Fabio Steinberg passou a maior parte de sua vida profissional entre quatro paredes corporativas. Um dia descobriu o jornalismo. Depois, o jornalismo de viagens. E logo depois, o jornalismo de viagens de negócios. Mas ele gostou mesmo foi quando descobriu que pode viajar e ainda ser pago. Resultado: agora ele só pensa nisto, e até se tornou especialista no assunto.
Quando a gente fala em viagens de negócios subestima uma cadeia de valor muito maior, e que se tornou o terceiro maior custo de uma empresa. No rol de atividades entra não só manjado trio tradicional agência de viagens-companhia aérea-hotel, mas tudo mais que faz parte do universo do profissional que viaja a trabalho. Como celular, cartão de crédito, táxi ou aluguel de carro, notebook, restaurantes, seguro saúde, malas, cruzeiros marítimos patrocinados por empresas, roupas e agasalhos, reuniões e eventos, medicina de viagem, uma lista onde a imaginação é o limite. Como regra geral, é tudo o que a empresa concorda em reembolsar quando seu empregado está fora da base.
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É sobre este assunto que trata o livro Viagem de Negócios (Editora Panda), sob minha responsabilidade. A obra chega às livrarias estes dias, mas seu lançamento – para o qual você está também convidado – foi marcado para o dia 28 de abril, a partir das 19 horas, na Livraria Cultura (Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2073). Há neste trabalho uma coletânea dos melhores textos publicados nas várias edições da revista Viagem de Negócios, que faz parte da família Viagem e Turismo, da Editora Abril.
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No livro estão presentes os dois lados da moeda, cara e coroa. A cara é o gestor de viagens – uma profissão muito nova, mas altamente promissora, e que planeja o show. A coroa é o viajante propriamente dito, sem o qual não teríamos o espetáculo. A verdade é que tanto a palavra “show” como “espetáculo”, usados aqui de propósito escondem uma nada sutil ironia. É que o viajante de negócios sofre mais do que aproveita as viagens. Bem diferente daquilo que a maioria das pessoas imagina. Certo que alguns privilegiados transformam suas viagens de negócios em momentos de prazer explícito. Mas são exceção.
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A regra geral é outra. Quem já passou por isto sabe. O cara tem que engolir comida ruim e cara às pressas, e torcer para ser contemplado com uma digestão decente. Tem que agüentar horas de espera e atrasos nos aeroportos, e ainda chegar do outro lado com frescor e irradiando felicidade, como quem viu o passarinho verde. Tem que trabalhar mais que quando está em casa, e ainda ouvir gracinhas ou frases tipo “como foi o passeio?” assim que retorna. Tem que conseguir dormir em quartos estranhos e enfrentar fusos horários, fugindo da insônia de pensar que na volta vai encontrar trabalho acumulado na espera. Haja dentista para manter o sorriso perfeito estampado no rosto, em todas as etapas!
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O livro Viagens de Negócios registra o que há de relevante sobre o assunto, depois de ouvir especialistas e profissionais de mercado. Numa linguagem acessível e leve, foi escrito para viajantes corporativos, fornecedores, dirigentes e todos os que se interessarem pelo ciclo da viagem. Cada etapa está reproduzida nos capítulos: desde a preparação, a viagem em si, comportamento, hospedagem, tecnologia, eventos até os cruzeiros empresariais – um fenômeno à parte. Já está à venda nas boas livrarias do ramo.
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