Fabio Steinberg passou a maior parte de sua vida profissional entre quatro paredes corporativas. Um dia descobriu o jornalismo. Depois, o jornalismo de viagens. E logo depois, o jornalismo de viagens de negócios. Mas ele gostou mesmo foi quando descobriu que pode viajar e ainda ser pago. Resultado: agora ele só pensa nisto, e até se tornou especialista no assunto.
O que começou, a partir do ataque de 11 de setembro de 2001, com poucas dúzias dos terroristas mais procurados nos aeroportos americanos, ao longo dos anos se transformou numa inacreditável relação já estimada em 500 mil nomes. Se um viajante dá o azar de ter o seu sobrenome no grupo, vai passar por maus bocados até provar que focinho de porco não é tomada.
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Em 2005, membros das famílias Sanden e Zapolsky, embora nunca tenham se visto, viveram situações semelhantes em datas diferentes ao tentar embarcar no aeroporto em Washington. Ocorre que a primeira vítima era uma menina de um ano. A outra, um garotinho de 11 meses. "Foi uma situação bizarra, eu grávida e com o bebê no colo, devíamos parecer altamente ameaçadores”, ironizou a senhora Sanden. “Foi uma perda de tempo provar que nosso bebê não era um terrorista”, completou em outra data a Sarah Zapolsky.
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De acordo com o próprio departamento de segurança responsável, milhares de passageiros sofrem atrasos de vôos diariamente por conta deste tipo de inspeção. Por que o problema ocorre? É que as telas do computador das companhias aéreas, que recebem os dados do governo, informam apenas o nome e sobrenome dos suspeitos. Com medo de invadir a privacidade dos americanos, os emitentes da relação sequer indicam a data de nascimento do suspeito. Com isto, bebês podem ser barrados como potenciais terroristas. Só que o problema não pára por aí. Chega a tal ponto que até seguranças designados para proteger os passageiros durante os vôos têm sido impedidos de embarcar pela segurança, registra o jornal Washington Post.
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O que pode ser feito para evitar ser confundido com um terrorista? Enquanto prometidos aperfeiçoamentos no programa de segurança não são feitos, uma opção é fazer como 93 mil americanos. Eles pagam 100 dólares por ano, e com isto contam com um cartão de identidade biométrica que reduz atrasos e principalmente inconveniências na hora do embarque. Esta solução vem se tornando cada dia mais popular. Por razões mais que compreensíveis.
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