Viajar bem e barato

Rachel Verano
É jornalista e vive na Europa desde 2005. Nunca acampou, detesta banheiros coletivos, comprou uma calculadora, decorou a lista das cias aéreas low-cost e não parou mais de viajar. Descobriu que dinheiro não é tudo na vida (mas o cartão de crédito às vezes ajuda).


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Na Provence com Peter Mayle: os 10 melhores programas gastronômicos

Rachel Verano - 16/05/2008

O top 10 do nosso guia-escritor:
1) Experimentar aioli (uma pasta de maionese com alho)

2) Participar de uma degustação de Châteauneuf-du-Pape (na foto, os vinhedos nos arredores de Avignon; crédito Guillaume Dubé)

3) Comer trufas com ovos mexidos

4) Visitar um dos muitos restaurantes estrelados pelo Guia Michelin

5) Descobrir o pastis (um aperitivo típico, feito com anis)

6) Comer um churrasco de sardinhas frescas sobre fogo de tomilho e gravetos de videiras

7) Ir a Banon e comer o melhor queijo de cabra do mundo

8) Visitar Les Halles, em Avignon, onde há um enorme e magnífico mercado toda manhã

9) Comer uma genuína bouilabasse (espécie de sopa de peixe) em Marseille

10) Terminar com uma taça de marc (um destilado feito de bagaço de uva)


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Na Provence com Peter Mayle: os sabores e as cores de cada estação

Rachel Verano - 13/05/2008

Eles estavam por todo lado. Grandes, brilhantes, deliciosos. Os aspargos verdes, junto com os primeiros girassóis e o presságio dos famosos melões de Cavaillon eram o assunto do momento da Provence, onde, muito mais do que dias do ano ou ponteiro dos relógios, a vida é marcada por estações, colheitas, feiras, refeições memoráveis. Peter Mayle trocou a Inglaterra pelo sul da França por dois motivos básicos: o clima (“adoro o sol e a vida ao ar livre”) e a comida (“a culinária local tem uma característica distinta, é colorida, de sabores fortes”). Com a palavra, Monsier Provence:

“Os sabores dependem das estações, e há muitas opções. As minhas escolhas favoritas são simples: aspargos, flores de abobrinha, figos e melões na primavera e no verão. Trufas e guisados de carne no inverno. Para beber, o aperitivo típico é o pastis; e os vinhos de Châteauneuf-du-Pape e Côtes-du-Rhône são excelentes. Há feiras todos os dias da semana na Provence, onde você pode encontrar de tudo – de azeitonas a facas de caça. E há feiras especializadas às dúzias: de lavanda (na foto, crédito Andreas Karelias), azeite de oliva, trufas, vinhos. Eu, particularmente, gosto da missa de trufas em Richerenches, que combina o serviço charmoso na igreja com um bom almoço com trufas”.


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Na Provence com Peter Mayle: a agitação mora ao lado

Rachel Verano - 12/05/2008



Não é fácil chegar a Marseille. Digo, não é fácil a chegada a Marseille. Difícil absorver e entender, de imediato, uma cidadona de 1,5 milhão de habitantes depois de alguns dias de imersão em vilas com menos de mil moradores. Um susto trocar os mares de vinhedos por um mar (de verdade) pontilhado de mastros de centenas e milhares de barcos. Um choque esbarrar com centenas de pessoas de todos os cantos do mundo na rua, no maior frenesi, na maior pressa, na maior agitação. E Marseille tem graça? E como. Basta dar a ela o tempo necessário para que ela respire fundo e se apresente. É como me disse o escritor Peter Mayle:

“Apesar de sua reputação como uma cidade dura, sou muito fã de Marseille. Tendo mais de 2 mil anos de idade, ela acumulou alguns museus e igrajas extraórdinários, e o cenário é fantástico. O Vieux Port (Porto Velho); o Château D’If, do Conde de Monte Cristo; o mercado de peixe no cais; os bares e cafés com vista para o píer – esses são os prazeres imediatos. À medida que fui conhecendo Marseille melhor, achei as pessoas encantadoras. Você pode comer bem. E o sol brilha 300 dias por ano. O que mais se pode querer de uma cidade?”


