

Prosseguindo com o post anterior, hoje é dia de elencar as atuais encrencas rodoviárias do país, os 10 piores trechos. Por sorte, poucas passam ou são rotas para destinos turísticos.
1ª) BR-452 – Itumbiara-Rio Verde (GO) – Campeã de cartas de leitores reclamando do estado de calamidade pública. Para percorrer os quase 180 quilômetros, o motorista gasta o triplo do tempo planejado. O trecho crítico está entre Itumbiara e Bom Jesus de Goiás, depois melhora.
2ª) PI-140 – Floriano-divisa PI/BA (PI) – O sul do Piauí está praticamente sem ligação terrestre. São 325 quilômetros de buraqueira, isolando o Parque Nacional da Serra da Capivara, uma das principais atrações turísticas e culturais do país.
3ª) BR-235 – Trevo de Pau-a-Pique-Remanso-divisa BA/PI (BA) – Fica do outro lado do Rio São Francisco, onde parece que a estrada foi esquecida junto com os lugares por onde passa.
4ª) BR-349 – Bom Jesus da Lapa-Santa Maria da Vitória (BA) – Antes de pegar essa estrada, passe na Gruta do Santuário em Bom Jesus e reze bastante para São Cristóvão protegê-lo.
5ª) BA-052 – Xique-Xique-trevo de Tapiramutá (BA) – Deve ser por isso que o preço do feijão está salgado. Os caminhões que transportam o alimento se arrebentam nos 250 quilômetros de buracos, encarecendo muito o frete.
6ª) BR-174 – Presidente Figueiredo-Caracaraí (AM/RR) – Com mais de 500 quilômetros de buraco, é a mais extensa rodovia precária do país. Não pare dentro da reserva indígena, Waimiri-Atroari, onde o tráfego é liberado apenas entre 6h e 18h.
7ª) BR-267 – Bataguassu-Nova Alvorada do Sul (MS) – São mais de 200 quilômetros de buracos, praticamente desertos e pouquíssimos postos de combustível.
8ª) BR-364 – Alto Araguaia-Rondonópolis (MT) – Está sendo recuperada, mas apresenta alguns trechos ruins. Atenção nos 10 quilômetros da serra Petrovina, após o acesso para Itiquira.
9ª) BR-020 – Tauá-divisa CE/PI (CE) – Outro trecho precaríssimo histórico, com 90 quilômetros esburacados há décadas. E pior: posto de combustível ou borracheiro só ser for miragem. Em uma das crateras, nosso repórter entortou a roda e perdeu a calota.
10ª) BR-354 – Patos de Minas-trevo da BR-262 (MG) – A estrada vem melhorando sensivelmente, já foi o pior trecho brasileiro, mas continua apresentando alguns pontos bem esburacados.
Fernando Leite
Julho está chegando, hora de colocar muito agasalho na bagagem e pegar estrada, dirigir por aí. Petrópolis, Gramado, Campos do Jordão, Urubici, Guaramiranga...a temporada promete ser quente (no sentido figurado, é claro). Para ajudá-los a escolher o caminho certo e fugir de encrencas, vamos postar nos próximos dias uma série de rankings, feitos para os nossos mapas estaduais e regionais, que acabaram de ser lançados e são facilmente encontrados nas bancas do país. A coordenação esteve a cargo do grande editor Dílson Duques, um decano do Guia Quatro Rodas, mestre dos mestres da equipe de reportagem, que nesse momento encontra-se em algum canto do Nordeste. Bem no dia do seu aniversário, longe dos seus mores (Toninha, Dani, Tina e Julinha). Parabéns, DD!!
Para não perder tempo, começaremos pelo supra-sumo das estradas nacionais, as 10 melhores ranqueadas. Levamos em consideração a qualidade asfáltica, sinalização horizontal e vertical e infra-estrutura, como postos de combustível, serviço de atendimento ao usuário e postos de polícia ao longo do percurso.
1ª) SP-348 (Bandeirantes) – São Paulo-Cordeirópolis (SP) – Administrada pela AutoBAn, foi eleita pelo Guia Quatro Rodas a melhor rodovia do país pelo terceiro ano consecutivo. Alternativa para a movimentada Via Anhangüera, é exemplo de rodovia moderna e segura, com amplo canteiro central, telefone de emergência a cada quilômetro.
2ª) SP-160 (Imigrantes) – São Paulo-São Vicente (SP) – Para construir uma rodovia praticamente sem curvas, a concessionária Ecovias abusou da arrojada engenharia ao abrir túneis para preservar a Mata Atlântica e viadutos ao longo da serra do Mar. É a mais rápida e curta ligação entre a capital e o litoral.
3ª) SP-280 (Castello Branco) – São Paulo-Espírito Santo do Turvo (SP) – O movimento é tão intenso até Barueri (km 25) que foi preciso fazer pistas laterais, mas com pedágio na ida e na volta. Cuidado com a neblina freqüente em todo o percurso. Domingos e feriados fica proibido o tráfego de caminhões entre Tatuí e a capital. É administrada por três concessionárias: Viaoeste, Colinas e SPVias.
4ª) SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – São Paulo-Taubaté (SP) – Serve de alternativa à sobrecarregada Via Dutra, sendo o melhor acesso da capital para o litoral norte, Vale do Paraíba e Campos do Jordão. Apresenta traçado moderno e seguro, mas poucos e estruturados postos de combustível.
5ª) SP-310 (Washington Luís) – Limeira-São José do Rio Preto (SP) – Liga o final da Rodovia dos Bandeirantes com o norte do estado, atravessando importante região agropecuária. Cuidado com os fortes ventos laterais em todo o roteiro, sobretudo entre Araraquara e Catanduva.
6ª) SP-330 (Anhangüera) – São Paulo-divisa SP/MG (SP) – O traçado antigo até Limeira é o mais movimentado. Nos 170 quilômetros seguintes, cuidado com freqüentes queimadas nos canaviais às margens da rodovia, até Ribeirão Preto.
7ª) BR-290 (Freeway) – Osório-Porto Alegre-Eldorado do Sul (RS) – Principal acesso da Capital ao litoral gaúcho, foi a primeira rodovia de pista dupla e pioneira administração por concessionária no estado. É a única no país com emissora de rádio exclusiva, basta sintonizar a FM 88,3.
8ª) BR-040 (Washington Luís) – Rio de Janeiro-divisa RJ/MG (RJ) – Tem traçado sinuoso e sujeito a neblina em todo o percurso. Redobre a atenção nos 20 quilômetros da serra de Petrópolis, onde pode ocorrer queda de barreira.
9ª) SP-225 (Com. João Ribeiro de Barros/Engº. Paulo Nilo Romano) – Bauru-Itirapina (SP) – Com duplicação recém-concluída, a moderna estrada bem no meio do estado passa por Jaú, capital do calçado feminino, e Brotas, capital do turismo aventura.
10ª) BR-277/BR-376 (Rodovia do Café) – Paranaguá-Curitiba-Ponta Grossa (PR) – De março a setembro o tráfego de caminhões transportando soja para o porto de Paranaguá é tão intenso que chega a formar longas filas na rodovia. O tempo ganho na segura pista dupla compensa uma visita ao Parque Estadual de Vila Velha, à beira da estrada.
Amanhã, será a vez das piores estradas do país.
Fernando Leite