsolo e uma galeria de arte no térreo. Hoje a Paulista,
assim como a cidade, caracteriza-se pelo mix de atividades,
negócios e cultura. Por aqui circulam executivos e
empresários, colegiais e universitários, lojistas
e camelôs, visitantes e moradores - são cerca de 15
mil pessoas, distribuídas em 18 edifícios residenciais.
Para ver esse povo todo, de estilos, jeito e comportamentos
tão diferentes, basta uma caminhada.
Mas a Paulista
também tem seus próprios ícones, apesar de ser ela
mesma o maior de São Paulo. Um deles é o Conjunto
Nacional, que ocupa um quarteirão inteiro entre as
ruas Augusta e Padre João Manuel, até a Alameda Santos.
No térreo, cinemas, livrarias, cafés e lojinhas variadas
dividem o espaço com exposições e mostras temporárias.
Outro endereço famoso que serve como ponto de encontro
oficial da avenida é o prédio da Fundação Cásper Líbero,
no número 900. Também conhecido como "Prédio da Gazeta"
ou "Prédio do Objetivo", tem uma escadaria sempre
tomada pelo vaivém dos estudantes da faculdade e do
cursinho pré-vestibular que funcionam no edifício.
Do outro lado da rua, na Alameda Joaquim Eugênio de
Lima, esse pessoal lota os botequins da "prainha",
movimentados até durante a madrugada. O emblemático
endereço "Paulista, 900" é ainda o ponto de chegada
da Corrida de São Silvestre, disputada todo dia 31
de dezembro, e lugar de concentração da Passeata Gay,
que acontece em junho. No Natal, a vocação turística
da avenida é acentuada pela decoração e iluminação
das fachadas, especialmente a de uma agência do BankBoston,
na esquina da Alameda Ministro Rocha Azevedo, e a
do Banco Real/ABN AMRO Bank, perto do Masp. Com temas
como "a casa do Papai Noel" e bonecos mecânicos que
emitem sons e se movimentam, os prédios atraem uma
multidão de curiosos, que não raro deixam o trânsito
lento, até mesmo à noite, para ver de perto os enfeites
natalinos.
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