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Na Provence com Peter Mayle - cenários de sonho

Rachel Verano - 06/05/2008

Escolher que rumo seguir é um doce dilema na Provence. Independente da estradinha ou da direção, é um alento saber que será sempre um programaço. Pode ser que o cenário sejam vilas medievais, campos cobertos de girassóis, vinhedos ou colinas forradas de lavandas em desenhos geométricos. Não importa. Mas se quiser seguir os passos do escritor Peter Mayle, rume para a região do Luberon. É o seu cantinho preferido:

"Eu acho o Luberon, onde vivo, impressionante. Vilas no alto de colinas, como Bonnieux, Ménerbes e Gordes (foto), só podem ter sido feitas para ser fotografadas. E a região, por si só, é magnífica: pequena, montanhosa, mais habitada por javalis do que por pessoas. Viçosa e verde na primavera, áspera no inverno. Para mim, é sempre bonita pela maneira como a luz incide, fazendo a mesma vista parecer diferente a cada dia."

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Na Provence, com Peter Mayle

Rachel Verano - 05/05/2008

A primeira viagem que fiz à Provence foi com o Peter Mayle. A segunda e a terceira também. Depois de ler Um Ano na Provence, Toujours Provence e Encore Provence, três livros que o ex-publicitário inglês escreveu depois de se mudar de mala e cuia para lá e ser feliz para todo o sempre amém, eu já conseguia sentir a temperatura do ar na primavera, a fúria do Mistral, o sabor do aioli e do pastis, o cheiro das trufas, o humor dos locais...

Mas a minha viagem de verdade só aconteceu agora, no feriado de 1 de maio (devidamente emendado e prolongado). Minha estréia na Provence foi uma deliciosa sensação de déjà vu, graças ao Peter Mayle. Quando o entrevistei pela primeira vez, em 2003, ele me deu a dica de como mergulhar de cabeça na região mais linda da França:

"Escolha uma base, alugue um carro e planeje uma série de viagens. Há tanta coisa para ver que você não precisará ir muito longe. E, independentemente de onde estiver,  não corra. Relaxe! Lembre-se de que você sempre poderá voltar."

Eu escolhi uma base. Aluguei um carro. E viajei cada dia para um canto diferente. Esqueci o relógio. E só me dava conta das horas no pôr do sol, às 21h. Mal cheguei, três horas atrás. E já quero voltar.

A partir de hoje começo uma série de posts sobre a Provence do Peter Mayle - e minha, agora. :-)
Dicas de restaurantes, vilinhas, cidades, estradas e programas espetaculares dadas pessoalmente pelo escritor. A propósito, a foto acima é de uma ruela de Lourmarin, a cidadezica minúscula que ele escolheu para morar. Ô vidão...

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Castelos para crianças em Portugal

Rachel Verano - 29/04/2008

Verdade seja dita. Portugal carece de bons e espetaculares museus. Se para adultos o assunto já é um dilema, para crianças então, nem pensar. Mas aproveito o post da minha colega de blog Bettina Monteiro (do Férias com Crianças) para palpitar um pouquinho sobre um grande barato de Portugal: seus castelos. Torres fortificadas, fossos, salas recheadas de móveis exatamente como eram quando reis e rainhas viviam por lá, jardins dignos de princesas... Não há criança (e nem adulto, para dizer a verdade) que resista. Fiz a prova final quando o meu sobrinho Pedro (na foto), então com 9 anos, veio me visitar. Ele simplesmente adorou o Palácio da Pena, em Sintra. Ele é, sem dúvida, o mais completo do país para dar asas à imaginação.

Para começar, ele foi o resultado da megalomania do austríaco D. Fernando Saxe Coburg-Gotha, que mandou fazer torres fortificadas, portas gigantescas, muralhas. Tudo com cores gritantes. Mais curiosidade: o rei era marido de uma brasileira, a rainha D. Maria II, irmã do imperador D. Pedro II, nascida no Rio de Janeiro em 1819. Com menos de 10 anos de idade, D. Maria saiu do Brasil rumo a Portugal para assumir o trono abdicado por seu pai, D. Pedro I. O Palácio foi passando de geração em geração de reis e rainhas até 1910, quando foi proclamada a república em Portugal.

Hoje, percorrer seus salões é uma delícia. Dá para ver como eram os quartos, os salões de baile, as salas de jantar. Estão lá as porcelanas, a prataria, as taças de cristal. O jardim em volta é um oásis. E para deixar tudo ainda mais divertido, há lendas locais que falam de fadas e duendes.

