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Fabio Steinberg passou a maior parte de sua vida profissional entre quatro paredes corporativas. Um dia descobriu o jornalismo. Depois, o jornalismo de viagens. E logo depois, o jornalismo de viagens de negócios. Mas ele gostou mesmo foi quando descobriu que pode viajar e ainda ser pago. Resultado: agora ele só pensa nisto, e até se tornou especialista no assunto.

Bilhete pago, mas não usado, um inimigo invisível que ataca na calada da noite

 É a coisa mais comum no universo das empresas. O passageiro cancela uma viagem aérea marcada devido a condições de tempo, mudança de prioridades ou novo horário de embarque. Ou ainda por causa de revisão da rota original. Faz parte da rotina corporativa, e ninguém morre por causa disto. A alteração é feita e pronto. Mas será que é pronto mesmo? Pois na prática não é bem assim. Se ninguém correr atrás do crédito gerado a favor da empresa nesta mudança, ela é que dança! (Quanto aos débitos, evidentemente não há motivos para preocupação: ninguém vai se esquecer de cobrar a tarifa a mais). Por causa do e-ticket, que trouxe como efeito colateral o sumiço físico do documento, a situação passa despercebida pela maioria dos viajantes. Só que isto multiplicado por centenas, milhares de passageiros, dá no fim uma pequena fortuna em dinheiro perdido.

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 Entenda bem. Neste tipo de questão, as companhias aéreas voam na contramão e contra o vento. Claro que preferem se fingir de mortas, pois não têm qualquer interesse em informar as empresas sobre créditos existentes. Até porque os bilhetes valem apenas por um ano, e depois deste período os valores não utilizados caem num buraco negro que se transforma em renda para elas. Assim, sem um controle interno sobre bilhetes emitidos e não voados pelos funcionários, as empresas perdem dinheiro, explica André Webber. Ele é diretor de marketing da Tour House, uma agência que desenvolveu e comercializa um sistema trabalhoso, mas que se justifica e se paga. Ao reconciliar compras e uso de bilhetes, garante a consistência e, mais importante, gera economia neste processo.

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 Não se trata de pouco dinheiro perdido. Webber dá dois exemplos. No primeiro, uma grande empresa que prefere não ser identificada conseguiu recuperar mais de R$ 1.240.000,00 de bilhetes emitidos e não usados ao longo de 2007. Já o segundo, a CA, conseguiu resgatar no mesmo período mais de R$ 150 mil. Em média, a Tour House estima que este tipo de controle pode trazer economias entre 5 e 8% do total emitido. Em média, se uma empresa compra em torno de R$ 1 milhão por mês perde cerca de 900 bilhetes por ano. “A não utilização de bilhetes é mais comum em trechos domésticos do que em trechos internacionais, sendo que a ponte aérea é responsável por mais de 30% dos bilhetes não utilizados”, comenta ainda Webber. 

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 A rigor, esta é a primeira ferramenta desenvolvida para este fim.  O GDS, como o Sabre, bem que tenta, mas só consegue cobrir,  evidentemente, as emissões que estão em seu sistema. E o que fazer com as emissões feitas direto nos portais como o da TAM e Gol, algo cada vez mais popular?

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Só que não basta apenas descobrir a renda perdida no meio do tickets não voados. No melhor estilo de consultoria que o mercado espera das agências de viagens, a Tour House assessora também sobre a melhor forma de recuperar bilhetes em aberto. Reembolso, reemissão ou conversão em crédito? De cara, fica o conselho: evite os reeembolsos, pois o cálculo será sempre desfavorável para o comprador.  

 



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