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Antártica

Como o mundo é pequeno! Essa é uma das descobertas de quem chega ao ermo continente
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A Antártica é o mais ermo dos continentes, mas não fica tão longe como parece: leva-se um dia e meio para ir do Ushuaia, no extremo sul da América do Sul, à área do Tratado Antártico (acordo de proteção ambiental que delimita a Antártica). A viagem, porém, não é simples: há icebergs flanando pelo oceano e ondas se arremessando contra o navio. É preciso frisar que se atravessa a Drake Passage, onde há o mar mais violento do mundo, originado na confluência dos oceanos Atlântico, Pacífico e Antártico e de suas correntes marítimas a mais de 400 km/h. Ele nunca tem ondas inferiores a 8 metros, capazes de balançar um transatlântico com capacidade para 3 mil pessoas.
Após tanto enjôo, você chega ao Continente Branco. Ao contrário do Ártico, há terra sob o gelo da Antártica. E as montanhas, bem escuras, afloram do mar abruptamente, formando verdadeiros fiordes. Sobre as montanhas e boiando no mar, as massas brancas de gelo. Quer dizer, não tão brancas assim. O bloco recém-formado é branco límpido. Já as massas compactadas pelo tempo são azuladas. A água do mar congelada mistura reflexos. E a placa que se desprega da terra tem tons de rosa.
Embora não se vejam árvores no continente, o mar da Antártica faz esse papel é uma árvore fértil, com muito krill, base da cadeia alimentar. Por isso, vários bichos ocupam a terra, o gelo e a água. Pingüins, elefantes-marinhos, pássaros. É uma bela viagem para quem gosta de observar animais e paisagens. Mas você não levará pedrinhas para casa. Na maioria das vezes, a expedição é mais um Antártica watching. Como muitos navios são grandes demais, não aportam no continente. Mas só o travelling vale a pena.



[O que levar:] impermeáveis, pois o vento é renitente, e óculos escuros para proteger a retina[|][Mente alerta:] passe protetor solar, pois o reflexo do sol no gelo branco tem dupla ação sobre a pele[|]

“O banco de gelo – o pack – pode ser descrito como um gigantesco e interminável quebra-cabeça criado pela natureza”, sir Ernest Shackleton, explorador inglês <br><br><br> “Ao contrário do que muitos comentam, navegar pelo Cabo Horn, o mar mais perigoso do mundo, não é tão assustador assim. Vale — e muito — um passeio turístico por lá, assim como é importante conhecer a Geórgia do Sul, uma ilha dentro da linha de convergência que estabelece os limites da Antártica. É bem comum encontrar navios russos com, no mínimo, 90 tripulantes (todos turistas) passeando pela região. São navios sem muito luxo, mas equipados com guias especializados que mostram cada cantinho desse círculo polar”, Amyr Klink, velejador


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