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Ciladas de viagem parte 4: achar que o mundo inteiro fala inglês

Rachel Verano - 26/04/2008

Eram 4h da tarde e o único objetivo daquele resto de dia era fotografar o final da tarde da parte asiática de Istambul, com a Ponte do Bósforo se iluminando e revelando a parte mais modernosa do lado europeu da cidade. Já tínhamos tudo em mente: bastava pegar o barco, descer do outro lado do Estreito de Bósforo e pedir a um taxista que nos levasse ao topo da ponte, bem onde havia uma gigantesca bandeira da Turquia.

A primeira parte deu certo. Chegamos na Ásia (adorei, isso!) muito antes do imaginado, em menos de 15 minutos. Tempo de sobra. Entramos no táxi. E aí começou a nossa batalha campal. Bridge, turkish, flag!!! Nada. O homem respondia em turco frases inteiras, longas e loucas. E rodava que nem barata tonta. Apontamos no mapa. Ele seguia na direção, mas não entendia uma só palavra. Tentei de tudo: descemos do carro para apontar com os braços o rumo da ponte, fucei loucamente no guia até encontrar uma bandeira da Turquia (para tentar dizer que queríamos chegar até aquela lá), apelei para palavras soltas em inglês, frases inteiras, nada. O homem continuava falando turco e a rodar sem rumo. Uma certa hora começamos todos a rir desesperadamente. Desistimos.

Descemos do táxi e resolvemos tentar chegar a pé. Quase uma hora depois descobrimos que a tal bandeira estava fincada bem no meio de uma zona militar cercada de metralhadora de todos os lados. Será que foi isso que o turco tentou nos dizer? Nunca saberemos. O fato é que ficou a lição: não dá para imaginar que o mundo inteiro fala inglês. Muito menos quando você tem pressa.

Eis que hoje entro numa livraria de viagens e descubro a solução perfeita para todos os problemas: o guiazinho Icoon. Nada mais é que um livrinho de design alemão bem humorado com todos os sinais possíveis e imagináveis para uma comunicação universal (são mais de 2 mil). Tem todo tipo de fruta. De cor. De grão, de pão, de queijo. De frutos do mar. Tem um boi inteiro com todos os possíveis cortes de carne. Tem carinhas que expressam todos os sentimentos. E coisas mais úteis também, como o motor de um carro detalhadérrimo, uma lista infinita de ferramentas, o corpo humano com todos os órgãos (ou você sabe dizer dor de cabeça em chinês?). Dá para comprar o livrinho pelo site, por apenas € 8,90. Muito menos do que eu paguei pela cobra-cega no táxi. :-)

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Ciladas de viagem parte 3 - bilhetes de trem

Rachel Verano - 23/04/2008

Deu agora mesmo no Uol: o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair foi pego no pulo por um fiscal do trem quando ia até o aeroporto de Heathrow, em Londres. Estava sem o bilhete. Pior: não tinha nem o dinheiro para comprá-lo. Leia a matéria da AFP aqui.

Viajar de trem pela Europa é fácil até demais. E qualquer um - mesmo que não tenha comprado a passagem, como Blair - consegue embarcar sem neuras. O problema vem depois, sob a forma de um fiscal carrancudo que passa para conferir os bilhetes a bordo. E ai, caso você não tenha, terá que pagar uma multa e ouvir um belo sermão. Em alguns países, como a Suíça (na foto, a região de Interlaken), a fiscalização é intensa e rola mais de uma vez por viagem, em geral.

Mas nem sempre a multa é só para quem não tem o bilhete. Em muitas estações é preciso autenticar a passagem em maquininhas ao lado do embarque. Não auteticou, dançou. O risco do mico é o mesmo. E a desculpa de ser turista desavisado não cola.

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Ciladas de viagem parte 2 - economizar na localização do hotel

Rachel Verano - 22/04/2008

Uma vez, viajando com dois sobrinhos pela Espanha, caí na bobagem de me deixar guiar apenas pelo elemento preço na hora da reserva. Queria algo que fosse bacana para ir com as crianças e que tivesse um preço bom. Logo vi um quatro estrelas bem arrumadinho e não tive dúvidas: reservei na hora sem nem querer saber onde ficava. Como estava de carro, imaginei que qualquer 15 minutos me separariam do estacionamento da Plaza Mayor de Madri. Ledo engano.

O hotel em questão, que o site catalogava na região de Madri, ficava fora da M-30 (o anel que circunda a capital), a uma hora da cidade, incluindo estrada no meio. Resumo a ópera: os € 70 da diária saíram muito mais caros do que os € 100 que os hotéis mais bem localizados cobravam. Além de uma bela gasolina, gastei milhões de neurônios e uma boa cota de paciência no trânsito. Lição aprendida para todo o sempre amém.

Certas cidades não pedem, exigem que você fique bem localizado. E, claro, não é o site ou muitas vezes as agências, interessada nas parcerias, quem vão dizer isso. Simplesmente não dá para ir para Lisboa e ficar na região da Avenida de Roma ou pra lá da Praça Espanha. Mesmo a Expo é longe, não dá para discutir. Da mesma forma, que graça tem ir para Veneza e ficar longe de San Marco ou em outras ilhas? E é impressionante como tem agência empurrando hotéis em Mestre ou Lido. Vai para Roma? Fique no centro histórico e pronto. O mesmo vale para Florença - que graça tem ficar longe demais do Rio Arno (foto)? Em Madri, a mesma coisa - Chueca ou arredores da Plaza Mayor e Puerta del Sol.

Ficar longe para pagar menos é um tiro no pé. Nada paga a alegria de sair da porta do hotel e já estar na região que interessa. Ninguém merece a peregrinação de entrar no carro, no ônibus ou no metrô e viajar antes de começar o dia. De noite, então, nem se fale. Pode apostar: você ainda vai gastar mais dinheiro. O pouco a mais que se cobra nos hotéis bem localizados muitas vezes é mais baixo do que o valor que você vai gastar em transportes - e você vai sucumbir muitas vezes ao táxi quando estiver cansado ou for tarde da noite.

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Ciladas de viagem parte 1: não reservar hotel

Rachel Verano - 19/04/2008

Nevsehir, Capadócia, 1h30 da manhã. Depois de 8 horas de viagem desde Istambul, chegamos numa das principais cidades da região sem reserva de hotel. Ruas desertas. Um silêncio desconfortante para uma cidade com quase 80 mil habitantes. Sequência de catástrofes: barrados no primeiro hotel depois de um look de cima em baixo do porteiro; barrados no segundo hotel depois de um look de cima em baixo do segundo porteiro; barrados no terceiro hotel depois de um look de cima em baixo do terceiro porteiro. Pânico.

Eis que surge uma placa com um H bem gritante e sinalização por toda a cidade. Quase 2h da manhã. Este deve topar qualquer coisa depois de espalhar tanta placa pela cidade, pensei. Seguimos até o fim do mundo atrás do bendito. Luzes acesas!  Porteiro na recepção! Vaga no estacionamento! Eba!! Depois de entrar toda animadinha e já ir pegando as malas, enxergo uma ambulância. Olho em volta. Placas de vacinas, cartazes com fotos de médicos. Mico mor: quase me auto-internei num hospital pensando ser um hotel!!! ararararara No caso, meu único problema – gravíssimo, por sinal – era mesmo só encontrar uma cama para deitar naquela altura da madrugada. :-)

Depois de mais uma sequência incrédula de peregrinação, uma pensão topou nos hospedar. Nunca dei tanto valor a uma espelunca com cheiro de mofo e banheiro de quinta. Dormi de roupa e imóvel como uma múmia para não despertar os ácaros. Banho nem pensar. Paguei o dobro do preço de um quarto normal (quase 50 euros enquanto a placa estampada na recepção dizia cerca de 25 – valia menos, acredite). Lambi os beiços.

Moral da história: mesmo que você seja um viajante aventureiro e deteste amarras e datas, vale a pena ter um mínimo de programação. Não custa reservar os hotéis com pelo menos um dia de antecedência. Mandar um email, reservar através de um site especializado, dar uma ligadinha que seja. Ainda mais se for chegar em horários pouco comuns. Eu teimo sempre em correr riscos. Depois deste último, nunca mais. Ser barrado por um porteiro de hotel de madrugada é mil vezes mais humilhante do que ser barrado em porta de boate. Você nem pode mergulhar no travesseiro para afogar as mágoas.


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Istambul: onde comprar os melhores doces

Rachel Verano - 16/04/2008

Pistache, nozes, avelãs, mel, muito mel. Os doces turcos são imbatíveis, tanto em sabor quanto em calorias. Impossível resistir àquelas vitrines onde pilhas de quadradinhos de massa folhada deixam escorrer o mel pelas laterais ou àqueles balcões recheados de bandejas onde miniaturas dos mais variados formatos são cobertas com uma farofinha crocante de pistache. Aqui vai uma listinha dos lugares mais espetaculares para cair em tentação:

1) Haci Bekir
(Istiklal Caddesi, 129, tel. 212/244-2804, Beyoglu)
As calorias aqui impõem respeito: a Haci Bekir está aberta desde 1777. Por trás do balcão antiguinho de madeira repousam as famosas delícias turcas (o lokum), uma espécie de gelatina elástica nos sabores mais variados (que foi inventada por um pasteleiro daqui!), ao lado de blakavas (o doce mais típico, de massa folhada com pistache e mel) e barrinhas aeradas deliciosas. Tem caixas prontas e também vende a granel.

2) Saray (foto)
(Istklal Caddesi, Beyoglu, 212/292-3434)
Impossível passar incólume por esta fachada de vidro recheada de pilhas de doces. De tempos em tempos, os funcionários colocam mais colheradas de mel no topo, e ele vai descendo lentamente, enquanto uma multidão hipnotizada do lado de fora fica babando. Com sorte os doces estarão quentinhos, recém-saídos do forno. Dá para comer nas mesinhas do lado de dentro ou montar caixinhas e levar (eles providenciam guardanapos e garfinhos).

3) Bazar de Especiarias
(Misir Çrsisi)
Também conhecido como bazar egípcio (era onde eram vendidas as mercadorias vindas do Cairo), este mercado do século 17 tem tendas que vendem de tudo, mas a maioria se concentra em especiarias e doces. Para ir andando, provando e comendo com os olhos.

4) Karakoy Gulluoglu
(Rihtim Caddesi, Karakoy, 212/293-0910)
Uma frase diz tudo: está lojinha é conhecida como a rainha da batlava (o doce de massa folhada recheado de frutos secos e coberto com mel).


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Istambul: vistas espetaculares

Rachel Verano - 13/04/2008

Istambul é como Roma: cada esquina revela uma surpresa ainda mais fascinante que a anterior. Você chega ao final do dia exausto, mas é uma exaustão feliz, de tanto ver coisa bonita. Para curtir cada ângulo de uma das cidades mais surpreendentes onde já pisei na vida, aqui vai uma listinha despretensiosa, mas deliciosa, para aproveitar o que a cidade tem de melhor: suas vistas. De preferência, com um bom chá nas mãos - e um narguilê também, para entrar no clima.

- 360
Este restaurante ocupa o último andar de um prédio em plena Istiklal Caddesi, a avenida mais movimentada da cidade, em Taksim. Ignore a fachada aparentemente simples e siga em frente. O caixote de vidro moderninho se abre para o skyline de Istambul. Se conseguir uma mesa na sacada, melhor ainda. Se não, não se preocupe. Coma o seu pato com cerejas frescas sonhando com a Ásia, logo ali do outro lado do canal.

- On Numara
Fica debaixo da Ponte Galata, que atravessa de Sultanahmet para a região de Karakoy. Tem pufes coloridos perfeitos para se largar enquanto o sol se põe, de frente para Golden Horn. Espere as luzes se acenderem no final do dia e tudo ficara ainda mais especial. A vista da Mesquita de Suleymaniye é surreal.

- Reina
Esta é uma balada chique e eclética (leia-se a queridinha do jet-set, incluindo jogadores de futebol e modeletes). Mesmo que este tipo de lugar não faça a sua cabeça, considere pelo menos passar por lá no verão. Seu bar ao ar livre está praticamente debaixo da moderna Ponte Bogazici, que atravessa o Bósforo e leva diretamente até a Ásia.

- Ponte Galata
Esta ponte é uma saborosa confusão. Do lado de baixo há bares e restaurantes. Por cima passam milhares de carros e o trem de superfície. Nas duas laterais, centenas de pescadores se acotovelam com suas enormes varas de pescar. Só isso já valeria a experiência, mas as vistas são lindas. Aproveite para ter uma panorâmica do espetacular e gigantesco Palácio de Topkapi e da Mesquita Yeni (na foto).

- Istambul Modern
Este museu de arte moderna é um caixote de vidro no porto à beira do Golden Horn. A fachada virada para o mar é toda de vidro. Do outro lado está Sultanahmet e suas mesquitas. No meio, um vai e vem incessante de barcos.

- Palácio Topkapi
Não bastasse toda a opulência deste que foi o segundo palácio dos otomanos em Istambul, a localização, em Sultanahmet, é outro grande trunfo. A vista que se tem do Mar de Mármara da varanda do terceiro pátio, entre as salas do tesouro, é inacreditável. Dá para acompanhar todo o bulício da cidade e a entrada para o Estreito de Bósforo.


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